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Posts na categoria "Educação"

Criança guarda segredo? Não!

17 de janeiro de 2013 0

Todos os posts de Ticiana Fontana

Nem pensava em ser mãe e ficava intrigada com o comportamento infantil de adultos diante das crianças.

Em determinadas situações, imaginava qual seria o impacto na mente dos pequenos.

Uma situação, em particular, me deixava ainda mais inquieta.

Quando um adulto não conseguia a atenção da criança e usava subterfúgios, como:

- Vem cá! O tio vai te contar um segredo.

Essa história de segredo nunca me convenceu.

Segredo nunca é segredo, pois geralmente é do conhecimento de, pelo menos, duas pessoas.

Enfim, me perguntava como aquela história, contada ao pé do ouvido e com requintes de besteirol, cairia na mente dos pequenos.

Outro dia li um texto que o título era: “criança consegue guardar segredo?”.

Pensei, é óbvio que não e segui nas conjecturas: além do mais, devem ficar angustiadas com a situação.

Ao final da pequena tese, fiquei aliviada. Abaixo transcrevo parte do texto:

“Não adianta ameaçar, fazer chantagem, implorar. Nada disso funciona. Criança não guarda segredo e ponto final. Dependendo da idade da criança, ela pode repetir o segredo em voz alta assim que você terminar de cochichar no ouvido dela, ou demorar, um pouquinho mais, para revelá-lo, mas uma hora ou outra, vai acabar falando”.

Gente, têm casos mais graves, de violência ou algum tipo de abuso que, no futuro, reflete em comportamentos e sintomas terríveis.

Portanto, a minha conclusão, um tanto óbvia é a seguinte:

“Não submetam os pequenos a situações constrangedoras como essa. Lembre: o adulto é você. Se para um adulto já é difícil ‘guardar’ um segredo, imagine para os pequenos.”

O que fazer quando o filho leva ‘bomba’ na escola

17 de dezembro de 2012 3

Todos os posts de Ticiana Fontana

O filho não passa de ano na escola e o pai foi pego de surpresa? Tem alguma coisa errada nessa situação. E o problema também é o pai. Faz parte da função dos pais fazer esse acompanhamento escolar constante desde a Educação Infantil até o fim do Ensino Médio (veja dicas abaixo). Porém, se a pergunta for meu filho levou “bomba” no colégio e o que devo fazer? São vários caminhos para responder a questão.

De acordo com o psicólogo Jaisso Vautero, a postura dos pais em relação ao estudo nunca deve ser no sentido de premiar (boas notas) nem de castigar (notas baixas e reprovações). O primeiro passo é tentar entender o que aconteceu? Não estudou? Só namorou? Cabulou aula? Teve dificuldades no aprendizado e não procurou ajuda? Enfim, é preciso ter um diálogo franco:

– O pai tem que ir de coração aberto, pronto para escutar as explicações do filho e não reagir de forma com que faça o filho se fechar – diz Vautero.

A partir dessa conversa, começa a fase da motivação do filho. Entenda em quais disciplinas ele vai mal e evite rótulos como “burro” e outras expressões do tipo. É hora do acordo, ou seja, de construir um projeto de futuro. Ele foi reprovado e é “leite derramado”, o foco é em 2013. Façam planos sobre o ano seguinte e, por último, o pai precisa demonstrar confiança.

– São basicamente quatro etapas: escutar, motivar, fazer acordos e dar um voto de confiança – comenta o psicólogo.

