Sempre estimulei que casais tivessem uma vida a parte dos filhos.
É extremamente saudável e fundamental para o relacionamento, que os pais façam programas separados da prole.
Com base nessa convicção, pela primeira vez, tirarei férias sem a pequena.
Ficaremos duas semanas fora, em uma viagem para um lugar distante.
Os amigos que sabem da iniciativa dividem opiniões, uns são a favor e outros contra.
Faço aqui um aparte, para retificar que não opinaria sobre esse assunto se o casal, em questão, fosse uma dupla de amigos. Acho engraçado o hábito das pessoas de se meter na vida alheia, sem ao menos um pedido de opinião ou conselho ou seja lá o que for.
Enfim, a decisão de sair sem a Antonela não foi fácil. Inicialmente pensamos em levá-las, depois recuamos por questões pessoais e financeiras.
Nos preparativos fizemos uma série de investidas para ela se acostumar a dormir fora e contar a verdade, que vamos viajar e tal. Montamos uma estrutura para ela ficar em casa com todo o apoio e logistíca familiar, envolvimento da babá, etc e tal.
O estranho nesse longo processo é que ainda não estou naquele clima euforia antes de uma esperada viagem, mas fico com um aperto constante no coração.
Sei que vou adorar o passeio, tentarei descolar o pensamento.
Na realidade, acho que nós vamos sentir mais falta dela, do que ela da gente.







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