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Posts na categoria "adolescência"

Para mães (e pais) de adolescentes

05 de março de 2012 5

Para a coluna Em Nome do Filho da próxima segunda-feira, dia 12, estamos preparando uma coluna para abordar o tema: adolescentes. Como nós estamos com crianças pequenas e ainda distantes do período da puberdade, gostaríamos de pedir ajuda para os pais mais experientes.
Alguém tem alguma dúvida ou algo que gostaria de saber envolvendo a adolescência?
Ou o que é mais complicado, qual a maior dificuldade na educação dos adolescentes?
Qual o maior medo do pai e mãe de um adolescente em relação ao seu futuro?
Aguardamos colaborações, sempre tão valorosas para fazermos um trabalho cada vez melhor.
Desde já, obrigada.
Ah, o post também será um bom teste pra ver se nós, aqui no blog, temos leitores pais e mães de adolescentes...

Série de reportagens mostra medos da infância

04 de março de 2012 0

Todos nós já tivemos algum medo na infância, seja de monstros, seja de escuro, seja de ficar longe dos pais.

Saímos pela Redação de Zero Hora perguntando aos jornalistas do que eles tinham medo. Esse vídeo  (abaixo) mostra, com bom humor, como ter medo é parte do nosso desenvolvimento. 

Por mais que a gente dê risada hoje em dia, sabemos como pode ser angustiante para pais e crianças esse período. Por isso, o Meu Filho decidiu ajudar. Amanhã, estreia uma série de oito reportagens sobre como lidar com esses medos, para que eles virem uma história engraçada no futuro.

A série Meu medo é... foi escrita pelo repórter Itamar Melo, um dos vencedores do último Prêmio Esso, o mais prestigiado do país, e tem belas ilustrações do artista Eduardo Uchôa.

As reportagens, destinadas a pais de crianças de zero a 13 anos, vão ocupar duas páginas por semana e abordarão sete medos: monstros, ficar longe dos pais, escuro, repetir de ano, violência, rejeição social e morte, além de uma reportagem especial que encerrará a série.

A primeira será "Medo de monstro".

E atenção: amanhã, às 15h30min, em www.zerohora.com, haverá um chat com um dos especialistas sobre como lidar com medo de monstro. Participe!


Eles estão estressados!

21 de novembro de 2011 0

Seu filho anda muito irritado, fica entediado com facilidade, dorme ou come muito, anda inventando doenças? Cuidado, esses são alguns sintomas de um mal que não atinge apenas os adultos: o estresse. Com uma oferta cada vez maior de atividades, crianças estão sem tempo de ser crianças, e adolescentes, sem tempo de aproveitar essa fase.

Os pequenos

No período da Educação Infantil, o ideal é os pais gerenciarem o tempo dos filhos com apenas uma atividade, como a ida diária à creche ou ter, no máximo, uma segunda atividade, como natação duas ou três vezes por semana.

O estresse infantil normalmente surge nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Nessa fase, o nível de exigência começa a aumentar. Além da escola, os pequenos se desdobram para dar conta de outras atividades, como natação, inglês, música, informática, entre outras. Acaba faltando um tempo fundamental para o desenvolvimento da criança: o momento de não fazer nada, de brincar, jogar, apenas por prazer.

– Nessa fase, entre 6 e 9 anos, os pais deveriam sentar e conversar com a criança para saber o que ela gostaria de fazer – orienta o psiquiatra e especialista em crianças e adolescentes José Otávio Binato.

Binato explica que a partir dos 10, 12 anos, os adolescentes têm a necessidade de experimentar tudo e propõem várias atividades. O função dos pais é filtrar as necessidades e os desejos, e não se frustrarem se os filhos desistirem. Faz parte do processo de experimentação.

– É preciso respeitar a motivação que uma criança ou um adolescente têm em relação a cada atividade, por exemplo, entender quando um garoto que adora futebol dedicar muito tempo para aquela atividade.

Os adolescentes

No Ensino Médio, a maioria dos adolescentes passa a comprometer até um terço do seu tempo com o estudo, seja na escola, com reforço escolar ou nos cursinhos preparatórios para provas como vestibular e Enem. Isso significa ter pouco tempo para fazer aquilo que mais gosta, como praticar esportes, namorar ou acessar as redes sociais no computador. Porém, sempre é possível encontrar um tempo para isso, tudo depende de uma boa organização:

– Organizar as atividades num quadro de horários bem visível seria uma fórmula para diminuir o estresse.

