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Posts na categoria "Ideias"

Questionamentos sobre exposição dos filhos na internet

18 de julho de 2012 3

Todos os posts de Camila Saccomori

Espirrou, registrou

Por Camila Saccomori
Editora do TV Show, 34 anos, mãe da Pietra, um ano e três meses

1954 – Em um antigo álbum, minha mãe guarda as únicas 11 fotos da sua infância. O primeiro registro foi feito aos três anos de idade. O segundo clique foi quatro anos mais tarde. Nem é preciso dizer que as imagens, em preto e branco, hoje estão amareladas.

1978 – Salvas em uma pasta no computador, guardo as 524 fotos de quando eu era criança, desde o primeiro mês de vida até os 12 anos. Foram escaneadas recentemente para evitar a ação do tempo nos papéis já meio desbotados.

2011 – No dia em que a Pietra nasceu, em 28 de março do ano passado, a equipe do hospital produziu 578 imagens, desde a preparação do parto até a pesagem e o primeiro banho, tudo em altíssima resolução. Ou seja, em um intervalo de poucas horas, minha filha foi mais fotografada do que eu na minha infância inteira. E mais: muita coisa da vida da pitoca nos últimos 16 meses foi twittada, facebookada, youtubada, blogada.

2012 – Em uma escala de zero a 10 no fator “vício em redes sociais”, agora não passo de 5. Fico offline na boa um fim de semana inteiro, por exemplo. Mesmo assim, volta e meia batem certos questionamentos, que aqui divido com outras mães: qual o limite para a vida familiar não virar um Big Brother? O quanto estamos expondo nossos filhos? Até que ponto é legal compartilhar tudo o que esses pequenos seres estão fazendo? Não há respostas definitivas para essas perguntas.

Mães conectadas divulgando gracinhas infantis ou desgracinhas da maternidade não faltam: é fácil acompanhar quem está com insônia ou com virose, em quais parquinhos a turma andou, quais as últimas roupinhas adquiridas ou a que horas chegaram e saíram da creche (com direito a link para localização no mapa). Voltam os questionamentos: a pretexto de registrar tudo para a posteridade, será que precisamos mesmo narrar passo a passo a rotina das crianças? Dividir todas as conquistas com desconhecidos que nos seguem ou nos adicionam? Em vez de apenas curtir o passeio, é necessário passar o tempo todo de câmera na mão? E, por fim, qual a necessidade de se publicar fotos e vídeos de crianças tomando banho? O mundo virtual bomba de gente pervertida. Essa resposta eu tenho: não convém facilitar.

É óbvio que 11 fotos de uma infância inteira é muito pouco – a vó da Pietra bem que gostaria de mais recordações de quando era pequena. Mas certamente nem ela, nem eu ou você, nem nossos filhos gostariam de jogar nossos nomes no Google e ver uma vida toda registrada minuto a minuto para o mundo inteiro.

Coluna publicada no caderno Meu Filho (Zero Hora) em 16 de julho de 2012.

O dia do vômito no Cantinho do Pescador

02 de março de 2012 3

Ninguém tem obrigação de aguentar o vômito do filho alheio a não ser a mãe e o pai da criança e olhe lá. Vômito é f... em todos os sentidos. O cheiro pega e não sai nunca mais. Se for no carro, adeus cheirinho do carro para sempre. Mas como ter um filho é uma coisa meio escatológica mesmo, a gente vai levando como pode.

Bem, essa introdução é só para fazer um agradecimento de coração ao pessoal do Cantinho do Pescador, em Torres, que teve que limpar litros de vômito do Leonardo, sábado passado. E o mais legal é que eles nem fizeram cara feia. Em um segundo tinha uma santa criatura com balde e pano na mão e mais outros dois fazendo a mudança do cadeirão, que estava todo emporcalhado. E depois, ao invés de nos expulsar do recinto,  ainda trouxeram um cadeirão limpo, para voltarmos a comer a maravilhosa casquinha de siri. Sem vômito, claro.

Chegamos no Cantinho pelas dez da noite, depois de passarmos quatro horas na estrada, abaixo de um temporal absurdo. Eu fui atrás, distraindo o Leonardo com vídeos da minha época, mostrando Bozo e Balão Mágico. Acho que o sacolejar do carro foi o responsável pelo mal-estar do guri.

