Motorista do caminhão de lixo (tinha de sair correndo com ele até a janela, ainda no colo, toda vez que ele ouvia o ronco do caminhão).
Maquinista de trem (essa é mais recente, e ele tomou a decisão junto com os coleguinhas que também trabalhariam na composição férrea, todos com uma função diferente).
Chefe (alegando que aí poderia decidir o que todo mundo faria).
Toda essa introdução é para falar sobre uma decisão importante que todos os filhos terão de tomar: a escolha profissional.
Foi esse o tema do programa Supersábado Saúde e Educação, que apresentei na Rádio Gaúcha SM do sábado passado, entrevistando uma psicóloga que trabalha com pré-vestibulandos há 10 anos.
A Giana confessou algo que a deixa triste: o que está pesando predominantemente na decisão pela profissão ainda são a questão financeira e o status.
Depois, fiquei pensando se os pais foram modelos (fizeram também a escolha pensando no financeiro) ou se não o foram, mas acabaram pressionando direta ou indiretamente para que o filho escolhesse algo que “desse dinheiro”.
Se o financeiro tivesse pesado prioritariamente no meu caso, eu não teria escolhido o jornalismo. Mas também avaliei se eu conseguiria sobreviver com a profissão escolhida. Defendo que a escolha seja do filho, e que os pais o ajudem a avaliar todos os prós e contras das opções (tem pai que não quer interferir em nada na escolha e acaba deixando o filho solitário nessa tarefa superimportante). Mas a escolha tem de ser do filho, e também é ele quem terá de assumir as consequências dessa decisão.
Se tem tanto adolescente ainda se guiando tão fortemente pelo dinheiro é porque os pais ainda têm uma grande missão pela frente. E mostrar que o material é importante, mas não o mais importante, a gente ensina (dá o exemplo) aos pequenos diariamente. Ou deveria ensinar. Mas também se a gente não repassar isso, eles vão aprender sozinhos. Só que aí pode ser por intermédio da dor, e não do amor.
Gurias, estou saindo de férias hoje e volto nos primeiros dias de agosto. Fiquem com Deus até lá e, para quem terá férias junto com o recesso escolar dos filhos, bom descanso (ou seria melhor dizer bom cansaço?)!







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