Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Internet"

De olho no Face do filho

16 de julho de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerNão tenho facebook. Nem Twitter. Pronto, confessei. Aliás, eu devo ser uma das poucas jornalistas da face da Terra desconectada das redes sociais. Também não tinha computador até menos de um ano em casa. Mas um filho chega, e muda tudo na vida da gente _ na real e na virtual também. Passei a ter computador porque ele se tornou necessário (o guri tem aula de informática desde os 3 anos…). E tenho de confessar que ando meio balançada com o Face _ meu irmão achou familiares mais distantes que tínhamos perdido o contato graças à rede social.
Tenho a plena convicção de que, se não for agora,  logo mais adiante estarei conectada. Até porque não quero que meu filho fique alienado da tecnologia, e vou querer acompanhar tudinho o que ele estiver acessando.
Reportagem do Correio Braziliense publicada recentemente mostrou que o Facebook só permite a abertura da conta a partir dos 13 anos, mas muitos, com (ou não) consentimento dos pais, trocam a informação para usá-la. Aliás, o Brasil está entre os primeiros colocados no ranking latino-americano de acesso e uso da internet.
A fim de aumentar a segurança e o controle, a rede social trabalha em uma tecnologia para permitir que os pais supervisionem os acessos feitos pelas crianças. O controle que está sendo desenvolvido possibilitaria que os pais decidissem quem os filhos poderiam aceitar como amigos e quais aplicativos seriam usados, segundo reportagem do jornal norte-americano Wall Street Journal.
Independentemente do lançamento da ferramenta, o tema gera debate. Alguns pais têm a senha dos filhos e vasculham sempre o perfil. A justificativa é que são crianças ou pré-adolescentes que ainda que não têm discernimento sobre os perigos aos quais estão expostos.
Mas também há muitos pais que não têm controle sobre o perfil dos filhos. E no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi atualizado em 2008, mas não contempla a proteção da privacidade de dados pessoais de criança e adolescentes na rede mundial de computadores.
“Depois de estabelecer uma relação de segurança com o filho, deve-se estabelecer regras e falar que, mesmo confiando, ele vai olhar o que está acontecendo de vez em quando “, afirmou Idilma Ribeiro, especialista ouvida pela reportagem do Correio Braziliense.
Eu jogo no time dos que defendem que é sempre preferível pecar pelo excesso de zelo do que pela falta dele. Então, acho que não terei nenhum constrangimento em acompanhar bem de pertinho o guri, também no (perigoso e ameaçador) mundo virtual.

Dados que preocupam

De acordo com a revista Consumer Reports (EUA), mais de 5 milhões dos usuários da internet tinham entre 10 e 13 anos, e as contas não eram controladas pelos pais

Dos 20 milhões de jovens que usaram ativamente o Facebook no ano passado, 7,5 milhões _ ou mais de um terço _ tinham menos de 13 anos

Números sugerem que 1 milhão de crianças foram, de alguma forma, assediadas, ameaçadas ou submetidas a formas de cyberbullying em 2011

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...