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Posts na categoria "dia das mães"

Amor de mãe

15 de maio de 2012 1

Gurias, peço licença para publicar este lindo texto sobre as mães. Acabei esquecendo de postar no fim de semana, mas, como dia das mães é todo dia (foi o melhor que eu arranjei agora), aí vai o depoimento da nossa leitora.

AMOR DE MÃE

Por Silvia Sperling

Estou lendo a surpreendente história de Eliana Zagui, a jovem de 38 anos que desde os 2 anos de idade mora no Hospital das Clínicas de São Paulo, por conta da poliomielite. Sua trajetória é dura, massacrante, solitária, porém, ela, a protagonista, se mantém leve e batalhadora, encontrando conforto e força em amigos que foram entrando em sua vida. Uns apenas passaram, e outros, poucos, permanecem a iluminar seu caminho até hoje.

Algo que me chocou muito no seu relato é a quantidade de crianças que foram abandonadas no hospital por seus pais após o diagnóstico de enfermidades severas que as impediram de levar uma vida normal.

Tanto crianças muito pequenas, quanto as maiores, que já tinham muitas histórias em família e um grande apego com irmãos e pais, após o acometimento de uma doença de devastação física ou neurológica, ou ainda, após um acidente que deixa sequelas irreversíveis, em sua maioria, são apagadas da estrutura familiar como se tivessem morrido.

Como pode uma mãe se desligar de um filho da noite para o dia, principalmente no momento que ele mais precisa de apoio, carinho e dedicação?

Eu penso que tenho o direito de fazer muitas coisas que me deixam feliz e que me trazem tranquilidade, mas acredito que hoje não tenho o direito de fazer tudo o que gostaria, por ter um filho especial que necessita de muito mais cuidados e disponibilidade de tempo de minha parte do que dispenderia com um filho "normal".

Quando nasce um filho, a mulher deve despir-se de seus antigos papéis e assumir o maior e mais importante deles, que requer abnegação e entusiasmo. Isto é ser mãe. Fazer de seu tempo e sua vida um reflexo de seu filho.

Se estes sentimentos de entrega e responsabilidade com o outro não são despertados na mulher após o nascimento de uma criança, ali não nasceu uma mãe e desta pessoa não podemos esperar as atitudes de proteção e amor soberano. É cruel, mas há mulheres que simplesmente não se sentem mães e mesmo assim colocam filhos no mundo, como se esta fosse a ordem natural da vida: procriar como bichos. Mas não o somos totalmente. Somos seres muito mais complexos e que dependemos de outro ser por um breve período, e algumas vezes, para o resto da vida.

Se a decisão de ter um filho fosse realmente pensada e amparada por sentimentos verdadeiramente altruístas, penso que casos como o de Eliana teriam outro percurso, menos nebuloso.

Nós, mães, não temos o poder de afastar as mazelas do mundo de nossos rebentos (Bem que gostaríamos!), mas temos o dever de mover montanhas para tornar sua dor mais fugaz ou suportável.

Gerar um filho é o comprometimento com duas vidas para o resto de nosso tempo. Parece exagero, mas é amor de mãe: profundo, intenso e eterno.

Ela virou mãe por acaso

14 de maio de 2012 1

Todos os posts de Ticiana Fontana

Ainda na onda do dia das mães, vou contar uma história de uma moça que não pariu, nem adotou. Ela simplesmente se viu na condição por circunstâncias da vida. Na realidade, era uma tia que assumiu o papel de mãe postiça de três sobrinhas – um criança, uma pré-adolescente e outra adolescente. Os pais originais se separaram. Inicialmente, a mãe ficou com as meninas, mas, depois, em função do trabalho, mudou-se para outra cidade. Há quase um ano, quem cuida das meninas é a tia. A tia, que virou mãe em dose tripla, tem pouco mais de 20 anos e entrou de corpo e alma no mundo da maternidade.

Ela não mede esforços para fazer o melhor que consegue. É uma mãe presente em todas as atividades do trio. A conheci por acaso, ela veio me contar que, em função da “maternidade adquirida”, começou a ler o blog Meu Filho.

Em um de nossos curtos diálogos, ela contou que tinha levado a mais velha ao ginecologista e teve uma conversa franca em relação ao excesso de “amassos” com o namorado, principalmente na presença das mais novas.

– Eu sou a mais velha e um espelho para ti. Você é um espelho para as irmãs mais novas.

Outra vez, foi correndo atender a um pedido da escolinha da pequena.

São preocupações e diálogos tão reais e doces de quem está sempre pronta para resolver as questões relativas às meninas. Entre as suas preocupações e a forma como conduz o relacionamento com as meninas, fez-me perceber que ela havia nascido para ser mãe. E esse reconhecimento não foi só meu.

