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Umas verdades sobre a maternidade

13 de junho de 2012 7


A colega de ZH Caroline Torma, 34 anos, escreveu no caderno Meu Filho desta semana um “alerta” às futuras mamães.
A gente compartilha aqui com as leitoras  do blog agora o texto na íntegra.
UMAS VERDADES
Por Caroline Torma
Editora de Interior de Zero Hora e mãe da Marina, 10 meses

Há segredos sobre a maternidade que só as iniciadas no tema (leia-se, quem já tem filhos) sabem.
Acho injusto. Então, decidi aproveitar esse espaço aqui e contar umas verdades sobre os 10 primeiros meses após o nascimento de um bebê. Atenção: se você está grávida e prefere não saber, pare por aqui. Esse texto contêm spoilers.
Por muito tempo, lá em casa, fomos uma família só de adultos. Faz três anos que os bebês começaram a fazer parte da nossa vida. E vieram quatro quase de uma vez só.
Em junho de 2009 nasceu a minha afilhada Helena. Em julho seguinte, o irmão dela, meu sobrinho Benjamin. Em 2011, vieram em fevereiro o Gonçalo (mais um sobrinho) e em agosto, a Marina. Eu aproveitei os dois anos que antecederam o nascimento da minha filha, e especialmente os nove meses da gravidez, para aprender sobre a maternidade. Na prática e na teoria. Minhas colegas Francini , Fabíola e Patrícia, principalmente, que o digam. E aconselho. Acho melhor a gente estar preparada do que ser surpreendida no calor dos fatos que seguem a seguir.
No primeiro dia, o leite demora a descer, ou desce e os seis endurecem e ficam parecendo pedras de granizo. Dói para burro. A gente vai para o chuveiro tentar amenizar a coisa, mas tem que sair rapidinho porque o bebê precisa mamar e só você pode fazer isso. Daí ele encosta pertinho de você, se aninha. E você esquece a dor (por alguns minutos).
Passa um mês e você ainda vai precisar acordar de madrugada de três em três horas para amamentar (porque ninguém pode fazer isso pela mamãe), a barriga não terá voltado ao normal (a calça jeans terá de esperar mais uns três meses para entrar), você provavelmente usará conchas para proteger os seios (ajuda bastante mas fica bem esquisito na roupa. Eu me sentia a Madonna num clipe famoso que você vai lembrar quando passar por isso). Mas, no meio do caos, o bebê esboçará um sorriso no cantinho do lábio. Sim, será involuntário, provavelmente, mas valerá todo o esforço, noites insones assistindo a repetição da programação do GNT e peitos tamanho XG.
Três meses de licença-maternidade e ainda não terá dado tempo de ler aqueles romances que você separou durante a gravidez para quando o bebê estivesse dormindo. As visitas já serão menos frequentes, a sua mãe terá voltado para casa (no meu caso, a 320 quilômetros de distância) e o pai da criança já terá retomado há tempos a rotina de trabalho, o futebol com os amigos. Você não. Acostume-se com a ideia de que agora e para todo o sempre você será duas pessoas. E nessa fase terá ainda como acessórios um carrinho gigante para colocar no porta-malas, uma bolsa a tiracolo, fraldas, mamadeiras, mantas… E então você passeará pelo shopping e todos olharão para seu filho com admiração. E você se sentirá orgulhosa de ser a criadora daquela criaturinha tão apreciada por todos aqueles desconhecidos.
É tempo de voltar ao trabalho e depois de cinco ou seis meses de dedicação exclusiva, você terá de deixar a cria. Seu coração e sua mente entrarão em conflito (e ele não se resolverá tão cedo. Ou nunca mais?). Você deixa o bebê na escolinha, com fraldas, bolsa, mamadeiras, e voltará a ser uma única pessoa (em parte do dia). Simplesmente aquela você de antes. Médica, advogada, jornalista. Sim e não. Bom e ruim. Durante o trabalho, você não conseguirá esquecer por um segundo daquela pessoinha que estende os braços quando, no final do expediente, você dará início a segunda jornada de trabalho do dia: a de ser mãe.
E apesar do cansaço, da vontade de tomar um banho prolongado, de ficar jogada no sofá assistindo à novela das nove, você vai brincar no chão, vai cozinhar com seu filho no colo, vai deixar a roupa acumular ao lado da máquina. Porque ser mãe não é fácil, exige tempo, dedicação e paciência. Mas é a experiência mais louca e recompensadora que você viverá. Especialmente quando aos nove meses a primeira coisa que seu filho disser for:
- Ma, ma, ma, ma…


Comentários (7)

  • Evaní Mãe da Carol de 3 anoas diz: 13 de junho de 2012

    Este texto é a mais pura verdade é maravilhoso ser mãe, mas passamos por muitos desafios. Quem tem a profissão de “MAMÃE” não pode erar jamais pois um erro pode ser fatal na criação de um filho, principalmente neste mundo em que vivemos onde a violência e a droga está ao nosso lado.

  • Adriana diz: 13 de junho de 2012

    Verdade……ser mãe é ser acordada às 3 da madrugada, por uns gemidinhos e nem ficar brava, pois ao acordar minha pequena olha pra mim e diz: Mãe ti amu…..ai não tem sono nem cansaço que resista……

  • graziele diz: 13 de junho de 2012

    Muito legal o texto!
    A mais pura e deliciosa verdade (mesmo a parte ruim é boa…).

  • Lucio Behr diz: 14 de junho de 2012

    Caroline,
    Desde quando vc tem investigado a vida da minha esposa ? …risos …parabéns pelo texto, simplesmente perfeito !
    Lucio Behr

  • Mariana diz: 15 de junho de 2012

    Emocionante, não sou mãe ainda, pelo menos por enquanto mas com esse texto me deu vontade de passar por tudo isso e no final escutar “ma, ma, ma”

  • Carol diz: 16 de junho de 2012

    Adorei o texto! é verdade! ser mãe é um aprendizado incrível e ao mesmo tempo um misto de solidão e alegrias.

  • Neli diz: 24 de julho de 2012

    E sabe o que é melhor? Cinco anos e três dentinhos caídos depois, você se emociona a cada novidade e só lembra das partes boas desse passado conturbado.

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