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Posts na categoria "lembranças"

Cadê os inventários?

28 de junho de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerInvado o dia da Tici no blog para dizer que sigo esperando os inventários de lembranças... Recebi inúmeros e-mails de interessadas em participar, mas, até agora, nada...

Se alguém não souber do que eu estou falando, clica aqui.

Tenho certeza que ricas lembranças serão contadas aqui e que vão emocionar muitas de nós.

Vamos lá? Quem vai ser a estreante da série?




Inventário de lembranças

22 de junho de 2012 5

Falamos recentemente no blog - a Tici e algumas de vocês comentaram - que a gente vai esquecendo de várias coisas sobre os pequenos. Ficam vagas lembranças, e a gente acaba "processando" apenas o que mais marcou. Uma leitora do blog até comentou que ela escreve tudo num caderno para não se esquecer de nada importante.  E se muitas recordações se vão, outras ficam gravadas como em pedra. São impossíveis de serem esquecidas. E escrever sobre elas é uma forma também de eternizar essas lembranças.

Minha listinha do que eu não vou esquecer (e é só o que me vem à cabeça agora, muito rapidamente, sem muito pensar):

- Do primeiro choro do pequeno e da emoção de recebê-lo em meus braços pela primeira vez

- Da primeira vez que ele engasgou com leite, e o pai foi correndo, apavorado, buscar uma enfermeira, ainda no hospital

- Do gesso que "aprisionou" as duas pernas do pequeno dos 7 dias até os 3 meses de vida (já contei que ele teve pé torto congênito, nasceu com os dois pezinhos virados totalmente para dentro. Na foto, ele não está apenas tomando banho. Era hora de tirar o gesso, e toda semana era assim). Também não vou esquecer do "skate" que ele tinha de usar até 1 ano de idade durante todo o dia para evitar que os pés voltassem a ficar tortos. E de como ele dormia, de bruços, com aquele "skate" (na foto aí, ele "surfando")... 

- Dos intermináveis quatro meses de cólica, sempre das 10h às 4h, dia sim, outro, também

- Das mamadas de duas em duas horas por quatro meses, muitas vezes acompanhadas de dor, mas uma dor que não se sente, mesmo que venha na companhia de sangue

- Das cirurgias da hérnia inguinal aos 11 meses e depois aos 5, e da adenóide, aos 3 anos e poucos...

- Da primeira palavra, que não foi mama nem papa, mas bo-la...

- Da primeira grande travessura do pequeno, quando ele entrou em casa, e nos deixou trancados do lado de fora, aos 2 anos. O dois minutos mais demorados de nossas vidas...

- Do primeiro tombo com muito sangue. Ele bateu a cabeça na porta de ferro e, apesar de feio, o corte não precisou de pontos

- Da primeira apresentação na escola, com uma rosa amarela na mão

- Da carinha dele ao ver o Zulu (o nosso cão salsicha) pela primeira vez, um misto de euforia e medo

- Da primeira noite longe de nossas asas (numa noite do pijama)

- Das incontáveis vezes em que ele cobra: "nem me deu um abraço hoje, nem me beijou, nem disse que me ama". A-do-ro esses rompantes sucessivos de amor explícito de todo santo dia (e isso não é um exagero)

- Das orações à noite, em que ele termina dizendo "Deixe essa casa iluminada de paz, sossego, serenidade e muito amor, hoje e sempre"

- Das noites de tosse intensa que não deixaram o pequeno dormir (e os pais, muito menos) e de uma virose aos 5 anos que deixou o guri raquítico de tanto vomitar, com as costelas à mostra (impossível apagar a cena da memória)

- Ele como pajem levando as alianças para o casório da prima

- Da saudade que ele tem dos seus médicos (como teve época que tinha 4, um de cada especialidade), cobrava-nos de quando ficávamos muito tempo sem visitá-los

-  Da vez em que ele, com 2 anos, dormiu na piscina embalado pela mãe (tem cenas que podem parecer muito simples, mas que a gente não esquece. Na foto, momentos antes de ele pegar no sono)

- Dos "castigos" que doeram mais em nós do que nele (e ele, provavelmente, não vai lembrar) das vezes que ficou sem ir na aula de futsal ou sem videogame por "aprontar" uma das boas

- Das canelas sempre roxas (e elas existem desde muito pequeno e, agora, com os jogos de futebol, acho que não vão desaparecer tão cedo)

-  Das inúmeras demonstrações de ciúme incontrolável quando pai ou mãe se aproximavam muito de algum primo ou afilhado (ele sempre dava um jeito de ir para os braços de um de nós e começar a nos beijar e abraçar muito)

- Das historinhas infantis que lemos à noite, e ele não desgruda aqueles olhinhos das figuras, sempre comentando, ao final: "viu com eu sei escolher um bom livro, mãe?"

