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Como é difícil impor limites

28 de junho de 2012 6

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No começo, a gente acha engraçada a birra.

Interpreta as reações dos pequenos como resultado de uma personalidade forte, até sentimos uma pontinha de orgulho de seu comportamento intempestivo.

Com o passar do tempo, o engraçadinho começa a ficar incoveniente.

Primeiro, a birra é direcionada a estranhos.

Depois, a conhecidos ou pessoas de convivência próxima.

Por último, ao pais e cuidadores.

Somente nessa última fase é que nos damos conta que fomos muito frouxos ou não percebemos, como deveríamos, a hora certa de impor limites.

Resultado disso tudo é que a rotina começa a ser constantemente marcada por brigas e castigos.

Por outro lado, é mais uma fase dentro de um contexto de formação e temos de, como pais, ser seguros e positivos na atitute de impor limites.

Essa luta de hoje é fundamental para, no futuro, a criança saber que o mundo não foi feito para ela, que a gente vive em sociedade e a vida tem muitas frustrações.


Comentários (6)

  • Daniela 2 diz: 28 de junho de 2012

    Na minha experiência, é o contrário. As "vítimas" da birra normalmente são as pessoas mais próximas (veja a expressão "mãe é manha"). Eu nunca acho engraçado, acho bem inconveniente. Procuro falar bem calmamente, não gritar, mas tem situações que precisa fechar o tempo e deixar bem claro que o comportamento é inaceitável.

  • Luis Silva diz: 28 de junho de 2012

    Artigo capenga, Falou do óbvio: muitas crianças se comportam como pequenos tiranos e os pais ficam paralisados, o que contribui para que a intensidade e tipologia das tiranias aumentem. Narro um fato: num desses dias que choveu, eu vinha numa lotação quando entrou uma mãe com um garoto de uns 2 anos.Ele foi posto no colo e resolveu sentar atravessado, agitando as pernas, o que faria com que o calçado molhado e sujo atingisse minhas calças e a jaqueta. Olhei para a mãe e ela tentou reacomodar o reizinho tirano que aumentou a intensidade e alcance do esperneio. Já com a roupa suja, mostrei à mãe e perguntei: a senhora não vai fazer nada para que esse garoto se acomode? Resposta: "Ele é uma criança difícil de lidar". Eu disse: "Entendo... Quem sabe o que lhe aguarda se continuar permitindo esses pits do filhote". E troquei de lugar. O tiraninho, sem limites então ficou em pé no banco para olhar pela janela. Alguém sentaria depois na poltrona emporcalhada.

  • Adelmo Oscar Struecker diz: 28 de junho de 2012

    Os filhos terão limites na medida em que os pais terão limites. Limites não se impõem, os pais tendo, os filhos terão. O problema é que os pais vivem no faça o que digo, mas não faço o que faço. 65% de tudo o que sabemos, vemos o outros fazer. Daí, simples.

  • Estela diz: 28 de junho de 2012

    Acredito que é sempre mais cômodo aos pais dizer sim depois de um dia exaustivo de trabalho do que mostrar o que é certo ou errado. Através dessa atitude vamos fortalecendo a imagem que a criança tem de que tudo pode, pois se posso em casa como não poderei na rua ou com estranhos. Como pedagoga e como mãe sei que não é fácil ensinar, mostrar a uma criança o que pode ou não pode. É muito fácil desculparmos nossas falhas como pais dizendo que a criança tem gênio dificil é que assim ou assado. Educar dá trabalho, exige paciência e acima de tudo um comprometimento com tudo aquilo que falamos e prometemos não fazer para a criança. É mais fácil sempre cedermos do que ficarmos ouvindo choros e manhas por não fazermos o que elas querem. mas o que devemos sempre pensar é que não criamos filhos para ficarem dentro de casa e isolados do mundo. Criamos filhos para a vida e se não ensinarmos a eles a serem cidadãos, lidarem com as gfrustrações e respeitarem o que podem ou não, quando nossos filhos se depararem com isso na vida lá fora e não souberem lidar com isso , talvez o único consolo que eles achem sejam as drogras.

  • Daniela 2 diz: 29 de junho de 2012

    É sempre fácil dar a receita de como os outros devem lidar com as birras dos filhos deles. É só ver o comportamento das pessoas quando tem uma criança pequena chorando porque os pais impediram ela de fazer alguma coisa. Só falta dizer, ei, não tem como desligar isso aí?

    Então é assim, se não fazemos nada, somos uns frouxos, se dizemos não, todos sofrem as consequências, tendo que ouvir o berreiro, e daí somos uns inconvenientes. O melhor seria se as crianças pudessem crescem escondidas e só começassem a conviver com estranhos quando ficassem civilizadas (isso é para ser ironia, não entendam mal).

    Eu só sei que educar filho dá trabalho, muito trabalho, e quem dá opinião sem nunca ter acompanhado isso de perto, nos seus ou nos dos outros, não sabe do que está falando.

  • Daniela diz: 1 de julho de 2012

    Não gosto de usar a palavra "limite" nos assuntos que envolvem a educação de uma criança. Ora limites! O que vocês entendem disso? Como imaginam uma criança limitada? Qual liberdade ela vai ter de ser o que é? De optar pelo certo ou errado a que a ela é mostrado, com exemplos, explicações,diálogos, correções. Como um ser limitado consegue desenvolver qualquer tipo de raciocínio ao que lhe é mostrado?
    Dicas de como lidar com as birras dos pequenos? Abram qualquer livro pedagócio, terão inúmeras. Inclusive dicas para todo tipo de birra de acordo com a idade (Mas acredito que não irão achar como lidar com as birras de um adulto. Sim, porque a criança mal educada será um adulto birrento.)
    É díficil ensinar? Acredito que sim, mas é muito mais difícil aceitarmos que uma criança é um ser novo, um ignorante de regras atuais. E a inclusão depende de todos.

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