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Inventário de lembranças

22 de junho de 2012 5

Falamos recentemente no blog - a Tici e algumas de vocês comentaram - que a gente vai esquecendo de várias coisas sobre os pequenos. Ficam vagas lembranças, e a gente acaba "processando" apenas o que mais marcou. Uma leitora do blog até comentou que ela escreve tudo num caderno para não se esquecer de nada importante.  E se muitas recordações se vão, outras ficam gravadas como em pedra. São impossíveis de serem esquecidas. E escrever sobre elas é uma forma também de eternizar essas lembranças.

Minha listinha do que eu não vou esquecer (e é só o que me vem à cabeça agora, muito rapidamente, sem muito pensar):

- Do primeiro choro do pequeno e da emoção de recebê-lo em meus braços pela primeira vez

- Da primeira vez que ele engasgou com leite, e o pai foi correndo, apavorado, buscar uma enfermeira, ainda no hospital

- Do gesso que "aprisionou" as duas pernas do pequeno dos 7 dias até os 3 meses de vida (já contei que ele teve pé torto congênito, nasceu com os dois pezinhos virados totalmente para dentro. Na foto, ele não está apenas tomando banho. Era hora de tirar o gesso, e toda semana era assim). Também não vou esquecer do "skate" que ele tinha de usar até 1 ano de idade durante todo o dia para evitar que os pés voltassem a ficar tortos. E de como ele dormia, de bruços, com aquele "skate" (na foto aí, ele "surfando")... 

- Dos intermináveis quatro meses de cólica, sempre das 10h às 4h, dia sim, outro, também

- Das mamadas de duas em duas horas por quatro meses, muitas vezes acompanhadas de dor, mas uma dor que não se sente, mesmo que venha na companhia de sangue

- Das cirurgias da hérnia inguinal aos 11 meses e depois aos 5, e da adenóide, aos 3 anos e poucos...

- Da primeira palavra, que não foi mama nem papa, mas bo-la...

- Da primeira grande travessura do pequeno, quando ele entrou em casa, e nos deixou trancados do lado de fora, aos 2 anos. O dois minutos mais demorados de nossas vidas...

- Do primeiro tombo com muito sangue. Ele bateu a cabeça na porta de ferro e, apesar de feio, o corte não precisou de pontos

- Da primeira apresentação na escola, com uma rosa amarela na mão

- Da carinha dele ao ver o Zulu (o nosso cão salsicha) pela primeira vez, um misto de euforia e medo

- Da primeira noite longe de nossas asas (numa noite do pijama)

- Das incontáveis vezes em que ele cobra: "nem me deu um abraço hoje, nem me beijou, nem disse que me ama". A-do-ro esses rompantes sucessivos de amor explícito de todo santo dia (e isso não é um exagero)

- Das orações à noite, em que ele termina dizendo "Deixe essa casa iluminada de paz, sossego, serenidade e muito amor, hoje e sempre"

- Das noites de tosse intensa que não deixaram o pequeno dormir (e os pais, muito menos) e de uma virose aos 5 anos que deixou o guri raquítico de tanto vomitar, com as costelas à mostra (impossível apagar a cena da memória)

- Ele como pajem levando as alianças para o casório da prima

- Da saudade que ele tem dos seus médicos (como teve época que tinha 4, um de cada especialidade), cobrava-nos de quando ficávamos muito tempo sem visitá-los

-  Da vez em que ele, com 2 anos, dormiu na piscina embalado pela mãe (tem cenas que podem parecer muito simples, mas que a gente não esquece. Na foto, momentos antes de ele pegar no sono)

- Dos "castigos" que doeram mais em nós do que nele (e ele, provavelmente, não vai lembrar) das vezes que ficou sem ir na aula de futsal ou sem videogame por "aprontar" uma das boas

- Das canelas sempre roxas (e elas existem desde muito pequeno e, agora, com os jogos de futebol, acho que não vão desaparecer tão cedo)

-  Das inúmeras demonstrações de ciúme incontrolável quando pai ou mãe se aproximavam muito de algum primo ou afilhado (ele sempre dava um jeito de ir para os braços de um de nós e começar a nos beijar e abraçar muito)

- Das historinhas infantis que lemos à noite, e ele não desgruda aqueles olhinhos das figuras, sempre comentando, ao final: "viu com eu sei escolher um bom livro, mãe?"