A orientação geral aos pais é que proporcionem aos filhos atividades prazerosas, sempre lembrando que todos precisam de um tempo de ócio, de lazer, para ser feliz. (Ticiana Fontana)

Coluna Em  Nome do Filho, publicada toda segunda-feira no Jornal Diário de Santa Maria. Textos de responsabilidade de Fabiana Sparremberger e Ticiana Fontana.

Filhos de mães adolescentes

31 de agosto de 2011 0

Recebi este material há pouco, enviado pela assessoria de comunicação Ana Drummond Guerra. Um tema que, com certeza, merece nossa atenção.

Mortalidade infantil em filhos de mães adolescentes é destaque em estudo

Todos os dias, nove crianças filhas de mães adolescentes morrem antes de completar um ano de idade. Esses bebês representam 20% do total de mortes infantis em todo o país.

Isso significa que um quinto dos bebês que nascem no Brasil - 8.544 meninas e meninos filhos de mães adolescentes - morre anualmente por causas completamente evitáveis.

Esses e outros dados foram revelados pelo Estudo sobre as Políticas Públicas de proteção à saúde infantil e materna no Brasil: um olhar especial para os filhos de mães adolescentes, realizado pela organização não-governamental Visão Mundial. O estudo será lançado na próxima segunda-feira, dia 5, às 16h no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, localizado no bairro do Derby, em Recife (PE).

O estudo traz ainda informações acerca do atendimento à saúde materno-infantil no país e fornece subsídios ao debate sobre possíveis maneiras de se combater a mortalidade infantil e materna no Brasil, focando na maternidade na adolescência. A pesquisa foi feita por meio de análise documental a partir de publicações oficiais (dentre elas o DATASUS e SIGPLAN), apresentando um acompanhamento das Metas do Milênio, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), e uma análise situacional entre os anos de 1990 e 2010.

A pesquisa faz parte dos esforços da campanha da Visão Mundial Saúde para as Crianças Primeiro que pretende contribuir para a redução da mortalidade infantil e materna com foco na adolescência no Brasil. Sua meta é engajar líderes governamentais e sociedade civil na priorização de ações e decisões que diretamente diminuam a mortalidade nesse público até 2015. Os esforços estão alinhados às metas 4 e 5 das Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU) _ reduzir em 2/3 a mortalidade infantil e promover a saúde materna, respectivamente.

Esta campanha tem como parceiros a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Marista de Solidariedade, Instituto de Zero a Seis (ZAS)e Superintendência de Políticas para a Criança e o Adolescente da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos de Alagoas.

Saiba mais

Apesar dos avanços que o Brasil alcançou em relação à mortalidade infantil, a desigualdade regional, étnica e de oportunidades são fatores determinantes para que um número alto de crianças morra por causas completamente evitáveis. A taxa de mortalidade infantil em média nacional está em 19/1000 nascidos vivos. Veja esses números em públicos específicos:

A mortalidade infantil está em maior proporção no Norte e Nordeste brasileiro. Uma criança que nasce no Nordeste, por exemplo, tem 2,2 vezes mais chance do morrer do que uma criança que nasce no Sul. Enquanto a média nacional de mortalidade infantil foi de 19 por mil nascidos vivos em 2007, em Alagoas esse dado foi de 47 por mil nascidos vivos.

Está em sua maioria entre crianças negras. De todas as mortes infantis ocorridas em 2008, 44,8% foi de crianças pretas e pardas.

Entre filhos de mães adolescentes. Das mortes ocorridas no ano de 2009, 20% foi de filhos de mães adolescentes. Estamos falando de 8.544 bebês.

(Dados retirados do Estudo sobre as políticas públicas de proteção à saúde infantil e materna no Brasil: um olhar especial para filhos de mães adolescentes)

SERVIÇO
Lançamento do Estudo sobre as políticas públicas de proteção à saúde infantil e materna no Brasil: um olhar especial para filhos de mães adolescentes

Data: Segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Hora: 16h

Local: Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Rua Henrique Dias, 609 Derby _ Recife/PE)

Notícia que preocupa

11 de agosto de 2011 6

As imagens que o colega cinegrafista da RBS TV Santa Maria e também fotógrafo do Diário fez sobre o bando de adolescentes que agrediu dois jovens, em pleno Calçadão de Santa Maria, dois jovens, na noite de quarta-feira, repercute em Santa Maria, mas também em todo o Estado.

