O tema da minha coluna em Zero Hora desta segunda-feira é ADAPTAÇÃO. Isso porque eu optei por trocar a Pietra de escola para 2013. No jornal, compartilho as dicas recebidas em uma entrevista com uma pedagoga e consultora educacional. Neste post, amplio o assunto com outras informações da querida Renata Selistre, minha fonte nesta citada coluna. Reproduzo uma série de dicas dadas pela pedagoga a uma reportagem do caderno Meu Filho em abril de 2006. Para quem está passando pela mesma fase que eu, recomendo a leitura (e que possa ser dividida com a família).
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> O processo de adaptação deve começar bem antes do início do ano letivo. Leve a criança para conhecer o novo espaço que passará a freqüentar. Pais e filhos ficam menos ansiosos, e as novidades vão sendo absorvidas aos poucos. Assim, o primeiro dia de aula será menos impactante.
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A criança reflete os sentimentos dos pais. Transmita segurança, para que ela encare sem sobressaltos esta nova etapa. Explique o porquê da troca de escola – que acarreta o distanciamento dos amigos – ou do ingresso na instituição.
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Na 1ª série do Ensino Fundamental, é grande a expectativa dos pais em relação ao desenvolvimento das habilidades de ler e escrever, sensação que pode ser expressa indiretamente. Comentários como “agora a mamãe não vai mais precisar ler livrinhos para você” ou comparações com o desempenho dos irmãos mais velhos podem gerar ansiedade, medo e até bloqueio da aprendizagem do aluno.
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A creche é quase uma extensão da casa: é menor, com poucos alunos. No colégio, que no princípio pode se mostrar muito grande e desafiador, seu filho terá mais autonomia, e limites também. Tudo isso precisa ser assimilado.
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Se é a mãe quem leva a criança na escola, e a despedida está muito difícil, com choro e resistência para ficar, experimente outras alternativas – o pai, a babá, a avó. A separação da mãe e do filho é a mais difícil, a hora do tchau se prolonga e o aluno se desespera.
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Para a mãe, ainda que inconscientemente, pode ser uma satisfação perceber o quanto o filho gosta e depende dela, também porque nesta etapa outra mulher passará a ter grande importância na vida dele: a professora. É preciso assimilar que a criança não é uma extensão da mãe e deixála crescer e amadurecer.
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Incentive-a a levar o chamado objeto transicional – uma foto, um colar ou uma peça de roupa que simbolize a presença dos pais enquanto estiverem distantes.
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Um simples telefonema para casa acalma a criança. Ela pode estar se divertindo e gostando da escola, o que não elimina a saudade da mãe e do pai.
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Respeite o tempo dela. Algumas precisam de uma semana, outras de 15 dias para sentirem-se bem. Um mês é um prazo razoável para que tudo esteja normalizado.
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Se ela continuar resistindo a ir ao colégio ou a permanecer lá, transcorridos 30 dias, é preciso investigar com mais atenção o que está acontecendo. Vários fatores podem afetá-la negativamente: a chegada de um irmãozinho, a primeira vez freqüentando uma escola, a separação dos pais. Muitas novidades ao mesmo tempo podem fragilizá-la.
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A criança que grita e esperneia ao ser deixada na porta da sala de aula e percebe que mobiliza os pais insistirá neste comportamento. Seja firme e não ceda aos apelos. Jamais faça negociações, do tipo “você vai ganhar um presente se ficar até o final”. Ir à escola é uma obrigação, inegociável.
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Mudanças na hora das refeições ou do descanso alteram o humor, até que a nova rotina esteja bem estabelecida. Seu filho precisará se adaptar a lanchar mais tarde ou a não dormir depois do almoço, por exemplo.
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A pré-escola deve ser levada a sério. É comum os pais considerarem-na uma atividade mais lúdica, e não uma aula formal. Trata-se de um compromisso da criança. Se ela chegar atrasada, ficará perdida – os coleguinhas já terão iniciado as atividades do dia. O mesmo vale para o horário da saída, quando você deve cumprir o que foi combinado. Caso não possa chegar a tempo, comunique a escola, para a criança não pensar que foi esquecida. Ela poderá não querer retornar no dia seguinte.
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Fonte: Renata Selistre, pedagoga e supervisora pedagógica








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