- Da única vez em que esqueci de mandar um presente de aniversário para um coleguinha dele (fui consolada pelo próprio pequeno que disse que não fazia mal, que mais coleguinha esquecia...)

- Dos desenhos que ele fez questão de dar de presente para muitos aniversariantes, como se eles fossem um tesouro especial (e para mim, eram mesmo)... Quando eu esquecia de comprar alguma lembrancinha para o homenageado do dia, ele me salvava: eu vou fazer um desenho bem bonito, e ele vai ficar muito feliz...

Como é bom deixar essas coisas registradas.... Para nós, pais, e também para que os pequenos possam ter acesso a essas recordações no futuro (quem sabe mostrar para seus netos...)
Quer fazer também um inventário de lembranças? Tenha certeza que é muito bom... Escreve aí e manda no meu e-mail com fotos de alguns dos tópicos do inventário, assim como eu fiz acima.
Tenho certeza que vamos nos emocionar muito com as lembranças...
Vamos nessa?

Trabalho de peso22/06/2012 | 11h59

As 10 profissões que podem fazer você engordar

Estudo elencou comportamentos de trabalho que podem levar a aumento de peso

As 10 profissões que podem fazer você engordar Stock Images/Stock Images


Jantares e choppinho com clientes estão entre as causas do ganho de peso Foto: Stock Images / Stock Images

Será que seu estilo de trabalho tem relação com aquele recente aumento de peso? Segundo especialistas ouvidos pelo site CareerBuilder, sim. Um estudo encomendado pelo portal monitorou a forma com que executivos de várias empresas se alimentavam para determinar quais os comportamentos que mais levam à obesidade e quais as profissões que concentram os maiores problemas.

Segundo o estudo, os fatores ligados a trabalho que mais contribuem a aumento de peso são: ficar sentado o dia todo, devorar lanches rápidos em frente ao computador, comer compulsivamente na tentativa de aliviar o estresse e jantar fora regularmente.

A equação de todas essas causas determinou as profissões com mais queixas de ganho de peso relacionado ao trabalho. Confira.

1. Agente de viagens
2. Advogado ou juiz
3. Assistente social
4. Professor
5. Designers e arquitetos
6. Assistente administrativo
7. Médico
8. Policial
9. Profissionais de marketing
10. Profissionais de tecnologia

Comentários (5)

  • Cristiane Pastorini diz: 22 de junho de 2012

    Que emocionante, Fabi!
    Já comecei a fazer meu inventário. A primeira cena marcante com o Bernardo é quando mamou pela primeira vez. Eu tava na sala de recuperação e a enfermeira trouxe aquela bolinha de cobertores com a pessoa esfomeada dentro! Pensei "e agora? será que ele vai saber o que fazer?". E sabia. Naquele momento, nasceu a mãe, se fez o laço. E daí pra frente, muuuuitas experiências que eu quero lembrar pra sempre!
    Beijos!

  • Camila diz: 23 de junho de 2012

    Que bacana, Fabi, adorei ler esse post e com certeza vou preparar meu breve inventário!!! Beijos pro Bruno!

  • Grazi diz: 23 de junho de 2012

    Que Lindo Fabi!!!
    Momentos marcantes mesmo!!!
    Me emocionei!!!
    Bjos!

  • Betânia diz: 25 de junho de 2012

    Realmente esquecemos várias coisas, mas outras ficarão para sempre na lembrança. Jamais vou esquecer, por exemplo, a 1ª vez que vi o meu filho. O rosto dele ficou gravado na minha memória. Lembro com perfeição do dia em que ele nasceu. Do clima, de cada detalhe...

  • Patrícia Proença diz: 28 de junho de 2012

    Oi Fabi!
    Não tem como não se emocionar com e te inventário...
    estou eu aqui, me acabando em lágrimas e minha chefe na mesa ao lado perguntando se aconteceu alguma coisa grave! rsrsrsr
    Lindo mesmo!
    Parabéns pela sensibilidade em traduzir situações e sentimentos, em palavras.
    Minha pequena tem apendas 10 meses, mas um dia terei muita história p/ contar, assim como tu.
    Um grande abraço

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