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Posts na categoria "gravidez"

Grávidas, tenham paciência

22 de novembro de 2012 2

Todos os posts de Ticiana FontanaTenho arrepios ao recordar o período final da minha gravidez.

Se soubesse o futuro, teria mantido a calma e me comportado como manda o figurino.

A médica dizia para sossegar, mas era só não ter ninguém por perto que começava a agitar.

Tinha contrações, ia para o hospital - ficava um ou dois dias e voltava para casa.

No último mês, por orientação médica, tive de ficar em casa.

Ao invés de ficar em repouso, fazia coisas que hoje não faço, como arrumar cada canto e ajeitar tudo nos mínimos detalhes.

Na realidade, achava que era bombagem o tal do "repouso absoluto".

Enfim, a Antonela acabou vindo ao mundo com 35 semanas. E o que isso significa?

Vou resumir as nossas primeiras semanas de vida em função da prematuridade:

1) Eu não tinha formado bico suficiente e ela não tinha forças para sugar o leite

2) Tive duas mastites (inflamação nas mamas)

3) A Antonela passou muita fome (sem eu perceber) e chegou a menos de dois quilos

4) Era uma ginástica dar mama. Só conseguia com a ajuda de outra pessoa, que a segurava, enquanto eu posicionava a boca junto a um bico silicone que facilitou o processo

Enfim, se tivesse paciência, teria completado o ciclo da gravidez e nossas primeiras semanas de vida seriam mais tranquilas. Achei importante falar sobre isso que tenho percebido que, de modo geral, os pequenos estão chegando bem antes da hora e as mães e pais até gostam, sem saber das dificuldades que os esperam. 

Os inúmeros benefícios da gravidez planejada

30 de julho de 2012 3

Todos os posts de Ticiana Fontana

Tudo que é planejado tem mais chance de dar certo, ou pelo menos, de minimizar as complicações que surgem ao longo do caminho. Com a gravidez não é diferente. Uma gestação planejada evita problemas futuros. Portanto, não tem desculpa para a candidata a mamãe não se programar para concretizar o grande sonho da maternidade.

– Uma gestação planejada é o tipo de gravidez que todo o ginecologista gostaria de trabalhar – afirma o obstetra Vitoredes Perin, especialista em gestação de alto risco.

Segundo Perin, o ideal seria procurar um ginecologista dois meses antes da concepção. Com exames pré-concepcionais, seja na rede particular ou pública de saúde, são avaliadas as condições clínicas e emocionais da candidata a mamãe. Ou seja, entender como o organismo funciona e qual o melhor momento para engravidar. O médico normalmente identifica problemas em testes básicos, desde a coleta de sangue a exames de imagem.

Um exame de sangue pode revelar doenças escondidas como diabetes e tireóides, problemas nos rins e no fígado. Uma ecografia pode mostrar algum tipo de má formação no útero.

– Não precisa ter medo, por que 98% dos problemas clínicos identificados podem ser controlados – explica Perin.

O médico afirma que é possível corrigir os problemas com tratamento medicamentoso ou com mudança de hábitos. Por exemplo, uma gestante com sobrepeso pode diminuir alguns quilos antes de engravidar para evitar o desenvolvimento de uma futura hipertensão induzida pela gestação, também a diabetes gestacional e o parto prematuro.

Para as gestações de alto risco, o indicado em uma cidade como Santa Maria, com um clima muito quente no verão e frio no inverno, seria evitar que o período final da gestação ocorra durante a estação mais quente do ano. Comprovadamente, o índice de intercorrências na gravidez é menor no outono, inverno e primavera.

A importância do ácido fólico

Em torno de 60 dias antes da concepção, a candidata a mamãe pode tomar o famoso ácido fólico. O medicamento ingerido antecipadamente faz uma espécie de limpeza no corpo da mulher e diminui em 70% os casos de má formação do feto, principalmente da temida anencefalia (feto sem cérebro) e de defeitos na coluna do bebê.

Na rede pública, o encaminhamento pode ser um pouco mais demorado, mas é só chegar no posto de saúde e informar o desejo que o encaminhamento será feito.

Feita a lição de casa, o importante é relaxar, ou seja, evitar fatores comportamentais, como ansiedade e estresses que podem diminuir a fertilidade.

(Ticiana Fontana)


Coluna Em Nome do Filho, publicada todas as segundas no jornal Diário de Santa Maria

Você fez repouso na gravidez?