Como mãe, simplesmente não dá para não se colocar no lugar dos pais e mães daqueles adolescentes que partiram para uma verdadeira pancadaria. Um bando de mais ou menos 20 adolescentes batendo em dois jovens. Covardia pura, e com uma violência de assustar!

Fico pensando que, logo ali, serei uma mãe de adolescente... E absolutamente nada nos garante que, mesmo nos esforçando na educação de nossos pequenos, não tenhamos de passar por uma situação dessas.

Que dor não deve estar passando uma mãe que identificou o filho nas imagens? Deve estar pensando no que fez ou deixou de fazer para que isso ocorresse...

E o que fazer com o filho? Que lição/aprendizado é possível tirar de um acontecimento como esse? Como agir?
Pedir ao juiz que aplique uma medida dura como limpar as salas de aula de um colégio, talvez onde o menino estude? Deixá-lo um ano sem colocar o pé fora de casa? Ou, então, tentar protegê-lo de todas as formas, evitando que ele fique traumatizado com a situação?

Assim, analisando rapidamente, não consigo conceber que um diálogo seja suficiente. Claro que tem de haver um, e bem sério. Mas ficar só nisso resolve?

Com o pequeno, sempre conversamos muito. Mas em situações em que ele passou da conta, sempre aplicamos uma medida que doi nele (e muito mais em nós, é claro). Mas isso garante um futuro sem problemas? É claro que não. Mas precisamos seguir fazendo nossa parte.

Que os pais dos adolescentes envolvidos no episódio sejam iluminados para encontrar a solução mais acertada para seus filhos.
E que perdoem o julgamento de outros pais que ainda não compreendem que absolutamente todos nós ainda temos muito a evoluir nesta e em outras missões as quais nos propusemos.

A Tici está dedicando a coluna Em Nome do Filho da próxima segunda-feira ao assunto. Com certeza, uma boa reflexão a todos os pais.

Quem não viu a notícia, pode acessá-la aqui

Para filhos adolescentes

05 de agosto de 2011 1

Recebi este material da assessora de imprensa Grasiela Caldeira. Como tem muitas mães de adolescentes que nos leem, as dicas são bem úteis. Resta saber se é possível convencer um adolescente a seguir esta dieta saudável. Se com os pequenos, já é difícil...

Dicas para o cardápio dos adolescentes

A infância e a adolescência são períodos vitais para a formação física e mental e a alimentação, é um dos itens que mais contribui para o desenvolvimento. Nesta fase, a alimentação saudável ao alcance dos jovens, faz com que eles cresçam com uma boa cultura alimentar.
"É na adolescência que adquirimos e cultivamos nossos hábitos. Um adolescente sedentário, com certeza poderá sofrer conseqüências de saúde quando adultos. Além disso, é muito difícil a mudança de hábito depois dos 20 anos", diz a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais, da Consultoria Alimentar.
A nutricionista Rita de Cássia Leite Novais comenta que é fundamental a consciência dos pais na hora de servir a alimentação. "Não adianta querer que o filho faça uma boa refeição, enquanto os responsáveis têm o hábito de ingerir gorduras, fast foods entre outros. O exemplo é muito importante nesta fase, pois os filhos acabam sendo o reflexo dos pais".
Segundo a nutricionista da empresa Consultoria Alimentar, diversas pessoas associam a boa alimentação com regime. "A qualidade nas refeições significa melhor rendimento nas tarefas diárias, bom humor, saúde, pele viçosa, maior concentração nos estudos entre outros benefícios. Se a pessoa ingerir em excesso alimentos saudáveis, poderá sofrer obesidade. Está acima do peso, não é somente com alimentos ruins", ressalta.

