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Posts na categoria "Histórias de família"

Re-pe-len-te, papai!

02 de janeiro de 2013 1

Adulto decididamente não entende os pequenos.
A Antonela está na fase do por quê, tudo questiona e quer saber.
Na tentativa de adiantar-se ao questionamento, o pai resolveu explicar o que era o creme que passava insistentemente no corpo da menina.
- É um creminho que não deixa o bichinho posar no teu corpinho e nem te morder.
Quando o pai engrenava nova explicação, veio a frase derradeira:
- Ah papai, é um re-pe-len-te, então.
É isso aí, como diz o ditado: "Em boca fechada, não entra mosquito". É mole?

Prima Isabella

13 de novembro de 2012 2

Todos os posts de Ticiana FontanaA tão esperada priminha da Antonela veio ao mundo em uma data simbólica.

A Isabella chegou no mesmo dia do aniversário da mãe: 28 de outubro.

Está certo, um pouco antes da hora, mas um presente inesquecível. Só não ouso dizer que foi o melhor da vida de seus pais, por que no dia 4 deste mesmo mês, há 4 anos, nascia o mano Luca.

Enfim, a família estava formada e feliz. Era só tocar a vida para frente, né?

Pois, as coisas acontecem sem explicação, nem lógica.

A pequena, com 12 dias de vida, pegou uma bactéria e foi parar na CTI de um hospital.

A pior parte já passou, ela segue internada em meio a outras crianças com históricos de suas curtas vidas sem lógica, ou explicação qualquer.

Nesse ambiente, como relatou a mãe da Isabella e dinda da Antonela, pais e mães acompanham a batalha de seus filhos e choram silenciosamente e, muitas vezes, solitariamente. Porém, todos estão unidos pela mesma dor e pela esperança de dias melhores. Olham a volta e resignam-se ao verificar que o sofrimento do vizinho pode ser maior do que o seu.  

Em função do trabalho e da correria do dia a dia, a Antonela iria conhecer a prima neste fim de semana. Falava que a pegaria no colo, etc e tal. No sábado passado, durante a viagem rumo à Capital, ela comentava que veria toda a família: o dindo, a dinda, o primo Luca e a Isabella - demorou, mas aprendeu direitinho o nome da priminha.

Pensei em disfarçar, mas chegando em Porto Alegre, a tia contou que a prima estava dodói e era preciso rezar para o anjo da guarda...

Chegamos justamente no pior momento de seus poucos dias de vida. Não vimos a pequena, mas em pensamento acariciávamos seu rostinho e corpo frágeis. 

A Antonela segurou a lembrancinha do nascimento da prima. Coincidência ou não, era um tercinho. Fiquei pensando que era um símbolo de fé e esperança. 

No outro dia, pela manhã, notícias mais animadoras. E a Antonela completou:

- Mamãe, a prima Isabella estava dodoí, com dor de barriga, vomitou, mas agora está bem.

- É meu amor, é verdade...

Ela virou e continuou correndo com o primo Luca, era sinal de que as coisas melhorariam...

Débie, Cecília e uma grande história

06 de setembro de 2012 4
Olá Fabiana.  Me chamo Débie e moro em Garibaldi, na Serra gaúcha.

No último final de semana, procurando por novos blogs, conheci o Meu filho e fiquei encantada!

Vi que é possível enviar fotos e histórias...

Gostaria então de dividir contigo nossa história...

Também tenho um blog, onde conto o dia a dia da minha filha Cecília, que venceu a HDC.

A ideia do blog veio para ajudar outros pais que tenham que enfrentar a HDC, e mostrar o caso da Cecília, que a venceu.

Nele, há um espaço onde outras mães que enfrentaram a doença contam suas

histórias...

Busco a divulgação da HDC para que menos pais sejam pegos de surpresa...

Beijão,

Débie

Clique aqui para conhecer a história da Débie, que hoje está com 32 anos, viveu uma história de luta com a sua pequena e venceu.

Mas antes, deixe à mão o seu estoque de lencinhos.

Primeira vez no cinema...

17 de julho de 2012 5

Todos os posts de Ticiana FontanaApós alguns ensaios, finalmente a Antonela com 2,5 anos fez sua estreia no cinema.

A primeira tentativa foi frustrada. Ela estava de "picoca" (pipoca) nas mãos, quando a fila chegou a fim e a atendente informou que não havia mais ingresso para aquela sessão e para nenhum na restante do dia.

O distraído pai esqueceu que aquele era o dia de ingressos com 50% de desconto, o que significa ir muito cedo para tentar conseguir uma vaga ou adiar a investida para outro dia.

Neste último sábado, a ideia foi retomada. Após convites frustrados de levar primo e amiguinhos juntos, a pequena foi em companhia dos pais.

A magia da telona reflexia em suspiros, olhos arregalados e comentários maravilhosos.

Ela deu risada, se divertiu com a "TV gigante, mamãe".

Porém, o ensusiamo foi vencido pelo clima tranquilo e escuro do cinema. Após 40 minutos de filme, ela dormiu e assim ficou, nos braços de Morfeu, até o fim da sessão de a Era do Gelo 4.

