Uma mãe do blog fica duas semanas viajando sem a pequena de 2 anos e 4 meses. A outra, o máximo que conseguiu foram duas noites dormidas longe do pequeno (e a muito custo, e isso que foi a trabalho), e o "pequeno" já tem seus 7 anos.
Uma brinca com a outra:
- A mãe que cria o filho numa bolha.
ou
- A mãe desnaturada que "abandonou" a cria por duas semanas.
Numa coisa, as duas concordam: somos dois extremos quando o assunto é o em questão. E, agora sou eu falando (e não a Tici), nenhum extremo é bom. Nem 8 nem 80...
E, confesso, que acho que estou em desvantagem. Sei o quanto é importante a independência dos pequenos... Que numa eventualidade da falta de um dos pais, é importante a cria ficar com avós ou algum parente próximo...
Mas por que será que é tão difícil? Para mim, é como se a gente tivéssemos vivido vidas após vidas separados e, agora, chegou a hora de a gente se reencontrar... Dá uma saudade imensa ficar 8 ou 9 horas sem se ver... E eu quero aproveitar cada minuto como se fosse o último... Mas isso deve ser uma boa desculpa inventada por uma mãe superprotetora...
Na hora em que o pequeno diz: "Mãe, quando eu casar, eu vou querer continuar morando contigo. Eu e a minha mulher. Ou então vou morar aqui do lado. Eu não vou ficar nunca longe de ti". Claro que não me iludo, isso o guri diz agora... Mas fico matutando o quanto esse amor pegajoso possa estar produzindo uma dependência que não é saudável...
A "mãe da bolha" sabe que precisa evoluir e muito nesse e em muitos outros quesitos... Mas, enquanto a cria permite, fica curtindo cada momento juntinho dela... Sabe que isso tem seus dias contados e adora ouvir os conselhos: "aproveita porque ele cresce e logo, logo não vai mais querer saber de ficar junto com os pais...". E eu aproveito (tenho absoluta certeza que nunca vou pensar algo do tipo "por que eu não aproveitei mais os momentos com o pequeno"). E o exercício saudável da independência vai ficando para depois... Não me orgulho em nada disso (aliás, sou um mau exemplo nesse quesito), mas também me perdoo por ainda não conseguir... O jeito é tentar de vez em quando.







Meus filhos têm 10 e 11 anos e ainda hoje me sinto muito mal quando durmo longe deles. Nada é melhor do que o aconchego que esse amor incondicional proporciona. A gente sabe que eles vão crescer e sair de casa, mas, enquanto posso, curto muito a companhia dos meus "pequenos".
Também prefiro ser a superprotetora, e aproveitar meu filhote ao máximo, enquanto ele ainda quer ficar com a "minha mamãe" (como ele mesmo chama)... Ele vai ter toda a vida depois para ser independente, sabendo que tem um porto seguro pra voltar sempre que precisar.
Eu te entendo... Sou como vc... não consigo desgrudar... Hj com 2 anos e 4 meses várias vezes por semana, o Pitoco ainda dorme na nossa cama...Preciso trabalhar isso... Estamos chegando no limite do NÃO SAUDAVEL, pois após um periodo de 4 dias no hospital, ele ficou ainda mais grudado... chegando ao ponto de chorar enquanto eu tomava banho e o pai ser obrigado a levar ele pra dentro do banheiro... No inicio do ano, tivemos uma tentativa frustada de adaptação na escola... E ouvi da psicóloga que a culpa foi minha... E o novo prazo é outubro de 2012, preciso realmente trabalhar isso...
Sabe Fabiana que sou exatamente como tu, mas já não me sinto culpada porque se tentar ser diferente não vou ficar feliz e o importante é fazermos o que nos deixa felizes e não o que as pessoas acham ser o ideal. Mas tb não acho que se trata de criar o filho numa bolha, porque no momento que damos amor, segurança e limites, dentro da realidade que vivemos não estamos os colocando em uma bolha. Por outro lado, sou bem realista em saber que em pouco tempo eles terão interesses mt diferentes dos nossos e a vida segue e qd conseguirmos passar umas férias juntos será o máximo, então aproveitamos agora tudo juntos enquanto ele é criança e nós temos bastante disposição, porque estas memórias ficam para sempre de uma forma muito gostosa. Bjoss..
Eu acho que não é questão de bolha, não. A independência é um processo, na medida em que ele sentir necessidade, vai se desgrudando naturalmente. Se precisar ficar com alguém, por alguma emergência, vai ficar, ele não é tão pequeno, já entende o que está acontecendo.
Cada caso é um caso, mas acho que não pode confundir a necessidade dos pais de terem um pouco de independência da "independência" infantil. Eu já vejo muito pouco a minha filha, trabalho 8 horas, ela fica direto na escola, vou querer ainda que ela seja mais independente? Então todo o meu tempo que sobra é dela, e vai ser assim ainda alguns anos. Depois ela vai crescer e ter sua vida, isso é esperado. Mas, por enquanto, ela é prioridade.
Ai Fabiana, mãe de menino é assim mesmo! Por isso eles que tem que ir para o quartel com 18 anos, senão fica só na barra da saia da mãe! hehehe! Só acho que ele não vai dar esse grito de independência que tu espera. Acho que tu, como mãe, vai perceber quando será a hora de cortar o cordão. Quando ele precisar colocar outra mulher, outro assunto em primeiro lugar na vida dele. Por isso acho bom curtir bem o marido, senão tem é bom arranjar um. Porque ficar sozinha não é legal!
Meu menino, (meu gurisinho) de 14 anos está de namoradinha, faz um mês. Sei que é muito cedo, mas resolvemos não proibir pois ele é um menino muito querido e muito responsável. No começo foi muito difícil,parecia que ele estava deixando de gostar de mim,mas agora já estou me acostumando e minha "norinha" é muito querida. O que posso dizer é que aproveita bem, porque o tempo passa muito rápido mesmo,ainda bem que tenho minha menininha de 07 anos e posso aproveitar mais um pouco. EU e meu marido nunca viajamos sem eles, mas agora que eles estão maiores, estamos pensando em uma segunda lua de mel para comemorarmos nossos vinte anos de casamento.Bjosss