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Consulta de mãe a respeito de revidar (ou não)

O caso é simples, mas ao mesmo tempo muito...

Para mim, era bicho-carpinteiro...

Um colega superligado em redes sociais me passou a...

Reza danada de boa

Mãe, tenho uma coisa triste para te contar, mas...

Parabéns Isadora!

A apressadinha fez um ano e a mamãe presta...

Aniversário caseiro

25 de maio de 2012 0

Este ano, decidimos fazer o aniversário de 7 anos do pequeno só em casa (nem em casa de festa nem na escola). Só para pais, avós, dindos, dindas e coleguinhas bem próximos. Na escola, a correria seria imensa e, no meio da semana, a situação fica muito complicada, para não dizer inviável.

E não vou mentir, que o gasto é sempre um fator a ser considerado. O guri, mais uma vez, não reclama de não ter um grande festerê. E, para ajudar, ele mesmo se dispôs a fazer os convites desenhando a turma do Meu AmigãoZão numa folha de ofício dividida ao meio. A mãe sugeriu um convite um pouco mais elaborado (caseiro também), e combinamos que serão, então, dois convites distribuídos para a mesma festa.

Sabem que eu nunca tive um festerê grande em aniversário, mas tenho absolutamente todas as fotos  que a mãe fazia em casa, com a gente indicando quantos anos fazia mostrando os dedos das mãos... Sei que ela fazia um esforço tremendo para conseguir fazer a festinha, e, mesmo tendo só a família e poucos amigos em volta, sempre dei muito valor a isso. Adoro rever as fotos, e lembro de como a gente era feliz na época. E isso é o que importa! E acho que com o guri, não será diferente.

Dia desses ele me perguntou:

- Mãe, tu tá assim tão animada porque o meu aniversário tá chegando, né?

Nem me lembro porque estava feliz, mas não resisti a confirmar a sentença do pequeno.

Vou me esforçar para fazer uma festa muito divertida, e tenho certeza que assim será. Se ele estiver feliz, isso é o maior presente. E se o pequeno está achando legal a comemoração para lá de caseira, então, tá tri!

7 anos, como o tempo voa...

E como disse um leitor do blog, dia desses, num e-mail: "As febres passam, as manhas passam, passam também os colos, as artes, os monstros nas sombras do armário...". O que se conserva é a intensidade do amor!

Consulta de mãe a respeito de revidar (ou não)

24 de maio de 2012 0

Todos os posts de Camila Saccomori

O caso é simples, mas ao mesmo tempo muito complicado.
O menino tem 3 anos. É filho de uma amiga. Ele levou um (ou "uns") tapas na aula na escolinha.
A mãe queria ensiná-lo a revidar quando isso acontecesse. Mas o menino contou que a professora o orientou a não fazer nada, apenas reclamar a ela, pois a própria professora iria chamar os pais do "agressor".
Minha amiga questiona se é isso mesmo que deve ser feito. Ou seja, até que ponto estão criando "babanas"?

Eu, Camila, ainda não cheguei a essa fase na criação da filhota de 1 ano. Mas sei que a hora das mordidas e empurrões está chegando. O que se faz?

A amiga e eu aguardamos as opiniões das mães leitoras do blog!

O primeiro boletim, a mãe agradece...

23 de maio de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerDepois de três anos de pareceres da Educação Infantil, chegou o dia de receber o primeiro boletim do 1º ano do Ensino Fundamental. Foi no último sábado de manhã - na sexta, o guri não tinha ido na aula porque estava febril com a rinite alérgica + resfriado +crises de tosse alérgica + 4 noites dormindo mal.

E como mãe é boba, né, gente? Eu não estava nervosa, mas, da ansiedade, eu não consegui me livrar. O guri tava tranquilo e, quando eu perguntei: Será o que a profe vai me dizer, hein, Bruno? E ele pacientemente disse: "a verdade", né, mãe?