Bom saber que ainda tem donos de restaurantes que relevam uma situação chata como essas, à noite, numa praia, quando a maioria das crianças já estão dormindo e os adultos estão bem belos, tomando a caipirinha merecida.

Bjs



Comer, comer

30 de janeiro de 2012 0

por Vivian Eichler

Na coluna publicada hoje no caderno Meu Filho, de Zero Hora, prometi postar no blog algumas dicas e opiniões das nutricionistas Rita Lamas, do Instituto Henkin, e Cíntia Silva dos Santos, da Nutrientes Consultoria de Alimentos, sobre a alimentação de crianças que costumam deixar os pratos quase intactos de comida, mais especificamente na faixa etária de um a dois anos.

Confira:

_ O hábito alimentar começa em casa. O que os filhos não comem com os pais, tendem a rejeitar na escolinha;
_ Esta é a fase em que as crianças começam a querer comer apenas alguns alimentos.  É bom agir o quanto antes porque isso tende a piorar. Quanto mais velha criança, mais difícil reverter o problema.
_ Não desista. Ofereça alimentos variados, mesmo os que seu filho não gosta. Estudos apontam que, depois de 20 vezes, a criança pode passar a se interessar por eles.
_ Nesse período de adaptação, é melhor que a criança coma menos, do que os pais oferecerem apenas aquilo que sabem que o filho irá comer.
_ Ofereça um prato saudável e colorido. Varie a apresentação dos alimentos.
_ A hora da alimentação tem de ser exclusivamente de alimentação. Nada de televisão.
_ Ajuda se o momento de comer for agradável e lúdico. Vale decorar os pratos, cantar musiquinhas, fazer aviãozinho, etc.
_  Nunca transforme o momento da alimentação em algo tenso, em drama. Nem fale algo do tipo "fulano detesta tomate". As crianças podem valorizar e se orgulhar desse fato.
_ A melhor forma de ingerir nutrientes é pelos alimentos naturais e não industrializados. Nem sempre, o corpo absorve os alimentos enriquecidos artificialmente.
_ Evite as guloseimas e sucos adoçados para que a criança não se habitue a um paladar doce demais. Algumas passam a não querer frutas, por exemplo, porque não são doces o suficiente.
_ Se a criança não quiser almoçar, tente um pouco mais tarde, mas não ofereça mais de duas vezes.
_ Se mesmo assim ela não quiser comer, espere um pouco e opte por um lanche saudável depois, como uma fruta.
_ Alimentos muito gordurosos ou com açúcar, corantes e aditivos são um mal silencioso, especialmente para uma criança de menos de dois anos. Se provocassem alergia na pele, os pais logo iriam cortá-los.
_ Para saber se um bebê de 12 a 15 kg comeu o suficiente, pense que precisaria ingerir um pedaço de carne (do tamanho da palma da mão dele), uma a duas colheres de arroz com feijão e cinco a seis porções de fruta e vegetais por dia.
_ Regar a comida no prato com um pouco de azeite ou óleo de milho cru ajuda a ganhar peso. É bom variar o tipo de óleo já que cada um oferece ácidos graxos diferentes.

Opções de atividades em grupo e cursos para bebês

13 de janeiro de 2012 4


A leitora Caroline Zanoni, aqui de Porto Alegre, enviou a seguinte mensagem ao blog:

"Sou a mamãe do Henrique que está com 8 meses e meio. Sou mãe em tempo integral, por isso queria dicas de grupos ou cursos que pudesse levar o pequeno para interagir com outras crianças."

Resolvi compartilhar para que outras leitoras possam dar dicas para a mãe Carol nos comentários!

 

As minhas dicas são as seguintes:

AULA DE INGLÊS - Daqui a pouco já vais poder matricular seu filhos nas aulas da Up Kids School (www.upkidsschool.com.br). Quem também tem ensino bilíngue é a Aqui Eu Fico (www.aquieufico.com.br).

AULA DE MÚSICA - Tem a Music For Baby (para crianças de até 3 anos, fica na Osvaldo Aranha) e aqui mesmo no blog Meu Filho demos dicas de endereços no ano passado sobre o tema. Clique para acessar o post e conferir os locais! Atualização: tem ainda o Musica per Bambini (http://musicaperbambini.blogspot.com)

AULAS DE NATAÇÃO - Já fiz uma aula com a Pietra e é ótimo! Aqui em Porto Alegre conheço e recomendo 3 escolas: Mergulhinho, Natacenter e Acqualitá.

