A tarefa da manhã de ontem era escrever o alfabeto dentro de uma linda centopéia.
26 letras apenas.
A missão era escrever em maiúsculas e minúsculas.
Fácil para quem lida com as letrinhas todos os dias, né?
Mas e quem diz que eu lembro de todas?
Fiz uma, duas, três tentativas na noite anterior.
Cantarolei musiquinhas do alfabeto em português e até em alemão para ver se a maldita letrinha desaparecida dava as caras na minha memória.
"A de amor, B de baixinho, C de coração...", cantarolava em silêncio
Queria chegar tinindo no outro dia para ajudar o guri.
Mas sempre faltava uma letrinha...
E, teimosa, queria porque queria lembrar sozinha, sem recorrer a nada nem ninguém.
Acabei envolvida em outras atividades e, na manhã seguinte, enquanto o piá já começava a fazer a tarefa, recorri, sem ele ver, à Internet.
Quando voltei para a mesa em que ele fazia o tema de casa, o choque: o guri tinha preenchido tudo sozinho. Chegou ao final faltando apenas uma letrinha.
O guri esqueceu do K.
A mãe esqueceu do W.
Esses dois praticamente inúteis entre os 26 deram um trabalho e tanto.
A diferença é que o filho consultou apenas a memória.
Ainda bem que eu lido com as letras todos os dias... Imagina se não lidasse...








não concordo em dizer que as letras K e w são inúteis, elas ~são muito utilizadas em outras linguas e estamos vivendo a globalização, lembras?