Vautero ainda explica que um dos maiores erros dos pais é colocar a culpa da reprovação na escola ou nos professores, desviando o foco do problema. Além disso, trocar de colégio geralmente não é a melhor solução, pois vai exigir uma readaptação, que, às vezes, pode ser ainda mais danoso. (Ticiana Fontana)

O que fazer em caso de reprovação

1) Escute o filho de coração aberto para entender o que aconteceu

2) Não rotule e o motive

3) Faça acordos para o ano futuro

4) Dê um voto de confiança nele

Acompanhar o filho na escola

Da Educação Infantil até a 4ª série do Ensino Fundamental

- Pais geralmente sabem tudo o que acontece e têm uma relação próxima com o professor

Do 5º até o fim do Ensino Fundamental

- É quando o conhecimento se torna mais amplo, e o pai pode identificar as fragilidades do filho

- O próprio pai pode dar conta do recado, ajudando o filho a estudar em casa ou buscar outros meios: um professor particular ou algum programa de reforço da própria escola

Ensino Médio

- Pais já sabem como são se filho e devem ficar atentos a qualquer alteração de comportamento. A regra é sempre questionar o que está acontecendo

Coluna Em Nome do Filho, publicada todas as segundas no jornal Diário de Santa Maria

Projeto de Lei prevê multa para pais que não comparecerem a reuniões escolares

27 de novembro de 2012 3

Li esta notícia no Última Instância e não pude deixar de vir compartilhar com vocês.

O que acham dessa proposta?

O pai ou responsável que não comparecer à escola e não acompanhar o desempenho de seu filho poderá ser punido. De acordo com o autor do projeto, senador Cristovam Buarque, a criança tem o direito de aprender e a participação dos pais é essencial nesse processo.

A proposta de Lei 189/2012 prevê que o responsável deva comparecer na escola, seja ela pública ou privada, pelo menos uma vez a cada dois meses. Será considerada presença o comparecimento em reuniões de pais e mestres, ou conversas individuais com o professor, sempre atestadas pela direção da unidade estudantil.

"A escola sozinha não consegue cumprir integralmente o papel de formadora, a educação não se faz apenas pela escola, isolada da responsabilidade e da ação dos pais no acompanhamento do desempenho de seus filhos", afirma o autor.
As penalidades para o não cumprimento da Lei serão as mesmas previstas no Código Eleitoral para quem deixa de votar. Dentre elas, uma multa de três a dez por cento sobre o salário mínimo, além da proibição de inscrição em concurso público, receber remuneração ou participar de cargos públicos, solicitar empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo e obter passaporte ou carteira de identidade.

Para o relator, senador João Capiberibe, o fato de os pais matricularem seus filhos em escolas não tira a responsabilidade deles de monitorar e acompanhar o desenvolvimento educacional da criança ou do adolescente.

O projeto está pronto para ser votado na Comissão de Educação e, caso aprovado, vai para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania em caráter terminativo.

Como falar com seu filho sobre violência

19 de novembro de 2012 0

Todos os posts de Ticiana Fontana

Nem precisa falar, basta observar para ter a certeza de que os pais são os espelhos dos filhos. Na Antonela, me reconheço em frases, gestos e olhares. Sustento a tese de que os pais precisam ter como certeza de que eles são a fonte de segurança dos filhos.

Portanto, se perder o controle de suas emoções, transparecendo sentimentos como medo e ansiedade, certamente, o filho vai se sentir desamparado, ficará confuso e assustado. Toda essa introdução é para falar de um assunto que, infelizmente, está cada vez mais presente no cotidiano das grandes, médias e pequenas cidades: a violência.

Na última pesquisa realizada pelo Ibope em Santa Maria, em setembro, a segurança pública foi a quarta principal preocupação dos 600 entrevistados.

A violência ocupa grande destaque em rodas de conversa e noticiários. Outro dia, ouvi um menino, que não tinha mais do que 6 anos, contar detalhadamente um caso de assassinato, com interpretações alarmantes e dizendo que os pais tinha contado para ele. Obviamente, o garoto tinha exagerado, mas o fato me fez repensar como abordar o tema violência em casa.

Especialistas afirmam que a violência não precisa fazer parte da rotina das crianças. Outras fontes de medos, como escuro, bicho-papão, monstros e bruxas já fazem parte do imaginário infantil, portanto, é preciso ter muito cuidado ao falar sobre a criminalidade com os pequenos.