CINEMATERNA - Projeto delicioso presente em diversas capitais (www.cinematerna.org.br). Adoro! Já fui várias vezes com a minha pitoca. Sessões de cinema semanais para mães (e pais) levarem seus pitocos de até 18 meses. E depois do filminho ainda rola um bate-papo gratuito com quem quiser participar.

Mais dicas, mamães?

Berços com grades x Berços com telas

10 de janeiro de 2012 3

Por Camila Saccomori

Essa discusão pode servir para as futuras mamães que estão começando a fazer o enxoval do bebê. De tudo o que  eu comprei para o quarto da minha filha Pietra, fiquei com muitas dúvidas sobre um dos principais itens de mobiliário.

O BERÇO.

O que eu escolhi é lindo! Lindo e delicado. Combina com o quarto. É de laca branca e tem as bordas arredondadas para evitar acidentes. A lateral dele sobe e desce para evitar (mais) danos às costas das mães. Tem travas laterais. Tem rodinhas com travas. O estrado desce, o colchão está bem baixo agora. A marca é bem conhecida no mercado.

Ele é de GRADES, como 90% dos berços aqui do Brasil. É claro que há crianças que se adaptam superbem, mas o meu caso é o seguinte: a Pietra rola muito enquanto dorme. E não foram poucas as vezes em que um pé ou uma mão ficam entre as gradezinhas no meio da noite e ela acorda por conta disso. (E isso que o espaçamento das grades laterais cumpre a determinação do Inmetro.)

O belo conjunto de protetores almofadados, que antes evitava esse tipo de acontecimento, foi retirado para evitar que ela pise neles e use como "degrau" para pular o berço, sabem? Aos 9 meses, a Pi já fica em pé e qualquer item maiorzinho deve ser retirado do berço. Até o travesseiro pode ser usado como degrau, aconselham os especialistas.

A vantagem do berço de grades é que ajuda o bebê justamente a "treinar" ficar de pé. Serve como APOIO - e quando a mãe está de olho, OK. O problema são as madrugadas, como já falei.

Então vem a outra opção sobre quem está na dúvida sobre qual modelo comprar. Os de TELA me parecem muito mais interessantes. Não optei por este modelo quando comprei o berço porque fiquei pensando na questão da higiene (devem acumular muito pó). E também li relatos de que cediam conforme o bebê ia empurrando com pés e mãos (na tentativa justamente de se apoiar para ficar em pé). São também, na maior parte das vezes, mais caros. Porém acho que acabariam com o problema de pezinhos para fora do berço no meio da noite.

Tenho lá em casa (na sala) um chiqueirinho móvel que é com telas nas laterais. Acho bem molenga a tela e realmente dificulta que ela fique em pé se apoiando quando quer "espiar o movimento".

Há ainda os berços com laterais de ACRÍLICO, mas são bem mais raros no mercado brasileiro.

A propósito desse assunto: clique aqui e confira reportagem do Fantástico sobre como evitar que seu bebê sofra acidentes dentro do berço. Almofadas, bichinhos de pano e outros itens aparentemente inofensivos são perigosos especialmente para criaças de até 6 meses.

QUAL A SUA OPINIÃO?
QUAL BERÇO VOCÊ COMPROU E RECOMENDA PARA AS FUTURAS MAMÃES?

Faça do seu pequeno um grande Papai Noel

05 de dezembro de 2011 0

Da empolgação dos pais, parentes e amigos, sobrou a poeira e faltou lugar no quarto. Estou falando da montanha de brinquedos esquecidos num canto, num cesto ou numa caixa. Esse é o cenário do ambiente em que se desenvolvem muitas crianças, principalmente as de classe média. Aproveito essa época do ano em que as pessoas estão mais solidárias para lançar uma ideia: é hora de revirar os armários e fazer uma faxina nos brinquedos em desuso. Vamos ensinar os pequenos a doar os antigos objetos de prazer que, hoje, não significam mais nada. Transforme seu filho num “Noelzinho”.

