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Sorria

Essa é uma mensagem simples, para a gente lembrar...

Picolé de leite materno para bebês

Mesmo sendo do ano passado, não pude deixar de...

Como é? Sem frescura

Fui visitar uma pessoa que eu não via desde...

Parabéns Isadora!

A apressadinha fez um ano e a mamãe presta...

Sorria

22 de fevereiro de 2012 0

Essa é uma mensagem simples, para a gente lembrar que as coisas boas da vida são tão simples quanto comer um pudim em família.

Pudins são doces e fáceis de fazer. Roubei uma receita de um de iogurte.


Pudim de iogurte

Pudim de Iogurte com LEITE MOÇA®
Ingredientes
Calda
1 xícara (chá) de açúcar

Pudim
1 lata de Leite MOÇA® Tradicional
1 a mesma medida (da lata) de leite
1 medida (lata) de Iogurte Natural Integral NESTLÉ®
3 ovos

Modo de Preparo

Calda:
Em uma panela derreta o açúcar até ficar dourado. Junte meia xícara (de chá) de água quente, mexa com uma colher e deixe ferver até dissolver os torrões de açúcar e a calda engrossar. Forre com esta calda uma fôrma com furo central (de 19 cm de diâmetro) e reserve.

Pudim:
Bata todos os ingredientes no liquidificador até que fique homogêneo. Despeje na fôrma caramelada, cubra com papel de alumínio e asse em banho-maria em forno médio (180°C) por cerca de 1 hora e 30 minutos. Espere esfriar e leve à geladeira para gelar por cerca de 3 horas. Desenforme e sirva a seguir.

Passinho à frente, por favor

21 de fevereiro de 2012 0

Todos os posts de Camila SaccomoriCOLUNA PUBLICADA NO CADERNO MEU FILHO DE ZH DE 20 DE FEVEREIRO DE 2012.

Passinho à frente, por favor

Um fenômeno ocorre nos guarda-roupas lá de casa. Desde que a Pietra nasceu, há quase 11 meses, não compro nenhum sapato para mim. Em compensação, começaram a surgir todo tipo de chinelinhos, tênis, sandalinhas, papetes e botinhas. Multiplicam-se como Gremlins pelas gavetas. O problema é que sapatinhos de nenê são irresistíveis na mesma proporção em que são desnecessários. Enquanto os pitocos não caminham, aquele par mimoso irá atrair “ohs” e “ahs” em ocasiões sociais e, em seguida, será guardado com um suspiro de lamento na mala-das-roupas-que-não-servem-mais.

Tudo isso muda com a atual fase da Pi: já ensaia os primeiros passinhos com e sem apoio! Em casa, até por causa do calor, deixo as “bisnaguinhas” descalças. Mas na mochila que vai todo dia para a escolinha, os sapatos são enviados para evitar escorregões. Fácil notar, porém, que a bonita fica bem mais equilibrada sem nada nos pés. Mais fácil ainda observar nas lojas como há toda sorte de calçados infantis inadequados para essa importante etapa.

Para orientar sobre o tema, consultei o ortopedista infantil Marcos Fridman, professor e chefe do grupo de ortopedia infantil do Hospital da PUCRS. O especialista compartilhou dicas bacanas para as mães:

– Sempre que possível, a criança deve ficar descalça, utilizando sapatos apenas como proteção térmica e mecânica. E se o fator térmico é o problema (para andar em piso frio, por exemplo), o uso de meias com solado antiderrapante basta.

Na hora das compras, Fridman alerta para a questão do conforto. Quando eu era pequena, era popular as crianças usarem calçados ortopédicos (aquelas botinhas altas e duras, lembram?). Hoje em dia, após diversas pesquisas, esse conceito não existe mais – ainda bem!

– Procure por sapatos fisiológicos, que não interferem no desenvolvimento. Devem ser flexíveis, deixando o pé à vontade e com a totalidade dos movimentos – indica.

Aproveitando o momento revival da infância nos anos 1980, questionei o ortopedista sobre o finado andador, recurso comum para preservar um pouco da lombar dos adultos, que sofrem curvados dando as mãos aos bebês para ensinar a marcha. O brinquedo segue vetado.

– Além do risco de virar se houver obstáculos no chão, ele impede a aproximação dos objetos que estão ao redor do bebê. Esse toque é importante para a atividade cerebral.