Pois fui lá eu para ouvir "a verdade", somente "a verdade", nada mais do que "a verdade". E quando a profe diz, abrindo os trabalhos: "O que eu posso dizer pra ti do Bruno?", em milésimos de segundos, já fui delirando e pensando: "Ih, se começou assim já me preparando, vai ver que coisa boa não é"... Mania da gente de sempre pensar o pior? Tudo bem, eu não fui lá para ouvir elogios, mas também não precisa esperar o pior, né?

Mas o suspense não durou muito, e, logo, eu e o pai recebemos os parabéns pela educação do pequeno. E não sei se foi de alívio, de sentimento de dever cumprido (pelo menos até aqui) ou de emoção mesmo, que tive de me controlar para não cair no choro. Os olhos ficaram cheios d'água, mas consegui segurar a água no "pote". Ainda bem, né? Ninguém merece um fiasco desses já no primeiro boletim...

Ouvi elogios do pequeno. E fiz questão de devolvê-los à profe, dizendo que muito do que consta no parecer é mérito dela, que consegue aliar amor com competência educativa. Para mim, não existe sucesso na educação de uma criança sem haver parceria de compromisso entre família e escola. Se o aluno vai bem, pais e professores estão de parabéns. Se há questões a ajustar, o trabalho precisa ser conjunto. Não há fórmula mágica para alcançar êxito.

Na saída da entrega do parecer, encontrei na rua uma conhecida, que contou de alguns problemas que está tendo com o filho que está no 6º ano. Ela disse: "Aproveita e comemora, que no início, é tudo uma maravilha".

E vou aproveitar mesmo. Um dia de cada vez. Hoje, a gente comemora e segue fazendo o que está dando certo. Depois? Ah, um dia de cada vez... Sofrer por antecipação é burrice!

Palestra na Capital ensina como massagear o bebê

22 de maio de 2012 0

A Johnson’s Baby promove nesta quarta-feira (23 de maio), em Porto Alegre, uma palestra sobre a arte da massagem em bebês: “Seu toque reforçando laços de carinho”.
Daniela Mietlicki Noli, consultora farmacêutica para a marca Johnson’s Baby, conversa com o público a partir das 16h, na sala de cursos do BIG Sertório, 6.600.
O evento, com uma hora de duração, é gratuito e as são vagas limitadas. Inscrições pelo telefone 0800-705-5050.

Como é bom ter um au-au

22 de maio de 2012 3

Todos os posts de Camila Saccomori

* Coluna publicada em Zero Hora de segunda-feira (caderno Meu Filho).