É recomendável evitar comentários sobre crimes ou assistir a noticiários com conteúdo pesado na presença dos pequenos. A ideia de contar histórias trágicas como maneira de ensinar seu filho a enfrentar a violência não tem eficácia e está totalmente fora de propósito. Isso não significa que a criança precisa ser criada em uma redoma de vidro, ela deve saber sobre situações de risco e como preveni-las. Se o filho questionar por que precisa fazer isto ou aquilo, não entre em detalhes, mas seja objetivo e explique que a medida tem como finalidade o bem dela (abaixo, dicas de segurança). (Ticiana Fontana)

RELEMBRANDO

Atitudes repetidas por pais há várias gerações e com pequenas adaptações devem ser relembradas:

1) Ensine a criança a não passar informações sobre ela ou outro membro da família para pessoas estranhas

2) Ande com o carro com os vidros fechados e portas travadas

3) Evite deixar o filho andando sozinho. Se isso não for possível, oriente a não conversar com estranhos. Se perceber alguma movimentação estranha, entre em algum lugar público e peça ajuda

4) Tenha certeza de que o filho entrou no local onde foi deixado

5) É importante cuidar e vigiar o que o filho anda falando nas redes sociais, principalmente vale um alerta para os casos de pedofilia cada vez mais recorrentes na internet

6) Em caso de assalto, oriente a criança a não reagir, a manter a calma e a entregar tudo o que o bandido pedir

Boneca da discórdia

13 de novembro de 2012 3

Uma boneca lançada nos Estados Unidos, chamada de Breast Milk Baby, provocou uma  forte reação nos pais.

Na realidade, a boneca simula a amamentação. A "mamãe" - criança - coloca um avental e aproxima o brinquedo da região dos mamilos. A boneca faz sons de sucção e depois ainda arrota.

Os pais consideram que o brinquedo está "adultizando" as meninas, em uma fase que nem seios elas têm. A fabricante espanhola afirma que é um brinquedo educacional e teria apoio de instituições pró-amamentação.

Todos os posts de Ticiana Fontana

Porto Alegre ganha Escola de Mães

17 de outubro de 2012 3

A Perestroika, escola criativa, está lançando este mês o curso Escola de Mães. É destinado a mulheres que estão prestes a ganhar o primeiro filho. Não se trata de um curso sobre a gravidez ou o parto: é voltado somente aos quatro primeiros meses de vida do bebê, fase em que as mães "calouras" costumam enfrentar uma montanha-russa de dúvidas e emoções.

Mais informações no site www.perestroika.com.br/maes

O vídeo de divulgação você confere abaixo, com dicas preciosas de outras mães:

Escola de Mães from Perestroika on Vimeo.

Menino que queria ser menina

05 de outubro de 2012 10

Todos os posts de Ticiana Fontana

Outro dia, em uma conversa de pais, eles falavam sobre como previam o futuro de seus filhos em relação a namoro e a sexualidade.

Ouvi tratados machistas que descartei da memória, mas uma frase ficou martelando no minha cabeça:

- Hoje em dia, temos que agradecer se eles tiverem parceiros do sexo oposto.

A opção sexual é individual e a maioria dos pais aceitaria a vontade de um filho, mesmo sabendo que a vida dele seria mais difícil em função dessa escolha.

Um caso polêmico tem sido repercutido na imprensa mundial.

Trata-se de uma família inglesa. O menino Danann Tyler, hoje com 9 anos, disse aos pais que era uma menina quando tinha 2 anos.

Naquela época, os pais trataram como sendo apenas uma espécie de brincadeira. Mas o menino não desistia da ideia e insistia em usar roupas femininas e deixar o cabelo crescer, além de brincar de boneca e de cozinhar, ao invés de carrinho e caminhão.