- Da única vez em que esqueci de mandar um presente de aniversário para um coleguinha dele (fui consolada pelo próprio pequeno que disse que não fazia mal, que mais coleguinha esquecia...)

- Dos desenhos que ele fez questão de dar de presente para muitos aniversariantes, como se eles fossem um tesouro especial (e para mim, eram mesmo)... Quando eu esquecia de comprar alguma lembrancinha para o homenageado do dia, ele me salvava: eu vou fazer um desenho bem bonito, e ele vai ficar muito feliz...

Como é bom deixar essas coisas registradas.... Para nós, pais, e também para que os pequenos possam ter acesso a essas recordações no futuro (quem sabe mostrar para seus netos...)
Quer fazer também um inventário de lembranças? Tenha certeza que é muito bom... Escreve aí e manda no meu e-mail com fotos de alguns dos tópicos do inventário, assim como eu fiz acima.
Tenho certeza que vamos nos emocionar muito com as lembranças...
Vamos nessa?

Trabalho de peso22/06/2012 | 11h59

As 10 profissões que podem fazer você engordar

Estudo elencou comportamentos de trabalho que podem levar a aumento de peso

As 10 profissões que podem fazer você engordar Stock Images/Stock Images


Jantares e choppinho com clientes estão entre as causas do ganho de peso Foto: Stock Images / Stock Images

Será que seu estilo de trabalho tem relação com aquele recente aumento de peso? Segundo especialistas ouvidos pelo site CareerBuilder, sim. Um estudo encomendado pelo portal monitorou a forma com que executivos de várias empresas se alimentavam para determinar quais os comportamentos que mais levam à obesidade e quais as profissões que concentram os maiores problemas.

Segundo o estudo, os fatores ligados a trabalho que mais contribuem a aumento de peso são: ficar sentado o dia todo, devorar lanches rápidos em frente ao computador, comer compulsivamente na tentativa de aliviar o estresse e jantar fora regularmente.

A equação de todas essas causas determinou as profissões com mais queixas de ganho de peso relacionado ao trabalho. Confira.

1. Agente de viagens
2. Advogado ou juiz
3. Assistente social
4. Professor
5. Designers e arquitetos
6. Assistente administrativo
7. Médico
8. Policial
9. Profissionais de marketing
10. Profissionais de tecnologia

"É como se eu não existisse"

20 de março de 2012 4

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

Ah, como dói encontrar o olhar triste de uma criança como aquele da menina que chutava a água, sentada à beira da piscina. A tristeza revelada no semblante tornava o corpo da pequena de 8 ou 9 anos ainda mais franzino. O menino chegou faceiro como lambari em sanga, acompanhado do pai que recém deixara o trabalho.

Foi simpatia à primeira vista. A guria logo se achegou, e, sem delongas, foi perguntando ao menino:

-  Posso brincar aqui contigo?

Depois de olhar para o pai como que pedindo a autorização, o piá consentiu, e, num piscar de olhos, transformaram-se em amigos de longa data. A menina foi ficando tão à vontade que não demorou a fazer o segundo pedido:

- Eu não posso ser a tua namorada?

Maroto como ele só, o guri foi logo de exibindo:

- Mais uma? Eu já tenho tantas...

O colóquio se seguiu entre brincadeiras, risos e a água morninha que faz a alegria da criançada. O ambiente se tornou tão familiar que a menina-do-olhar-triste adotou o pai para si, e era assim que o chamava: pai. O destinatário da carência daquela menina logo estranhou e revelou a sua preocupação, perguntando onde estavam a mãe ou o pai da menina, ou então um responsável.

- Eles estão lá fora, mas não se importam comigo. É como se eu não existisse.

