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Volta das férias

06 de junho de 2012 5

Todos os posts de Ticiana FontanaMinha mãe sempre disse que independente da idade, os filhos estão sempre na cabeça e obviamente no coração dos pais que sentem falta, preocupam-se, etc.

Parecia uma eternidade as duas semanas de férias tiradas longe da Antonela. A difícil decisão de sair, pela primeira vez, sem a pequena foi comprovada na prática.

Logo na saída, ao virar as costas, não contive as lágrimas. Depois, dezenas de emoções a cada rosto e imagem infantil durante o percurso.

Lembranças constantes e uma saudade que fazia o coração apertar foram companheiros de viagem.

Obviamente, que em vários momentos a cabeça se distrai e é possível curtir a viagem e as merecidas férias. Desde que a Antonela nasceu, foi a primeira vez que fiquei sozinha com o pai dela e foi muito bom.

A reação dela foi impressionante. Meses antes da viagem falamos que sairíamos e ela ficaria com a babá, a tia e os avós. Passou por um processo de adaptação dormindo alguns dias nos avós. Enfim, a minha ideia sempre foi não mentir, mas não forçar muito a compreensão das coisas.

Nos primeiros dias de separação, ela teve uma pequena indisposição (soubemos só na volta), que a pediatra acredita ter sido de fundo emocional. Além disso, ficou um pouco arredia com a tia e os avós. Falávamos quase diariamente com eles pela internet e com imagens da câmera do computador. Por orientação da pediatra, preferimos não falar com ela para evitar problemas maiores. Em uma dessas conversas entre o pai e a tia pela internet, ela viu de relance a imagem dele na tela. Disfarçou que estava concentrada no “Sítio do Picapau Amarelo”.

Quando a tia saiu do computador, veio a indagação.

- Tia Má, Antonela também quer ver o papai.

A partir desse dia, ela nos via, beijava o computador e, segundo relatos da família, mudou da água para o vinho. Ficou feliz e sem problemas durante todo o resto da viagem. Fez algumas tiradas que são típicas da pequena. Eu falavam que a mãe estava morrendo de saudades e ia levar presentes. Ela pedia boneca e algumas vezes repetia a frase.

- Mamãe morrendo de saudades, vou colocar ela de castigo.

Ela contava nos dedinhos quantos dias faltavam para a gente chegar. Obviamente tudo isso ficamos sabendo na volta, porque senão a choradeira seria ainda maior.

Chegamos, morrendo de saudades, com a mala cheia de presentes e coração aliviado. A recepção foi maravilhosa, brincamos até tarde. E quando ela dormiu, olhamos para ela e o diálogo foi o seguinte:

- Na próxima vamos levar ela junto, né?

PS: Tão cedo, não desgrudo dela. Ontem, depois de muito beijar e abraçar, ela virou e falou:

- Mamãe chega de “afofar”

Comentários (5)

  • Salete Ilha diz: 6 de junho de 2012

    Nossa Ticiana você esta de parabens!!!Eu lia o Blog todo dia louca pra ter noticia de como vocês se sairiam nesta dificil e corajosa decisão.Vai aqui meus parabens mais uma vez pela coragem(que eu nunca tive),fiquei no máximo tres dias longe da minha cria com muito custo e muita dor tambem.
    Parabens para Antonela,que fez por merecer os presentes..
    Abraços

  • Claudia Rubim diz: 6 de junho de 2012

    Olha, não consigo entender pais que tiram férias dos filhos…. assim tão pequenos….
    Catarina hj está com 1 anos e 2 meses, e nossas proximas viagens dentro e fora do Brasil, que estão sendo programadas incluem a nossa filha, afinal quando decidimos ter um bebê sabíamos que nossa vida ia mudar. Claro que ela dorme na vó as vezes mas é diferente, qualquer coisa corremos pra lá caso necessite.
    Sinto muito mas não compreendo este tipo de egoismo.

  • Giselle diz: 7 de junho de 2012

    Acho saudável uma viagem a sós, mas na idade da Antonela, acho 2 semanas demais, acho que sair 3 ou 4 dias já dá para dar um bela namorada e renovada nas energias…
    Acho que viagem mais longas devem ser feitas sim, mas com as crianças um pouco mais velhas para entenderem melhor a situação.

  • Juliana diz: 11 de junho de 2012

    Achei bem desnecesária a viajem do casal, e poderia (pode ter) causado algum trauma na Antonela. Pais não devem viver com culpa, isso é o que eu acho. E acho também que cada faz o que bem entender com o seu filho. Mas como pessoa que expõe a vida ao público no intuito de provocar a discussão, então falo da situação em si, e não das pessoas envolvidas, que aliás, não conheço pessoalmente. Sou da opinião que depois que se tem um filho o casal deixa de ser casal e passa a ser uma família. As coisas exclusivamente de casal podem ser feitas mais que tranquilamente enquanto os filhos dormem ou então quando estão, por pequenos períodos, longe dos pais. Não é o meu caso, pois as poucas vezes que usei o artifício de deixar com a avó foi para ir ao médico ou arrumar o cabelo. Mas gosto muito da companhia da minha filha, e meu marido também. Nos divertimos juntos, damos risadas juntos e compartilhamos os 3 a mesma cama. Durmo abraçadinha nela. Aliás, não consigo dormir sem ela. Sei que logo ela irá crescer, que talvez quando tiver seus 5 anos, ou mais ou menos, vai querer deixar a cama dos pais. Sei de quase tudo o que vem pela frente. Por isso acho que pais deveriam ter a tranquilidade em saber que um dia terão a vida exclusivamente de casal de volta, que embora pareça tão distante, na verdade não está tão distante assim. É sempre bom se auto avaliar como mãe e tentar aproveitar ao máximo essa fase, minha filha tem 2 anos 9 meses, e logo os pais serão os chatos de quem ela vai querer se ver livre (eu acho). Não tem necessidade de antecipar o inevitável. Meu coração ficou apertado só de imaginar a saudade das duas, uma da outra.

  • pati diz: 12 de junho de 2012

    sera que valeu a pena tirar ferias da maternidade, se a culpa fica lá cutucando noite e dia? queria provar alguma coisa para alguem? e porque criar essa discussão no blog? não entendi nada..

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