19 de julho de 2012 14

Todos os posts de Fabiana SparrembergerRecomendação médica à grávida: repouso.

Quem é que entre vocês não ficou de repouso durante algum momento da gravidez seguindo uma indicação do ginecologista?

Eu fiquei bem no finalzinho, e 5 dias foram de repouso absoluto no hospital antes de dar à luz o guri. Tinha pouca água na placenta e precisava ficar de olho na pressão (não tive problemas no fim, foi mais por precaução mesmo).

Tem gestante que fica de repouso bem no início, no primeiro trimestre da gravidez.

Outras, no último trimestre e vão assim ("repousadas") até o fim da gestação.

O que eu tenho impressão é que, hoje em dia, rara é a grávida que não recebe essa indicação. E por isso, as mamães nem ficam mais apavoradas/preocupadas com uma recomendação médica do tipo.

Será que os problemas que aparecem e que exigem esse repouso são culpa da correria, do frenético ritmo de trabalho e do estresse, que acabam afetando o andamento da gestação? Ou será que são os médicos que estão agindo com mais precaução diante desses "sustos" e recomendando a "parada obrigatória".

Eu não tenho respostas, até porque não sou especialista no assunto. Mas que parece que ficar de repouso na gravidez virou um "remédio" bastante receitado para as gestantes, isso parece.

E, quando a hora do repouso chega, vale a pena ficar quietinha, cumprindo tudo o que o médico mandou, para proteger o filhote. E as mães, nessa hora, já sentem o quanto esse filho, muitas vezes ainda nem formado totalmente, assumiu uma importância absurda em suas vidas.

Você ficou de repouso na gravidez? Conte-nos sua experiência.

Se não ficou, deixe seu comentário.

A amamentação vai bem?

22 de junho de 2012 0

Quando a mulher fica grávida, vai logo querendo conhecer tudo sobre a  gestação e, principalmente, os primeiros cuidados do bebê. Em Santa Maria, a Femine Fisioterapia Especializada está oferecendo um curso para gestantes, que tratará de mudanças no corpo, parto, amamentação, cuidados com o bebê e técnicas de relaxamento (informações no (055) 3222-7071).

Pedimos ao pessoal que organiza o curso algumas dicas práticas que serão tratadas no curso. E como a amamentação é sempre um tema obrigatório, achei muito interessantes as dicas abaixo, que foram organizadas num quadro pela fisioterapeuta Luísa Streck. São sinais que a mamãe e o bebê apresentam que mostram se a amamentação vai bem ou se há dificuldades e/ou problemas. Confira:

VAI BEM ou HÁ PROBLEMAS
Em relação à posição do corpo
Mãe relaxada e confortável    Mãe com ombros tensos e inclinada sobre o bebê
Corpo do bebê próximo ao da mãe    Corpo do bebê distante da mãe
Corpo e cabeça do bebê alinhados        O bebê deve virar o pescoço
Queixo do bebê tocando o peito    O queixo do bebê não toca o peito
Nádegas do bebê apoiadas    Somente os ombros/cabeça apoiados

Respostas do bebê
O bebê procura o peito quando sente fome    Nenhuma resposta ao peito
O bebê explora o peito com a língua    O bebê não está interessado no peito
Bebê calmo e alerta ao peito    Bebê inquieto ou agitado
O bebê mantém a pega da aréola    O bebê não mantém a pega da aréola
Sinais de ejeção do leite (vazamento; cólicas uterinas)    Nenhum sinal de ejeção do leite

Estabelecimento de laços afetivos

A mãe segura o bebê no colo com firmeza    Mãe segura o bebê nervosamente ou fracamente
Atenção face a face da mãe    Nenhum contato ocular entre mãe e bebê
Muito toque da mãe no bebê    Mãe e bebê quase não se tocam

Anatomia
Mamas macias e cheias   Mamas ingurgitadas e duras
Mamilos projetando-se para fora    Mamilos planos ou invertidos
Tecido mamário com aparência saudável    Tecido mamário com fissuras ou vermelhidão
Mamas com aparência arredondada    Mamas esticadas

Sucção
Boca bem aberta                    Boca quase fechada, fazendo um bico para frente
Lábio inferior projeta-se para fora    Lábio inferior virado para dentro
Língua acoplada em torno do peito    Não se vê a língua do bebê
Bochechas de aparência arredondada    Bochechas tensas ou encovadas
Sucção lenta e profunda em períodos de atividade e pausa    Sucções rápidas, com estalidos
É possível ver ou ouvir a deglutição    Pode-se ouvir estalos dos lábios, mas não a deglutição

Tempo gasto com sucção

O bebê solta o peito naturalmente    A mãe tira o bebê do peito

Genética abençoada

31 de maio de 2012 7

Todos os posts de Camila Saccomori

Nem preciso de pesquisa com a população para afirmar o dado a seguir.