O tempo passou e Danann continuou afirmando que era uma menina. A situação ficou cada vez mais crítica. Aos 4 anos,  a mãe o flagrou tentando cortar o pênis com uma tesoura. Em outro episódio, a mãe impediu o menino de usar um vestido para ir a uma festa e ele correu para o meio da rua, dizendo que queria morrer.

Somente após essa situação, os pais procuraram a ajuda profissional e após o tratamento veio o diagnóstico: o menino sofre transtorno de identidade.

Seguindo o conselho dos médicos, hoje, os pais aceitaram que ele deixasse os cabelos crescerem e usasse roupas femininas.

E você, como reagiria diante de uma situação assim?

Para quem gosta de dar livros

03 de outubro de 2012 0

Todos os posts de Ticiana FontanaComo adoro dar livro de presente, achei interessante o mail que recebi da Fundação Victor Civita com indicações de 100 melhores livros para bebês, crianças e adolescentes.

As publicações foram selecionadas de acordo com a faixa etária, temáticas mais interessantes, qualidade editorial das publicações e diversidade de gêneros e autores.

Lista completa segue no site http://revistaescola.abril.com.br/edicoes-especiais/052.shtml

Abaixo segue a lista das editoras que tiveram livros selecionados:

Até 3 anos

- Telefone sem fio (Ilan Brenman e Renato Moriconi)

- O Mais Bonito! (Mary França e Eliardo França)

- Palavra Cantada Canciones Curiosas (Sandra Peres e Paulo Tatit)

- Fábulas de Esopo (Esopo, tradução de Fernando Nuno)

- Contos de Grimm (Jacob e Wilhelm Grimm, tradução de Heloisa Jahn)

- Um Pequeno Tratado de Brinquedos para Meninos Quietos (Selma Maria Kuasne)

- O Patinho Feio em Cordel (Hans Christian Andersen, recriação de César Obeid)

- Folha (Stephen Michael King)

- Onda (Suzy Lee)

- E a Mosca Foi pro Espaço (Renato Moriconi)

- O Que Tem Dentro da Sua Fralda? (Guido Van Genechten)

- O Sonho do Abaporu (Marcelo Cipis)

- Histórias Maravilhosas de Andersen (Hans Christian Andersen, tradução de Heloisa Jahn)

- Cavalhadas de Pirenópolis (Roger Mello)

- Pato! Coelho! (Amy Krouse Rosenthal)

- Cacoliques (Tatiana Belinky)

- O Leão e o Camundongo (Jerry Pinkney, tradução de Mônica Stahel)

Dona Dúvida, a companheira de sempre

03 de outubro de 2012 1

Todos os posts de Ticiana FontanaNossa, antes da maternidade não tinha tantas dúvidas assim.

Brinco que além da Antonela, ganhei a dona Dúvida como companheira constante.

Estava lendo uma pesquisa que os pais preocupam-se demais com a saúde e esquecem da importância da sociabilização. Lembrei que foi esse o motivo de ter antecipado a presença da pequena na escolinha (levei com 1,8 ano, quando a ideia era somente após os 2 anos), tive muitas dúvidas na época. Hoje, acho que fiz o que era certo.

Fui viajar e a deixei sem a nossa presença, fique com muitas dúvidas na época. Hoje, acho que fiz certo. Porém, talvez, teria ficado menos tempo fora.

Sempre fico em dúvida em qual a hora certa de procurar um médico. Na maioria das vezes, concluo que deveria ter ido antes.

Fico em dúvida quando o médico receita aquela lista inacabável de remédios. Sei que podem afetar o desenvolvimento dos pequenos, mas acabo segundo a orientação do especialista, apesar da companhia constante da Dona Dúvida.

Observo a pequena sendo empurrada ou levando um tapa de alguma criança e fico em dúvida se devo instigá-la a ser mais agressiva com o objetivo de se defender. Ainda tenho dúvidas sobre qual a melhor orientação. 