Psicologicamente, um brinquedo é um instrumento que ajuda a criança a entrar em contato com a realidade. Auxilia na transição entre a fantasia e a realidade, desenvolvendo, principalmente, a criatividade. Quando o objeto não tem mais esse significado, ele acaba perdendo a função saudável. E é hora de passar o brinquedo adiante.

O processo de conscientização não é tão fácil assim. Mesmo sem brincar mais, muitas crianças ficam apegadas aos objetos. Segundo o psicólogo Alexandre Streb, os pais devem dar o exemplo, devem demonstrar desapegado. É importante mostrar para o filho que, quando a roupa não serve mais, ela deve ser doada para uma instituição ou para uma pessoa com poder aquisitivo menor.

– Tem que dizer que o brinquedo que não é mais importante para ele, mas que pode ter uma grande utilidade e dar alegria para outra criança.

– A criança precisa ser estimulada, e esse processo ajuda a desenvolver conceitos como segurança e autoconfiança.

Streb conta da experiência de uma menina de 6 anos. No Natal passado, ela decidiu doar a bicicleta. O pai foi a uma instituição na Vila Renascença. Perguntou para a responsável pela entidade se ela conhecia alguém que quisesse uma bicicleta e que a família não tivesse condições de comprar. Pai e filha deixaram a bicicleta com aparência de nova, colocaram-na no carro e foram até o endereço indicado. Da porta da casa humilde, saiu a menina. Ela não disse uma única palavra. Os olhos espichados e marejados em direção à bicicleta diziam tudo. Impossível definir qual das duas ficou mais feliz. (Ticiana Fontana)

Coluna Em Nome do Filho, publicada toda segunda-feira no jornal Diário de Santa Maria, de responsabilidade de Fabiana Sparremberger e Ticiana Fontana.

Bastidores de um chá de fralda

13 de novembro de 2011 0

Márcia Dorigatti

Alguns dos momentos que fazem a gente voltar no tempo são os chás de fralda das amigas e pessoas queridas da família. A vinda da primeira filha de Joaquina, a dinda do Gabriel, está trazendo momentos felizes também para o menino, já que espera ansiosamente para brincar com a priminha Lavínia.

Além disso, me lembro como se fosse hoje, da expectativa depois do meu chá, que ficava toda em torno do nascimento do guri.

Há festinhas que inspiram outras futuras mamães. Algumas fazem brincadeiras, tiram peças de roupa. A de Joaquina foi pintá-la cada vez que errasse o mimo embrulhado no pacote.

Algumas lhe ajudaram e não inventaram nada para dificultar a descoberta. Deixaram o pacote bem simples, sem causar transtornos à futura mamãe. Então, ficou muito fácil de adivinhar, mas eu, como de costume, coloquei as roupinhas em uma caixa grande, contendo também tijolos, para disfarçar o que havia ali. Claro que ela errou...hehehehe...mas o Gabi me ajudou a pintá-la.

Veja abaixo algumas imagens dos bastidores do Chá de Fralda de Joaquina, mamãe de Lavínia, que está prevista para nascer em janeiro.

Márcia Dorigatti

Márcia Dorigatti

Receita: Bolo do Shrek

08 de novembro de 2011 0

Maicon Damasceno

Ingredientes

- ½ maço de espinafre

- ½ xícara de chá de óleo

- ½ xícara de chá de leite

- 3 ovos

- 2 xícaras de chá de açúcar

- 2 xícaras de farinha de trigo

- 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo

Coloque as folhas de espinafre em uma panela com água fervente para escaldar. Escorra e bata no liquidificador com o óleo e o leite. Reserve. Misture o açúcar com as gemas. Depois, acrescente a farinha, o espinafre batido, o fermento e por último as claras em neve. Asse por 30 minutos em forno médio.

Opção para o lanche

- 1 fatia média (70g) de bolo do Shrek

- 1 banana

- 1 unidade de leite fermentado

Smell like teen spirit*

13 de outubro de 2011 10

*(post de Dia das Crianças atrasado!)



Daí que é Dia da Criança.
Daí que seu filho não é mais um bebê-plantinha.
Ele já um garoto, cheio de vontades, virtudes e seu espírito é livre. E sua frase preferida é
_ Xái ai, mamãe.
Quase um adolescente.
Porque as crianças de hoje são, sim, diferentes das de antigamente. São rápidas, porque a velocidade é maior e elas se adaptam facilmente a qualquer coisa.
São mais fortes que você.
Porque são capazes de amar sem vírgulas e pontos de interrogação.
Ter um filho é encontrar a própria existência em outro ser.
É um privilégio.
E ser mãe é a melhor coisa do mundo.