Perguntei se ela havia gostado do cinema, ela falou que sim. E voltei a indagar:

- Quer ao cinema, amor?

- Amanhã, mamãe. Amanhã.

Ainda sobre viagens

11 de junho de 2012 3

Todos os posts de Ticiana Fontana

Viajar com ou sem filho (os), eis a questão? O assunto é polêmico e alvo de divergentes opiniões. Quanto mais pequenos, mais difícil a decisão de sair sem levá-los. Passei pela experiência recentemente e percebi pontos negativos e positivos. No geral, poderia avaliar que valeu a pena, apesar da saudade apertada e quase insuportável em alguns momentos. Por outro lado, colaborou o fato de a reação da Antonela ter sido tranquila e até surpreendente.

Obviamente, a gente não deve colocar um filho em uma redoma de vidro com o nobre objetivo de protegê-lo de tudo ou agir com inconsciente egoísmo. É verdade, aquele serzinho frágil que inicialmente depende de ti para tudo, te deixa sem dormir, ilumina o teu dia com um simples sorriso, provavelmente um dia seguirá um caminho próprio. Aos pais, cabe a missão de prepará-lo para enfrentar os percalços e as benesses desse caminho. Quem decide ou torna-se pai e mãe deve ter em mente que é para o resto da vida, com a parte boa e ruim embutida nesse maravilhoso e indescritível pacote da maternidade e da paternidade.

Ponderações apresentadas, o relato da decisão.

Como deixar durante duas semanas a filha de 2 anos e 3 meses, ainda mais em uma viagem de férias? A Antonela viaja com a gente desde os 45 dias de vida. Fomos para lugares distantes, e ela sempre junto. Eis que surge uma nova oportunidade. A possibilidade de levá-la é quase nula. Seja pelo roteiro intenso ou gasto ainda maior. Após vários questionamentos, decidimos ir sozinhos. No meio do caminho, desistimos da tal viagem, por fim, após perder passagens já compradas, retomamos o projeto e encurtamos a estadia.

Alguns meses antes da partida, começou a fase de adaptação. Ela dormia uma vez por semana na casa dos avós, e nunca escondemos que iríamos viajar. Com uma superestrutura envolvendo avós, tia, babá e amigos, ela ficou muito bem, conforme o relato deles.

Ao contrário das saídas anteriores, na semana que antecedeu a partida, não sentia aquela euforia de outras vezes. Saí de Santa Maria com o coração apertado e assim permaneceu parte do tempo durante a viagem.

Porém, foi a primeira vez, desde que ela nasceu, que fiquei sozinha com o pai dela. Ao longo dos dias, em muitos momentos, a gente conseguiu curtir e abstrair da situação. Fomos a lugares encantadores, foi importante para a nossa convivência como casal e posso concluir que foram dias felizes. Porém, os olhos marejavam diante de cenas com crianças ou vendo famílias reunidas num almoço de domingo.

Na volta, ficamos sabendo que no primeiro dia passou mal, a pediatra acredita que possa ter sido psicológico. Durante os três primeiros dias, apresentou um comportamento rebelde. Por orientação e conversas com outras pessoas, que haviam passado pela mesma experiência, decidimos não aparecer no computador nem falar ao telefone. Convicções erradas. Pois a Antonela, viu de relance, o pai falar com a tia e disse que também queria ver o papai no “computadori”. A partir daquele momento aparecemos. Ela beijava a tela, e nosso coração partia. Foi melhor assim, depois da primeira vez que nos viu, mudou totalmente. Voltou a ser a criança alegre e tranquila de sempre. Foi a festas, brincou muito. Principalmente à noite, chamava por nós, mas logo em seguida, ela mesma concluía: “Papai e mamãe viajando, tem boneca na volta”. Confesso que os últimos dias demoraram para passar. Ela contava nos dedinhos os dias que chegaríamos. Depois de viajar praticamente um dia inteiro, chegamos e, no escuro, com a pequena no meio da cama, comentamos que era ótimo viajar e melhor ainda voltar para casa.

Coluna Em Nome do Filho, publicada todas as segundas no jornal Diário de Santa Maria

Volta das férias

06 de junho de 2012 5

Todos os posts de Ticiana FontanaMinha mãe sempre disse que independente da idade, os filhos estão sempre na cabeça e obviamente no coração dos pais que sentem falta, preocupam-se, etc.

Parecia uma eternidade as duas semanas de férias tiradas longe da Antonela. A difícil decisão de sair, pela primeira vez, sem a pequena foi comprovada na prática.

Logo na saída, ao virar as costas, não contive as lágrimas. Depois, dezenas de emoções a cada rosto e imagem infantil durante o percurso.

Lembranças constantes e uma saudade que fazia o coração apertar foram companheiros de viagem.

Obviamente, que em vários momentos a cabeça se distrai e é possível curtir a viagem e as merecidas férias. Desde que a Antonela nasceu, foi a primeira vez que fiquei sozinha com o pai dela e foi muito bom.

A reação dela foi impressionante. Meses antes da viagem falamos que sairíamos e ela ficaria com a babá, a tia e os avós. Passou por um processo de adaptação dormindo alguns dias nos avós. Enfim, a minha ideia sempre foi não mentir, mas não forçar muito a compreensão das coisas.