Abaixo, a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais dá dicas de refeições que os pais podem fazer para os jovens:

Opção 1
Café da Manhã
-1 copo de 200 ml de vitamina de frutas
-1un de pão francês com requeijão (1 colher de sobremesa rasa)
Colação
- 4 Biscoitos integrais
Almoço
-Arroz (5 colheres de sopa)/ Feijão 1 concha pequena
-Role de Frango com cenoura e salsão (filé pequeno de 140g)
-Salada de folhas mista (à vontade) /vagem 2 colheres de sopa
-Banana 1un
Lanche da tarde
-1 Pão de hambúrguer com gergelim com maionese (1 colher de sobremesa rasa), peito de peru ( 2 fatias), tomate 3 rodelas
-Iogurte 200 ml
Jantar
-Almôndega 2un
-Macarrão com brócolis ¼ do prato
-Salada de folhas mista (à vontade) / abobrinha 2 colheres de sopa
-Flan (1 porção de 100g)

Opção 2
Café da Manhã
-1 copo de 200 ml de leite com cereal (1/2 xícara)
Colação
- Salada de frutas 100g
Almoço
-Panqueca de frango (2un)
-Seleta de legumes 3colheres de sopa
-Salada de folhas mista (à vontade) / beterraba 2 colheres de sopa
-Caqui 1un
Lanche da tarde
-1 copo de 200 ml de pipoca (estourada na panela com pouco sal e óleo)
-Suco de fruta natural 200 ml
Jantar
-Arroz (5 colheres de sopa)/ Feijão 1 concha pequena
-Cação ao molho 1 porção pequena de 150 g
-Purê de mandioquinha 2 colheres de sopa
-Salada de tomate 3 rodelas/pepino ¼ do pepino
-Gelatina colorida (1 porção de 100 ml)

A nutricionista Rita de Cássia Leite Novais é especializada em Nutrição Clínica e Vigilância Sanitária de Alimentos, pelo Ganep e USP, respectivamente. Sócia proprietária da Clínica Consultoria Alimentar, a nutricionista atua nas áreas clínica - com avaliação e orientação nutricional personalizada de acordo com a patologia, com produção de alimentos na área industrial e comercial _ gerenciamento, supervisão, desenvolvimento de produtos e qualidade, consultoria em escolas e faculdades e Auditoria Interna ISO 22000.

Colônia de férias...

31 de julho de 2011 0


Mauricio Tavares / Divulgação


Tão conhecidas pelo público nos filmes americanos, as colônias de férias infantis ganham espaço no Rio Grande do Sul, como mostra este material de divulgação que nos foi enviado pelo hotel Vila Ventura, de Viamão (RS). Ele recebeu um grupo de 70 crianças para atividades que foram desde pescaria até escaladas. Com esse novo nicho de mercado, a expectativa é aumentar em 30% até o final do ano esta demanda entre escolas e outras instituições.

Muito difundido em outros países, o conceito de colônia de férias já é consolidado em regiões brasileiras como o Sudeste e chega ao Sul com estrutura personalizada. A ideia é incentivar brincadeiras em equipe utilizando o espaço de 105 mil metros quadrados de área verde do local, que conta com um ambiente pronto para receber crianças.

Entre as atrações preferidas do grupo que está atualmente na colônia estão o paredão de escalada, trapézio, pescaria e caça ao tesouro. As atividades são monitoradas por responsáveis, que, para tranquilidade dos pais, acompanham as crianças em todos os momentos.

- Queremos mostrar que é mais saudável e divertido aproveitar o período de férias ao ar livre com muita natureza - conta o diretor de Marketing do Vila Ventura, Maurício Tavares.

São organizados grupos que, além de serem recebidos para prática de esportes e brincadeiras, são hospedados na estrutura do hotel em acantonamentos, estimulando o convívio com diferentes crianças, com idades entre 8 e 14 anos.

Mais informações pelo telefone (51) 3045-9000 ou site www.vilaventura.com.br


Mauricio Tavares / Divulgação






Columbine é aqui

08 de abril de 2011 1

Sempre me chamou a atenção os massacres em escolas americanas, como o de Columbine, onde os atiradores quase sempre são alunos ou ex-alunos e prováveis vítima de buillying, ou seja, retraídos, ressentidos, excluídos.

Pessoas com sérios distúrbios mentais, como o do atirador que arrancou a vida das crianças ontem, numa escola no Rio de Janeiro. No Brasil. Sério, achei que fosse demorar um pouco mais para essa moda pegar por aqui.

