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Posts na categoria "alfabetização"

Ano novo, vida nova, escola nova

30 de dezembro de 2012 0

Todos os posts de Camila Saccomori

O tema da minha coluna em Zero Hora desta segunda-feira é ADAPTAÇÃO. Isso porque eu optei por trocar a Pietra de escola para 2013. No jornal, compartilho as dicas recebidas em uma entrevista com uma pedagoga e consultora educacional. Neste post, amplio o assunto com outras informações da querida Renata Selistre, minha fonte nesta citada coluna. Reproduzo uma série de dicas dadas pela pedagoga a uma reportagem do caderno Meu Filho em abril de 2006. Para quem está passando pela mesma fase que eu, recomendo a leitura (e que possa ser dividida com a família).

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> O processo de adaptação deve começar bem antes do início do ano letivo. Leve a criança para conhecer o novo espaço que passará a freqüentar. Pais e filhos ficam menos ansiosos, e as novidades vão sendo absorvidas aos poucos. Assim, o primeiro dia de aula será menos impactante.
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A criança reflete os sentimentos dos pais. Transmita segurança, para que ela encare sem sobressaltos esta nova etapa. Explique o porquê da troca de escola – que acarreta o distanciamento dos amigos – ou do ingresso na instituição.
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Na 1ª série do Ensino Fundamental, é grande a expectativa dos pais em relação ao desenvolvimento das habilidades de ler e escrever, sensação que pode ser expressa indiretamente. Comentários como “agora a mamãe não vai mais precisar ler livrinhos para você” ou comparações com o desempenho dos irmãos mais velhos podem gerar ansiedade, medo e até bloqueio da aprendizagem do aluno.
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A creche é quase uma extensão da casa: é menor, com poucos alunos. No colégio, que no princípio pode se mostrar muito grande e desafiador, seu filho terá mais autonomia, e limites também. Tudo isso precisa ser assimilado.
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Se é a mãe quem leva a criança na escola, e a despedida está muito difícil, com choro e resistência para ficar, experimente outras alternativas – o pai, a babá, a avó. A separação da mãe e do filho é a mais difícil, a hora do tchau se prolonga e o aluno se desespera.
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Para a mãe, ainda que inconscientemente, pode ser uma satisfação perceber o quanto o filho gosta e depende dela, também porque nesta etapa outra mulher passará a ter grande importância na vida dele: a professora. É preciso assimilar que a criança não é uma extensão da mãe e deixála crescer e amadurecer.
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Incentive-a a levar o chamado objeto transicional – uma foto, um colar ou uma peça de roupa que simbolize a presença dos pais enquanto estiverem distantes.
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Um simples telefonema para casa acalma a criança. Ela pode estar se divertindo e gostando da escola, o que não elimina a saudade da mãe e do pai.
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Respeite o tempo dela. Algumas precisam de uma semana, outras de 15 dias para sentirem-se bem. Um mês é um prazo razoável para que tudo esteja normalizado.
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Se ela continuar resistindo a ir ao colégio ou a permanecer lá, transcorridos 30 dias, é preciso investigar com mais atenção o que está acontecendo. Vários fatores podem afetá-la negativamente: a chegada de um irmãozinho, a primeira vez freqüentando uma escola, a separação dos pais. Muitas novidades ao mesmo tempo podem fragilizá-la.
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A criança que grita e esperneia ao ser deixada na porta da sala de aula e percebe que mobiliza os pais insistirá neste comportamento. Seja firme e não ceda aos apelos. Jamais faça negociações, do tipo “você vai ganhar um presente se ficar até o final”. Ir à escola é uma obrigação, inegociável.
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Mudanças na hora das refeições ou do descanso alteram o humor, até que a nova rotina esteja bem estabelecida. Seu filho precisará se adaptar a lanchar mais tarde ou a não dormir depois do almoço, por exemplo.
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A pré-escola deve ser levada a sério. É comum os pais considerarem-na uma atividade mais lúdica, e não uma aula formal. Trata-se de um compromisso da criança. Se ela chegar atrasada, ficará perdida – os coleguinhas já terão iniciado as atividades do dia. O mesmo vale para o horário da saída, quando você deve cumprir o que foi combinado. Caso não possa chegar a tempo, comunique a escola, para a criança não pensar que foi esquecida. Ela poderá não querer retornar no dia seguinte.
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Fonte: Renata Selistre, pedagoga e supervisora pedagógica


Projeto de Lei prevê multa para pais que não comparecerem a reuniões escolares

27 de novembro de 2012 3

Li esta notícia no Última Instância e não pude deixar de vir compartilhar com vocês.

O que acham dessa proposta?

