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Posts na categoria "criança tem cada uma"

O que vai, um dia volta...

12 de setembro de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerA mãe reclama diante da previsão do tempo que, um dia antes, apontava para um dia de sol. Ela apostou na informação e aproveitou para lavar muita roupa. Choveu.

O filho ouvindo a mãe reclamar com os seus botões, ou melhor, da previsão do “tio do tempo”, arrematou:

- Ué, mãe, tu também não erra no teu trabalho? Não vive me dizendo que todo mundo erra… Que o pai erra… Que eu erro quando não presto atenção na aula… Que até a profe erra…  Se todo mundo erra porque o tio não pode errar também?

(e fez-se o silêncio)

- O importante depois de errar é consertar o erro e, depois, tentar não fazer errado de novo. Não é, mãe?

(e fez-se o silêncio outra vez)

Nhac

24 de agosto de 2012 7

Todos os posts de Camila Saccomori


Aconteceu esta semana.

Eu já sabia que esse dia chegaria. No fundo, é claro, torcia para que não chegasse.

Minha filha levou uma mordida de um coleguinha na escola.

[PAUSA DRAMÁTICA]

Não sei muitos detalhes, fora que a cena foi a seguinte (narrada pela profe):
– Pietra tentou tirar um brinquedo da mão da colega
– Colega ficou braba e mordeu a mão da Pietra.

[MAIS UMA PAUSA DRAMÁTICA]

Cheguei em casa e contei pro marido e pras avós.
Fiquei louca para contar nos facebooks e twitters da vida, mas me segurei.
Me segurei porque não sei o que dizer sobre o assunto além de “faz parte, acontece, é assim mesmo”, etc.

Mesmo sem falar os nomes dos colegas, a baixinha entende tudo o que é dito. No dia seguinte, de manhã, perguntei a ela:
– Filha, mostra pra mamãe o que aconteceu com a tua mãozinha ontem.
E lá veio ela imitar um NHAC na minha mão.
[...]

MÃE SOFRE, NÉ?

Um jogo "deputado"

20 de junho de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerO guri tá na fase de alfabetização e, portanto, do descobrimento das letras e das palavras. Dia desses, saindo do banho, questinou:

- Mãe, o que é deputado?

Ih, pensei eu, como é que eu vou explicar isso… É um político que trabalha em Porto Alegre ou lá em Brasília para melhorar a vida do seu povo… É como um prefeito, mas que não trabalha aqui na prefeitura…

- E o que, então, seria um jogo deputado(?), mãe?

Ah, Bruno, deve ser uma partida em que só os deputados jogam bola… Vai ver que é isso.

- Não deve ser isso, não, mãe… O professor da escolinha (de futsal) disse que tem jogo que é deputado…

E aí, entendendo agora o tamanho interesse pelo “deputado”, caí numa risada sem fim…

- Disputado, Bruno. Tu queres saber o que é um jogo disputado… Ah, tá, esse a mãe consegue explicar de uma forma mais fácil…

Tudo nos mínimos detalhes...

18 de maio de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerSempre quis – e estimulei – que o pequeno curtisse contar tudo sobre o seu dia, seus medos, suas conquistas… Sou jornalista, né, gente? E a-do-ro saber de tudo… E de preferência, que seja tudo nos mínimos detalhes… Já ouvi de interlocutores “A gente está conversando ou tu estás me entrevistando?” ou então “Tu estás me perguntando ou ou estou sendo interrogado?” Cavacos do ofício…

E o guri não caiu longe do pé. À noite, o relato do dia é repleto de detalhes, dos mais aos menos importantes, e tudo ao menos tempo agora… E é preciso, muitas vezes, vencer o sono para se manter interessada na conversa… Quem mandou?, penso eu. Precisa estimular tanto para que ele me contasse absolutamente tudo?

Dia desses, o pequeno participou de seu primeiro campeonato de futsal, desses para valendo mesmo. Pois era meu domingo de trabalho, não pude ir, mas tenho certeza de que não perdi um lance sequer do torneio.

O relato era tão rico de detalhes, que eu sei quantas vezes o guri chutou na bola, quantas vezes errou, quantas vezes a bola pegou na trave, quais foram os lances mais perigosos, a cor do colete que o pequeno usou e quantas dezenas de vezes saiu da reserva para entrar em campo, se o juiz era bom ou não, como se comportou a torcida, o placar geral da competição…. Também as orientações dos profes – a melhor era repetida com esmero pelo piá: “se fizer o gol, baixa a cabeça pra comemorar. E se levar gol, ergue a cabeça e vai em frente”.