99% das mulheres que têm filhos não saem da maternidade assim:

Grazi Massafera após a chegada de Sofia Reymond esta semana.

A bebê nasceu de cesariana.

E Grazi parece ter saído de um concurso de miss. Linda, magra e com os cabelos impecáveis. Cadê barriga, gente? Cadê pele desmaiada e cansaço? Cadê olheiras?

Duas palavras para isso: GENÉTICA ABENÇOADA.

Sem mais.

Mudança de hábitos

30 de maio de 2012 6

Todos os posts de Fabiana SparrembergerEstava conversando com uma amiga que está grávida, e ela comentava que está enjoando de salada, que era um alimento que ela a-do-ra. Eu lembrei que enjoei uma única vez, logo ao acordar, e não devo esquecer do episódio tão cedo. Eu sou uma pessoa que tenho uma dificuldade imensa de vomitar. Se vomitei 3 vezes nesses 36 anos de vida, foi muito. E quem enjoa sabe que quando vem aquela água salgada na boca anunciando que logo atrás vem mais coisa, pode ir correndo para o banheiro.  Eu fui. Mas não saiu mais nada além daquela água salgada. Muita ânsia, mas só a água salgada. Não tive dúvida e liguei para a médica, que me recomendou um remédio que não lembro mais qual. E nunca mais enjoei...

Tem gente que enjoa de comida. Tem gente que enjoa de algum cheiro. Tem gente que enjoa da cortina (ouvi essa não sei onde). Tem gente que enjoa até do marido...

Mas o texto de hoje  não é para falar de enjoo. Eu queria mesmo é  comentar a mudança de hábitos alimentares que a gravidez traz. Nem sei se tem algo de científico, mas que muda, muda (ou será só crendice popular...). Eu nunca gostei de doces, eles nunca me fizeram falta, nem chocolate (eu juro!). Mas depois da gravidez, nunca mais consegui almoçar sem comer um docinho em seguida... E tenho de ficar me cuidando. Minha vó é diabética, e toda vez que eu faço exames periódicos, fico apreensiva e vou logo correndo os olhos para a minha glicose... Neste ano, mais uma vez me safei dela, e tudo está nos conformes.

Será que isso tem sentido mesmo? A gente muda os hábitos durante a gravidez e herda essa mudança para todo o sempre? Bem que eu queria passar a ter gostado mais de saladas, de legumes, de frutas... Não precisava ser doce, né?

E você? Teve alguma mudança de hábitos alimentares durante a gravidez que acabou adotando depois do nascimento do bebê?  Ou será que isso tudo é só coisa da nossa cabeça?

Ligeiramente grávida: testes e sintomas

30 de abril de 2012 1

Todos os posts de Ticiana Fontana

Quando ela decide ficar grávida é para ontem. Por mais paradoxal que pareça, a frase descreve um pouco do que passa na cabeça de muitas mulheres, que deixam para ter filho mais tarde – em função de outras demandas, como o trabalho. Após os 30 anos, a necessidade é mesmo urgente, pois a fertilidade diminui com o passar do tempo. Porém, fatores psicológicos e fisiológicos podem impedir a agilidade da concepção. Então, quem está planejando ter um filho precisa controlar a ansiedade e procurar orientação especializada (fazer uma consulta pré-concepcional no ginecologista).

Também convém se ligar em algumas dicas básicas que comprovam o estado gestacional, ou seja, quando fazer o teste e quais os sintomas mais comuns.

Há dois tipos de exames para confirmar a gravidez: o teste de farmácia, que é feito com a urina, e o exame de sangue. Os dois são eficazes pois medem a quantidade do hormônio gonadotrofina coriônica humana (HCG), que só é produzido no corpo durante a gravidez, exceto em casos raros.