Talvez seja uma comparação meio forçada, pois a cultura americana tem peculiaridades diferentes da nossa. Mas as semelhanças na história _  fácil acesso a armas de fogo, hiperexposição à violência e problemas de relacionamento _ me convencem que esse rapaz, que também deixou um bilhete, planejou se vingar bonito do sistema.

Perigoso, muito perigoso.

Ou você não lembra do Eric Harris?


Ele não poderia ser colega do seu filho?

Vamos seguir falando sobre isso.


Quando o filho se torna um dependente químico

04 de abril de 2011 2

Numa atitude desesperada, a mãe acorrenta o filho, um adolescente de 16 anos. A outra mãe apanha do filho calada. A terceira aceita que o primogênito faça uma limpa na casa e roube até a fiação elétrica da moradia. A quarta teme que o filho mais novo não chegue aos 30 anos.

Parecem situações distantes da realidade? Pois, estão mais perto do que se imagina. Os relatos acima são de mães santa-marienses que enfrentam um problema em comum: os filhos são dependentes químicos.

A preocupação com drogas fica mais evidente com o passar dos anos, principalmente quando os filhos ganham uma certa independência. A curiosidade e a rebeldia combinam com adolescência. Por isso, os pais devem manter a atenção redobrada principalmente nessa fase.

Segundo os especialistas, a informação é um forte aliado na prevenção. A família e a escola têm papéis fundamentais. Conversem com os seus filhos abertamente sobre o assunto. Saibam com quem andam, aonde vão e o que fazem para se divertir. Expliquem os tipos de drogas existentes e suas implicações ao usá-las. Se não sabem nada sobre drogas, busquem conhecimento. É preciso falar sobre todos os tipos, desde a droga lícita que é o álcool até as mais populares, como maconha, cocaína, ácidos e crack. A mais danosa do momento, o crack, basta apenas um uso para se tornar um viciado.

O Estado não tem estrutura adequada de tratamento de dependentes, e a polícia enfrenta uma guerra sem-fim, conforme reconhece o delegado interino da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos e Entorpecentes (Defrec) Jun Sukekava.

_ As apreensões aumentam cada vez mais, mas não diminui o número de usuários.

O delegado acrescenta que as investigações revelam que o álcool é a porta de entrada para outras drogas. Para Jun, que tem duas filhas, uma boa estrutura familiar faz a diferença. Os usuários dão pistas claras, basta os pais prestarem atenção.

_ É preciso perder uma visão romântica sobre as drogas presentes em músicas e filmes. O cheiro e a aparência de um "craqueiro", por exemplo, não têm nada de romântico _ diz o delegado. (Ticiana Fontana)

Atenção, pais, para estes sintomas

Mudanças repentinas de comportamento
Perda de peso
Descuido com a aparência
Passa a gastar mais do que o normal
Passa muito tempo fora de casa
Tem queda no rendimento escolar

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira, dia 4 de abril, por Ticiana Fontana


Convide-os para sair da internet

15 de janeiro de 2011 0

Os pais já estão cansados de saber que os filhos crescem e ficam fissurados pelo conteúdo da internet. Por meio do computador, eles conversam com os amigos, fazem temas de casa, aprendem muito e, muitas vezes, entram em confusão.

A barreira entre o relacionamento saudável com a rede e os problemas que podem ser causados com o mau uso são frágeis, acreditam alguns especialistas, e podem ser eliminadas com o limite dos pais. Para saber como está a relação da gurizada com a rede, e para ajudar os pais a conhecerem melhor o que os filhos fazem na rede, uma pesquisa com mais de 10,5 mil alunos de 13 a 17 anos, de 75 escolas da rede particular de ensino de todo o país, descobriu que 60% dos estudantes já usaram a web como forma de conhecer pessoas. Desses, 27% usaram as redes sociais, 38% fizeram amigos que trouxeram para a vida real e 25% "ficaram" com pessoas conhecidas por meio da rede.

- Os dados revelam uma série de comportamentos que merecem ser melhor discutidos. Como um espaço novo de relacionamento, ela exige uma série de cuidados e limites que não estão muito claros, nem para os próprios jovens, nem para os pais e professores - diz o médico e psiquiatra Jairo Bouer, coordenador da pesquisa.