Nos primeiros dias de separação, ela teve uma pequena indisposição (soubemos só na volta), que a pediatra acredita ter sido de fundo emocional. Além disso, ficou um pouco arredia com a tia e os avós. Falávamos quase diariamente com eles pela internet e com imagens da câmera do computador. Por orientação da pediatra, preferimos não falar com ela para evitar problemas maiores. Em uma dessas conversas entre o pai e a tia pela internet, ela viu de relance a imagem dele na tela. Disfarçou que estava concentrada no "Sítio do Picapau Amarelo".

Quando a tia saiu do computador, veio a indagação.

- Tia Má, Antonela também quer ver o papai.

A partir desse dia, ela nos via, beijava o computador e, segundo relatos da família, mudou da água para o vinho. Ficou feliz e sem problemas durante todo o resto da viagem. Fez algumas tiradas que são típicas da pequena. Eu falavam que a mãe estava morrendo de saudades e ia levar presentes. Ela pedia boneca e algumas vezes repetia a frase.

- Mamãe morrendo de saudades, vou colocar ela de castigo.

Ela contava nos dedinhos quantos dias faltavam para a gente chegar. Obviamente tudo isso ficamos sabendo na volta, porque senão a choradeira seria ainda maior.

Chegamos, morrendo de saudades, com a mala cheia de presentes e coração aliviado. A recepção foi maravilhosa, brincamos até tarde. E quando ela dormiu, olhamos para ela e o diálogo foi o seguinte:

- Na próxima vamos levar ela junto, né?

PS: Tão cedo, não desgrudo dela. Ontem, depois de muito beijar e abraçar, ela virou e falou:

- Mamãe chega de "afofar"

Desfecho do dia das mães

14 de maio de 2012 1

Todos os posts de Ticiana Fontana


Não adianta. Quem vira mãe muda totalmente. Até de opinião. Hoje me vejo adorando coisas que achava brega, piegas e sem graça. Darei desfecho ao assunto dia das mães.

Não pude comparecer na homenagem na escolinha da Antonela - tínhamos o casamendo dos dindos no mesmo dia. Tá bom, torço o nariz para esse tipo de cerimônia, mas tenho certeza de que, se tivesse ido, teria sido divertido e até emocionante.

Neste domingo, a pequena deu, no piloto automático, "feliz dias das mães" para todos na volta. Somente hoje, após muitos estímulos, ela virou e falou:

- Dia das mães, mamãe.

Adorei o presente super original (hehehe): uma caneca com a fotinho da dupla - mami e baby.

Hoje, fazia um desfile com o objeto pelo trabalho, deixando a mostra a parte que aparece a nossa foto.

Porém, a parte mais legal da comemoração, foi um coração de papelão vermelho com uma florzinha colada.

Vi que o objeto era para a mamãe e perguntei:

- Antonela, não era para dar o coração para mãe?

Ela respondeu:

- É teu mamãe, mas a Antonela vai guardar na mochila.

Muito bem. Está lá o coração, no bolso lateral da mochila da Mônica.

Crise de quê?

02 de maio de 2012 0

Todos os posts de Ticiana Fontana

Estava lendo a respeito de um assunto polêmico envolvendo a supervalorização do cargo de babá, a falta de profissionais do ramo e de envolvimento por parte de algumas mães na criação de seus pequenos.

Na realidade, algumas genitoras e genitores repassam a responsabilidade para a funcionária - que se torna uma espécie de 'escrava' legalizada.

De acordo com o Sindicato dos Empregados e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo (Sindoméstica), o salário oficial mínimo de uma profissional da área é R$ 690, mas, segundo a ninguém ganha apenas isso.

Sem experiência, começa em R$ 800 e vai subindo até atingir patamares pesados. O sindicato afirma que o salário das babás subiu mais, proporcionalmente, do que o de qualquer outro empregado doméstico.

Tenho a ajuda de uma babá e foi difícil encontrar alguém, principalmente de confiança, mas esse assunto serve para refletir uma outra crise, as consequências da maternidade e da parternidade:

Filho dá trabalho e muito trabalho. Essa é uma realidade e não pode ser negada.

Uma cuidadora ajuda muito, assim como uma escolinha, mas os pais sempre serão os responsáveis por tudo. Mesmo quem trabalha fora de casa, sabe que quando chega em casa, o filho vai exigir atenção, paciência e constante esforço físico e mental.

Obviamente que todo o esforço some em um instante e é recompensado com um simples olhar, um sorriso, uma frase de carinho daquele ser que te espera com tanta expectativa. Tudo se resume a apenas uma palavra que pai e mãe sente em relação a seu filho: AMOR. (pode parecer piegas, mas é a mais pura realidade)

Daqui até o Japão

23 de março de 2012 4


Guilherme...
Sempre sonhei em ser mãe, mas não imaginava que Deus iria me abençoar com um anjinho tão amado como vc. Dia 12.02.2010 eu recebi um presente de Deus, mas não foi facil não! Você nasceu e foi direto para neonatal  e eu lá,  sem poder te pegar no colo, proteger, dar o peito par matar sua fome, mas agora você está aqui me surpreendendo mais e mais a cada dia, com suas proezas e sua independencia, lembro  a minha tristeza quando vc largou o peito com 9 meses e eu chorava porque tinha o tempo para te amamentar até quem sabe 2 aninhos  e  a chupeta que todo mundo falava que era dificil de tirar...mas você a jogou longe com 1 ano e meio e agora a adaptação na escolinha graças a Deus tirou isso de letra e esta adorando as prof. as palavrinhas que estão saindo enroladas, são tantas coisas que eu poderia ficar aqui escrevendo sem parar...mas enfim...te amo muitão, muitão daqui até o Japão! Mil bjus meu filho amado!