É, mães, vale então investir a grana do andador e dos sapatinhos frufrus em massagens para dor nas costas. Nossos filhos agradecem!

Picolé de leite materno para bebês

21 de fevereiro de 2012 0

Mesmo sendo do ano passado, não pude deixar de compartilhar essa notícia depois que vi a foto:

Mãe dá picolé de leite materno para aliviar o calor
O bebê tem mais de seis meses. A mãe é de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (terra tão quente quanto nossa querida Forno Alegre). Ela contou ao jornal O Dia que congela o seu próprio leite materno e coloca em forminhas de picolé. O filhote adora!

Minha Pietra já desmamou, mas costumo fazer picolés de suco natural de frutas: ela ama!

E você, o que faz para aplacar ese calorão todo?

Feijão maravilha

20 de fevereiro de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerNunca gostei do pretinho. No máximo, ele fazia parte das minhas refeições na segunda-feira. Sou de família alemã, e o feijão não está entre os pratos mais servidos. Mas o pequeno puxou ao pai, que adora a dupla feijão/arroz. Até no domingo, diante de um suculento churrasco, vem a reivindicação:

- Não tem feijão hoje?

Por muito tempo, era o pai que fazia o feijão. Eu também fiz muitos que não chegavam nem perto a um prato saboroso. Ou o feijão ficava aguado. Ou o grão meio duro. Ou muito salgado. Era difícil acertar, mas o pequeno nunca reclamava, o pobrezinho...

Até panela de pressão, que me causava grande pavor, eu aprendi a pilotar na tentativa de acertar no prato preferido do guri. Sempre tentei, poucas vezes acertei 100%, mas nunca desisti. Até a sogra, que faz feijão quase todos os dias, me indicou certa marca.

Com a indicação na mão, resolvi seguir as instruções que estavam atrás do pacote. Pensei: se eu fizer tudo igualzinho, tem de dar certo. Não deixei passar um minuto do tempo de cozimento indicado. E não é que funcionou? O feijão saiu cremoso, o grão no ponto, o tempero, uma delícia.

Fiquei tão faceira que congelei em potes, e teve feijão todos os dias da semana. O guri me enche de elogios e pede repeteco, coisa raríssima de acontecer (já que, tradicionalmente, é "uma briga" para ele rapar o prato).

O que a gente não faz para agradar um filho? Depois de acertar no feijão, as panelas que me segurem...

Folia digital

20 de fevereiro de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerOs joguinhos feitos para smartphones e tablets conquistam cada vez mais os pequenos _ e também seus pais. E são milhares de opções. Entre elas, releituras de jogos que faziam sucesso no meu tempo, como o Pac Man, aos novos, que já são considerados clássicos dos aplicativos.
O jornal Correio Braziliense fez uma reportagem bacana sobre essa febre digital e indicou alguns dos aplicativos mais populares e divertidos para crianças de todas as idades. Seleciono aqui os que são gratuitos e que podem ser uma boa pedida para quem decidiu ficar em casa com os filhos no feriadão de Carnaval.

Rescue City
Para crianças de mais de 9 anos, trata-se de um joguinho de ação e estratégia, no qual é preciso guiar o carro da polícia, dos bombeiros ou da ambulância pelas ruas da cidade. Tem 74 fases. Você pode baixar a versão gratuita, que oferece 15 fases e, se interessar, comprar o jogo completo. Pais também jogam, mas não é educativo

Lego Photo
Para quem quer estimular o olhar artístico da fotografia nos pequenos, o Lego Photo é a oportunidade perfeita. A criança usa o próprio smartphone ou tablet para fazer a foto, depois transforma a imagem em uma construção de blocos de lego. É simples e um queridinho em downloads. Pais também usam, não é educativo

Enhanced ISimon
Conhecido pelo nome Genius entre a criançada dos anos 1980 e 1990, o jogo virou aplicativo para a garotada acima de 4 anos. Ele lança sequências de quatro cores que devem ser repetidas pelo jogador. Estimula a memória e a concentração.Pais também jogam, é educativo.

Cut the hope
Considerado um dos novos clássicos da era dos smartphones, é um joguinho bem bolado e cheio de desafios. Uma bala colorida está presa em várias cordinhas, e deve chegar à boca do bichinho. Estimula o raciocínio rápido. Pode ser jogado por crianças com mais de 2 anos e é hit entre os adultos.