E a tristeza voltou aos dois olhinhos da pequena de forma ainda mais implacável. Um desejo quase incontrolável de abraçar aquela menina, de tentar arrancar toda aquela tristeza de sua alma, de dar-lhe uma família de verdade tomou conta do seu ser.

Mas não havia mais tempo. Um grito escandaloso, para todo mundo ouvir, interrompeu a cena:
- Vamos embora, menina! Ou vem agora ou vai ficar aí!

O olhar triste se foi. Ficou a melancolia de não poder fazer mais nada para livrá-la daquela sina de cortar o coração. Ah, como dói.

PS: nem todos os textos que publico aqui aconteceram comigo, com o meu pequeno ou com a minha família. Nem todos se referem a episódios que protagonizei. Alguns fatos me foram contados, e, neles, me permito incluir cenas e sentimentos que me vieram à mente, sem, necessariamente, serem retrato da realidade. 

Uma brasa, mora?

12 de dezembro de 2011 2



Foto: Nicolas Sensão

Foto: Nicolas Sensão



A-do-rei o primeiro convite de formatura do pequeno (acima). A cerimônia terá como tema os anos 60, num pedido feito aos pais e apoiado pela escola de, neste ano, deixar a formatura mais informal, num clima infantil e divertido.
O guri está adorando os ensaios - só podia, já que tem dança na parada. Ele me conta todas as noites, com detalhes, como foi. E quer cantar as músicas comigo... A (linda) roupa do convite é a que será usada na noite de festa.
Já me perguntaram por aqui se já providenciei os lencinhos... Pois se até de olhar o convite, eu já fico emocionada, imaginem, então, como será na hora...

Cada rostinho lindo do convite acima (para mim, é a turma mais linda de Educação Infantil que já se formou no mundo inteiro!), eu guardarei uma lembrança.
Foram muitas e muitas noites que ouvi o Bruno falar, sempre com carinho, de cada um deles. Sim, porque o pequeno me conta de como foi o dia na escolinha TODAS as noites (sem pular uma), e sempre com fartos detalhes.
Um dia, ele chega contando que o coleguinha tal caiu, machucou-se, e tal. No outro, que a coleguinha tal trouxe tal brinquedo e que, daí, aconteceu isso, isso e mais isso... Ou que tal amiguinha não veio porque foi "fazer" férias com a família...

Com certeza, o pequeno vai guardar boas lembranças desses 4 anos de educação infantil. O que me consola é que não haverá separações. O Bruno e vários coleguinhos vão para a mesma escola. O pequeno quer seguir fazendo aula de street, e, pelo jeito, a grande maioria das meninas também (e teremos pelo menos um encontro semanal com as gurias da turma). O guri também seguirá no futsal, e, dessa forma, continuará convivendo com o grande amigo Victor, que vai para outra escola....  
Pedi para ele falar um pouco de cada coleguinha... O que ele não vai esquecer de cada um e, assim por diante... Ele curtiu muito a ideia e olhem aí no que deu (são com as palavras do pequeno, eu só anotei):

Da esquerda para a direita da foto, a partir do alto:
Érica - "Ela adora a Barbie. E eu adorei o sítio dela, que tem muitos animais legais."

Maribel - "Vai ser minha colega na nova escola. Ela gosta muito de desenhar e de jogo da memória, e brinca muito com a Duda também."

Bianca - "É a que tem mais manos de todos nós. Ela tem dois. Gosta muito de brincar e de desenhar."

Na segunda fila, da esquerda para a direita
Maria Luísa - "Ela gosta muito de brincar de família. E eu sempre tenho de ser o pai na brincadeira."

Renato - "Esse é meu grande amigo. Só não coloca que é o nº 1 porque tem o Victor também. E a gente tem de ser amigo de todo mundo. O Renato gosta bastante de trem, e a gente gosta muito de brincar juntos. Ele vai pra escola nova comigo, e a gente vai fazer futebol juntos também."

Giulia - "Ela é uma grande desenhista. E também é muito bonita. Adora brincar de família."

Victor - "É também meu amigão, na aula e no futebol. Nós brincamos muito juntos. Ele gosta de brincar de família, de desenhar e de jogo da memória."

Maria Eduarda - "A Duda é muito amiga da Maribel. Ela vai ser minha coleguinha de novo na escola nova. Gosta de desenhar e de jogo da memória. Ela gosta muito de brincar com 'coisas pequenas' (?)

