
Ninguém tem obrigação de aguentar o vômito do filho alheio a não ser a mãe e o pai da criança e olhe lá. Vômito é f... em todos os sentidos. O cheiro pega e não sai nunca mais. Se for no carro, adeus cheirinho do carro para sempre. Mas como ter um filho é uma coisa meio escatológica mesmo, a gente vai levando como pode.
Bem, essa introdução é só para fazer um agradecimento de coração ao pessoal do Cantinho do Pescador, em Torres, que teve que limpar litros de vômito do Leonardo, sábado passado. E o mais legal é que eles nem fizeram cara feia. Em um segundo tinha uma santa criatura com balde e pano na mão e mais outros dois fazendo a mudança do cadeirão, que estava todo emporcalhado. E depois, ao invés de nos expulsar do recinto, ainda trouxeram um cadeirão limpo, para voltarmos a comer a maravilhosa casquinha de siri. Sem vômito, claro.
Chegamos no Cantinho pelas dez da noite, depois de passarmos quatro horas na estrada, abaixo de um temporal absurdo. Eu fui atrás, distraindo o Leonardo com vídeos da minha época, mostrando Bozo e Balão Mágico. Acho que o sacolejar do carro foi o responsável pelo mal-estar do guri.
Bom saber que ainda tem donos de restaurantes que relevam uma situação chata como essas, à noite, numa praia, quando a maioria das crianças já estão dormindo e os adultos estão bem belos, tomando a caipirinha merecida.
Bjs
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