Alphabet
memory game

Um jogo da memória que ajuda as crianças a partir de 2 anos a aprender o alfabeto brincando





Scoops
Monte uma torre gigante de bolas de sorvete equilibradas umas sob as outras e ganhe o jogo. O Scoops é divertido para os menores (acima de 3 anos) e ajuda na capacidade de organização, uma vez que eles devem alternar as cores dos sorvetes para não perder pontos.

Doodle Buddy
Para os pequenos artistas, esse aplicativo permite fazer desenhos com as mais diversas cores, linhas, formatos e temas de fundo. Ele ainda permite que a criança faça intervenções artísticas sobre fotos armazenadas. É educativo.

Lightsaber Unleashed, Use the Force
Os pequenos fãs da saga Star Wars vão adorar. O app simula o clássico sabre de luz usado pelos Jedis do filme e, quando equiparado com outro smartphone com o mesmo app, as crianças podem simular uma luta divertida, com os mesmos zumbidos gerados nas lutas do filme. O app é um sucesso entre os maiores de 5 anos, mas só é possível baixá-lo em Apps Stores internacionais

Ibowl

A criançada que ainda não consegue carregar uma bola de boliche, mas é louca para praticar o esporte, pode começar por aqui. O jogo prende a atenção por um bom tempo. O som dos pinos caindo no strike é tão real que você vai se sentir na pista. Recomendado para maiores de 4 anos, mas adultos também adoram



Toddler Math Plus
O app ensina de uma maneira inovadora as operações básicas da matemática. Na versão gratuita, seis níveis ajudam nas operações de adição. Na versão completa, subtrações, multiplicações e divisões. Tudo muito colorido, com bichinhos e sons bacanas. Para a garotada da pré-escola

Álbum de Família - Galeria 18

20 de fevereiro de 2012 1

A publicação da foto no site ou caderno Meu Filho está sujeita à aprovação da equipe de Zero Hora. Como existe uma demanda muito grande, não é possível prever o prazo para a publicação. No entanto, na medida do possível, as imagens serão publicadas pela ordem de envio. Os álbuns são publicados sempre às segundas-feiras.


Quer ver seu pitoco no Álbum de Família? Mande suas fotos.

Mãe, você é uma chata

18 de fevereiro de 2012 1

Todos os posts de Livia Meimes



Mãe

Enquanto escrevo isso lembro de você drenando meu nariz ranhento 24 horas por dia. De você com cara de quem comeu picolé de xuxu sem sal na hora de me deixar na escolinha e ir para o trabalho. Até hoje você faz a mesma cara quando eu vou para o colégio e provavelmente fará quando eu for pra faculdade. Isso nunca mudará.

Lembro da minha infância inteira tirando e colocando o casaco, você me tapando e eu chutando as cobertas a noite inteira. Você nunca entendeu que eu puxei ao meu pai: nós não sentimos frio, mãe, ao contrário de você, que dorme tapada até no verão.

Também lembro de você, a minha infância inteira, dizendo para eu não tomar Coca-Cola, mas você sabia que dava tudo por uma. Quando dizia que não, morria de remorso. E preciso confessar uma coisas: a minha vó nanny me dava, a minha vó nanny me dava, minha vó nanny me dava.

Você também adorava ficar em cima de mim, me sufocando com beijos molhados, me lambendo, mordendo a minha barriga e fazendo barulho, só para eu cair na risada que nem o nenenzinho da propaganda do Itaú.

A hora de escovar os dentes era a maior tortura. Era eu segurando a escova com força, chupando toda a pasta com baixa abrasividade, só para te irritar. E você tentava ser paciente, fazendo de tudo para que meus dentes ficassem limpos. Era dia e noite, noite e dia, e você lá, tentando.

Aqueles meus dois primeiros anos foram difíceis, né mãe? Mas foram muitooo divertidos.

Mãe, você é uma chata.

Ass. Leonardo.




A história (emocionante) da Lucia

17 de fevereiro de 2012 4

Oi, amigas. Sou leitora há bastante tempo e resolvi vir contar a minha história. Meu nome é Lucia Ribeiro, tenho 21 anos, há dois anos vim de Uruguaiana para tornar realidade um amor de minha infância.

Eu e, hoje, meu marido nos conhecemos lá.

Passávamos as férias juntos, pois a mãe dele era minha vizinha (ele foi criado por uma tia em Canoas).