COMO É BOM TER UM AU-AU

Por Camila Saccomori

Muitas famílias recordam a primeira palavra pronunciada pelos filhos. “Papá” e “mamá” lideram o informal ranking de sílabas no delicioso processo de aprendizado da fala. Lá em casa foi diferente, mas não menos emocionante. O início do gugu-dadá representa a ligação da Pietra com sua pequena companheira canina: au-au.
Cuca, uma shih tzu de quatro anos, cumpriu com louvor o papel de “test drive” de maternidade (ao contrário de plantas e peixes que, no passado, não sobreviveram aos meus cuidados, por falta ou excesso de sol ou comida). Brincadeiras à parte, o fato de ter um mascote fortalece a noção de responsabilidade diária. Cuidados com alimentação, vacinas, higiene e carinho, muito carinho, já eram rotina. A chegada da bebê, há um ano e dois meses, foi bem planejada para que as duas se integrassem. O livro que consultei sobre o tema, a salve-salve bíblia “O que esperar quando você está esperando”, sugeria várias dicas, das quais adotei a seguinte: levar roupas do recém-nascido para casa, para o animalzinho cheirar e ir se acostumando, a fim de não causar estranheza quando a mãe retornasse do hospital com aquele pacotinho. O pacote-bebê, aliás, curiosamente nasceu até com o mesmo peso da amiga de quatro patas: 3 quilos.
Nas primeiras semanas de adaptação, esta mãe de primeira viagem pecou por excesso de neurose e deixou Cuca com a vovó materna, também fã de cachorros. Confesso que temia que latidos atrapalhassem as sonecas diurnas da Pietra e, por tabela, o meu próprio sono (vocês, mães, que já passaram noites em claro entendem que qualquer meia horinha a mais muda o ânimo).
Passada a fase inicial, nossa au-au retornou e, obviamente, notou que perdeu o posto de mimada. De birra, desaprendeu o lugar dos xixis. Nada que uma dose de paciência (e algumas broncas) não dessem conta. Hoje em dia, Pietra já ultrapassou em muito o peso e o comprimento da “irmã canina”. Estão sempre juntas, uma é sombra da outra. Não tenho dúvidas de que a pitoca começou a engatinhar supercedo imitando Cuca para lá e para cá no corredor, disparando acelerada atrás de uma bolinha jogada ou em busca de um brinquedinho sem dono. E não é só bichinho de pelúcia que uma gosta de roubar da outra: um dos hábitos recentes preferidos da Pietra é oferecer a própria comida para a esfomeada pet. Feliz dela que adora bolacha Maria.
Sei que muitos torcem o nariz para uma convivência tão próxima entre bebês e cachorros. Cada um tem seus motivos, e é preciso respeitá-los. De minha parte, porém, não consigo imaginar como teria sido esse primeiro ano de vida sem a parceria das duas. E, enquanto finalizo esse texto em casa, tarde da noite, espio uma das cenas que mais representam essa fofa relação: Pietra dorme no berço, enquanto Cuca (que antes ficava nos pés da cama de casal) agora zela pelo sono da bebê plantada na porta do quartinho. Tem como não amar muito tudo isso?

Para mim, era bicho-carpinteiro...

21 de maio de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerUm colega superligado em redes sociais me passou a dica. Anda circulando por aí um texto que corrige ditados para lá de populares - alguns deles, até já recitamos para nossos filhos, ou então falamos para eles ou então falamos sobre os filhos dos outros (não, isso não, aqui, ninguém fala mal do filho do próximo...).  Veja abaixo o ditado que costumamos dizer errado e como ele deveria ser dito ou escrito...

Esse menino não para quieto, parece que tem bicho-carpinteiro
O correto seria: Esse menino não para quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão
O correto: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão

Hoje é domingo, pé de cachimbo
O correto seria: Hoje é domingo, pede cachimbo

Cor de burro quando foge
O correto: Corro de burro quando foge

Quem tem boca vai a Roma
O correto: Quem tem boca vaia Roma (do verbo vaiar)

Cuspido e escarrado
O correto: Esculpido em Carrara (Carrara é um tipo de mármore)

Quem não tem cão, caça com gato
O correto: Quem não tem cão, caça como gato (ou seja, sozinho)

Se é isso mesmo, eu não falava nenhum deles corretamente...

Manual do banho do bebê

21 de maio de 2012 0

Chega o frio, e dá uma vontade enorme de "enforcar" o banho do bebê ou então apelar ao "banho de gato" (atire a primeira pedra quem nunca fez isso). Mas que cuidados devemos ter na hora de colocar os pecorruchos na água? Quem nos ajuda com preciosas dicas é a pediatra neonatologista Beatriz Silvana da Silveira Porto, médica do servido de neonatologia do Hospital Universitário e professora do Departamento de Pediatria e Puericultura da UFSM.

Dica básica
Evite expor o bebê ao vento e ao frio. As variações bruscas de temperatura podem causar obstrução nasal, espirros, resfriados e até otalgia (dor no ouvido devido à correntezas de ar, como já ensinavam nossas avós)

A hora adequada
O melhor horário é aquele que melhor se adequa à rotina da casa e do bebê. Pode ser de manhã ou à tarde, ou mais à tardinha, desde que sejam tomados os cuidados com o ambiente. Estudos dão indícios de que o banho  pela tarde, antes de colocar a criança para dormir, é relacionado com um efeito tranquilizante, menor tempo para conciliar o sono e melhor qualidade deste. Lembrar que o tempo recomendado do banho em crianças pequenas é de 5 a 10 minutos