O teste de farmácia é mais sensível e pode detectar a gravidez cerca de 14 dias após a ovulação. O mais garantido, porém, é fazer o exame, pelo menos, a partir do primeiro dia de atraso na menstruação. Se der positivo, de acordo com as instruções do teste, é praticamente certo que você está grávida. E, mesmo se der negativo, talvez possa estar. Pode ser que ainda não haja quantidade suficiente de HCG na urina para ser detectada pelo teste. Os níveis do hormônio dobram a cada dois ou três dias. Portanto, se a menstruação não aparecer, espere alguns dias e tente de novo. Os exames de sangue consideram grávida a mulher que tenha pelo menos 25 IU/l (unidade internacional para cada mililitro) de HCG no sangue. (Ticiana Fontana)

Alterações mais comuns durante a gravidez:

- Maior umidade vaginal

- Vontade de fazer xixi a toda hora

- Sono e cansaço

- Seios inchados e doloridos

- Sensibilidade a odores e sabores

- Enjoos

- Emotividade e irritação

- Atraso menstrual


Coluna Em Nome do Filho, publicada todas as segundas-feiras no jornal Diário de Santa Maria

Mommyrexia: gestantes com anorexia

17 de março de 2012 0

Todos os posts de Camila Saccomori

O tema é polêmico: mulheres grávidas que temem engordar exageradamente acabam colocando a saúde do bebê em risco. Duas especialistas sobre o tema - uma ginecologista e uma nutricionista - falam sobre o assunto nesta reportagem divulgada em vários canais e também no site DonnaZH. Espia lá para saber mais sobre o tema.

A matéria destaca que isso é uma triste "tendência" e nos Estados Unidos ganhou o apelido de mommyrexia: a palavra refere-se a MOMMY (mamães) e anorexia. É derivada daa pressão que as mulheres sofrem para se manterem magras durante toda a vida.

O exemplo de celebridades como Victoria Beckham e outras famosas, que voltaram à forma pouquíssimas semanas depois de dar à luz, coloca expectativas irreais na cabeça das novas mães, que se pressionam a seguir esses exemplos.

— As mulheres comuns, com rotinas que envolvem trabalho, cuidados com o bebê, com a casa e outros afazeres, e que conseguiram manter um ganho de peso considerado normal durante a gestação, se sentem inferiores porque dificilmente conseguem voltar ao peso de antes da gravidez em tão pouco tempo quanto as celebridades — alerta a ginecologista e obstetra Viviane Monteiro.

Gostei tanto desta colocação da médica e da maneira como ela explicou o tema que troquei emails com ela via assessoria de imprensa. Eis as respostas da dra Viviane às minhas questões:

Blog Meu Filho — Nós que somos "mulheres normais que trabalham etc" não conseguimos nos dedicar a recuperar a boa forma como as famosas, que têm toda a estrutura para tal finalidade. Poderias dar mais algum exemplo? Esse também seria o teu caso pessoal ou tu observas muito isso em pacientes?
Dra. Viviane — Sim, na verdade são os casos mais comuns e praticamente todos os dias recebo pacientes com essa queixa no meu consultório. Inclusive, muitas deles tem boa estrutura, mas demoram para recuperar e voltar ao peso de antes da gestação, dependendo de quanto peso ganharam e do tipo de corpo. No meu caso, especificamente, fiz um controle bem rigoroso com relação à alimentação e exercícios durante toda a gestação, mas mesmo assim não foi fácil perder o peso que ganhei.

Blog Meu Filho — Sobre amamentação e calorias, a média é 400kcal por dia a menos, mas o que acontece muitas vezes é que aumenta o apetite da lactante, certo? O que você recomenda para tais casos?
Dra. Viviane — Isso mesmo, a amamentação aumenta o apetite. E não há nada demais em a mãe consumir 400 calorias a mais nesse período, mas é importante que não sejam besteiras, alimentos ricos em gordura, açúcar e farinha branca. Toda a alimentação da mãe que está amamentando deve ser rica em nutrientes, importantes tanto para ela quanto para o bem-estar do bebê. Além disso, é bom ressaltar que o acompanhamento da nutricionista que esteve com a mamãe durante toda a gestação deve continuar durante a amamentação. Isso auxilia na nutrição do bebê e no emagrecimento da mãe.

Blog Meu Filho — Qual o período total considerado como "pós-puerpério"? Ou seja, qual o tempo máximo que uma mulher pode levar para recuperar seu peso?
Dra. VivianeO ideal é de 6 meses a um ano. Emagrecer em 30 ou 60 dias, como acontece com muitas celebridades, não é saudável para a mãe e não é indicado por nenhum especialista.

