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Posts na categoria "adoção"

Mãe é quem cria...

10 de maio de 2012 1

Todos os posts de Ticiana FontanaSempre acreditei que ser mãe não é simplesmente gerar uma criança, mas quem educa, ou, simplificando: "quem cria".

A legislação, que vinha ignorando as mães de "coração", vem melhorando. Em 2002, concedeu novos benefícios e reconheceu a importância da mãe adotiva.

Pois agora, houve um novo avanço nesse árdua caminho da adoção. Uma ação do Ministério Público Federal garantiu licença-maternidade de 120 dias para quem adotou ou teve guarda judicial para adoção de criança com idade superior a 1 ano. Em 2002, esse benefício tinha sido concedido a mães adotivas de bebês com menos de 1 ano.

Além de estimular a chamada adoção tardia, é um tempo fundamental para a criança adotada se adaptar à nova família.

Mãe adotiva escreve ao blog

15 de julho de 2011 14

Estou escrevendo porque gostaria de dividir, como mãe adotiva, a minha experiência com candidatos a pais adotivos.

Meu filho já tem 3 anos e quando o adotei tinha 2 meses. Quando preenchi o formulário para informar o perfil da criança que eu queria, procurei ser o mais abrangente possível. Pois numa gravidez natural, também não há como preencher requisitos. Deus manda o que acha que nós devemos receber. E me guiando por isso, que preenchi aquelas lacunas:

- Branco, preto, pardo, oriental?

- Saudável?

Como estava fazendo a candidatura sozinha, o "pai imaginário" poderia ser de qualquer raça. Então, meu filho poderia ser de que qualquer "mistura". E assim o fiz.

Da mesma forma saudável. Rezamos para que seja, mas Deus não dá garantias. Então, também não as pedi.

Assim, 8 meses depois da minha primeira ida ao Fórum, me telefonam perguntando se eu queria conhecer um bebezinho que estava no hospital.

Mulato, soropositivo e com hepatice C.

Eu fui. Visitei-o por 2 semanas. E, então, decidi ficar com ele.

A decisão foi fácil?

Não.

Eu fiquei morrendo de medo?

Sim.

Mas, tive a certeza que Deus tinha me enviado ele. E eu não podia recusar. Então, formalizei a adoção 9 meses depois (uma gestação!). Pulei da 28º posição para a primeira (ninguém mais queria).

Nos dois meses seguintes, tratamentos, exames e muitas, mas muitas orações. Sem falar nas promessas! E Deus me atendeu. Meu guri negativou tanto o HIV quanto a hepatite C. Hoje, é um menino forte e saudável. E eu, uma mãe agradecida e realizada.

Com esse depoimento, eu queria estimular os canditados a pais adotivos a se informarem mais sobre essa possibilidade de adotar bebês soropositvos. Com perguntas básicas, é possível saber a probabildiade de eles negativarem. Pois se a mãe biológica teve tratamento, se o parto foi cesárea e se ela não amamentou, esta probabilidade é muito grande.

É garantido??

Não! Como tudo nessa vida....

Um dado que eu acho importante divulgar é sobre os testes que detectam o vírus HIV e vírus de outras doenças também. Eu conheço 2 tipos de testes:

1) contagem dos anticorpos. Ou seja, verifica se o paciente tem anticorpos da doença. No caso de bebês, pode ser que detecte os anticorpos da mãe, pois ele leva de 1 a 2 anos para produzir os próprios. Por isso, que se diz que a criança negativa. Na verdade, ela nunca teve o vírus. Apenas os anticorpos. Esse é o exame que o SUS paga e é baseado nele que se encaminaha as crianças para o tratamento adequado

2) PCR. Ele verifica o DNA da célula e pode detectar diretamente a presença do vírus (não só o anticorpo) em 1 ou 2 meses
Ou seja, fazendo esse segundo exame, não é necessário esperar e fazer tratamento até a criança negativar. E não é um exame caro, na época eu paguei R$ 250. Mas, o SUS não paga. Mas, paga todo o tratamento, que pode durar 1 ou 2 anos no caso de negativar. Ou seja, o investimento é muito maior. Fora o desgaste. É uma incoerência, mas infelizmente é assim.

Graças a Deus, eu tive uma pediatra que me alertou da existência desse segundo exame. Se os abrigos e os canditados a pais também souberem, talvez possam fazer esse exame logo e acabar com a dúvida. Muitas crianças podem ser beneficiadas com isso.

Eu não tenho nenhum conhecimento clínico sobre o assunto, só do que eu vivi mesmo. Mas, espero que ajude.
Obrigada pela atenção

Meu perfil:
- mulher, 42 anos, branca, formada, moradora de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul.

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