José Doval

Banheiro ou quarto?
O banho deve ser em local seguro. Em algumas casas, o banheiro é muito bom, permitindo que o banho seja dado com conforto e segurança. Em outras, pode ser muito apertado e desconfortável ou afastado do quarto, necessitando levar o bebê até lá para vesti-lo. O mais importante é avaliar o que é mais prático, seguro e confortável. Ao finalizar o banho, a criança deve ser coberta imediatamente por uma toalha seca e macia, sendo o corpo secado com leves toques, sem friccionar a pele até a secagem completa. Os bebês devem ser vestidos rapidamente. Por isso, sempre deixar tudo separado perto do local do banho

Secador com cuidado
Não há problema de usar o secador desde que se tome precauções quanto à distância e temperatura para não causar queimaduras no couro cabeludo. Não mantê-lo direcionado no mesmo local por muito tempo, usar temperatura média e manter uma distância em torno de 20 cm. Algumas crianças podem se assustar com o barulho, mas a maioria aceita bem

A temperatura da água
Deve-se manter a temperatura perto da temperatura corporal , entre 37ºC e 37,5°C, e a temperatura do ambiente deve ser entre 21 e 22°C. A profundidade da água não deve ultrapassar a altura do quadril da criança sentada, que geralmente é de 5 cm. Durante o banho, o corpo da criança pode ser submerso na água, mantendo a cabeça e o pescoço fora. Isso ajuda a controlar a temperatura do corpo e diminui a perda de calor por evaporação. Como alternativa, o banho pode ser dado na posição sentada, e com a ajuda da mão, molhar o corpo da criança para manter a temperatura estável. Os termômetros são uma boa opção para o banho na banheira

A limpeza em si
O banho só com água não remove todos os resíduos depositados sobre a pele, somente os hidrossolúveis. Os resíduos lipossolúveis necessitam de agentes com capacidade detergente para serem removidos. Os agentes de limpeza suaves, com detergentes sintéticos (syndets), com pH neutro ou próximo à pele levemente ácido, com emolientes em sua fórmula e quantidades mínimas de conservantes, são atualmente recomendados. Eles não alteram o manto lipídico da pele nem o pH ácido, preservandoa função de barreira cutânea. Sabonetes líquidos neutros, suaves e não irritantes para os olhos são os mais indicados e devem ser aplicados suavemente com a mão, diretamente sobre a pele, e depois removidos com água, sem friccionar a superfície cutânea

Pele ressecada
Se a criança apresentar ressecamento ou descamação cutânea pode-se aplicar um produto hidratante logo após o banho para restaurar a barreira de proteção da pele. Pele hidratada é a primeira garantia de pele saudável. Importa que o hidratante da pela seja adequado à pele do bebê. Ele atua diminuindo a perda de água - são os emolientes (óleos), atraindo água para o interior da pele, e os umectantes (glicerina, ureia). O uso deve ser criterioso, sem exagero na quantidade do produto. Recomenda-se evitar produtos com perfume, corantes ou conservantes, pois podem ser irritantes ou alergênicas. Em relação às fragrâncias, algumas podem ser seguras: a escolha de fragrâncias testadas e referendadas em produtos industrializados de boa qualidade reduz em muito o risco. Cito isso, pois o olfato exerce uma importante função sensorial no contato mãe-bebê, auxiliando e facilitando o vínculo entre eles

As estufas são permitidas?
As estufas com resistência elétrica e as de combustão (a gás) podem ser usadas para aquecer o ambiente, mas deve-se ter cautela no seu uso, pois podem aquecer muito o local e ressecar o ambiente, pois baixam a umidade relativa do ar, além, claro, do risco de acidentes. As estufas a óleo são mais seguras. Lembrar que o ambiente não precisa estar muito quente, mas confortável em torno de 22°C

