Lembro de poucas profissões que gostava quando criança.
Recordo que já sabia ler e escrever quando sonhava em ser jornalista.
Juntava um maço de papéis, um rolo de papel higiênico e brincava de apresentar um programa de rádio ou de TV.
Recordo das histórias do meu irmão mais velho que queria ser lixeiro. Um dia vou até o fim da rua pendurado no caminhão do lixo e nutriu o sonho por mais algum tempo.
Porém, fiquei surpresa com a pequena que nem completou 3 anos e já teve duas "profissões imaginárias".
Outro dia, me disse:
- Mamãe quando crescer, vou ser médica.
Mal acabou a frase e veio me examinar. Primeiro olhou o nariz, a boca, o ouvido, fez uma espécie de massagem na barriga e conclui o diagnóstico.
- Vou te dar uma injeção para curar o dodói.
E lá veio ela dando um pequeno beliscão com as pontas de seus dedinhos.
Pois ontem, depois de ouvir uma frase, fiz a tradicional pergunta:
- Sou criança mamãe, não sou bebezinho - disse a Antonela
- Tá bom e o que você vai ser quando ficar grande?
- Vou ser música, mamãe.
Ela disso e continuou a brincadeira de cantar e dançar usando como microfone um abajur (daqueles de pé).










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