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Posts do dia 8 agosto 2012

A um pai que é mãe também...

08 de agosto de 2012 19

Recebemos um relato emocionado da Marcia Amaral Marchesan de uma história de muita força e coragem de um pai para lá de especial.Abaixo, o e-mail onde a Marcia homenageia dois guerreiros. "Meu irmão merece estahomenagem, e o Pedro, também". E a gente, do blog, assina embaixo.

arquivo pessoal

Olá , Fabiana!

Sou assinante e leitora assídua da coluna Em Nome do Filho. Acho extremamente válidas as experiências e informações que vocês passam aos pais.

Ao ler a coluna recente sobre a gravidez planejada (que também foi publicada aqui no blog), me veio essa vontade de escrever e contar a vocês a história de uma gravidez planejada e tão esperada.

E também fazer uma homenagem a meu irmão que é um superpai.

No ano passado, ele e minha cunhada tiveram a notícia que tanto esperavam: iriam ter um bebê. Meu irmão já tinha um filho adulto, do primeiro casamento dele, de onde ficou viúvo. Minha cunhada, com 42 anos, teria seu primeiro bebê. Como já tinha engravidado há anos atrás e perdido, eles cercaram-se de muito cuidados com essa gravidez.

Todos o pré-natais, nutricionista, endocrinologista, enfim, sei que todos os cuidados que ela poderia tomar com sua saúde e a do bebê foram tomados.

No oitavo mês de gravidez, a Carmem sentia canseira, o que os médicos diziam ser normal e quem é mãe sabe que isso acontece...

Porém, de uma hora para outra ela teve um amarelão, coceiras no corpo e foi internada às pressas.

E aí começou um drama. Era preciso fazer uma cesária às pressas para tentar salvar a vida dela, pois seu fígado parara completamente e diminuíra de tamanho.

Pedro nasceu no dia 28 de fevereiro, às 13h30min. Sua mãe faleceu no dia 3 de março, sem sequer conhecê-lo. De uma doença até hoje inexplicável e silenciosa.

O sonho de ser mãe foi interrompido. E, mais uma vez, meu irmão estava viúvo, agora com 57 anos e um bebê maravilhoso para criar.

O luto foi dividido com a alegria da chegada do Pedro, dois extremos nas nossas vidas.

Entender e aceitar o que aconteceu é muito difícil.

Como pode um bebê ficar sem o seu elo mais forte?

Será que esse era o destino da Carmem, vir e deixar sua semente?

Só a fé e a esperança que o Pedro nos transmite para tentar entender os desígnios de Deus.

E Ele se mostra ao dar forças ao meu irmão para criar o Pedro. Ele, como era prematuro, ficou praticamente um mês internado. Depois, veio para minha casa até os três meses (tirei uma licença do trabalho), para ele ficar maiorzinho e, assim, ir morar com seu pai.

Hoje, moram os dois na casa. O Pedro passa o dia na escolinha para o pai trabalhar. E, à noite, retorna para junto da pai, que é um superpai, pois cuida sozinho do Pedro em casa.

A família está sempre por perto, auxiliando e orientando, mas é emocionante ver os dois juntos.

O Pedro cresce saudável e feliz.

E meu irmão vai superando a dor na tarefa de ser pai e mãe ao mesmo tempo.

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