O "banho de gato"
Os lenços umedecidos são compostos de duas partes: a de tecido chamado de não-tecido com fibras aglutinadas com composição adesiva (mais finos) ou com fibras entrelaçadas por um sistema físico que pode ser feita por jatos de água (mais grossos) e a parte composta pela solução de limpeza que molha o lenço. A grande vantagem dos lenços umedecidos mais grossos é que não usam outros ingredientes químicos para a aglutinação, diminuindo a exposição do bebê a ingredientes químicos desnecessariamente. As soluções de limpeza utilizadas, em geral, são à base de tensoativos bem suaves, permitindo uma limpeza adequada sem promover danos à estrutura cutânea do bebê, quando bem utilizados. O "banho de gato" com pano molhado e sabonete oferece um risco maior de resfriar a criança, podendo não ser confortável para o bebê, não há muita vantagem em relação ao banho de imersão.

Coluna Em Nome do Filho, publicada nesta segunda-feira no Diário de Santa Maria

Álbum de Família - Galeria 31

21 de maio de 2012 0


A publicação da foto no site ou caderno Meu Filho está sujeita à aprovação da equipe de Zero Hora. Como existe uma demanda muito grande, não é possível prever o prazo para a publicação. No entanto, na medida do possível, as imagens serão publicadas pela ordem de envio. Os álbuns são publicados sempre às segundas-feiras.

Quer ver seu pitoco no Álbum de Família? Mande suas fotos.

"Coleira" em crianças: a grande polêmica

20 de maio de 2012 66

Todos os posts de Camila Saccomori

Está aí um daqueles assuntos que geram polêmica à primeira vista. "Coleiras" (ou melhor, GUIAS) em crianças pequenas: usar ou não usar?
O argumento de quem usa costuma ser o seguinte: é o jeito mais seguro de manter as crianças por perto. O argumento de quem não usa: é ofensivo prender crianças assim, parece que estão tratando como animais.

E a discussão pararia por aqui se não fosse um elemento externo: quem mais dá palpite nessa história é quem não tem filhos. Eu própria, se não tivesse crianças, talvez achasse estranho ver uma criança sendo guiada assim. Da mesma maneira como eu achava o fim da picada ouvir criança berrando de madrugada em um avião ou correndo de um lado para outro em um restaurante. Sim, agora que estou "do lado de cá" sei bem que isso é bem frequente.


No episódio da comédia MODERN FAMILY desta semana nos Estados Unidos (terceira temporada, episódio 22), a família toda do seriado vai para a Disney. Quem vê a trama sabe que há um casal com uma filha pequena, a Lilly. Ela não tem mais de 3 anos e saracoteia para lá e para cá. E aí, lá mesmo nos Estados Unidos, a "terra da macacoleira", causa polêmica também. Os pais argumentam que era o único jeito de não perder a menina em meio da tanta muvuca.

Antes de seguir o post, queria tornar público que eu USO e sou adepta da macacoleira (é uma mochila de macaco com uma coleira que pode ser removida). Ganhei justamente de um casal de amigos que voltou dos Estados Unidos e viu o item sendo muito útil em um aeroporto movimentado. Gamei na hora. Pietra, com pouco mais de um ano, andava serelepe para lá e para cá. Minhas costas não aguentavam mais ficar curvada. Com a macacoleira, a criança ganha liberdade (ainda que controlada) de caminhar bastante sem fugir ou sem ir a lugares não permitidos. É uma extensão das mãos.

Só quem tem filho pequeno e vive correndo atrás dos pitocos entende tal necessidade.

E agora o blog quer ouvir a sua opinião: coleiras infantis, SIM ou NÃO?

Cof, cof, cof...

18 de maio de 2012 5

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

Sempre adorei o friozinho por uma série de motivos. Mas isso foi só até o guri nascer. Chega o primeiro vento frio, ou melhor, muda a temperatura, e o pequeno já começa a fungar. É a maldita rinite, sua companheira inseparável. Mas o problema não é ela. Se fosse ela o único incômodo, tudo bem. O problema é que ela não demora a convidar o resfriado, a tosse, a febrezinha, o vômito de tanto tossir.