Segundo ele, não é o caso de impor limites e regras e controlar a vida dos jovens na Internet, mas sim mostrar os riscos que existem. Além disso, as crianças e adolescentes deveriam criar seus filtros e lidar com situações de uma forma mais segura e responsável.

Outra questão importante é como o jovem se expõe na internet e se ele tem noção do impacto que essa exposição pode ter na vida futura. As respostas revelam que 36% costumam postar comentários na Internet, e 71% costumam postar fotos. Além disso, 35% não usam filtros para impedir que qualquer um acesse as suas informações e quase 7% costumam abrir a webcam para pessoas que não conhecem. Do outro lado, muitos já enfrentaram problemas por causa dos conteúdos publicados na Internet: 17% no namoro, 11% na escola e 19% com os amigos. Além disso, 10% já enfrentaram problemas por causa de imagens ou posts publicados por outras pessoas na rede.

A violência também foi abordada na pesquisa, e entre os entrevistados, 69% concordam que o anonimato da Internet estimula as pessoas a ofenderem umas às outras, e 29% já fizeram algum comentário ou tiveram alguma atitude ofensiva com amigos ou desconhecidos na Internet.

De olho nos números
23% passam a noite em claro por causa da internet
24% deixam de fazer alguma atividade ou de sair com os amigos para ficar conectado no computador
38% fizeram amigos virtuais e os levaram para a vida real
25% ficaram e 13% já namoraram alguém que conheceram pela internet
31% foram vítimas de violência pela internet
29% fizeram algum comentário ofensivo pela internet
31% disseram que foram vítimas de alguma forma de violência, 11% de preconceito e 15% se sentiram mal em função de alguma agressão sofrida.
3% evitaram sair de casa, falar com alguém ou ir à escola por algum problema surgido na Internet.


A busca por uma vaga no ensino superior...

08 de janeiro de 2011 0

Essa semana acompanhei a maratona enfrentada por jovens, a maioria com idades entre 16 e 20 e poucos anos. A corrida era por uma das 3,5  mil vagas oferecidas em 97 cursos de graduação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Apesar de acompanhar o processo seletivo há anos, sempre fico tocada com o vestibular.

É impossível ficar impassível diante da expectativa e da dedicação da gurizada que se esmera para ter um bom desempenho no vestibular. 

Nos primeiros passos rumo à vida profissional, ocorre  um momento paradoxal. É um privilégio ter a oportunidade de fazer a seleção para um curso superior em busca de uma condição de vida melhor. Por outro lado, a competição é cada vez mais acirrada e a possibilidade de sucesso é reduzida. O curso mais disputado, o de medicina, chegou a registrar 96 candidatos por vaga. 

A maioria dos mais de 30 mi candidatos sairá frustrada, talvez sejam as primeiras lições da realidade da vida para muitos.

Esse ano fiquei ainda mais tocada por ser mãe. Me peguei observando os pais, que aguardavam os filhos durante as provas, espalhados pelo campus da UFSM. Sem dúvida, estavam ali para dar apoio aos pimpolhos, mas a angústia e a expectativa pelo bom desempenho da prole exalava através de conversas, de olhares e gestos.

Alguns pareciam mais lúcidos diante das já sabidas dificuldades de uma seleção, outros se iludiam ou esperavam além do que os seus pequenos poderiam render.

Imaginei como será a minha reação quando a pequena estiver participando na disputa (falta muito tempo) ...

Será que é uma seleção justa? Não sei.

É preciso ampliar as oportunidades e abrir novas vagas, garantindo um ensino superior de qualidade. Num país que busca o desenvolvimento, deveríamos ter cada vez mais jovens nos bancos universitários.

Espero ver isso num futuro breve. 

Há uma idade certa para começar a namorar?

08 de novembro de 2010 2

Qual a idade certa para ficar? Namorar? Transar? Essas perguntas são recorrentes entre especialistas no assunto, educadores e pais há muitas gerações. Em qualquer tempo, o grau de amadurecimento dos pais e o diálogo permanente fazem a diferença para encarar o assunto sem trauma e com naturalidade.

Desde o nascimento, os pequenos vão absorvendo internamente o ambiente em que estão inseridos. À medida que crescem, espelham-se muito no relacionamento dos pais e dos mais próximos.