Blog Meu Filho — O formato do corpo também muda muito após o parto (músculos abdominais, especialmente). O que a mulher deve observar e levar em conta para não ficar mais ansiosa para emagrecer logo?
Dra. Viviane — A verdade é que o corpo feminino passa por mudanças depois que a mulher dá a luz, especialmente no abdômen, cintura, quadril e nas mamas. O ideal é que, assim que o médico liberar, a mãe passe a praticar atividades físicas regularmente, focando sempre nos grupos musculares que foram mais afetados. Varia muito caso a caso, mas a maioria das mulheres já pode voltar às atividades físicas de 30 a 45 dias após o parto, desde que com acompanhamento de um especialista.

E você, leitora? Sentiu também essa "pressão" para emagrecer assim que saiu do hospital com seu filho nos braços?

Guardar segredo até as 12 semanas: sim ou não?

13 de março de 2012 14

Todos os posts de Camila Saccomori

"Vocês, mulheres, guardam segredo sobre a gravidez nos primeiros meses e depois SÓ falam sobre... a gravidez!"

A frase acima é de um colega meu aqui da ZH quando estávamos - entre mulheres - tagarelando sobre grávidas e filhos aqui na redação.

Muitas colegas, assim como eu também fiz quando esperava a Pietra, guardam segredo sobre a gravidez nos primeiros 3 meses (12 semanas, geralmente). Cada uma tem seu próprio motivo para tal comportamento.


No momento, eu estou inclusive "guardando segredo" sobre a gestação de uma amiga, que não se segurou de emoção e contou para algumas pessoas, mas pedindo que não espalhássemos! Contei ao meu marido e pedi que ele também segurasse a informação, é claro. Acho que ele já deve até ter esquecido do que contei: obviamente as mulheres é que prestam mais atenção a estas coisas!

Este post, enfim, é para perguntar às leitoras do blog:
e você, guardou segredo da gravidez do(s) seu(s) filho(s)? Por quê?


Deixe sua sugestão

23 de fevereiro de 2012 6

Todos os posts de Fabiana SparrembergerLogo que decidi ficar grávida, uma das primeiras coisas que fiz foi correr atrás de livros e DVDs que falassem sobre gestação e primeiros cuidados com os bebês. E com a maioria das pretendentes e mamães recém-grávidas, deve ter sido assim. E pais, também, é claro? (tem muito livro feito especialmente para eles).

Quero reunir um bando de dicas numa coluna Em Nome do Filho que eu estou preparando trazendo o que há de melhor sobre esse tipo de literatura. Gostaria de receber sugestões de vocês de algum livro ou DVD que recomendem às futuras mamães, com um pequeno resumo do que ele trata.

Me ajudam?

Exames da gravidez

06 de fevereiro de 2012 2

Todos os posts de Fabiana SparrembergerQuando a mulher fica grávida, começa a receber a lista de exames para fazer durante a gestação. Alguns médicos até dão uma noção do que eles verificam, mas, na maioria das vezes, só vamos saber ao certo o que eles constatam quando há algum problema. Se não apareceu nada anormal, vamos terminar a gravidez sem saber o que cada exame verificou. Veja o que apura cada um deles, quais são os obrigatórios e os recomendados e quando eles devem ser feitos:

Primeiro trimestre
- Hemograma completo: feito pela coleta de sangue da mãe, avalia as células sanguíneas, conta as plaquetas e detecta infecções e problemas como anemias
- Tipagem sanguínea: revela o Rh sanguíneo da mãe. Se pai e mãe tiverem Rhs diferentes (ele positivo, ela negativo, ou vice versa), a gestante precisará fazer um tratamento simples para evitar sensibilizações
- Sorologia para HIV: detecta a presença do vírus HIV no sangue da mãe. A detecção pode prevenir que a criança nasça com o vírus
- Sorologia para hepatite B e C: verifica a presença desses vírus no sangue da mãe, evitando que o filho os contraia e apresente problemas graves de fígado
- Sorologia para toxoplasmose: busca a presença do protozoário causador da toxoplasmose no sangue da mãe, podendo causar aborto ou problemas graves no feto, como hidrocefalia e cegueira
- Sorologia para rubéola: a doença que, em geral é de baixa gravidade para o adulto, pode trazer transtornos sérios para uma mulher grávida, expondo o feto a malformações e até a morte
- Sorologia para sífilis: detecta se a mãe é portadora da doença, que pode causar malformações graves e aborto
- Sorologia para citomegalovírus: detecta a presença do citomegalovírus na corrente sanguínea. O vírus é o principal causador de surdez congênita no bebê, além de estar relacionado a baixo peso e quadros de icterícia
- Urina 1 e urocultura: o exame busca infecções no aparelho urinário feminino, que podem causar partos prematuros
- Papanicolau: exame ginecológico busca infecções vaginais que podem trazer complicações diversas para a gravidez
- Ultrassom básico obstétrico endovaginal ou transvaginal: feito com um sonda introduzida na vagina. Além de confirmar a presença de um ou mais fetos, vai definir a idade gestacional, medir os batimentos cardíacos e analisar o útero
- Translucência nucal (11ª a 14ª semana): feita por meio de ultrassom transabdominal, verifica o acúmulo de líquido na região da nuca do feto, avaliando assim os riscos de o bebê apresentar síndrome genética, malformações e alterações cromossômicas. Indica o risco da síndrome de Down
- Teste oral de tolerância à glicose: para o diagnóstico de diabetes. A grávida faz um primeiro exame de sangue, depois, ingere uma mistura de glicose. Duas horas depois, faz outro exame de sangue

Recomendados para casos específicos: TSH, T3, T4 e T4 livre, ecocardiografia fetal, coombs indireto, perfil bioquímico fetal, protoparasitológico de fezes, cariótipo, biópsia de vilo corial, dosagem de ureia, ácido úrico e creatinina, teste de enzimas hepáticas, ecocardiograma e eletrocardiograma, sexagem fetal.

Segundo trimestre

- Ultrassom morfológico: ultrassom abdominal vai analisar e medir toda a morfologia do feto

Recomendação para casos específicos: Amniocentese, ecocardiograma fetal, cordocentese, beta gonadotrofina coriônica humana, teste de proteína plasmática associada à gravidez, dosagem de ureia, ácido úrico e creatinina, teste de enzimas hepáticas, ecocardiograma e eletrocardiograma

Ricardo Chaves

Terceiro trimestre
- Ultrassom obstétrico: verifica a quantidade de líquido amniótico, a morfologia do bebê, o crescimento, o peso e a maturação da placenta.
- Ultrassom obstétrico com dopplervelocimetria colorida: busca uma avaliação mais específica, por meio de ultrassom mais moderno, do fluxo sanguíneo no corpo do bebê e a resistência vascular, avaliando se há sofrimento fetal
- Cardiotocografia: feito durante o trabalho de parto, consiste na monitoração elétrica dos batimentos cardíacos do bebê e das contrações uterinas. Busca indicar sinais de sofrimento fetal

Recomendados: Pesquisa da bactéria estreptococo B na cultura de secreção vaginal, perfil biofísico fetal, ultrassom 3D ou 4D, dosagem de ureia, ácido úrico e creatinina, teste de enzimas hepáticas, ecocardiograma e eletrocardiograma

(Fabiana Sparremberger, com Correio Braziliense)

Coluna Em Nome do Filho publicada nesta segunda-feira no Diário de Santa Maria


Curso em Novo Hamburgo tira dúvidas de gestantes

08 de janeiro de 2012 0

No dia 31 de janeiro, grávidas de Novo Hamburgo e arredores vão poder participar de um curso específico sobre dúvidas na gestação.

Com o tema “Bebê a bordo: Maternidade Responsável”, o curso abordará temas relevantes, como primeiros socorros, amamentação, importância da coleta de células-tronco, explicação sobre como se aplica a massagem Shantala e dicas sobre a montagem do enxoval. Para participar basta se inscrever e doar 1 quilo de alimento não perecível. Toda a doação será revertida para as instituições de caridade da região.

- O valor simbólico de apenas 1 Kg de alimento faz com que mães de diferentes classes sociais possam participar do curso. Dessa forma, o BCU leva informações para um maior número de pessoas e ainda ajuda instituições carentes - explica a dra. Adriana Homem, médica responsável técnica pelas ações do BCU no país.