E nervermind.







Vídeos infantis para o findi

07 de outubro de 2011 0

Como a previsão do tempo para o fim de semana é de intabilidade e os pais sempre têm que inventar algo diferente dentro de casa, aí vão dicas de alguns vídeos para entreter a gurizada. Clique e se divirta:

A canoa virou

A linda rosa juvenil

12 músicas para cantar e dançar


João, Antonio, Gerônimo

08 de agosto de 2011 3

Ouvia falar que mãe era tudo igual, só mudava o endereço. Depois que entrei para a categoria, entendi um pouco a origem desse ditado, apesar de não concordar integralmente com ele. Instigada a escrever sobre os pais, relembrei da frase, mas foi impossível estabelecer um padrão paterno.

A primeira história é sobre um pai. Vou chamá-lo de João. Como ele mesmo diz, cria as duas filhas à moda antiga. Na casa do João, não há muito diálogo. O homem não participa da rotina de trabalho familiar e se sente responsável por providenciar a maior parte do provento da moradia.

? Amo as minhas filhas e minha mulher, mas não mostro muito os dentes porque, senão, a coisa descamba. A última palavra é sempre a minha.

O João nem imagina que não fica sabendo da maioria dos acontecimentos da vida das filhas.

O outro pai, o Antonio, é o parceiro da família. Carinhoso e liberal com os filhos, duas meninas e um menino. Brinca e está aberto ao diálogo, porém detesta entrar em conflito. Na hora do aperto, não assume grandes responsabilidades e repete a conhecida frase:

? Não sei, pergunta para a tua mãe, ela é quem sabe.

Apesar do amor da família, às vezes, o pai Antonio não é levado a sério pela prole.

O terceiro pai é o Gerônimo. Pai de um casal, teve como exemplo um pai de bom caráter, mas extremamente repressor e autoritário. O Gerônimo procurar seguir os bons princípios do pai, mas busca uma relação diferente com os filhos. Um relacionamento aberto, participativo e baseado num amor declarado.

? A minha família está sempre em primeiro lugar.

Porém, de tão participativo, em alguns momentos, chega a ser chato, e os filhos passam boa parte do tempo tentando fazer tudo perfeito com receio de desapontar o velho camarada.

Mesmo numa época dominada pela teconologia, ainda não inventaram um programa de computador onde podemos adicionar apenas as virtudes e esperar como resultado um pai ideal.

Nem tudo é perfeito. Pasmem! Nem mesmo as idealizadas mamães...

Num olhar mais poético, arrisco afirmar que a perfeição deve ser enfadonha. Datas festivas podem ser um bom momento para repensar e renovar os nossos olhares. No próximo domingo, vamos relevar os defeitos e saudar as qualidades dos nossos queridos pais, sejam eles Joãos, Antonios ou Gerônimos. (Ticiana Fontana)*

* Coluna Em Nome do Filho publicada todas as segunda-feiras, texto de responsabilidade de Ticiana Fontana e Fabiana Sparremberger

Mãe perfeita não existe e ponto.

22 de julho de 2011 6

A pressão pela maternindade existe certamente, por ser mais por ser insconciente que ela possa parecer...

Quem falou que toda a mulher tem que querer ser mãe?

Uma entrevista nas páginas amarelas da revista Veja dessa semana desmorona alguns mitos da maternidade, principalmente o da perfeição. A filósofa francesa Elisabeth Badinter, 67 anos, faz ponderações pertinentes e duras a respeito do assunto.

- É espantoso que em um mundo tão moderno como este em que vivemos não pareça razoável que uma mulher simplesmente não deseja ser mãe. É como se isso significasse uma recusa à própria natureza. Os estereótipos negativos sobre as que não querem ter filhos são os piores possíveis: egoístas, insatisfeitas, imaturas, incompletas, carreiristas, só para citar alguns. Mesmo que eles não sejam verbalizados, estão sempre presentes. Uma bobagem que tem raízes mais antigas no pensamento.

