Sou do tempo em que uma festinha de garagem com o bom e velho "parabéns" colado de qualquer jeito na parece e bolos com velinhas eram suficientes para garantir a diversão do aniversariante e de seus convidados.
Cenário bem diferente das festinhas atuais, que não têm nada de "inha", viraram "ões", festões e eventos de tirar o fôlego da gurizada e limpar o "cofrinho" dos pais.
Sucumbi aos apelos da pequena e ao mundo das festas infantis. No próximo dia 3, a Antonela faz 3 anos. Gosta tanto de festa que, no fim do ano passado, chegou a inventar na escolinha que "amanhã" seria o aniversário dela.
Estou percorrendo os espaços infantis. Fico pasma com os valores das festas na minha Santa Maria da Boca do Monte. Só para dar um exemplo, os orçamentos chegam a ser quase o triplo de praticado em vários espaços semelhantes em Porto Alegre.
Questão preço assustador a parte, os pequenos estão cada vez mais exigentes.
Lembro de um post que foi publicado no ano passado (se não estou enganada). Era um relato sobre as impressões de uma festa de aniversário diferenciada. A ideia dos pais do aniversariante foi levar a turma para passar um dia em uma espécie de fazenda, com muitos bichos e contato com a natureza. Eis que um dos convidados chega em casa e, interpelado pelos pais sobre como estava o evento, responde:
- Não tinha nada interessante para fazer, não tinha piscina de bolinhas e nem cama elástica.
Pois, nos últimos meses, tenho percebido que os pequenos estão cada vez mais efêmeros em suas escolhas.
Percebo um esvaziamento das camas elásticas e das piscina de bolinhas. Eles optam por brinquedos cada vez mais complexos, geralmente encontrados em parques de diversão, que, aos poucos, estão sendo transferidos para as casas infantis.
Onde será que vamos chegar? Uma mini Disney...
Que saudades das festas de garagem.



























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