– Que dia é o dia das mães? – perguntou pré-adolescente.

– No segundo domingo de maio – respondeu a tia-mãe.

– Ahhh.

Após um tempo em silêncio, o diálogo foi retomado:

– Se quiser comprar um presente para a tua mãe, a tia vai junto e te ajuda a escolher.

– Eu vou é comprar um presente para ti.

(Ticiana Fontana)

Coluna Em Nome do Filho, publicada as segundas no jornal Diário de Santa Maria

Mães separadas dos filhos

13 de maio de 2012 0

Por Glacir Almeida (professora estadual)

Este dia tão importante para algumas mães é também difícil para outras. Outras que já não têm mais seus filhos junto.

Eu tive o grande privilégio de ter recebido por filho uma criança muito especial, mas que, infelizmente, tinha um tempo determinado para ficar com a gente, o João Gabriel.

Quem o conheceu sabe o quanto ele era especial. Aliás, tenho percebido que toda criança que nasce ou que passa por alguma doença é um ser diferenciado. Possui algo que vai além. Vivi 2 anos ao lado de um guerreiro, que ao invés de darmos força a ele, era ele quem nos dava força.

Fazem 7 meses que esse anjo nos deixou. A saudade nossa e de todos os que o conheceram é muita.

Dono de uma inteligência invejável, de uma maturidade gigantesca para os seus 3 anos e 4 meses, de uma paixão pela vida e uma espiritualidade incrível.

Este domingo não vai ser nada fácil para mim e para as mães que se separaram de seus filhos (pela morte).

Perder não é a palavra certa, pois acredito que nunca o perderei, pois ele está agora no outro lado da vida, lado esse que todos iremos algum dia.

Deve estar lá brincando com os "futas", "tombis", tomando refri preto, sem se preocupar em cuidar o catéter. Usando as roupas do Grêmio, comendo bala rosa e milho. Não precisa mais usar máscara e deve estar dormindo com o Paulinho (boneco).

Teria que escrever um livro para falar sobre ele, sobre os amigos que perdemos nessa jornada (em especial o Felipe e a Tailine, pois estavam sempre juntos). Mas o mais importante é que ele ficará para sempre na memória de todos como um grande herói, um vitorioso.

As palavras amigas são reconfortantes, mas a dor da separação é muito grande, e nada do que se diga ameniza essa dor. Mas lembro sempre que a separação é momentânea, que um dia estaremos todos juntos novamente.

Agradeço a todos os amigos que fizeram parte dessa jornada.

Ser mãe...

12 de maio de 2012 0

Por Liliane Carbajal (mãe da Mikaela, filha da Maria Olinda e nora da Nelby)

Domingo é Dia das Mães! Mas o que é ser mãe?

Alguns diriam que ser mãe é ter um filho. Certamente quem disse isso não é mãe.

Ser mãe é uma coisa muito maior do que engravidar, ter um bebê e trocar as fraldas.

É um misto de alegrias e tristezas com um pouco de aventura. A aventura de amar imediatamente, alguém que você acabou de conhecer.

É a emoção de ver o rostinho do seu filho pela primeira vez e não se importar se é a cara do pai.

É a alegria de chegar em casa pensando que vai surtar de dúvidas e descobrir que você sabe o que fazer e está sublime, segura, enfim, com seu filho em casa.

É chegar em casa, depois de deixar o bebê na UTI Neo, e tomar o banho mais rápido da sua vida , para voltar lá e não ficar nem um minuto desnecessário a mais longe do seu filho.

É acordar no meio da noite e não se importar em ficar horas cantando para ele dormir.

Ir ao shopping e na volta,descobrir que só comprou artigos infantis e aquela calça que você tanto precisava ficou de lado e simplesmente não se incomodar com isso.

É ter aquele sentimento maravilhoso de plenitude,de um amor certeiro, que  pegou você  de jeito.

Ahh, é tão bom ser mãe!!

Ainda que canse, doa, deixe dúvidas e custe caro!

Você olha para aquele ser e fica maravilhado com o que conseguiu realizar.

Aqueles olhinhos, aquelas mãozinhas, aquele jeitinho de mexer a cabeça ou dormir...

A perfeição! Ainda que não perfeito aos olhos alheios, aquela criatura é sua, seu FILHO.

Feliz aquela que pode ser mãe e saber o que é ter O MAIOR AMOR DA SUA VIDA!

Feliz Dia das Mães a todas. E obrigado a minha mãe e avó que sempre me ensinaram a amar imensamente e incodicionalmente a minha filha como elas me amaram e amam.
Gracias também a minha sogra por ter e amar o meu marido Miguel, fazendo dele um ótimo PAI e MARIDO.

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