Ana Elisa - "A Aninha tem um mano pequeno, e gosta muito de brincar com ele. Ela adora dominó e gosta de brincar na pracinha."

Bruno - "Esse sou eu, né, mãe? O teu filho. E tu sabe tudo de mim..." (diante disso, vamos adiante...)

Giovana - "Ela adora o mano Vitinho, e eu também gosto muito dele. A Gigi desenha muito bem e também joga bastante dominó."

Júlia - "Ela faz desenhos lindos e gosta muito de brincar com a Gigi. E de jogar dominó. Eu vou ser colega dela de novo no ano que vem."

Arthur - "Todos os colegas gostam muito dele. E ele gosta também de X Box. Ah, e ele dança muito bem."

Sentadas:
Gabriella - "Mãe, coloca com dois "l", tá? A Gabi Lima tem um mano pequeno, faz desenhos bonitos e gosta muito de brincar de família."

Amanda - "É a que tem o mano mais bebê de todos. Ela gosta de brincar na pracinha do gramado e de dançar."

Ainda da formatura...

- Mãe, não gosto de ser formando...
- Mas por quê?
- Ah, primeiro, a gente tem de colocar aquele avental que fica arrastando no chão (no caso, a toga). Depois, tem de botar um chapéu que tem umas penas no alto, muito "redículo" (o pequeno insiste em trocar o "i" pelo "e" nesta palavra)...
- Mas é só por uns minutinhos, filho...
- Mas a roupa é "calorenta" demais, mãe. E só ficam pedindo mais uma foto, mais uma foto pra garantir... Assim, eu não gosto de ser formando...

(o relato acima foi no dia em que o guri tirou as fotos da formatura)

Bastidores de um chá de fralda

13 de novembro de 2011 0

Márcia Dorigatti

Alguns dos momentos que fazem a gente voltar no tempo são os chás de fralda das amigas e pessoas queridas da família. A vinda da primeira filha de Joaquina, a dinda do Gabriel, está trazendo momentos felizes também para o menino, já que espera ansiosamente para brincar com a priminha Lavínia.

Além disso, me lembro como se fosse hoje, da expectativa depois do meu chá, que ficava toda em torno do nascimento do guri.

Há festinhas que inspiram outras futuras mamães. Algumas fazem brincadeiras, tiram peças de roupa. A de Joaquina foi pintá-la cada vez que errasse o mimo embrulhado no pacote.

Algumas lhe ajudaram e não inventaram nada para dificultar a descoberta. Deixaram o pacote bem simples, sem causar transtornos à futura mamãe. Então, ficou muito fácil de adivinhar, mas eu, como de costume, coloquei as roupinhas em uma caixa grande, contendo também tijolos, para disfarçar o que havia ali. Claro que ela errou...hehehehe...mas o Gabi me ajudou a pintá-la.

Veja abaixo algumas imagens dos bastidores do Chá de Fralda de Joaquina, mamãe de Lavínia, que está prevista para nascer em janeiro.

Márcia Dorigatti

Márcia Dorigatti

Eles esquecem, mas a mãe...

13 de maio de 2011 7

A Márcia nos manda um relato dolorido. E pelo qual todas nós já passamos... E como dói...

Olá, gurias. Gostaria de compartilhar com vocês a experiência que tive, que, por sinal, não foi nada agradável para uma mãe.
O primeiro tombo do meu filhote... Rafael tem 7 meses. Sempre sou atenta, pois minha mãe sempre diz: "Cuida a cama, não deixa ele sozinho na cama". A mãe podia também acertar os números da Mega Sena, né?

Dito e feito. Ele caiu da cama. Não se machucou, de herança, um galo na testa. E o susto.

Mas a mamãe, esta, sim, se machucou mais. E doi todo dia, só de pensar.

Foi uma das primeiras vezes que tive esta sensação dolorosa. Me senti culpada, sem controle da situação. Depois de acalmá-lo do choro, aí, sim, quase eu fui ao chão. Perdi meu rumo, minhas forças, que sentimento horrível.