Tudo que dá pra fazer a dois

21 de março de 2012 2

Todos os posts de Livia Meimes

Ei você.

Tá de saco cheio das suas brincadeiras?

Acha que já fez tudo que podia dentro de casa e a única coisa que lhe resta é o shopping?

Acha que precisa comprar mais brinquedos porque os do seu filho já perderam a graça (afinal você também brinca, né)?

Calma, Bete.

Ainda dá pra inventar váááaarias coisas, acredite. Imprima essa lista e depois me diz.

As ideias são do blog Mundo de Vicente.

Beijos


101 coisas para fazer com seu filho (1 a 3 anos)

  1. Colorir
  2. Sopre bolhas
  3. Brinque de esconde-esconde
  4. Peek-a-Boo (brincar de "achou!")
  5. Brinque de pegar
  6. Cante e brinque com as mãos e dedos
  7. Cante uma canção
  8. Coletar pedras com uma cesta
  9. Faça um curso de obstáculo de almofadas e / ou móveis
  10. Faça um forte de almofadas e lençóis
  11. Dê um passeio
  12. Faça um carro com uma caixa de papelão
  13. Leia um livro
  14. Vá para o parque
  15. Suje os dedos de tinta
  16. Brinque com massinha de modelar
  17. Atire sacos de feijão em um balde
  18. Brinque de roda
  19. Dance!
  20. Baixe alguns jogos infantis na internet
  21. Pratique colocar e tirar coisas de caixas e sacos
  22. Faça um escorregador temporário com papelão e seu sofá
  23. Role uma bola frente e para trás no chão
  24. Encha baldes com areia (usando uma pazinha)
  25. Práticar escalada com empilhamento caixas  (apenas com supervisão de um adulto)
  26. Faça um show de marionetes
  27. Vá pescar
  28. Faça um jogo de atirar argolas
  29. Monte um quebra-cabeças
  30. Jogue basquete usando bolinhas de papel
  31. Brinque com um irrigador
  32. Brinque com um balde de água e uma esponja (Por favor, supervisione a criança em todas as vezes!)
  33. Faça um tambor com uma embalagem vazia
  34. Brinque com apitos
  35. Lavem juntos as janelas
  36. Bater em tachos e panelas com uma colher
  37. Escove os dentes uns dos outros
  38. Vista bichos de pelúcia com roupas de seu filho
  39. Empilhar alimentos enlatados ou embalados em cima uns dos outros
  40. Deixe seu filho misturar ingredientes em uma tigela
  41. Faça uma casinha com uma caixa de papelão grande
  42. Deixe-o brincar com uma folha de adesivos (certifique-se de que o seu filho não vá comê-las!)
  43. Coloque adesivos nos dedos e faça-os de fantoches
  44. Tocar instrumentos musicais em conjunto
  45. Vá em uma "caça de cheiros"
  46. Confeite biscoitos
  47. Plante uma flor, árvore ou folhagem juntos
  48. Role uma bola de tênis em uma lata de lixo vazia ou balde
  49. Desenhe em um espelho com marcadores de quadro branco
  50. Brinque de esconde-esconde juntos, tentando encontrar um bicho de pelúcia ou outro objeto
  51. Faça uma festa na banheira
  52. Coloque uma coleira em um animal de pelúcia e ande pela casa
  53. Gravem-se com um gravador
  54. Fazer e experimentar chapéus de papel
  55. Dê um passeio carregando seu filho nas costas ou combros
  56. Brinque de cavalinho
  57. Fale em um ventilador elétrico (que distorce a sua voz)
  58. Brincar de cabo-de-guerra com um cobertor
  59. Colete flores (feltro, artificial, real ...)
  60. Pegue uma câmera e vá em um safari
  61. Faça jogos com tampas de sucos congelados
  62. Desligue o telefone e finja fazer chamadas telefônicas para parentes
  63. Deixe seu telefone ligado e realmente faça chamadas telefônicas para parentes, deixe o seu filho falar muito
  64. Faça colares com contas grandes e um barbante comprido
  65. Molhem-se com pistolas de água
  66. Faça colagens
  67. Faça fantoches
  68. Faça bonecos de papel
  69. Encha uma bolsa velha com brinquedos
  70. Use um rolo de papel toalha como um megafone
  71. Faça binóculos e á "observar pássaros" ou "observar bichos de pelúcia"
  72. Coloque lanchinhos em embalagens divertidas diferentes (sacos de papel, latas vazias, etc)
  73. Encenar uma história de um livro
  74. Caminhar a corda de uma calçada
  75. Desenhe com giz na calçada
  76. Desenhe a silhueta de seu filho na calçada ou num papel com giz
  77. Pinte as palmas das mãos da criança com tinta tempera e manche um papel. Faça um grande cartão para os entes queridos!
  78. Coloque o batom na criança e deixe a beijar um espelho
  79. Faça uma poça de cimento e deixe o pisar descalço nele (pegadas!)
  80. Deixe criança decorar e comer um sanduíche
  81. Faça uma barricada de papel higiênico para seu filho tentar passar
  82. Brinque de "seguir o mestre"
  83. Faça um traje de super-herói com coisas de casa
  84. Coloque seu filho sobre os joelhos e faça vários movimentos (cavalinho, balanço, etc...)
  85. Brinque de sinaleira, dizendo "Vá" e "pare"
  86. Faça um trem com caixa de sapatos para bichos de pelúcia
  87. Faça uma pilha de almofadas para saltar (mantenha longe de quaisquer superfícies duras, incluindo paredes!)
  88. Faça um quebra-cabeça fácil com feltro e velcro
  89. Faça pulseiras ou colares de bichos de pelúcia com limpadores de cachimbo e guizos
  90. Ensine os números com um baralho de cartas
  91. Jogue um jogo de memória com cartas
  92. Brinque com dominós (faça linhas e depois derrube!)
  93. Faça um piquenique no parque, quintal, ou sala de estar!
  94. Brincar vestindo roupas da mamãe ou do papai
  95. Faça um telefone com uma lata e falem um com o outro
  96. Faça uma colagem natural (usando folhas e galhos)
  97. Imitem um ao outro
  98. Faça uma "Mamãe Múmia" com papel higiênico
  99. Faça uma gravação com seleções musicais curtas e instruções para se mover de maneiras diferentes
  100. Faça e caminhe ao longo de uma trilha de papel higiênico
  101. Tire uma soneca!