Quem pega o caminho da maternidade deve ter a consciência que mãe são naturalmente imperfeitas. A pressão faz algumas mulheres, que exercem a maternidade, deixarem a sua vida em segundo plano. Obviamente, isso acontece em alguns momentos, mas não deve ser regra. Assim como a filósofa, acredito num equilíbrio:

- O ponto ideal é aquele em que as mulheres mantenham a equidistância entre os próprios desejos e os de seus filhos. Em outras palavras, que alcancem um ponto de equilíbrio em que não fiquem excessivamente próximas a ponto de roubar o espaço necessário ao desenvolvimento das crianças nem tão distantes que pareçam ausentes. As mães são, afinal, referência afetiva e intelectual imprescindível aos filhos ilhos. Infelizmente, esse modelo mais harmonioso e livre de tantas cobranças é bem raro no mundo atual, conclui Elisabeth na entrevista.

Projetando os bebês...

17 de maio de 2011 2

Quando a gente fica grávida é tomada por uma série de ideias mirabolantes e projeta desejos ridículos...

Ontem, vendo a pequena repetir uma cena da minha infância, relembrei os pensamentos da época da gravidez.

Os pensamentos (tenho até vergonha de alguns):

- Tomara que a pequena não herde as coxas grossas da mãe

- Tomara que não tenha o meu gênio

- Tomara que não seja muito comilona porque iria ficar gordinha e poderia não se gostar

- Tomara que fosse delicada e beijoqueira...

E por aí vai o rol de besteiras.

Ontem, ela pegou o tênis do meu afilhado - que tem quase 5 anos - e saiu cambaleando pela casa (foto). Depois, jogou bola e brincou com os carrinhos do piá.


Pois não é que a fruta não cai longe do pé. Tenho dois irmãos homens e sempre queria brincar com as coisas deles. Pensei que a pequena ficaria no esquema bonequinhas/bichinhos de pelúcia...

Tudo que imaginei de bobagens tem saído do contrário. A pequena passa o dia comendo e não engorda. Puxou ao gênio meio insolente da mãe, é braba, mas tem bom humor. Ela tem um coxão de dar inveja aos mais possantes zagueiros do futebol.

Peço beijo, e ela fala "páia" ...

É mole??? Mordam a língua, mamães.

O Melhor da Maternidade (15)

08 de maio de 2011 0

Depoimento de Lorema Zorzi, mãe de Joana de 2 anos.

"Pelos dois anos que convivo com a minha pequena Joana, posso dizer que o melhor da maternidade é...

Andar de mãos dadas,

Abraços apertados,

Mamãe, papai e Joana bem juntinhos no sofá,

Colinhos, afagos e dengos, gargalhadas,

 Receber um beijo estalado na bocheça de manhã bem cedo,

 ouvir 'te amo'."

Parto humanizado

01 de maio de 2011 1

Em comemoração ao Dia das Mães, a loja Mamis&Mimos de Caxias do Sul realiza no dia 07 de maio, sábado, mais uma edição do evento “Papo de Mamis”. Na oportunidade acontecerá palestra gratuita com a doula Rachel Soares e a pedagoga, enfermeira, com especialização em obstetrícia Regina Rech, que abordarão o tema: A Gestação e o Parto Humanizado - Respeitar o nascimento é o despertar de uma nova consciência. Durante a explanação, as palestrantes falarão sobre a importância de planejar o parto, formas de humanizar o parto natural ou a cesariana e também de como funciona o trabalho da doula e da enfermeira obstétrica.

O evento, que tem entrada franca, acontecerá a partir das 9h, nas dependências da loja. As inscrições para a palestra gratuita já estão abertas e podem ser feitas pelo (54) 3021.3686. As vagas são limitadas!


Papo de Mamis

Tema: A Gestação e o Parto Humanizado - Respeitar o nascimento é o despertar de uma nova consciência

Dia: 07 de maio, sábado, às 9h

Programação:

9h00 - Coquetel de Recepção

9h30 - Apresentação Hemocord

9h45 - Palestra

10h45 - Espaço para perguntas

Local: Mamis&Mimos (Rua Os 18 do Forte, 1256/ Centro – Caxias do Sul)

Confirme sua presença até dia 05/05 pelo fone (54) 3021.3686 ou pelo e-mail mamis@mamisemimos.com.br


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