Pensava, eu sou a mãe, que protege, que cuida, que dá amor... e deixo meu filhote de 7 meses cair da cama?  E, quando ele se acalmou e num suspiro de sentimento, me olhava com aquela carinha. Sorria com aquele "galo" na testa. Aí, isto sim, doeu ainda mais.

Nossa, me culpo todo dia. Até não o levei para a creche no outro dia. Parece que era para me desculpar de não poder ter evitado a queda.

Liguei para a minha mãe, aos prantos.... Tipo: SOCORRO....

E estas foram as palavras dela: "Calma, tá tudo bem, eu lhe falei, mas tudo bem, isso acontece. Você tem que manter o controle, afinal, tem muita estrada pela frente."

Ai, meu Deus. Acho que fiquei ainda mais apavorada, mas acalentou meu coração.

PS. Não deixo ele sozinho na cama nunca mais

Notícias de Piera

28 de março de 2011 2

Foto Nauro Júnior

Volta e meia, lembro de Piera, e, sempre que isso acontece, envio pensamentos de força e coragem a ela. As leitoras desta coluna e do blog Meu Filho, com certeza, também não esqueceram da história que nos comoveu como poucas, no ano passado.
Há pouco mais de seis meses, Piera perdeu seu bem mais valioso: Jason, o bebê de 47 dias que morreu na madrugada de 16 de setembro, após percorrer, nos braços da mãe, 946 quilômetros, cinco municípios gaúchos e quatro hospitais. O menino, nascido em 30 de julho, tinha síndrome do intestino curto e, depois de muito peregrinar, passou por uma cirurgia. Ele morreu de infecção generalizada, antes de ter a chance de um transplante que poderia salvar sua vida.
A saga da mãe de 22 anos que percorreu o Rio Grande do Sul em busca de atendimento comoveu os gaúchos. No blog, mais de 70 mães e pais registraram uma mensagem de apoio a Piera de Mello, moradora de Faxinal do Soturno. E algumas mães me perguntam se sei como ela está. Na última quarta-feira, conversamos por telefone.
A Piera segue morando em Faxinal, e hoje ajuda a mãe atendendo em uma lancheria, que também é minimercado. Na época da gravidez, ela fazia curso de massoterapia em Santa Maria, e interrompeu tudo para se dedicar integralmente à chegada do primeiro filho.
– Jason era o primeiro filho, o primeiro neto e foi também a primeira morte na família. Eu vivi a gravidez e os 47 dias que ele viveu totalmente em função dele. Quando ele faleceu, minha vida perdeu o sentido. A dor é imensa. Ainda sofro todos os dias, mas não sofro sozinha. Muitos compartilham da minha dor, e a força vem de muitos lugares – de familiares, amigos, conhecidos e tantas outras mães, que sequer sei o nome.

Recordações – Piera mantém a foto de Jason no mural do quarto, e é a imagem dele que está na tela do computador da jovem. Alguns móveis ela retirou do quarto, outros pertences do enxoval seguem guardados. À noite, em suas orações, lembra do pequeno e pede proteção a ele. Se o período foi o mais doloroso da vida de Piera, também provocou grandes transformações na jovem mãe, como ela mesma avalia.
– Foi a pior fase da minha vida, mas também a melhor delas. Não há maior alegria na vida de uma mulher do que ser mãe. A gente passa a viver as emoções de uma forma muito intensa, grandiosa, incomparável. Vivi a maior alegria do mundo ao ser mãe. Fui imensamente feliz nos 47 dias que o Jason viveu. E também vivi a maior das dores que é perder um filho.
Mesmo tendo o sofrimento ainda como companhia diária, Piera diz que espera poder ser mãe novamente. E sobre as transformações que a maternidade provocou, explica:
– Melhorei muito como ser humano. Amadureci bastante no convívio de tantas pessoas que vieram prestar solidariedade. E descobri que, nos momentos mais dolorosos, Deus nos envia anjos para que possamos seguir adiante. Pessoas que, mesmo não me conhecendo, vivenciaram a minha dor, me deram força, e foram imprescindíveis nesse momento. A elas, só tenho de dizer muito obrigada, de todo o meu coração. (Fabiana Sparremberger)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria neste 28 de março


O melhor das férias

18 de março de 2011 0

O barulho das cascatas do rio.

O cheiro do verde da mata e a sombra generosa das árvores.

A sensação de mente vazia, concentrada apenas nas águas que correm.