Tudo nos mínimos detalhes e com direito a repeteco. Sim, o lance é repetido mais de uma vez e com requintes de veracidade.

E quando o guri quer começar a história de novo: a mãe pede, com jeitinho: “por favor, hoje não mais, vamos dormir. Deixa o jogo pra amanhã…”. O piá acha graça, e ameaça com aquela cara de sem-vergonha, no outro dia de manhã: “mãe, de hoje não passa, vou te contar tudo sobre o jogo…”. “Não, por favor, não… Eu imploro…”, e ele ri aquele riso gostoso que eu amo de paixão.

A gente estimula tanto, eles respondem ao apelo, e, depois, a gente reclama… Quem mandou, né? Filho de jornalista….

Merenda para os pais

24 de março de 2012 0

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

Até ano passado, eu não tinha de me preocupar com a merenda, porque era a escolinha que providenciava o lanchinho. Agora, além de acompanhar o tema do piá todas as manhãs, é preciso preparar ou organizar o lanche de cada dia. O bom é que o guri facilita, e sempre diz o que pretende levar (dentro, é claro, do que temos disponível em casa e geralmente seguindo a indicação do cardápio sugerido pela escola).

Nos primeiros dias, a lancheira voltava do jeito que ia, cheinha da silva. E começava o “discurso” de como é importante se alimentar bem para conseguir prestar atenção na aula, fazer a educação física, jogar bola depois da aula etc e tal. Pois logo funcionou. E a lancheira voltava para casa vaziazinha da silva. E o guri ficava faceiro ao informar “comi tudinho”.

Era tanta explicação do quanto é importante lanchar na escola que o pequeno logo concluiu que não são só as crianças que devem se alimentar bem. Dia desses, por conta própria, o piá resolver providenciar a merenda para os pais levarem para o trabalho.

- Tem geladeira também no teu trabalho, mãe?

- Tem, filho, uma pequena.

- Então, eu vou colocar a merenda dentro de um pote e vou grudar o teu nome pra ninguém pegar.

E mãe e pai foram trabalhar naquele dia com um potinho identificado com o nome em letras garrafais chamadas de “bastão” pelas alfabetizadoras. Dentro dele, uma barra de cereal.

Na volta para casa, o pequeno dispara a mesma pergunta que ele recebe todos os dias, quando chego em casa:

- Comeu a merenda?

Brinquedos não convencionais

12 de fevereiro de 2012 3

Todos os posts de Camila Saccomori

No Natal eu já havia sentido o drama. Entre tantos brinquedos divertidos, estrambólicos, musicais, coloridíssimos e cheios de funções, a Pietra se agarrou a uma bolinha que custou… R$ 5!

Em outra ocasião, dei um pacotinho e ela ficou brincando com o papel da embalagem. Pior é que já haviam me alertado que isso acontecia.

Nas férias de verão, levei uma mala só de brinquedos para a casa da avó. E, surpresa, vi que a baixinha adotou dois “brinquedos” diferentes: garrafinhas de água e uma caixinha de fio dental!

Engatinhava com a caixa do fio dental para lá e para cá, como se fosse de estimação.

E o seu filho? Qual brinquedo não-convencional ele mais curte?

Conversa de gente grande

27 de janeiro de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerDiálogos de uma noite recente em que o guri comentava as peripécias do dia:

– Sabe, mãe, eu, o Renato e o Victor vamos trabalhar na profissão “de trem”… Aí, se um tirar férias, o outro vai fazer o trabalho dele, e a gente se ajuda
(Dia desses, comentei com o guri que, agora, que voltava de férias, um colega saía. E era a minha vez de assumir também as suas funções. Que um ajudava o outro, e todo mundo podia sair pra descansar com a família como a gente fez)

-  Mas eu não vou ser como tu, mãe. Não vou trabalhar tanto. De manhã, de tarde, de noite… Eu vou querer sair com minha namorada todo dia, fazer um lanche…
(Pelo menos os pequenos percebem as mães que são donas de casa e também trabalham fora, enfim, que passam na correria… E entendem que nem sempre é possível parar para brincar. Sobre a namorada… ah, esse assunto está chegando cedo demais pro meu gosto)

– Eu não vou querer trabalhar tão cedo. Cansa demais. Ainda vou querer brincar bastante
(Será que era só no nosso tempo de criança que a gente queria crescer rápido? Por enquanto, não percebo essa vontade no piá… Ainda bem, né?)

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