Passei boa parte em claro na noite passada (eu mesma me consolo, é só mais uma, e o bom é que não deu febre, é só virose...). Mesmo medicado, o guri tossia feito um condenado. E, pobrezinho, o sono era tanto que ele dormia tossindo - ou seria tossia dormindo?

Pois achamos melhor ele não ir para a escola. Não conseguiria nem prestar atenção de tanta tosse... O difícil mesmo foi convencê-lo que não seria possível ir na aula de futsal... Mas, quando, logo após o almoço, ele vomitou de tanto tossir, acabou se convencendo.

E isso que o inverno nem começou... E isso que o guri nasceu em pleno veranico de maio...

Alguém me diz quando mesmo é que esses problemas respiratórios ficam menos frequentes e deixam os pequenos em paz?

Tudo nos mínimos detalhes...

18 de maio de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerSempre quis - e estimulei - que o pequeno curtisse contar tudo sobre o seu dia, seus medos, suas conquistas... Sou jornalista, né, gente? E a-do-ro saber de tudo... E de preferência, que seja tudo nos mínimos detalhes... Já ouvi de interlocutores "A gente está conversando ou tu estás me entrevistando?" ou então "Tu estás me perguntando ou ou estou sendo interrogado?" Cavacos do ofício...

E o guri não caiu longe do pé. À noite, o relato do dia é repleto de detalhes, dos mais aos menos importantes, e tudo ao menos tempo agora... E é preciso, muitas vezes, vencer o sono para se manter interessada na conversa... Quem mandou?, penso eu. Precisa estimular tanto para que ele me contasse absolutamente tudo?

Dia desses, o pequeno participou de seu primeiro campeonato de futsal, desses para valendo mesmo. Pois era meu domingo de trabalho, não pude ir, mas tenho certeza de que não perdi um lance sequer do torneio.

O relato era tão rico de detalhes, que eu sei quantas vezes o guri chutou na bola, quantas vezes errou, quantas vezes a bola pegou na trave, quais foram os lances mais perigosos, a cor do colete que o pequeno usou e quantas dezenas de vezes saiu da reserva para entrar em campo, se o juiz era bom ou não, como se comportou a torcida, o placar geral da competição.... Também as orientações dos profes - a melhor era repetida com esmero pelo piá: "se fizer o gol, baixa a cabeça pra comemorar. E se levar gol, ergue a cabeça e vai em frente".

Tudo nos mínimos detalhes e com direito a repeteco. Sim, o lance é repetido mais de uma vez e com requintes de veracidade.

E quando o guri quer começar a história de novo: a mãe pede, com jeitinho: "por favor, hoje não mais, vamos dormir. Deixa o jogo pra amanhã...". O piá acha graça, e ameaça com aquela cara de sem-vergonha, no outro dia de manhã: "mãe, de hoje não passa, vou te contar tudo sobre o jogo...". "Não, por favor, não... Eu imploro...", e ele ri aquele riso gostoso que eu amo de paixão.

A gente estimula tanto, eles respondem ao apelo, e, depois, a gente reclama... Quem mandou, né? Filho de jornalista....

Férias sem filhos

17 de maio de 2012 15

Todos os posts de Ticiana Fontana

Sempre estimulei que casais tivessem uma vida a parte dos filhos.

É extremamente saudável e fundamental para o relacionamento, que os pais façam programas separados da prole.

Com base nessa convicção, pela primeira vez, tirarei férias sem a pequena.

Ficaremos duas semanas fora, em uma viagem para um lugar distante.

Os amigos que sabem da iniciativa dividem opiniões, uns são a favor e outros contra.

Faço aqui um aparte, para retificar que não opinaria sobre esse assunto se o casal, em questão, fosse uma dupla de amigos. Acho engraçado o hábito das pessoas de se meter na vida alheia, sem ao menos um pedido de opinião ou conselho ou seja lá o que for.

Enfim, a decisão de sair sem a Antonela não foi fácil. Inicialmente pensamos em levá-las, depois recuamos por questões pessoais e financeiras.

