No Blog, tentamos dividir com vocês as várias experiências, alegrias e felicidades que temos com nossos filhos. Mas hoje vou falar de uma tristeza enorme que tive esses dias. Não com meus pequenos, que só me trazem alegria, mas com uma cena que vi no centro da cidade.
Estava passando pelo Calçadão com minha esposa, num dia chuvoso e frio, quando olhei para a frente e enxerguei um pequeno indiozinho. Mas pequeno mesmo, acho que tinha 1 ano. ele estava descalço e com pouca roupa para um dia tão frio. Nas mãos, tinha uma cestinha de vime, pedindo para as pessoas que ali passavam, alguma ajuda.
Sei que, muitas vezes, são os pais que levam essas crianças _ independentemente de serem índias ou não _ para pedir. Não sei se eles não têm com quem deixá-las ou se é para comover as pessoas que passam por ali e também sei que ver cenas como essas já é comum para quem passa pelo centro.
Só que naquela hora, que olhei para aquele pequeno e meu coração entristeceu (na verdade, está triste até agora ao escrever esse texto). Fiquei olhando aquela criança e me lembrei do meu pequeno Davi.
Me deu uma angustia tão grande que tive vontade de pegar aquela criança e levar embora para minha casa. Se eu pudesse, seria isso mesmo que faria (a Melissa e o Davi iriam adorar).
Sei que muitos dizem que não é certo dar dinheiro, que isso só incentivaria as pessoas a pedir. Mas não teve como pensar nisso, o que eu queria era somente ajudar aquela criança.
Na hora que ela veio em nossa direção, ajudei, mas para nós, não parecia ser o suficiente.
Fomos dar algumas voltas no centro e notei que a Flaviana estava com os olhos cheios de lágrimas. Aquele pequeno não saia das nossas cabeças.
Então, decidimos ir comprar algumas coisas para ele comer. Pensamos que ajudando dessa forma, pelo menos saberíamos que estávamos fazendo a nossa parte.
Sei que fizemos o que nosso coração mandou. Pensei que se cada um ajudasse um pouquinho teríamos um mundo bem melhor de viver e seria mais difícil de enxergar uma cena daquelas, de partir o coração.
Aquilo me marcou. Fico pensando todos os dias como estará aquela criança.
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