Depois de anos e anos como amigos, encontros e desencontros, ele foi me buscar para que aquela paixão de verão e de infância pudesse se tornar realidade.

Eu larguei tudo, e todos, para com ele seguir junto a caminho da felicidade.

Fazia exatamente pouco menos de um ano que eu estava morando em Canoas, descobri que estava grávida.

Enfrentei críticas por ser nova, mas segui firme e forte.

A primeira vez que escutei o coração da minha bebê, recebi uma ligação dizendo que minha mãe estava internada, vítima de problemas renais.

Naquele momento, foi uma mistura de sentimentos, eu não havia contado pra ela que eu estava grávida, pois, como estava no começo da gestação, e eu estava fazendo tratamentos para tireoide, era uma gravidez meio que de risco.

Fui até Uruguaiana, chegando lá, minha mãe estava em coma.

No segundo dia, contei que estava grávida apenas pra ela. E, naquele momento, ela apertou minha mão!! Foi EMOCIONANTE!!!

No outro dia, também ela apertou minha mão, em logo após a visita, ela veio a falecer (era dia 04 de abril de 2011), com 46 anos.

Deixou eu (com 20 anos), minha irmã (com 22) e meu irmão (com 11).

Mas eu sabia que naquele aperto de mão era um sinal de que ela estava feliz por mim!

Minha irmã estava grávida também de oito meses na época.

Infelizmente, nossa mãezinha não conheceu nenhuma das netas, mas temos certeza que ela está junto de nós...

Aí estava, a tristeza e a alegria juntas,
a tristeza de termos perdidos a nossa mãe,
mas a alegria de nos TORNARMOS MÃE!!!!

Então segue a DICA:
"Não tenham vergonha de dizer eu te amo! Amar não é nenhuma vergonha"
Essa é minha homenagem para a minha mãe...
ONDE QUER QUE VOCÊ ESTEJA, MÃE, TE AMAREMOS MUITO!!

(OBS: estou mandando uma foto para vocês nos conhecerem)

Beijos e obrigada pela atenção

Brinquedinho novo

17 de fevereiro de 2012 4

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

O guri estava intrigado sobre a reação da mãe diante do seu "brinquedinho" novo. Ele não entendia o que ela fazia tanto tempo, extasiada, em frente ao presente que ela mesmo lhe deu...
- Mãe, tu gostou tanto assim desse presente? Parece até que tu gostou mais dele do que os desenhos que eu faço pra ti... (e fez beicinho)

Mal sabia o piá enciumado que a mãe sonhara anos e anos a fio com aquele presente. Mas com tanta prioridade pela frente, nunca chegava a vez de realizar o desejo.

- Mãe, ela é uma nave, né? É gigante...O guri logo quis interagir com o presente, colocando sua foto nela.

A mãe só pensava que, dali para frente, não precisaria mais ficar duas horas inteiras na frente da geladeira antiga, colocando ventilador, tirando ventilador, recolhendo as montanhas de gelo, carregando baldes de água... Ninguém merece!!! Em pleno 2012, alguém perder duas horas inteiras descongelando e limpando uma geladeira... Sim, comprei uma frost free, que me livrou dessa tarefa ingrata - para mim, uma das piores a serem feitas dentro de casa. Só perde para a limpeza da caixa de gordura (eca!!!). Pode ter algo ainda pior?

Sempre pensei que eu fosse a últimas das criaturas com uma geladeira antiga em casa. Daquelas marrons, vocês lembram? Mas, não, descobri que tenho várias colegas que têm o mesmo sonho que eu, enfim, consigo realizar.

Os casais que trabalham fora e também em casa, sem empregada doméstica, conseguem entender o mágico contentamento de conquistar uma aliada nas tarefas. Depois de uma explicação da mãe, o guri entendeu o significado do presente e chegou com seu cofrinho abarrotado de moedas:

- Mãe, eu vou ajudar a pagar. Assim, tu e o pai podem comprar outras coisas para não trabalharem tanto em casa e não cansarem tanto.

Que ammmoooorrrrrr, não?

Como organizar uma festa de 1 aninho do seu filho

16 de fevereiro de 2012 1

Para quem curte a tendência FAÇA VOCÊ MESMO, indico um tutorial pra lá de bacana:  é do blog da Malu, mãe do Pedro, leitora do blog e do caderno Meu Filho.