O pai ou responsável que não comparecer à escola e não acompanhar o desempenho de seu filho poderá ser punido. De acordo com o autor do projeto, senador Cristovam Buarque, a criança tem o direito de aprender e a participação dos pais é essencial nesse processo.

A proposta de Lei 189/2012 prevê que o responsável deva comparecer na escola, seja ela pública ou privada, pelo menos uma vez a cada dois meses. Será considerada presença o comparecimento em reuniões de pais e mestres, ou conversas individuais com o professor, sempre atestadas pela direção da unidade estudantil.

“A escola sozinha não consegue cumprir integralmente o papel de formadora, a educação não se faz apenas pela escola, isolada da responsabilidade e da ação dos pais no acompanhamento do desempenho de seus filhos”, afirma o autor.
As penalidades para o não cumprimento da Lei serão as mesmas previstas no Código Eleitoral para quem deixa de votar. Dentre elas, uma multa de três a dez por cento sobre o salário mínimo, além da proibição de inscrição em concurso público, receber remuneração ou participar de cargos públicos, solicitar empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo e obter passaporte ou carteira de identidade.

Para o relator, senador João Capiberibe, o fato de os pais matricularem seus filhos em escolas não tira a responsabilidade deles de monitorar e acompanhar o desenvolvimento educacional da criança ou do adolescente.

O projeto está pronto para ser votado na Comissão de Educação e, caso aprovado, vai para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania em caráter terminativo.

Pequenos (grandes) leitores

23 de agosto de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerSempre dizia para o piá que chegaria o dia em que os papéis se inverteriam, e seria ele que leria os livrinhos infantis para mim.

Mas, sinceramente, não imaginei que isso ocorreria tão rápido. Foram pouco mais seis meses de 1º ano, e as letras já vão sendo juntadas com relativa velocidade. Claro que alguns tropeços são normais na hora de decifrar as letras, mas, logo, logo, as palavras viram frases inteiras. E as frases inteiras viram uma historinha.

Estou encantada com essa fase. No carro, em casa ou em qualquer lugar, as letras que aparecem são um convite para a leitura do pequeno. No supermercado, não escapa nenhum cartaz anunciando alguma promoção. Os outdoors são devorados. As palavras que aparece na TV, idem.
Achei que a alfabetização ocorreria de uma maneira mais gradual… Mas, quando vi, o piá já estava lendo… Impressionante a velocidade com que as criaturinhas aprendem…

Nesta semana, encontrei a mãe de um coleguinha do pequeno, que, emocionada, contou-me que a filhota leu minha coluna que tratava dos nomes mais dados para os bebês santa-marienses. E, faceira da vida, fez um agradecimento especial para a mãe, depois de decifrar as letrinhas:

- Mãe, muito obrigada por me dar um nome tão famoso.

Com todo o respeito pela leitura dos adultos, mas ganhar leitores que estão nesta fase maravilhosa da alfabetização me faz ainda mais feliz!

Ainda sobre alfabetização...

16 de julho de 2012 2

Todos os posts de Fabiana SparrembergerEstou impressionada com a velocidade com que ele começou a juntar as letrinhas. A evolução parece ter ocorrido da noite para o dia. E eu que achei que isso só ocorreria lá para o fim do ano.
Claro que algumas palavras mais longas exigem um esforço maior e vão se formando mais lentamente, mas as pecorruchas saem da boca quase num passe de mágica. De vez em quando, sai uma palavra inédita na língua portuguesa. O guri não entende nada, mas vai logo perguntando:

- Mãe, o que é vasso?

- É vaso, filho. Esse “s” aí tem o som de “z”, como o Zulu (traduzindo: é o nome do cãozinho de estimação do pequeno).

A letra bastão (toda em caixa alta) é dominada há tempos com precisão. E aí uma nova visitante surge no caderno do pequeno. E tenho de confessar que a receptividade não foi assim muito cordial no início.

- Mãe, eu gostava tanto da letra grande. Agora, vem essa tal de cursiva, e que é bem difícil de fazer.

Mas o guri capricha – às vezes, acho que ele tem “letra de menina”. Sim, porque, no meu tempo, lembro que as meninas desenhavam as letrinhas de forma bem mais harmônica do que os guris. Não sei se isso segue assim hoje, mas o pequeno (sempre me surpreendendo) faz questão de apagar cada letrinha que não saiu bem. Às vezes, ele me pergunta:

- Ficou bom assim?

- Você é quem sabe, meu filho. Se acha que está bom, então, está bem assim.

E ele sempre emenda na sequência:

- Acho que eu consigo fazer melhor.

E faz.

Não reclama quando o tema é demorado, e, quando tento demonstrar algo escrevendo, ele adverte:

- Pode até mostrar, mas quem tem de fazer é o filho, não a mãe.