Nos preparativos fizemos uma série de investidas para ela se acostumar a dormir fora e contar a verdade, que vamos viajar e tal. Montamos uma estrutura para ela ficar em casa com todo o apoio e logistíca familiar, envolvimento da babá, etc e tal.

O estranho nesse longo processo é que ainda não estou naquele clima euforia antes de uma esperada viagem, mas fico com um aperto constante no coração.

Sei que vou adorar o passeio, tentarei descolar o pensamento.

Na realidade, acho que nós vamos sentir mais falta dela, do que ela da gente.

Porto Alegre terá Os Vingadores no Cinematerna deste sábado

16 de maio de 2012 1


Já tem programa para sábado? Pois o projeto CineMaterna, do qual sempre falo aqui no blog, faz sessões para toda família neste sábado, 19/05, em Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Santos.
O programa cultural é voltado para mães, pais e bebês de até 18 meses.
No site do Cinematerna (www.cinematerna.com.br) você confere a programação completa do país.
EIS A DA CAPITAL GAÚCHA:
Porto Alegre, 19/05, Sábado, Os Vingadores (2D, legendado)
CineMaterna no Unibanco Arteplex Bourbon Country
Horário: 11h
Preço: R$ 15 (inteira), R$ 7,50 (meia)
Sala: 1
Local: Shopping Bourbon Country, Rua Túlio de Rose 80 - 2º Piso
Saiba mais
As sessões do CineMaterna são definidas como amigáveis porque recebem adaptações (ajustes de som, luz e ar-condicionado) nas salas para que o bebê possa acompanhar a mãe ao cinema. Isso só é possível através da parceria com as redes de cinemas também permitem as mães a escolherem o filme a ser exibido. Hoje o CineMaterna está presente em 17 cidades e em 43 salas de cinema com sessões regulares em circuito comercial, e motiva não só a volta da mãe recente a vida cultural como também, a socialização da dupla mãe e bebê em um momento caracterizado pelo isolamento. A mãe tem a chance de ampliar sua rede de relacionamentos maternos que facilitará sua adaptação a esta nova fase da vida.
A programação da CineMaterna no final de semana dá a chance para que toda a família participe do programa - os pais que trabalham durante a semana e os até mesmo os filhos mais velhos, verificando-se a classificação etária – acompanhando o bebê.



Até as famosas são "mães acima de tudo"

16 de maio de 2012 3

Todos os posts de Camila Saccomori

Como editora do caderno de TV de Zero Hora, passo o dia envolvida com muitas notícias de programas de televisão e celebridades, claro. Poucas vezes vi uma atriz famosa tão apaixonada pela maternidade quanto JULIANA PAES. A ela dedico minha admiração hoje.

A atriz deu à luz o lindão Pedro há 1 ano e meio. Ele é só cinco meses mais velho que a minha Pietra, por isso que acabei acompanhando tanto as notícias da gravidez dela, sempre antecipando o que viria pela frente. E não é que sempre os acontecimentos foram parecidos?

O principal deles é que agora, com o lançamento da mininovela Gabriela, na qual Juliana é protagonista, a atriz anda super sem tempo e na correria de gravações. Ficou pela primeira vez longe do filhote por alguns dias e noites - e quase morreu de saudade. Implorou para a mãe dela (vó do Pedro) levar o menino para a Bahia só para dar 'um cheiro' entre um "ATENÇÃO, GRAVANDO" e outro.

Passei pelo mesmo na semana passada. Viajei a trabalho e virei melhor amiga do SKYPE. No primeiro aeroporto, ainda no Brasil (apenas 6 horas depois de ter saído de Porto Alegre), paguei o maior mico da minha vida. Liguei o notebook, conectei para ver a pitoca por 5 minutos antes da hora dela dormir e chorei tanto, mas tanto, TAAAANTO, convulsivamente olhando para a tela do laptop que atraí TODOS os olhares da sala de embarque. Eu estava de fone de ouvido e mal conseguia falar de tanto que soluçava. A perspectiva de ficar 4 noites fora de casa e longe da minha preciosa não era apenas assustadora: era como se um pedaço de mim tivesse sido arrancado. Quando desliguei o notebook para pegar o avião, vi que muita gente me olhava com pena. Vai ver pensaram que algum parente meu tinha morrido!