A querida Malu organizou tudinho para comemorar o primeiro aniversário do seu filhote aqui em Porto Alegre. A festa ficou lindona, como vocês podem ver nas fotos abaixo (são do Carlos Edler, ex-colega de ZH que anda mandando muito bem em cobertura de festinhas infantis).

O post do blog da Malu (http://malumaedopedro.wordpress.com/2012/01/06/diy-festa-de-1-aninho/) indica tudo o que se deve pensar para fazer a festa, desde local, convites, decoração e comida até brinquedos, lembrancinhas e música para animar a tarde.

Esteja preparada para muito trabalho nos dias anteriores à festa, hein? Mas também a recompensa de ver tudo o que se planejou dando certo e sendo elogiado pelos convidados não tem preço! Boa sorte e bons preparativos! Depois volte aqui ao blog para contar como foi a sua comemoração :-)


A fofura do Gui

15 de fevereiro de 2012 9

A Cátia é daquelas mães que sonham em ser mães muito antes de engravidar. Leitora do blog das mais tri, ela é muito grata ao seu filhote Guilherme ter vindo ao mundo, há exatamente dois anos.

Ontem ela nos mandou um texto muito, mas muito emocionado mesmo, falando diretamente ao seu bebê. Reproduzo aqui.

Boa leitura


Para Guilherme

Por Catia Guindani da Silva

Há exatamente dois anos era uma segunda-feira de carnaval. Relógio tocou às 6h30min e papai levantou-se para trabalhar. Mamãe já estava no sofá desde as 4h curtindo o corujão, pois você já tinha acordado e teimava em trancar o pé na minha costela. Depois que papai saiu, voltamos para a cama. Resolvi que não faria nada nesse dia. Apenas nos curtiríamos. Conversei bastante com você, afinal já não aguentava mais de vontade de te conhecer. Pedi para que você viesse logo ao meu encontro.  Mas acho que você dormiu, ficou bem quietinho do lado direito, todo encolhidinho...