Às vezes, a confusão se instala:

- Mãe, posso levar figurinhas para a aula?

- Mas, Bruno, é para levar objetos que comecem com a letra “v”, e não com “f”. Figurinha é com “f”.

Acho mágica essa fase da alfabetização, e para quem ainda não tem filho no primeiro ano, já vou avisando. O Ensino Fundamental é um novo mundo. Exige mais acompanhamento dos pais, maior dedicação às tarefas, ainda mais tempo para eles. E quem tem filho no segundo ano, garante que o envolvimento dos pais vai ficando maior.

Eu posso dizer que as minhas manhãs ficaram ainda mais curtas. Mas, apesar da correria ter se intensificado (como se isso fosse possível), eu faço questão de acompanhar cada passo, cada descoberta, cada evolução. E como é gratificante presenciar cada vitória. Vendo o guri evoluir, fico imaginando a satisfação de um professor alfabetizador. Deve ser incrível a recompensa.

Do meu tempo de alfabetização, tenho uma marca no corpo. Herdei um calo no dedo “pai de todos” – ele já tem mais de 30 anos. Era de tanto apertar o lápis. A letra marcava tanto o caderno que, muitas vezes, furava a folha. Se as folhas fossem tão fininhas como os cadernos de hoje, acho que não ia dar ponto…

Esqueci o alfabeto...

25 de abril de 2012 1

A tarefa da manhã de ontem era escrever o alfabeto dentro de uma linda centopéia.

26 letras apenas.

A missão era escrever em maiúsculas e minúsculas.

Fácil para quem lida com as letrinhas todos os dias, né?

Mas e quem diz que eu lembro de todas?

Fiz uma, duas, três tentativas na noite anterior.

Cantarolei musiquinhas do alfabeto em português e até em alemão para ver se a maldita letrinha desaparecida dava as caras na minha memória.

“A de amor, B de baixinho, C de coração…”, cantarolava em silêncio

Queria chegar tinindo no outro dia para ajudar o guri.

Mas sempre faltava uma letrinha…

E, teimosa, queria porque queria lembrar sozinha, sem recorrer a nada nem ninguém.

Acabei envolvida em outras atividades e, na manhã seguinte, enquanto o piá já começava a fazer a tarefa, recorri, sem ele ver, à Internet.

Quando voltei para a mesa em que ele fazia o tema de casa, o choque: o guri tinha preenchido tudo sozinho. Chegou ao final faltando apenas uma letrinha.

O guri esqueceu do K.

A mãe esqueceu do W.

Esses dois praticamente inúteis entre os 26 deram um trabalho e tanto.

A diferença é que o filho consultou apenas a memória.

Ainda bem que eu lido com as letras todos os dias… Imagina se não lidasse…

Na fase da alfabetização

26 de março de 2012 3

Todos os posts de Fabiana Sparremberger


A palavra acima foi escrita com muito gosto pelo pequeno, quando convidado a ajudar a mãe em uma tarefa para o trabalho. A descoberta do mundo mágico das letras – e dos números – na escola tem levado para casa momentos únicos e, com certeza, inesquecíveis.

Os pais podem – e devem – ajudar na alfabetização dos pequenos. Nada de apressar as coisas nem estressar os pequenos, a dica é tornar esses momentos de leitura e escrita em casa uma tarefa agradável, prazerosa e que aumenta ainda mais a interatividade entre a família.

A psicopedagoga, professora da rede estadual e especialista em dificuldades de aprendizagem Gilca Pereira Goularte Gomes convida os pais (não só os de filhos que estão no 1º ano) a pedirem que eles contem o que aprenderam no dia, separadamente. Primeiro, conta para a mãe ou o pai, depois para a avó, para a tia, para o irmão. A repetição ajuda os pequenos a fixarem o conteúdo e promove uma aproximação entre a família. E Gilca faz um alerta importante:

- Quando os filhos estão no início da idade escolar, geralmente os pais estão no auge da carreira. Eles não têm tempo para acompanhar e participar do aprendizado. Não perguntam como foi o dia, o que eles aprenderam. Mais tarde, quando já estão se aposentando e têm tempo para os filhos, agora já adolescentes, querem que eles passem a contar tudo do seu dia, como está no colégio, se está “ficando”, namorando… Se quando o filho queria contar e isso era importante para ele, os pais não tinham tempo,os pais não podem querer que, depois, o filho passe a contar tudo de sua vida.