'Igualzitos' aos pais

16 de março de 2012 6

Todos os posts de Ticiana Fontana

É muito engraçado o exercício da maternidade...

A gente reconhece nos pequenos gestos, comportamentos e diversas semelhanças nossas e de parentes próximos.

Na noite passada a pequena repetiu um hábito que me remeteu a um passado que tinha arquivado na minha memória.

São raras as madrugadas que a Antonela não aparece no quarto, chorosa pedindo um aconchego na nossa cama.

Apesar de não recomendável e distante da situação ideal, já me costumei com as noite interrompidas, tanto que meu sono inicial é pesado e depois, fica muito leve.

Contextualizado o assunto, vamos adiante.

Na noite passada, ouvi um choramingo vindo do quarto da Antonela. Prontamente liguei uma luz na cabeceira da cama e fiquei esperando...

O  choro seguia, mas não se aproximava, nem ouvia seus passinhos pelo corredor.

Então, comecei a ouvir a batida: "toc, toc, toc!".  Era a pequena que não conseguia abrir a porta e bateia para ser atendida.

Esperei um pouco para ver se ela encontrava outra saída. Então, ela bateu com mais força e começou a me chamar: "mamãe, mamãe, aquiiiiiii"

1 x 0 para a maladrinha. Levantei, fui até o quarto resgatá-la A Antonela me deu a mão e na outra saiu arrastando um pequeno cobertor branco que adquiriu o hábito de levar para todo o lugar.

Nesse momento, recordei de um dos objetos mais inseparáveis da minha infância e adolescência...

Tinha um cobertor de "nylon" amarelo, que de tão desbotado ficou quase branco. Minha mãe o apelidou de "Joaninha", uma referência a uma mulher que andava pela cidade sempre, sempre acompanhada por um bando de cachorros.

Gostava tanto do "Joaninha" que andava com "ele" a tira colo no verão e Inverno. Até o dia em que ele se entregou de vez e começou a despedaçar. A minha mãe mandou forrá-lo de novo, mas não era mais a mesma coisa.

Além do objeto inseparável, a madrugada passada me fez relembrar o quanto era bom dormir na cama dos pais. Parecia uma cama imensa e dormir lá significava um sono tranquilo e livere de pesadelos...

Hora de tirar as fraldas...

07 de março de 2012 13

Todos os posts de Ticiana Fontana


Nunca me preocupei em estabelecer uma idade ou em forçar a pequena a largas as fraldas (o bolso agradeceria, obviamente). A Antonela acabou de completar dois anos.

Especialistas afirmam que essa seria a idade ideal para desfraldar, ou seja, para ensinar a usar o banheiro e aposentar as fraldas. Outra corrente defende que nada deve ser feito de forma forçada e é preciso esperar a vontade despertar nos pequenos - o que poderia se estender até os quatro anos. 

Faz um tempo que a Antonela tem um "troninho", usa eventualmente, dá "tchau para cocôs, xixis, etc" - na maioria das vezes não fez nada e tudo não passa de ficção.

Na última consulta com a pediatra, ela comentou que seria interessante aproveitar o período de calor para desfraldá-la.