Se eu fechar meus olhos ainda posso sentir o carocinho que vc formava em minha barriga. Chovia. A internet não me oferecia mais nenhuma novidade... 40 semanas já estavam completas. Mas cadê vc??? Nada, dormindo....
Por volta das 16h, fiz uma pergunta no site do e-familynet, se mais alguém já estava de 40 semanas, esperando o parto normal e o bebê não se movia... Em pleno carnaval, as respostas não vieram. Resolvi descer e tomar um banho e colocar outro pijama...
Voltei do banho, olhei suas coisas caprichosamente arrumadas e vc continuava dormindo, pensei em comer algo, mas a preguiça não deixou. Por volta de 18h da tarde, papai chegou. Desci as escadas para abrir a porta pra ele e quando cheguei na porta, senti que umedeci minha roupa... Na hora pensei “PQP... só falta eu começar a me mijar agora”...
Papai já ficou todo ouriçado, eu o tranquilizei, pois não sentia absolutamente nada... Deve ser o peso da barriga, argumentei. Tomei outro banho, troquei de roupa e subi para o quarto.
Ele caminhava de um lado para outro, juntando coisas que “supostamente” levaríamos ao hospital... Disse a ele, “calma, não sinto nada... Deve ser escape de urina” e me sentei na cama.
Quando sentei, roupa molhada de novo... Ai que saco. Esse foi meu pensamento. Vai pro chuveiro de novo. Quando sai do chuveiro, ele já ligava para Dra. Kenya. Papai foi mais sensível do que eu, pois já estava prevendo o que estava acontecendo... Ele me passou o telefone enquanto eu ouvia ela dizer que deveríamos ir até o hospital em que ela fazia plantão, pois ela achava prudente me ver... Desci as escadas e dou de cara com teu pai e o nariz enfiado na garrafa de água sanitária, afinal ele sabia que o líquido tinha cheiro de água sanitária... Só teu pai mesmo...
Liguei pra vovó e disse que estávamos indo passear no hospital, pois a mamãe ainda não acreditava que estava na hora... Deveria ser perto das 7h30min da noite...
Chegamos ao hospital e a Dra. Kenya nos examinou e disse “bolsa rota”...
Que legal... agora virão as dores??? Não as dores não vieram... Conversamos, ponderamos as opções e perguntei a ela... Se fosse vc, Kenya?? O que faria???
Ela foi sincera e me disse que não queria me judiar a noite inteira e ter de fazer a cesárea na manhã seguinte, pois a dilatação era zero...
Então tá... fazer o que, vc não quis vir de parto normal... Você é quem manda... Ligamos pra vovó, passamos em casa para pegar tuas coisinhas e fomos rumo ao hospital Divina Providência, o qual mamãe e papai haviam escolhido a dedo...
Lembro da dinda entrando no carro histérica dizendo que não poderia amassar a almofadinha bordada que seria pendurada na sua porta. Por mais difícil que pareça acreditar, eu era um poço de tranquilidade entre pessoas a beira de um ataque de nervos. Tua chegada estava marcada para as 10h da noite. Hospital totalmente parado, quando entrei na porta, veio o guarda com uma cadeira de rodas... Lhe respondi que não precisava, eu iria andando, quem sabe ainda dava tempo de dilatar...
Chegamos ao 4º andar, vovó, dinda, eu e vc, pois papai ficou preenchendo os papeis da baixa. Preenchemos mais alguns e me lembrei da maquina fotográfica, pedi a enfermeira que fosse avisar a família do lado de fora... teu pai volta correndo pro carro pegar...
Será que só eu estou calma?? Parece que sim... A equipe já me esperava. Me colocaram na salinha de preparo, me deram a camisola “bonitinha”, uma sonda e o soro... veio a anestesista conversar comigo e me explicar como seria tudo. Nesse momento entra teu pai esbaforido na sala e de roupa trocada... Acho que ele estava muito nervoso... 9:45 da noite chegam a Dra. Kenya e o Dr. Marcelo... Agora não tínhamos mais como fugir... O maior Show da minha vida iria começar.
Pontualmente as 10 da noite nos levaram para a sala de parto. Conversei com vc, pois havia aprendido no curso de gestante, que no caso de uma cesárea é bom conversar com a criança a fim de que ela esteja acordada na hora do parto, para o susto ser menor, se é que isto é possível.
Na sala de parto, lembro de os médicos falando da loucura que deveria estar na praia, enquanto ali naquele hospital era um marasmo. A enfermeira chegou a dizer a mim, que bom que vc veio, pois sem pacientes a noite se torna muito longa...
De repente a Kenya diz apenas... “mas olha aqui”. Imediatamente levantei a cabeça e tentei olhar também... Mas fui impedida pela anestesista. Vi ela dizer ao Marcelo que havia duas voltas na cervical... E eu sabia o que isso significava... Significava que teu anjinho da guarda não havia deixado vc nascer de parto normal... Acho que era a mão dele que segurava minha dilatação com todas as forças...
Kenya pediu para a anestesista te empurrar, pois vc havia subido, senti tudo se amontoar na altura de meu peito... Mas continuava calma...
Então te desenrolaram e exatamente as 10:18 vc nascia... mas junto com vc nascia nossa família. A realização maior do nosso sonho... Uma coisa que teu pai e eu desejamos com todas as nossas forças e corremos atrás exaustivamente por dois anos... planejamos, sonhamos e naquele exato momento estava se realizando...
Não ouvi teu choro, mas teu pai continuava a fotografar e apesar da mascara, podia ver que ele estava sorrindo... Me assustei quando vi o Marcelo passar contigo nos braços, empurrei teu pai e disse: “vai atrás”. Mas não foi preciso. Quando chegaram a porta, Marcelo conseguiu te desengasgar e já te trouxe de volta para mim, eu ouvi teu choro...
Eu quase não conseguia te ver, tamanha quantidade de lágrimas que havia em meus olhos... Te segurei bem forte e vc parou de chorar. A anestesista pediu pro papai tirar a mascara, mas ninguém olhou para a foto que ela tentou tirar com a maior boa vontade... Estávamos vidrados admirando nosso bem mais precioso....
Logo papai te levou para tomar banho e vestir a roupa verde que eu escolhi, passei e dobrei com todo o carinho, por diversas vezes...
Eu fui para a sala de espera, e assim fiquei te esperando, enquanto te arrumavam e as vovós e a dinda te conheciam pela janelinha. Papai veio tirar uma foto da mamãe para mostrar a vovó que eu estava bem... E eu já não aguentava mais de saudades...
Vc veio e a enfermeira me disse que iriamos tentar que vc mamasse... Nem precisou tentar, pegou de primeira e já foi sugando tudo. Se acomodou e dormiu.
As 3:30 da manhã subíamos para o quarto. E ninguém quis dormir, todos ficavam olhando o quanto vc era lindo. A vovó queria te pegar no colo, mas eu não queria soltar. Nascia ali a mãe mais egoísta do mundo... Afinal eu queria vc todinho pra mim. E como vc era lindo.
Neste dia comecei a ver um mundo diferente. A dar importância as coisas que realmente importam e a amar uma criatura de um jeito que eu nunca imaginei que pudesse existir. E descobri que ter um filho é tentar dirigir uma locomotiva que tem outro maquinista todos os dias... Existem dias muito bons, existem dias não tão bons, mas um sentimento reina em meus dias desde o dia 15 de fevereiro de 2010. AMOR INCONDICIONAL.
Eu podia continuar aqui escrevendo o dia todo... ou quem sabe por vários dias, pois vc tem muitas histórias para a mamãe contar.... o primeiro sorriso, o primeiro dente, o primeiro tombo, a cirurgia, o primeiro aniversário....
Mas no momento sou obrigada a parar para enxugar as lágrimas que teimam em não me deixar escrever, exatamente igual ao momento que te colocaram em cima de mim pela primeira vez.
E antes de terminar o post de hoje, quero agradecer a DEUS por ter te posto na minha vida e ter dado SENTIDO aos meus dias, que há exatamente dois anos, passaram a ser TEUS.

