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A escolha da profissão...

20 de julho de 2012 2

Todos os posts de Fabiana SparrembergerEle já quis ser bombeiro.

Motorista do caminhão de lixo (tinha de sair correndo com ele até a janela, ainda no colo, toda vez que ele ouvia o ronco do caminhão).

Maquinista de trem (essa é mais recente, e ele tomou a decisão junto com os coleguinhas que também trabalhariam na composição férrea, todos com uma função diferente).

Chefe (alegando que aí poderia decidir o que todo mundo faria).

Toda essa introdução é para falar sobre uma decisão importante que todos os filhos terão de tomar: a escolha profissional.

Foi esse o tema do programa Supersábado Saúde e Educação, que apresentei na Rádio Gaúcha SM do sábado passado, entrevistando uma psicóloga que trabalha com pré-vestibulandos há 10 anos.

A Giana confessou algo que a deixa triste: o que está pesando predominantemente na decisão pela profissão ainda são a questão financeira e o status.

Depois, fiquei pensando se os pais foram modelos (fizeram também a escolha pensando no financeiro) ou se não o foram, mas acabaram pressionando direta ou indiretamente para que o filho escolhesse algo que “desse dinheiro”.

Se o financeiro tivesse pesado prioritariamente no meu caso, eu não teria escolhido o jornalismo. Mas também avaliei se eu conseguiria sobreviver com a profissão escolhida. Defendo que a escolha seja do filho, e que os pais o ajudem a avaliar todos os prós e contras das opções (tem pai que não quer interferir em nada na escolha e acaba deixando o filho solitário nessa tarefa superimportante). Mas a escolha tem de ser do filho, e também é ele quem terá de assumir as consequências dessa decisão.

Se tem tanto adolescente ainda se guiando tão fortemente pelo dinheiro é porque os pais ainda têm uma grande missão pela frente. E mostrar que o material é importante, mas não o mais importante, a gente ensina (dá o exemplo) aos pequenos diariamente. Ou deveria ensinar. Mas também se a gente não repassar isso, eles vão aprender sozinhos. Só que aí pode ser por intermédio da dor, e não do amor.

Gurias, estou saindo de férias hoje e volto nos primeiros dias de agosto. Fiquem com Deus até lá e, para quem terá férias junto com o recesso escolar dos filhos, bom descanso (ou seria melhor dizer bom cansaço?)!



Comentários (2)

  • suelen diz: 20 de julho de 2012

    A minha filha faz 6 anos agora 4 de Agosto, mas desde pequenininha quer ser modelo, bailarina e cantora. Coloquei ela no ballet, hoje ela tbm faz CTG, não a coloquei em agencia por que acho que ela deveria amadurecer mais a ideia, comecei a mostrar o que modelos fazem, ela viu propagandas as decora e repeti dizendo aprender para quando ela for fazer a sua própria propaganda de tv. Ano que vem quero coloca-la numa agencia, mas tbm tenho dificuldades em procurar uma que realmente seja seria. Mas é isso, queria deixar a "profissão" da minha filha registrada tbm.

  • Neli diz: 20 de julho de 2012

    Também acho que devemos deixá-los escolherem a profissão, mas com algum aconselhamento dos pais. O meu filho tem 5 anos e escolheu duas profissões: astronauta ou pirata.

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