A ideia inicial era deixá-la só de calcinha pela casa por algum tempo, orientado que se tivesse vontade de fazer "xixi" ou "cocô", era só pedir que iríamos até o "troninho".

As primeiras tentativas estão sendo cômicas...

Vejo pequenos poças acumularem pela casa. As vezes, perdoem a comparação desmedida e talvez descabida, a Antonela parece estar demarcando território.

Nas primeiras vezes, ela ficava com nojo e dava uma choradinha, principalmente se estava cocô. Para evitar traumas dizia:

- Não tem problema, amor, faz parte.

Agora, ela faz xixi nas calças e olha na minha direção. Com a carinha mais "safadinha" fala:

- Não tem problema, né? Mamãe...

Vamos lá, a luta continua, muita explicação e paciência para todos. 

Agora teria de reforçar o estoque de calcinhas também...

A história (emocionante) da Lucia

17 de fevereiro de 2012 4

Oi, amigas. Sou leitora há bastante tempo e resolvi vir contar a minha história. Meu nome é Lucia Ribeiro, tenho 21 anos, há dois anos vim de Uruguaiana para tornar realidade um amor de minha infância.

Eu e, hoje, meu marido nos conhecemos lá.

Passávamos as férias juntos, pois a mãe dele era minha vizinha (ele foi criado por uma tia em Canoas).

Depois de anos e anos como amigos, encontros e desencontros, ele foi me buscar para que aquela paixão de verão e de infância pudesse se tornar realidade.

Eu larguei tudo, e todos, para com ele seguir junto a caminho da felicidade.

Fazia exatamente pouco menos de um ano que eu estava morando em Canoas, descobri que estava grávida.

Enfrentei críticas por ser nova, mas segui firme e forte.

A primeira vez que escutei o coração da minha bebê, recebi uma ligação dizendo que minha mãe estava internada, vítima de problemas renais.

Naquele momento, foi uma mistura de sentimentos, eu não havia contado pra ela que eu estava grávida, pois, como estava no começo da gestação, e eu estava fazendo tratamentos para tireoide, era uma gravidez meio que de risco.

Fui até Uruguaiana, chegando lá, minha mãe estava em coma.

No segundo dia, contei que estava grávida apenas pra ela. E, naquele momento, ela apertou minha mão!! Foi EMOCIONANTE!!!

No outro dia, também ela apertou minha mão, em logo após a visita, ela veio a falecer (era dia 04 de abril de 2011), com 46 anos.

Deixou eu (com 20 anos), minha irmã (com 22) e meu irmão (com 11).

Mas eu sabia que naquele aperto de mão era um sinal de que ela estava feliz por mim!

Minha irmã estava grávida também de oito meses na época.

Infelizmente, nossa mãezinha não conheceu nenhuma das netas, mas temos certeza que ela está junto de nós...

Aí estava, a tristeza e a alegria juntas,
a tristeza de termos perdidos a nossa mãe,
mas a alegria de nos TORNARMOS MÃE!!!!

Então segue a DICA:
"Não tenham vergonha de dizer eu te amo! Amar não é nenhuma vergonha"
Essa é minha homenagem para a minha mãe...
ONDE QUER QUE VOCÊ ESTEJA, MÃE, TE AMAREMOS MUITO!!

(OBS: estou mandando uma foto para vocês nos conhecerem)

Beijos e obrigada pela atenção

A fofura do Gui

15 de fevereiro de 2012 9

A Cátia é daquelas mães que sonham em ser mães muito antes de engravidar. Leitora do blog das mais tri, ela é muito grata ao seu filhote Guilherme ter vindo ao mundo, há exatamente dois anos.

Ontem ela nos mandou um texto muito, mas muito emocionado mesmo, falando diretamente ao seu bebê. Reproduzo aqui.

Boa leitura


Para Guilherme

Por Catia Guindani da Silva

Há exatamente dois anos era uma segunda-feira de carnaval. Relógio tocou às 6h30min e papai levantou-se para trabalhar. Mamãe já estava no sofá desde as 4h curtindo o corujão, pois você já tinha acordado e teimava em trancar o pé na minha costela. Depois que papai saiu, voltamos para a cama. Resolvi que não faria nada nesse dia. Apenas nos curtiríamos. Conversei bastante com você, afinal já não aguentava mais de vontade de te conhecer. Pedi para que você viesse logo ao meu encontro.  Mas acho que você dormiu, ficou bem quietinho do lado direito, todo encolhidinho...