TE AMO MEU FILHO GUILHERME.






Hora do material escolar

14 de fevereiro de 2012 2

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

O guri sempre foi muito tranquilo na hora de comprar o material escolar. Comportamento que me fez decidir levá-lo junto para as compras. Não me arrependi. Como a livraria não tinha atendentes suficientes para ajudar tantos pais, ele encontrava os itens da lista antes do que eu. E agilizou e muito o processo.

Como não achei a mochila nos motivos infantis que ele havia sugerido, disse que tentaríamos, então, encontrar o caderno do seu gosto (pelo menos o caderno...). Aliás, antes de ir à livraria, já combinamos que eu escolheria todo o material, exceto o caderno. Só que o poder de escolha de nada serviu ao pequeno. Simplesmente não havia nenhum dos seus personagens preferidos estampados no caderno que ele escreverá suas primeiras letras. Achamos um muito fofo com um macaco na capa, e ele acabou satisfeito com seu novo amiguinho.

Só que o combinado que fiz acabou me deixando ainda mais indecisa diante de tanta variedade. Quando havia dois joguinhos didáticos com o mesmo preço, por exemplo, e eu pedi para ele qual gostava mais, ele sentenciou, diante de risos da atendente:

- Mãe, isso é contigo. O combinado é que eu ia escolher só o caderno.

Depois de explicar que, nesse caso, ele poderia escolher porque os dois materiais eram bons e tinham quase o mesmo preço, ele se convenceu. E ajudou a mãe em mais de uma indecisão.

Só fiquei sentida porque o pequeno não conseguiu fazer a sua escolha. Sigo procurando o caderno com a capa do seu personagem preferido.

E acho que, no ano que vem, vou ampliar o poder de escolha do pequeno... Ele adorou tudo, não ficou frustrado de forma alguma. Muito pelo contrário, ficou entusiasmado, mas eu fiquei querendo muito que ele encontrasse o que buscava e, pelo jeito, existe só na sua cabecinha...

Pobre da fada do dente...

14 de fevereiro de 2012 3

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

O guri já perdeu três dentes de leite da arcada inferior (a de baixo, para simplificar), mas ainda não havia perdido nenhum da superior. Os dois bem centrais começaram a ficar moles juntos, mas um se adiantou na corrida. Certa noite, para meu desespero, já que estava sozinha em casa, o guri decidiu que queria porque queria que eu tirasse o dente. Ele estava por um nada. E o pequeno com medo de engoli-lo...

Deixo tarefas mais complicadas como tirar espinho do pé com o pai, que tem muito mais jeito do que eu para isso. Mas naquele dia não teve jeito... E eu tinha de agir naturalmente, né? Engoli a seco o meu pavor, peguei uma gaze e comecei a missão com o guri perguntando: "Não vai doer, né, mãe?"."Nããããooooooo", tranquilizei.

Para um guri que tem três cirugias gerais já computadas e duas internações no hospital, não parecia nada assustador. Mas eu tremia por dentro. E disfarçava.