O canto dos pássaros numa sinfonia quase particular.

A alegria do guri que tomava seu primeiro banho (gelado) de rio.

Brincar de jogar pedrinhas e vibrar quando ela "pica" mais de duas vezes no rio.

Esquecer do mundo, das notícias, do trabalho.

Curtir a família 24 horas do dia, sem pressa para nada.

Chegar à conclusão que o período ficará para sempre na memória do pequeno (e dos pais).

Festa no céu

01 de março de 2011 0

Quando eu era pequena ia atrás dos escritores nas feiras do livro em busca de autógrafo. Talvez eu fosse meio nerd, não sei. Mas eu adorava aquele ritual, me achava importante ficar ali na fila, com o livrinho embaixo do braço.

Um dos escritores que sempre estava na minha lista era o Scliar. Eu me sentia próxima dele por causa do Bom Fim, do judaísmo, por ele visitar a minha escola, morar na mesma cidade e inclusive próximo de onde ele morava. E principalmente por causa dos seus livros, cujo realismo mágico me encantava.

O Scliar era uma figura muito presente para mim em vários sentidos e será para sempre. Quando o Leonardo for grandinho vou contar para ele que conheci o autor de Centauro no Jardim e a Guerra no Bom Fim.

Mas que infelizmente ele não estará na Feira do Livro para que possamos lhe pedir um autógrafo.




O sono das mamães...

22 de fevereiro de 2011 2

Uma das frases mais repetitivas e de certa forma irritantes que ouvia durante a gravidez era:

-  Aproveita para dormir porque o sono nunca mais será o mesmo.

Após um ano de experiência como mamãe, rendo-me ao fato de que a frase era uma verdade sacramentada.

O sono é alterado desde o começo da gestação. Nos primeiros meses de gravidez o sonolência é companheira constante (efeito das mudanças hormonais).

Com o passar do tempo a pança atrapalha e dormimos em etapas.

Após, o nascimento da criança, principalmente nos primeiros meses de vida, somos acordadas para dar mama ou minimizar as cólicas e outros anseios dos pequenos. (dica: aproveitar os momentos de sono do bebê para descansar junto com ele).

Se levar o pequeno para a sua cama com a desculpa de acalmá-lo, o sono ficará ainda mais quebrado já que a maior parte das crianças se mexe muito durante a noite.

No caso do casal ou quem tem a ajuda de babá ou parente em casa, vale pedir ajuda durante a noite (se não estiver amamentando).

Dizem, aquelas vozes que evitei escutar no início da gestação, que a coisa só piora com o tempo...

Com o passar dos anos ficaremos acordadas esperando as crias chegarem das baladas, será?

Porém, sempre há um jeitinho brasileiro ou uma luz no fim do túnel para minimizar a falta de sono.

Eventualmente, peço ajuda à vovó Carmen. Chegamos na casa dela e deixamos a pequena com a vovó para podermos matar as saudades dos velhos tempos. Dormimos até próximo ao meio-dia no sábado ou domingo.... E acordamos com todo o gás para brincar sem parar com a pequena...

Um dia "pra fora"

02 de fevereiro de 2011 0

Quando o guri vai "pra fora", ele se solta. Pra fora, no caso relatado aqui, é o sítio de uma tia querida, a poucos quilômetros da "cidade". O calção branco do pequeno quase não desencardiu, e os pés tiveram de ficar de molho. Escrever na terra, chutar a terra, fazer castelos com a terra ou então comidinha de terra... Tudo vira motivo para diversão.

Tratar os peixes no açude, fazer afagos no cachorro que se deita para receber o carinho, jogar bola num campo sem limites... Só não deu mesmo para montar a cavalo, porque a égua, no caso, não era tão mansa assim.

Surpreendente mesmo foi o desempenho do guri na colheita de melão. Aliás, acho que ele passou a gostar da fruta porque ajudou a encontrar os exemplares espalhados na lavoura, naquela tarde de domingo.

- Olha, mãe, colhi esse, e esse e também aquele... - apontava para dentro do carrinho de mão que trazia os deliciosos melões.

E o guri, que nem gosta assim tanto de fruta, passou a a-do-rar melão. Agora, a mãe está à procura de plantações de espinafre, de milho, de alface....

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