Enfim, nessa loucura da maternidade, confesso que tem momentos que gostaria da companhia da Dona Certeza ao invés da Dona Dúvida.

Pequena cantora

27 de setembro de 2012 0

Todos os posts de Ticiana FontanaDesde quando estava na barriga, a Antonela dava demonstrações de que gostaria de música. Quando estava grávida, chegava em casa e, por alguns minutos, colocava ritmos frenéticos ou calmos e sentia a reação dela.

E assim foi desde os primeiros meses, quando virou fã das tradicionais musicas infantis, natalinas, de igreja, MPB, pagode, sertanejo e por aí vai...

Outro dia, assistiu como "gente grande" a um concerto de uma orquestra de sopro, inclusive aplaudiu no momento errado (durante uma era uma pausa da música), provocando risos na plateia. 

Ao mesmo tempo, ela mexe animadamente o corpo acompanhando o ritmo da abertura de qualquer novela ou em uma propaganda com trilha sonora mais agitada.

A pequena descobriu, na casa da avó, um velho violão da mãe, com as últimas três cordas intactas, e passava tocando. Há alguns dias, ganhou uma versão pequena de um violão rosa. Passa com ele de arrasto pela casa e tocando como se entendesse da coisa.

Inventa letras e cria nova versões para sucessos conhecidos. Teve uma pérola que virou história de família.

A Antonela, às vezes, rejeita a ideia de tomar banho e fica enrolando. Depois que entra no chuveiro ou banheira, não quer sair mais.

Ela estava no corredor com o violão embaixo do braço e eu perguntei:

- Amor, vamos tomar banho.

- Não.

- Vamos amor.

- Não!, respondeu e saiu da minha vista.

Eis que a encontro e ela olha e começa a cantar:

- Antonela não vai tomar banho, Antonela não vai tomar banho, Antonela não vai tomar, lá, lá, lá...

Amado pelas crianças, odiado pelos pais

24 de setembro de 2012 0

Todos os posts de Ticiana Fontana

Antes de ter filho, era a primeira a ter um doce escondido na bolsa ou no fundo do armário. O repertório era vasto, guardava pirulitos, balas, chiclete em metro e até rapaduras. Adorava ver os olhinhos brilhantes e o sorriso farto no rosto dos pequenos quando a simpática tia oferecia o grande leque de guloseimas. Hoje, uma das pequenas cresceu e, devido aos péssimos hábitos alimentares, incentivados por mim também, está lutando contra a balança. Porém, a questão é muito mais do que estética. É um problema de saúde pública, nossas crianças estão ficando obesas, com pressão alta, diabéticas e com uma infinidade de outras doenças provocadas ou agravadas pela nutrição desrregulada.

Obviamente, não sou radicalmente contra o hábito de comer doces, afinal, a vida é feita de pequenos prazeres e, às vezes, podemos nos dar ao luxo. Adorado pelas crianças e temido pelos pais, o açúcar deve ser consumido de forma moderada. Sou veementemente contra o fato de os adultos estarem sempre prontos a dar doces, independente de dia, hora e local.

O consumo de açúcar faz com que nosso organismo seja invadido por uma sensação de euforia. Por isso, as crianças costumam ficar elétricas e incansáveis após uma sobremesa, não é só a felicidade de ter comido um docinho. Porém, após o consumo de açúcar, o corpo é estimulado a produzir insulina, que baixa os níveis de açúcar, trazendo cansaço.

Para não cair na tentação de comer com urgência algo com açúcar, o jeito é educar o paladar e abrir o leque de opções na hora da sobremesa. Lembre-se que os maiores exemplos de uma criança vêm de casa, ou seja, se você não resistir a uma bala, bombom ou biscoito recheado, fica difícil para o seu filho não repetir o comportamento dos pais.

1) Quando liberar alimentos com açúcar para as crianças?