Quando os contatos sociais são intensificados, geralmente na fase escolar, a tendência natural é de encantamento entre as crianças, que se escolhem ou pela aparência física ou pelo comportamento. Segundo o psicólogo César Bridi, essa seria a primeira paixão, obviamente ligada à afetividade e, não, à erotização.

– Os filhos observam, por exemplo, que os pais se beijam na boca, dormem juntos, mas não têm uma ideia concreta do que é o namoro – diz Bridi.

Não há uma regra de idade, mas geralmente com 8 ou  9 anos, a tendência da criança é falar mais abertamente sobre o assunto, sobre amor e relacionamentos. E, aos poucos, elas vão construindo a sexualidade. Em média, as primeiras experiências de relacionamentos acontecem a partir dos 11 anos e se aprimoram na adolescência.

São alguns passos, talvez anos, entre a hora de deixar de ser BV (boca virgem), BVL (boca virgem de beijo de língua), ficar (experimentar uns “amassos mais intensos” sem compromisso), namorar e transar... De acordo com Bridi, os meninos demoram mais para se relacionar, mas fazem sexo mais cedo e mais. As meninas começam a ficar e namorar mais cedo, porém transam menos.

Os filhos não se criam sozinhos. Se o relacionamento com os pais for mais aberto, com confiança, os filhos terão a liberdade para comentar sobre tudo e, principalmente, a respeito de seus relacionamentos afetivos. Os pais devem ter em mente que os filhos estão inseridos em ambientes de superexposição. Há influencia dos colegas, da mídia, da Internet, etc. Hoje, até mesmo quando pequenos, eles se relacionam em rede sociais, como Twitter, Faceboock, Orkut.

– Tudo isso pode colaborar para começar os relacionamentos e a vida sexual mais cedo. Hoje, muitos procuram novas experiências, como o bissexualismo – afima Bridi.

Em termos de educação, nada é certo nem errado. Os pais devem encarar todas as fases com naturalidade. Sempre devem escutar os filhos e questioná-los para entender o grau de envolvimento com a pessoa com que ele está se relacionando. Quando necessário, os pais devem explicar ao filho que ele ainda é muito novo. A repressão pode ser um passo para estimular a transgressão.

– Os filhos transam mais do que antes e se fala menos sobre isso, principalmente com os pais. O sexo ainda é velado. A minha indicação, seria conversar, conversar, conversar...  – diz Bridi. (Ticiana Fontana com foto de Hermínio Nunes)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria deste 8 de novembro

Criança tem anorexia?

27 de setembro de 2010 1

Uma leitora conta que a filha de 4 anos anda muito preocupada com a aparência, fala que não quer engordar e nem criar barriga. E a dúvida é a seguinte: existe mesmo anorexia em crianças? E de que forma ela se manifesta? A equipe do Comitê de Nutrologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria do RS afirma que apesar de a anorexia ocorrer mais em meninas adolescentes e em mulheres jovens, o surgimento de casos em crianças têm aumentado. A forma de apresentação do transtorno alimentar geralmente é atípica, o que torna o diagnóstico mais difícil. 

O DISTÚRBIO
Características principais da anorexia
Perda de peso grande e intencional, à custa de severas restrições alimentares
Busca incessante pela magreza
Distorção da imagem do corpo
Amenorreia (suspensão da menstruação)

Fatores que predispõem aos transtornos alimentares
Fatores familiares, de personalidade e biológicos
Fatores socioculturais, como a supervalorização da magreza _ sinônimo de sucesso, autocontrole, competência e atratividade sexual, que leva a mudanças de comportamento alimentar na busca do padrão idealizado
Aumento da disponibilidade de comidas saborosas e calóricas

Atenção aos sinais

A criança e o adolescente têm preocupação exagerada e obsessiva com saúde e o preparo físico
Apresentam mudanças de comportamento alimentar
Ficam em jejum em grandes períodos
Recusam-se a comer determinados tipos de alimentos (carboidratos, carnes, gorduras)
Subitamente, passam a se interessar pelo valor calórico dos alimentos
Demonstram preocupação exagerada com a imagem do corpo
Começam a perder peso e apresentam comprometimento do crescimento e do desenvolvimento