Serviço
Data: 31 de janeiro, às 19h30min
Local: Santé SPA – Rua Montenegro, 228, paralela a Avenida Maurício Cardoso / Novo Hamburgo
Valor: 1 kg de alimento não perecível
Informações: (51) 3035-2800
Inscrições: bebeabordo.nh@gmail.com
Dados para inscrição: Nome da gestante, nome do acompanhante, idade gestacional, telefone

Episódio de série fala sobre o tal "cérebro de grávida"

07 de janeiro de 2012 5

Como muitos sabem, até sair em licença-maternidade fui colunista de seriados do caderno de TV de Zero Hora e blogueira do Fora de Série. O hábito de ver mais de 60 seriados por semana foi substituído por outro tipo de entretenimento, aquele que é unicamente proporcionado por um bebê pequeno (agora com 9 meses de idade).

Quando sobra um tempinho, tipo antes de dormir (!), consigo ver comédias de 20 minutos. Uma delas que sigo vendo - com relativo atraso e sem muito compromisso - se chama HOW I MET YOUR MOTHER.

No episódio 8 da sétima temporada, exibida nos Estados Unidos no segundo semestre deste ano, a personagem Lily está grávida e completamente distraída.

Um dos exemplos da atrapalhação da personagem é que ela guarda as chaves do carro na geladeira e coloca as forminhas de gelo na bolsa... Esse tipo de confusão!

Os roteiristas da série fizeram o episódio em torno do chamado "cérebro de grávida" (mommy brain). Toda decisão que ela tomava era questionada pelos amigos e pela família. A grande dúvida do episódio (que para ela era uma certeza) era se deviam se mudar para uma casa herdada dos avós e mais afastada da muvuca central de NY.

Ao ver o episódio lembrei muito da minha gravidez. Vivia distraída, esquecia nomes e datas com frequência, confundia histórias e até demorava mais que o habitual para escrever um texto, pois até as palavras volta e meia me "fugiam". Sim, passei exatamente por este "cérebro de grávida" relatado no episódio. Muito engraçado!

O lado bom da história é que, passados os 9 meses de turbulência mental, as mulheres comprovadamente ficam mais eficientes. É o que defende o livro INTELIGÊNCIA DE MÃE, da jornalista Katherine Ellison. Ela se jogou em pesquisas científicas sobre o assunto e compilou dados na obra (lançada no Brasil há alguns anos). No livro, Kate relata que o cérebro feminino muda durante a gravidez e no processo de dar à luz e criar filhos "numa combinação de amor, genes, hormônios e prática. É uma transformação em tão grande escala quanto a puberdade e a menopausa", afirma.

O livro segue o baile falando sobre como aumenta a inteligência emocional das mães, e não necessariamente o Q.I. Afirma ainda que todas as mães consultadas para a realização da obra relataram que agora são mais organizadas e eficientes em diversos aspectos, especialmente as que trabalham fora. Recomendo a leitura sobre o tema de reportagem especial na revista Cláudia (2009).

E vocês, mamães, também notaram essas mudanças quando ficaram grávidas e depois que os filhos nasceram?

Quando ter o segundo filho?

06 de dezembro de 2011 10

stock.xchng, divulgação

Quando é a época certa para ter o segundo filho? Muitos casais decidem parar no primeiro, porém, outros querem dar um irmãozinho. E também já ouvi que quando o primeiro faz três aninhos é a melhor época para se ter outro.

Fico muito assustada com isso, já que o Gabriel já vai fazer dois e não me sinto nem um pouco preparada para engravidar novamente. Talvez porque não passei muito bem no pós-parto ou por achar que a fase do meu  bebê é uma das melhores, já que ele está começando a se virar e brincar sozinho.

Certamente vou saber quando a hora chegar, como aconteceu da primeira vez...

Um papinho com... Tanise Dvoskin, a nave-mãe

01 de dezembro de 2011 20

Por Camila Saccomori

Quem não lembra e morre de saudade da jornalista Tanise Dvoskin, 35 anos, autora do blog Nave Mãe, hospedado aqui no clicRBS? Pois a mãe da linda Sofia, três anos, está na reta final de sua segunda gravidez. Fechando 38 semanas à espera de Catarina, a jornalista, residente em São Paulo, conversou comigo para o o blog Meu Filho para dar um alô às mamães que costumavam ler a coluna no jornal e os posts sobre a gravidez e os primeiros anos da filhota. Um beijo, Tanise, obrigada por tudo e tenha um BOA HORA!