Se eu fechar meus olhos ainda posso sentir o carocinho que vc formava em minha barriga. Chovia. A internet não me oferecia mais nenhuma novidade... 40 semanas já estavam completas. Mas cadê vc??? Nada, dormindo....
Por volta das 16h, fiz uma pergunta no site do e-familynet, se mais alguém já estava de 40 semanas, esperando o parto normal e o bebê não se movia... Em pleno carnaval, as respostas não vieram. Resolvi descer e tomar um banho e colocar outro pijama...
Voltei do banho, olhei suas coisas caprichosamente arrumadas e vc continuava dormindo, pensei em comer algo, mas a preguiça não deixou. Por volta de 18h da tarde, papai chegou. Desci as escadas para abrir a porta pra ele e quando cheguei na porta, senti que umedeci minha roupa... Na hora pensei “PQP... só falta eu começar a me mijar agora”...
Papai já ficou todo ouriçado, eu o tranquilizei, pois não sentia absolutamente nada... Deve ser o peso da barriga, argumentei. Tomei outro banho, troquei de roupa e subi para o quarto.
Ele caminhava de um lado para outro, juntando coisas que “supostamente” levaríamos ao hospital... Disse a ele, “calma, não sinto nada... Deve ser escape de urina” e me sentei na cama.
Quando sentei, roupa molhada de novo... Ai que saco. Esse foi meu pensamento. Vai pro chuveiro de novo. Quando sai do chuveiro, ele já ligava para Dra. Kenya. Papai foi mais sensível do que eu, pois já estava prevendo o que estava acontecendo... Ele me passou o telefone enquanto eu ouvia ela dizer que deveríamos ir até o hospital em que ela fazia plantão, pois ela achava prudente me ver... Desci as escadas e dou de cara com teu pai e o nariz enfiado na garrafa de água sanitária, afinal ele sabia que o líquido tinha cheiro de água sanitária... Só teu pai mesmo...
Liguei pra vovó e disse que estávamos indo passear no hospital, pois a mamãe ainda não acreditava que estava na hora... Deveria ser perto das 7h30min da noite...
Chegamos ao hospital e a Dra. Kenya nos examinou e disse “bolsa rota”...
Que legal... agora virão as dores??? Não as dores não vieram... Conversamos, ponderamos as opções e perguntei a ela... Se fosse vc, Kenya?? O que faria???
Ela foi sincera e me disse que não queria me judiar a noite inteira e ter de fazer a cesárea na manhã seguinte, pois a dilatação era zero...
Então tá... fazer o que, vc não quis vir de parto normal... Você é quem manda... Ligamos pra vovó, passamos em casa para pegar tuas coisinhas e fomos rumo ao hospital Divina Providência, o qual mamãe e papai haviam escolhido a dedo...
Lembro da dinda entrando no carro histérica dizendo que não poderia amassar a almofadinha bordada que seria pendurada na sua porta. Por mais difícil que pareça acreditar, eu era um poço de tranquilidade entre pessoas a beira de um ataque de nervos. Tua chegada estava marcada para as 10h da noite. Hospital totalmente parado, quando entrei na porta, veio o guarda com uma cadeira de rodas... Lhe respondi que não precisava, eu iria andando, quem sabe ainda dava tempo de dilatar...
Chegamos ao 4º andar, vovó, dinda, eu e vc, pois papai ficou preenchendo os papeis da baixa. Preenchemos mais alguns e me lembrei da maquina fotográfica, pedi a enfermeira que fosse avisar a família do lado de fora... teu pai volta correndo pro carro pegar...
Será que só eu estou calma?? Parece que sim... A equipe já me esperava. Me colocaram na salinha de preparo, me deram a camisola “bonitinha”, uma sonda e o soro... veio a anestesista conversar comigo e me explicar como seria tudo. Nesse momento entra teu pai esbaforido na sala e de roupa trocada... Acho que ele estava muito nervoso... 9:45 da noite chegam a Dra. Kenya e o Dr. Marcelo... Agora não tínhamos mais como fugir... O maior Show da minha vida iria começar.
Pontualmente as 10 da noite nos levaram para a sala de parto. Conversei com vc, pois havia aprendido no curso de gestante, que no caso de uma cesárea é bom conversar com a criança a fim de que ela esteja acordada na hora do parto, para o susto ser menor, se é que isto é possível.
Na sala de parto, lembro de os médicos falando da loucura que deveria estar na praia, enquanto ali naquele hospital era um marasmo. A enfermeira chegou a dizer a mim, que bom que vc veio, pois sem pacientes a noite se torna muito longa...
De repente a Kenya diz apenas... “mas olha aqui”. Imediatamente levantei a cabeça e tentei olhar também... Mas fui impedida pela anestesista. Vi ela dizer ao Marcelo que havia duas voltas na cervical... E eu sabia o que isso significava... Significava que teu anjinho da guarda não havia deixado vc nascer de parto normal... Acho que era a mão dele que segurava minha dilatação com todas as forças...
Kenya pediu para a anestesista te empurrar, pois vc havia subido, senti tudo se amontoar na altura de meu peito... Mas continuava calma...
Então te desenrolaram e exatamente as 10:18 vc nascia... mas junto com vc nascia nossa família. A realização maior do nosso sonho... Uma coisa que teu pai e eu desejamos com todas as nossas forças e corremos atrás exaustivamente por dois anos... planejamos, sonhamos e naquele exato momento estava se realizando...
Não ouvi teu choro, mas teu pai continuava a fotografar e apesar da mascara, podia ver que ele estava sorrindo... Me assustei quando vi o Marcelo passar contigo nos braços, empurrei teu pai e disse: “vai atrás”. Mas não foi preciso. Quando chegaram a porta, Marcelo conseguiu te desengasgar e já te trouxe de volta para mim, eu ouvi teu choro...
Eu quase não conseguia te ver, tamanha quantidade de lágrimas que havia em meus olhos... Te segurei bem forte e vc parou de chorar. A anestesista pediu pro papai tirar a mascara, mas ninguém olhou para a foto que ela tentou tirar com a maior boa vontade... Estávamos vidrados admirando nosso bem mais precioso....
Logo papai te levou para tomar banho e vestir a roupa verde que eu escolhi, passei e dobrei com todo o carinho, por diversas vezes...
Eu fui para a sala de espera, e assim fiquei te esperando, enquanto te arrumavam e as vovós e a dinda te conheciam pela janelinha. Papai veio tirar uma foto da mamãe para mostrar a vovó que eu estava bem... E eu já não aguentava mais de saudades...
Vc veio e a enfermeira me disse que iriamos tentar que vc mamasse... Nem precisou tentar, pegou de primeira e já foi sugando tudo. Se acomodou e dormiu.
As 3:30 da manhã subíamos para o quarto. E ninguém quis dormir, todos ficavam olhando o quanto vc era lindo. A vovó queria te pegar no colo, mas eu não queria soltar. Nascia ali a mãe mais egoísta do mundo... Afinal eu queria vc todinho pra mim. E como vc era lindo.
Neste dia comecei a ver um mundo diferente. A dar importância as coisas que realmente importam e a amar uma criatura de um jeito que eu nunca imaginei que pudesse existir. E descobri que ter um filho é tentar dirigir uma locomotiva que tem outro maquinista todos os dias... Existem dias muito bons, existem dias não tão bons, mas um sentimento reina em meus dias desde o dia 15 de fevereiro de 2010. AMOR INCONDICIONAL.
Eu podia continuar aqui escrevendo o dia todo... ou quem sabe por vários dias, pois vc tem muitas histórias para a mamãe contar.... o primeiro sorriso, o primeiro dente, o primeiro tombo, a cirurgia, o primeiro aniversário....
Mas no momento sou obrigada a parar para enxugar as lágrimas que teimam em não me deixar escrever, exatamente igual ao momento que te colocaram em cima de mim pela primeira vez.
E antes de terminar o post de hoje, quero agradecer a DEUS por ter te posto na minha vida e ter dado SENTIDO aos meus dias, que há exatamente dois anos, passaram a ser TEUS.