Apesar de crianças apresentarem o distúrbio, a anorexia é mais frequente na adolescência, e o perfil mais comum daqueles que a desenvolvem é o de meninas entre 13 e 17 anos, inteligentes, estudiosas, com autocrítica muito desenvolvida e muitos vaidosas.
Aos pais, cuidadores e professores, os especialistas orientam que é preciso estar atentos a todas as mudanças de comportamento e ao surgimento de qualquer um dos sinais desses distúrbios alimentares. A criança ou adolescente que apresentar o problema precisa de cuidados médicos, nutricionais e psicológicos. (Fabiana Sparremberger)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira por Fabiana Sparremberger e Ticiana Fontana

Lembranças de mãe de uma apressadinha

23 de setembro de 2010 0

"Sou mãe de três meninas, sendo a última prematura. Lara nasceu com um quilo e 540 gramas.
Lendo a reportagem de vocês me lembro de tudo o que passei, das agonias, das dificuldades de aceitar que "o teu filho não vai para casa". Graças a Deus consegui superar tudo isso e também agradeço a equipe do hospital (Bruno Born, de Lajeado) que tem um pessoal para auxiliar as mães das crianças na UTI. São pessoas maravilhosas que souberam me auxiliar nesta hora.
Agora ela está com três anos e é uma menina super sadia, esperta, inclusive quem olha para ela não acredita que ela seja prematura.
Parabéns por essas matérias, só uma equipe como a Zero Hora para inovar sempre!"

Angélica Markus, de Lajeado

Puberdade cedo demais...

07 de setembro de 2010 0

Aos poucos, a imagem de uma menina de 6 ou 7 anos carregando uma boneca para cima e para baixo está ficando no passado. Elas estão deixando para trás produtos dedicados aos pequenos e atitudes adequadas para a idade. Querem ser grandes a qualquer custo. O desejo pela mudança, no gosto e no dia a dia das meninas, agora tem uma explicação científica.
Pesquisadores descobriram, por meio de um estudo feito recentemente nos Estados Unidos, que a alteração hormonal nas meninas é tão grande que o corpo está demonstrando os reflexos. Segundo a avaliação científica, uma em cada quatro meninas negras e uma em cada 10 brancas têm seios desenvolvidos até os 7 anos. O estudo, publicado no periódico Pediatrics e liderado por uma equipe do hospital infantil de Cincinnati, foi baseado na avaliação de 1,2 mil meninas de idades de 6 a 8 anos.
Os pesquisadores descobriram que, aos 7 anos, 23,4% das negras, 14,9% das hispânicas e 10,4% das brancas tinham seios desenvolvidos. Em 1997, um estudo similar completo descobriu que a proporção de garotas brancas que tinham seios desenvolvidos era de 5% _ metade do que é hoje. A proporção de garotas negras com essa característica também aumentou em relação à última década: de 15% em 1997 para 23% hoje.

O texto acima é parte da reportagem que foi publicada recentemente no caderno Meu Filho. O tema foi tratado em um programa da TV Unifra, a TV do Centro Universitário Franciscano (Unifra). Chamada Contraponto, a atração, apresentada por Andressa Scherer, reuniu três profissionais para falar sobre o assunto: eu, como jornalista e mãe (bem à direita na foto), a assistente social e professora universitária Nice de Neves Miranda (à esquerda) e o psicólogo e professor da Unifra Carlos Alberto Decimo Martins.


Além dos fatores biológicos, quais são os fatores externos que podem ser "culpados" pela chegada antecipada das meninas à adolescência? A mídia que exibe imagens eróticas na TV a qualquer hora do dia? Os pais que saíram para trabalhar e não tem têmpo mais para acompanhar o que as crianças estão fazendo? O mercado que estimula o consumo de produtos cada vez mais voltados para esse público que quer ser adulto o quanto antes? Ou todos eles juntos, cada um com sua parcela de contribuição?
Sou mais da última alternativa. O certo é que nós, pais, muitas vezes não soubemos como agir diante dessa mudança tão rápida e com tantos efeitos futuros aos pequenos.
Se alguém quiser conferir como foi o programa, o Contraponto vai ao ar pela TV Unifra, canal 15 da NET, ou no site http://w3.ufsm.br/tvcampus, no feriado de 7 de setembro, em três horários: meio-dia, 19h e meia-noite.

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