- O presente nas frutas deve ser ofertado para seu bebê a partir do sexto mês de vida. O refinado industrial, só após o primeiro ano de vida

2) O doce deixa a criança mais agitada?

- Não há dados científicos que comprovem isso. O que pode acontecer é algo semelhante ao que ocorre quando um adulto come um doce e se sente feliz e eufórico

3) Qual a recomendação diária de açúcar recomendada, em porções?

- A criança deve consumir, no máximo, uma porção de açúcar ou doce por dia, o que corresponde a uma colher de sopa de açúcar refinado, achocolatado ou doce caseiro

4) É importante oferecer alimentos sem açúcar, como sucos e leite não adoçados?

- É muito importante investir no consumo de frutas, sucos e outros alimentos  sem açúcar ou mel. Como a maioria dos alimentos possui açúcar natural, não há a necessidade de adicionar o artificial

Coluna Em Nome do Filho, publicada todas as segundas no Diário de Santa Maria

Anjo longe dos pais

23 de setembro de 2012 5

Todos os posts de Ticiana Fontana

Por que será que o filho fica sempre mais educado longe dos pais?

Não deve ser assim em todas as famílias, mas na minha é.

A última vez que a Antonela esteve acompanhada dos pais em um restaurante, ela pulou, correu, gritou e queria ficar todo o tempo na rua. Isso até que não resistiu aos chamados de Morfeu e dormiu.

Pois, nesse fim de semana, ela foi jantar com os avós maternos.

O comportamento foi exemplar.

Ficou sentada, brincou e conversou com todos.

- As garçonetes chegaram a parar na mesa para comentar que ficaram encantadas com a educação e o comportamento - contou a avó.

Em fase da adaptação

19 de setembro de 2012 0

Todos os posts de Ticiana FontanaA Antonela está passando por uma fase de transformações.

Ela ainda se adaptando a nova cuidadora (a babá que a cuidava desde o nascimento pediu demissão).

A pequena costuma perguntar se a gente brigou com a ex-babá.

A gente responde que não, que ela optou por não trabalhar mais, vai ficar em casa, com o "filhinho" dela.

Enfim, sempre com a tática de não mentir, mas não estender o assunto.

Porém, às vezes, a Antonela vem com pérolas do tipo:

- Mãe e aquela que eu não posso falar o nome.

- Qual, amor?

- Aquela que está cuidando do filhinho.

Dá até vontade de rir quando isso acontece.

Depois, tem momentos que ela é mal educada com a nova cuidadora. A gente pergunta se ela gostaria que falassem assim com ela e a pequena acaba pedindo desculpas para a babá estreante.

E assim, segue a nova rotina. A cada dia, ela vai se adaptando as novidades.

Independente da idade, é a vida cheia de perdas e ganhos... 

Como lidar com os traumas infantis

10 de setembro de 2012 0

Todos os posts de Ticiana Fontana

Desde o momento em que o bebê sai do útero, sofre os primeiros traumas. Quanto mais frágil e menor a sua capacidade de se comunicar, a criança fica mais suscetível. O trauma se estabelece quando a pessoa percebe que está impotente diante de uma situação ameaçadora. Com o passar do tempo, esse sentimento fica esquecido, mas segue registrado na mente. No futuro, uma cena similar pode fazer a criança se sentir tão ameaçada quanto da primeira vez e passa a desenvolver diferentes tipos de fobias.

Cito dois casos para exemplificar. O primeiro é de uma criança de 5 anos que foi parar no consultório de um psicólogo porque os pais não sabiam como tratar alguns medos exagerados. Ela não queria ir na escola, ficava incomodada com estranhos e principalmente tinha pânico de médicos. No tratamento, foi identificado que os medos eram resultados de uma memória traumática de uma situação que ela passou aos 2 anos, quando ficou internada em um hospital.