A professora chama a atenção também para aqueles pais que não têm tempo não fazerem comentários do tipo “o que a professora está pensando em dar uma tarefa tão complicada, pensa que eu tenho todo o tempo do mundo para ajudar?”. O exemplo dado em casa é reproduzido na sala de aula, e, aí, o processo de alfabetização vai ficar ainda mais difícil para a criança. Sim, porque ele é muito difícil para os pequenos:

- Para eles, que estão conhecendo as letras, não é nada fácil o aprendizado.     Quando acharmos que eles estão com muitas dificuldades ou indo muito devagar, lembremos que convivemos com o mundo das letras há 30, 40, 50 ou 60 anos.

E uma dica que sempre aparece, mas que é essencial. Faça do livro um integrante da família. Leia para o filho, leia com o filho, peça para o filho ler para você. Pode ser o livro da escola, o gibi, o jornal, mas não queira que seu filho goste de leitura se ela não é um hábito que ele verifica em casa. Não adianta pregar que a leitura é prazerosa, que é importante para o aprendizado, que vai ajudar na formação do seu filho se ele nunca viu um livro em suas mãos. A vitamina S (essa eu ouvi outro dia, vitamina da Sabedoria) precisa estar também na sua dieta, e não só na do seu filho. Exemplo é tudo. (Fabiana Sparremberger)

Podem ajudar na alfabetização dos filhos

Deixe bilhetinhos na geladeira e peça para ele ajudar a escrever os recados

Faça lista de compras junto com seu filho

Aproveite situações de rua como leitura de placas, ônibus e letreiros, e explore rótulos de embalagens

Faça tudo ocorrer de uma forma prazerosa e agradável. Nada de forçar e antecipar o aprendizado. Cada criança tem seu ritmo

Coluna Em Nome do Filho da edição de segunda-feira do Diário de Santa Maria


O ditado que me assustou

09 de março de 2012 3

Todos os posts de Fabiana SparrembergerNa infância, era daquelas alunas que, desde bem cedo, gostava de fazer ditado. Talvez por isso, tenho escolhido uma profissão que lida com as letrinhas de uma língua nada amigável.

Ditado nunca foi um bicho de sete cabeças para mim. Isso até a primeira sexta-feira de aula do pequeno no 1º ano do Ensino Fundamental.

O guri chegou em casa muito chateado, aborrecido até. A profe tinha feito ditado, e ele conclui (claro que não foi a profe que corrigiu, até porque não se faz isso nessa fase) que só acertou duas palavrinhas: lua e sol, ou coisa parecida.

- Mãe, como é que eu ia acertar borboleta? E bicicleta? Não quero mais fazer ditado… Não gostei, é muito difícil e eu não consigo…

Imaginem, o guri só escreve o nome dele, do pai, da mãe, do cachorro e algumas raras palavrinhas com duas ou três letras. Que angústia ao se deparar com uma “borboleta” no ditado…

Fui usando da “psicologia” materna para explicar que a profe fez o ditado para ver em que nível que estava em cada um. E que, nesse ditado, não há erro nem acerto… E que a mãe, quando fazia os primeiros ditados, não acertava nem a primeira letrinha… O guri até achou graça, e se “destraumatizou”.

Mas tenho de confessar que, não entendendo nada de pedagogia nem das “teorias ou técnicas de alfabetização”, fiquei com a pulga atrás da orelha. Mas ele foi tirada antes mesmo de eu ter de relatar meu “drama”. Na primeira reunião com os pais, as três profes dos primeiros anos explicaram que o ditado mensal é só para ver o nível dos alunos, já que a alfabetização deles será baseada na fonética.

Então, nos primeiros ditados, aparece coisas do tipo:
A palavra é LUA. O escrito é AOS (não é um exemplo apresentado, mas é só para terem ideia de que o que foi escrito não tem absolutamente nada a ver com a palavra em questão).

Os pequenos, nesse primeiro momento, explicaram as profes, usam letras que são familiares a eles para tentar escrever o que foi ditado… Letras do nome delas, do nome da mãe, do pai, do mano…
Ufa, que alívio!!! Incrível como mãe sofre sem necessidade!!! Ainda bem que resisti ao ímpeto inicial de começar a fazer ditado com ele para ver como ele se sairia… Ficaria ainda mais apavorada ao ver brotando exemplos como o acima… Não faria isso por minha conta, sem orientação da profe, porque sempre achei que as coisas precisam acontecer a seu tempo. Nada de apressar as fases, nada de apressar o aprendizado.

Como disseram as profes, todos vão passar por etapas bem específicas da alfabetização, alguns mais rápido, outros de forma mais lenta… O certo é que todos chegarão lá, nesse mundo mágico da alfabetização. Sem pressão nem pressa. Tudo ao seu tempo.

Bem mais aliviada agora, começo a curtir cada descoberta do pequeno.

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