Peguei a gaze, girei o dente delicadamente para um lado e para o outro, me certificando que, realmente, estava bem frouxo. Então, dei o golpe derradeiro. Puxei, e o guri reclamou nos primeiros segundos... Nem sangrar, sangrou. Mas deixei que ele ficasse um tempo com água gelada na boca para garantir...

Lembrei que quando a tia Cris teve de extrair os dentes de baixo, já que os permanentes já surgiam e nada dos de leite ficarem moles, ela recomendou sorvete. Usei água gelada, e foi tudo muito tranquilo (só espero que tenha feito tudo direitinho...).

Deu uma semana, e o dente companheiro do primeiro também ficou mole ao extremo. Dessa vez, para meu alívio, o pai estava em casa.

E, agora, o pequeno está com a porteira totalmente aberta.

A fada do dente é que teve prejuízo... Em duas semanas, duas visitas e alguns reais e menos no bolso...

Hora da parada

13 de fevereiro de 2012 1

Quando estou nos últimos dias do ano e no período que antecede as férias parece que a demanda aumenta em todos os sentidos, seja no trabalho ou na vida pessoal.

Nessas horas, ano a após ano, sempre penso e tenho a mesma impressão:

- A gente corre, corre, para chegar aonde?Todos os posts de Ticiana Fontana 

Esses momentos de parada são fundamentais para renovar as baterias e aproveitar o ócio - com a família junto, melhor ainda.

Chegou a minha hora de ficar à toa na vida. Agora, quem comanda a maior parte do meu tempo é a Antonela.

Até março, bj e continuem com a gente...

Chiliques dos pequenos

13 de fevereiro de 2012 3

Todos os posts de Ticiana Fontana

É proibido gritar ou perder o controle. Lembre-se: o adulto da história é você. Se o seu filho pequeno, ou nem tanto assim, descobrir que está tirando você do sério, ele terá alcançado o seu objetivo: realizar um desejo por mais descabido que seja. Esse tipo de comportamento tem vários nomes: manha, rebeldia, birra.

Segundo os especialistas, a arte da manipulação começa a aparecer muito cedo, com pouco mais de 1 ano de idade. O equilíbrio está em selecionar o não para coisas realmente importantes, como em casos de mordida ou agressão direcionada a outras crianças, quando colocar o dedo na tomada, atravessar a rua sem dar a mão.

É comum a criança que nunca fez uma determinada birra, um dia se atirar no chão e fazer manha, deixando os pais atônitos. Uma das explicações para isso é a imitação. Ela pode ter visto o amiguinho fazer o mesmo, percebido que funcionou e tentar a sorte também.

Para criança maior, a partir dos 5 anos, antes de sair de casa, converse com ela e deixe claro o que não será permitido. Dependendo da idade, ela pode esquecer. Daí a necessidade de repetir a história muitas vezes, até que ela aprenda.

A capacidade de aceitar regras será construída ao longo do tempo. Se os pais forem coerentes com o que dizem e fazem, terão um filho disciplinado aos 7 anos. Ele deverá seguir assim pelo menos até a adolescência, quando a rebeldia, uma nova forma de birra, ressurge em intensidade variada, dependendo de como a criança vem lidando com as frustrações. Os pais que sempre cedem acabam criando um filho despreparado para o mundo real: cheio de limites e frustrações. (Ticiana Fontana)

Diante dos showzinhos

- Tente disfarçar e dar pouca a atenção

- Finja não entender o que está acontecendo

- Em casos mais graves, volte para casa

- Primeiro você repete para deixar claro que entende o que a criança quer e só depois nega o pedido

- Tente aguentar a birra, mesmo que se sinta constrangido por estar em local público

- Se não aguentar, retire-o do local público para ele entender que a birra não leva a nada

- Em casos mais graves, volte para casa

- Se perceber que o filho pode se machucar durante o chilique, o pai (ou mãe) pode abraçar e conversar até acalmá-la

Atenção para excesso de birra

- Os pais têm de ser firmes, mesmo que o filho chore e fique com raiva deles

- Se cedem, acabam criando uma pessoa que não suporta a frustração

- É preciso que os pais impeçam o filho de impor sempre sua vontade

- Crianças que nunca são contrariadas acabam se tornando adultos infelizes, irritáveis, agressivos, depressivos

* Coluna Em Nome do Filho, publicada todas as segundas no jornal Diário de Santa Maria

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