O segundo caso é de uma menina que, também aos 5 anos, começou a ter medo de coisas que não tinha antes, como dormir no escuro. Fazendo uma investigação do caso, a origem das fobias eram as lembranças do primeiro ano de vida, quando passava noites em claro em função de cólicas provocadas por uma profunda intolerância a lactose. Apesar de ter passado aquele momento, o registro ficou em sua memória e o ambiente do quarto fez ressurgir o trauma.

O importante é os pais identificarem a situação em que o filho apresenta um comportamento de desespero desproporcional. Em algumas situações, é possível eliminar o trauma com apoio dos pais que ajudam gradativamente a criança a encarar os medos. Se o método não for eficaz, é preciso procurar um especialista. Além de psicológos infantis, profissionais que trabalham com Programação Neurolinguística (PNL) utilizam técnicas de linguagem para reprogramar o sistema nervoso, reestruturando aquilo que havia sido “programado” por meio de uma emoção que gerou um significado ao fato. (Ticiana Fontana)

Alexandre Cury Hadad, especialista em Programação Neurolinguística (PNL), responde a perguntas sobre o tema:

Em qual idade a criança começa a dar significado para as coisas?

Desde o nascimento, as crianças vão dando significado A tudo aquilo que vãodescobrindo. Com o passar dos anos, elas vão montando seus valores, seus significados. E esses significados são dados a partir dos nossos sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão), que nos apresentam o mundo. Pesquisadores já investigam o trauma do nascimento e como dois indivíduos diferentes (gêmeos, por exemplo), dão significados diferentes ao mesmo fato

A partir de que faixa etária foi haver a ressignificação de traumas e fobias?

Você já pode trabalhar com ferramentas de neolinguística, mesmo em idades em que a criança ainda não desenvolveu a fala. E depois disso, é possível utilizar metáforas para resignificar valores e crenças. Utilizar histórias infantis é um bom método de explicar isso com mais facilidade para as crianças

De que maneira os pais podem minimizar esses traumas?

Por meio do significado atribuído ao trauma, os pais podem ajudar as crianças a dar um significado ao fato de maneira diferente. Isso pode ser feito, como disse anteriormente, com metáforas. A criança tem um entendimento diferente do adulto, por isso, utilizar uma linguagem mais compatível com sua realidade facilita esse entendimento

Coluna Em Nome do Filho, publicada todas as segundas no jornal Diário de Santa Maria

Vagas para estudantes de escola pública

30 de agosto de 2012 7

Todos os posts de Ticiana Fontana

Nesta quarta-feira, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que reserva 50% das vagas em universidades públicas federais e institutos técnicos federais para alunos que estudaram em escolas públicas.

Dentro desse percentual, as vagas serão distribuídas a partir de um recorte racial proporcional à composição da população de negros, pardos ou indígenas em cada estado.

A presidenta vetou o segundo artigo da lei que previa a distribuição das vagas a partir das notas obtidas pelo aluno durante o ensino médio. O critério de seleção que será adotado é o Enem. A lei prevê que a política de cotas terá o prazo de duração 10 anos. Após esse período, será feita uma avaliação dos resultados, com possibilidade de revisão das regras.

Sou a favor de democratizar cada vez mais o acesso ao Ensino Superior, mas com ações com a ampliação da oferta de vagas, valorização do professor da escola pública, etc e tal.

Sem desmerecer a escola pública, existem muitas - talvez a maioria - que são de excelente qualidade. Testes feitos em nível nacional geralmente são vencidos por estudantes de colégios militares - escolas públicas vinculadas ao Exército.

Porém, será que a medida é justa com os pais que se esforçam - muitas vezes comprometendo muito do orçamento familiar - para colocar o filho em escolas pagas, com o objetivo de dar a melhor formação possível, de proporcionar um ensino de qualidade e, até então, fazendo um investimento para no futuro resultar em uma vaga em uma instituição pública de Ensino Superior?

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