Pergunta: É verdade o que dizem sobre a segunda gravidez? É tudo realmente muito mais tranquilo, afinal já se sabe o que esperar?
Tanise: É totalmente verdade. Estou com 38 semanas e sigo tranquilíssima, isso que a Sofia, minha primeira filha, nasceu com 38 semanas. As malas da maternidade (minha e da Catarina) ainda não estão prontas. Tudo está separado, mas não botei nas malas. Os nove meses foram bastante tranquilos, só tive enjoo e mal estar até as 12 semanas, como na primeira gravidez. O resto só mar de rosas. Amo estar grávida.

Pergunta: Como foi receber a notícia de que vinha mais uma menina para a família?
Foi uma felicidade geral. Meu marido queria muito uma menina. Eu, pensando em um companheiro para o pai, até achava uma boa ideia um menino. Mas depois da Sofia ele se apaixonou por menina e queria outra. Eu tenho irmã e sei que é a melhor coisa do mundo, então fiquei muito feliz em saber que as duas terão para sempre uma grande amiga. Quem tem filha mulher sabe que é bom demais. Imagina duas então? Estou nas nuvens.

Pergunta: Claro que é cedíssimo para falar nisso, mas há planos de um terceiro? É um sonho do casal ter um filho menino também?
Não, nosso combinado é de encerrar a fábrica por aqui. Três filhos, hoje em dia, é muito difícil.

Pergunta: Catarina vai herdar todo o enxoval da Sofia ou foi irresistível comprar muitas coisas novas?
Sim, Catarina herdou praticamente tudo da irmã. Apesar de eu ter doado muitas roupinhas da Sofia, as que eu mais gostava guardei pensando na irmã. Mas claro que compramos algumas coisinhas novas para ela também. As roupinhas da maternidade, por exemplo, serão todas novas. Sem falar do enxoval personalizado com lençóis, toalhas, cobertinhas e fraldinhas que a minha mãe mandou fazer para a segunda neta.

Pergunta: As meninas vão dividir o quartinho? Como a primogênita está reagindo à chegada da maninha mais nova?
Temos 3 quartos em casa e o da Sofia era bem menor que o terceiro. Então nossa ideia era a Sofia mudar para o quarto grande e a Catarina ficar com o da Sofia, já que a irmã menor herdou o berço, poltrona de amamentação, cômoda com trocador. Tudo isso já tinha lugar certinho no quarto. Inicialmente a Sofia não quis, disse que queria continuar no quarto dela. Até que meu marido, como bom advogado, convenceu a filha que um quarto bem maior, de princesa, mais perto do nosso, seria a melhor opção para ela. Então ela curtiu muito comprar a cama de princesa, a mesinha com cadeirinhas de princesa e tudo o mais. Fizemos um quarto de mocinha para a Sofia e a Catarina ficou com o de bebê. No da Catarina trocamos alguns tecidos para ficar com cara de novo.

A Sofia está curtindo muito a barriga, beija muito e conversa com a irmã. Está ansiosa para quando ela vai chegar. Até agora não houve nada de ciúme, mas tenho certeza que quando a irmã nascer as coisas devem mudar. Já estou preparada para isso. Acredito que o mais importante estou fazendo: explicando sempre para ela tudo o que vai acontecer. Comprei até um livrinho muito interessante preparando o primeiro filho para a chegada do segundo. No livro a gente botou fotos minhas grávida dela, do nascimento dela, dela bebezinho. E fala tudo como vai ser quando nascer o outro bebê, que a mamãe terá que dormir no hospital, etc. Ela “lê” o livro todos os dias, adora. Já apelidou a irmã de Cacá, chama de “amor da minha vida”, é muito emocionante. Não vejo a hora de ver o encontro das duas.

Pergunta: Podemos ter esperança de um livro Nave-Mãe 2?
Nunca se sabe, mas por enquanto não penso nisso. Fiz da gestação da Sofia e dos 2 primeiros anos dela praticamente um Big Brother. Todo mundo sabia de tudo o que se passava com minha filha. Com a Catarina quis ser mais low profile, ficar mais na minha, ao menos na gravidez. Quem sabe quando ela nascer as coisas mudem e eu sinta vontade ou até necessidade de escrever de novo. Por enquanto o Nave Mãe da Catarina será só para ela. Já fiz um lindo álbum do bebê todo personalizado para ela. Em vez de comprar aqueles prontos, comprei um com folhas em branco e já escrevi mil coisas para a minha nova princesinha.

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