Exageros à parte, vamos voltar à Juliana Paes... O que motivou esse post em específico foi a seguinte frase dela:

"Apesar de Gabriela, meu papel principal da minha vida neste momento é ser mãe do Pedro".

Como amei isso! É assim que me sinto! Mesmo sendo uma mãe-que-trabalha, como Juliana, dá sim pra se dedicar - e muito - aos nossos rebentos! Pensei muito nisso no domingo de Dia das Mães. Tem coisa mais bacana do que esse sentimento de maternidade plena tomar conta da gente?

E você? Qual o papel principal da sua vida hoje?

Amor de mãe

15 de maio de 2012 1

Gurias, peço licença para publicar este lindo texto sobre as mães. Acabei esquecendo de postar no fim de semana, mas, como dia das mães é todo dia (foi o melhor que eu arranjei agora), aí vai o depoimento da nossa leitora.

AMOR DE MÃE

Por Silvia Sperling

Estou lendo a surpreendente história de Eliana Zagui, a jovem de 38 anos que desde os 2 anos de idade mora no Hospital das Clínicas de São Paulo, por conta da poliomielite. Sua trajetória é dura, massacrante, solitária, porém, ela, a protagonista, se mantém leve e batalhadora, encontrando conforto e força em amigos que foram entrando em sua vida. Uns apenas passaram, e outros, poucos, permanecem a iluminar seu caminho até hoje.

Algo que me chocou muito no seu relato é a quantidade de crianças que foram abandonadas no hospital por seus pais após o diagnóstico de enfermidades severas que as impediram de levar uma vida normal.

Tanto crianças muito pequenas, quanto as maiores, que já tinham muitas histórias em família e um grande apego com irmãos e pais, após o acometimento de uma doença de devastação física ou neurológica, ou ainda, após um acidente que deixa sequelas irreversíveis, em sua maioria, são apagadas da estrutura familiar como se tivessem morrido.

Como pode uma mãe se desligar de um filho da noite para o dia, principalmente no momento que ele mais precisa de apoio, carinho e dedicação?

Eu penso que tenho o direito de fazer muitas coisas que me deixam feliz e que me trazem tranquilidade, mas acredito que hoje não tenho o direito de fazer tudo o que gostaria, por ter um filho especial que necessita de muito mais cuidados e disponibilidade de tempo de minha parte do que dispenderia com um filho "normal".

Quando nasce um filho, a mulher deve despir-se de seus antigos papéis e assumir o maior e mais importante deles, que requer abnegação e entusiasmo. Isto é ser mãe. Fazer de seu tempo e sua vida um reflexo de seu filho.

Se estes sentimentos de entrega e responsabilidade com o outro não são despertados na mulher após o nascimento de uma criança, ali não nasceu uma mãe e desta pessoa não podemos esperar as atitudes de proteção e amor soberano. É cruel, mas há mulheres que simplesmente não se sentem mães e mesmo assim colocam filhos no mundo, como se esta fosse a ordem natural da vida: procriar como bichos. Mas não o somos totalmente. Somos seres muito mais complexos e que dependemos de outro ser por um breve período, e algumas vezes, para o resto da vida.

Se a decisão de ter um filho fosse realmente pensada e amparada por sentimentos verdadeiramente altruístas, penso que casos como o de Eliana teriam outro percurso, menos nebuloso.

Nós, mães, não temos o poder de afastar as mazelas do mundo de nossos rebentos (Bem que gostaríamos!), mas temos o dever de mover montanhas para tornar sua dor mais fugaz ou suportável.

Gerar um filho é o comprometimento com duas vidas para o resto de nosso tempo. Parece exagero, mas é amor de mãe: profundo, intenso e eterno.

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