TE AMO MEU FILHO GUILHERME.






Entre segredos e festas...

23 de novembro de 2011 3

Se tem uma coisa que o miúdo não consegue é guardar segredo. Ele até tenta, mas a língua é mais ligeira e, quando menos se espera, ele já contou tudinho. E com os mínimos detalhes. Estou até estranhando que ele ainda não contou para o pai (ao menos é o que eu estou achando...) quem é seu amigo secreto de fim de ano (costumamos fazer um amigo secreto entre a família ou no Natal ou no 31 de dezembro).
Ele não sabe ler ainda, mas conseguiu saber quem era o seu amigo só olhando o papelzinho. Como caberá a mim acompanhá-lo para comprar o presente, ele só confirmou comigo se o seu palpite estava certo. Mas, não acabou por aí...
- Mãe, como tu sabe o meu amigo, agora tu vai ter de contar o teu pra mim.

Expliquei que isso não era um jogo, e que a partida não precisava terminar empatada. Parece que ele se convenceu...

Ele já conseguiu guardar segredo por 3 (longos) dias, e talvez já tenha até esquecido do assunto. O que ele não esquece de me contar e não quer guardar segredo nenhum é sobre a sua formatura na Educação Infantil. Já sei a música que os formandos vão dançar, o que os meninos terão de fazer, qual a grande surpresa no final da apresentação.... O guri ficou faceiro da vida quando me pegou cantarolando a música que eles vão apresentar...
- Tu sabe essa música, mãe? Mas que legal... Vamos cantar juntos, então...
E quase que me arrependo de relembrar da canção...

A formatura será em dezembro, e, no próximo sábado, a apresentação do espetáculo de fim de ano da companhia de dança onde o guri faz street. A correria anda grande e, eu, que sou meio avessa a excesso de compromissos sociais, já canso só de olhar para a agenda... No sábado passado, por exemplo, optamos em "esquecer" que havia um ensaio da dança, e de um curso que eu faço todos os sábados, para viajar e visitar a avó. O guri dizia estar com saudade, e, por iniciativa sua, disse para a professora que não iria. Como ela disse "tudo bem", resolvemos deixar a agenda de lado em nome do convívio familiar.

Aliás, em fim de ano, é sempre importante pensarmos se não estamos enchendo os pequenos (e a nós mesmos) de compromissos intermináveis... Se nós mesmos é que não criamos o estresse do qual tanto reclamamos... Não dá para ir em tudo... A vida é sempre cheia de escolhas, e os pequenos também entendem isso...

Pela saúde espiritual e física, poupe-se de tanta correria, de tantos compromissos e de tanto cansaço... As festas têm de ser legais para a família, e não dá para participar desses eventos só por obrigação, porque seu amigo, conhecido ou familiar vai ficar chateado se você não for... E se alguém ficar magoado porque você decidiu priorizar o filho ou o convívio familiar, aí...  Ah, aí está na hora de você repensar a relação...

E um brinde à família!



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