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Posts na categoria "nutrição"

Mãe, tô com dor de barriga

07 de novembro de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerA dor de barriga era a desculpa do pequeno para justificar – dia, sim, e o outro, também – a sobra no prato. E, logo descobri que não era só ele que usava a tentativa para dispensar a comida… Vários coleguinhas também sofriam do mesmo problema – quase uma epidemia. Todos acometidos por uma dor de barriga tremenda sempre que chegava a hora de almoçar… Muitos estresses depois, e a dor de barriga segue.

Só que, agora, o motivo é outro. Mudou do 8 para o 80. E passou a dar gosto de cozinhar. O guri come a primeira “pratada”. Surge com o prato vazio pedindo a segunda e, em algumas vezes, pede bis novamente. Eu até iria abandonar o fogão agora que começa a fazer calor, pegar uma vianda, mas, como ele já disse que prefere a minha comida, fico com pena… E sigo esquentando a barriga…

O pediatra diz que esse apetite aumentado costuma aparecer lá pelos 9 anos da criança… Mas como tudo nesses pequenos é precoce hoje em dia, vai ver que chegou antes…

Ainda bem que o guri não curte ficar muitas horas na frente do computador e do videogame, e se movimenta muito (obesidade não o pega, pelo menos por enquanto). Adora jogar bola: de manhã, de tarde, de noite… até sonhando, ele joga. Mas já noto que as coxas ganharam “sustância” e que as bermudas começaram a não ficar tão folgadas como antes…

Mãe é um bicho esquisito. Se o filho come pouco, reclama. Se come muito, também. Difícil contentá-la, não?

10 passos da alimentação saudável para a criança

14 de julho de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerEsta é da série Você Já Sabe, Mas É Sempre Bom Lembrar.

E agora, que as férias da escola estão chegando, a criançada costuma abusar das “porcarias” na alimentação… E passa a ficar ainda mais tempo em frente à televisão ou videogame (o meu pequeno não vai ficar, com certeza, porque aproveitará para jogar muita bola com o primo e amiguinhos).

O piá também nunca foi muito de guloseimas (não gosta de balas e doces afins, e algumas vezes, quando é oferecido um chocolate, ele recusa. Brigadeiro, um só satisfaz). Refri, combinamos que é só no fim de semana e nas festas de aniversário, mas, se não tiver, ele segue faceiro no suco. Por outro lado, tenho dificuldade enorme com as verduras (deve ser assim com 9 entre 10 mães). Vem a minha memória agora a imagem de uma criança que conheci que era tão feliz, mas tão feliz comendo alface, que chegava a ser engraçado…

Uma orientação do pediatra que eu sempre segui – e que, no meu caso, funcionou – é oferecer o alimento várias vezes. O pequeno até pode recusar, mas pode ser que chegue a hora em que ele aceitará. O Bruno não comia vários alimentos, que hoje adora… E ainda bem que eu não desisti.

Abaixo,  os 10 passos da Alimentação Saudável para Crianças, elaborados pela Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde: Alimentação Saudável para Crianças.

1. Procure oferecer alimentos de diferentes grupos, distribuindo-os em pelo menos três refeições e dois lanches por dia.

2. Inclua diariamente alimen­tos como cereais (arroz, milho), tubérculos (batatas), raízes (mandio­ca/macaxeira/aipim), pães e massas, distribuindo esses alimentos nas re­feições e lanches do seu filho ao longo do dia.

3. Procure oferecer diariamente legumes e verduras como parte das refeições da criança. As frutas po­dem ser distribuídas nas refeições, so­bremesas e lanches.

4. Ofereça feijão com arroz todos os dias, ou no mínimo cinco vezes por semana.

5. Ofereça diariamente leite e de­rivados, como queijo e iogurte, nos lanches, e carnes, aves, peixes ou ovos na refeição principal de seu filho.

6. Alimentos gordurosos e frituras devem ser evitados; prefira ali­mentos assados, grelhados ou cozi­dos.

7. Evite oferecer refrigerantes e su­cos industrializados, balas, bom­bons, biscoitos doces e recheados, salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia.

8. Diminua a quantidade de sal na comida.

9. Estimule a criança a beber bas­tante água e sucos naturais de frutas durante o dia, de preferência nos intervalos das refeições, para manter a hidratação e a saúde do corpo.

10. Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV, jogando videogame ou brincando no computador.

E você tem dificuldade de colocar algum desses itens em prática?

Feijão maravilha

20 de fevereiro de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerNunca gostei do pretinho. No máximo, ele fazia parte das minhas refeições na segunda-feira. Sou de família alemã, e o feijão não está entre os pratos mais servidos. Mas o pequeno puxou ao pai, que adora a dupla feijão/arroz. Até no domingo, diante de um suculento churrasco, vem a reivindicação:

- Não tem feijão hoje?

Por muito tempo, era o pai que fazia o feijão. Eu também fiz muitos que não chegavam nem perto a um prato saboroso. Ou o feijão ficava aguado. Ou o grão meio duro. Ou muito salgado. Era difícil acertar, mas o pequeno nunca reclamava, o pobrezinho…

Até panela de pressão, que me causava grande pavor, eu aprendi a pilotar na tentativa de acertar no prato preferido do guri. Sempre tentei, poucas vezes acertei 100%, mas nunca desisti. Até a sogra, que faz feijão quase todos os dias, me indicou certa marca.

Com a indicação na mão, resolvi seguir as instruções que estavam atrás do pacote. Pensei: se eu fizer tudo igualzinho, tem de dar certo. Não deixei passar um minuto do tempo de cozimento indicado. E não é que funcionou? O feijão saiu cremoso, o grão no ponto, o tempero, uma delícia.

Fiquei tão faceira que congelei em potes, e teve feijão todos os dias da semana. O guri me enche de elogios e pede repeteco, coisa raríssima de acontecer (já que, tradicionalmente, é “uma briga” para ele rapar o prato).

O que a gente não faz para agradar um filho? Depois de acertar no feijão, as panelas que me segurem…

Opções de papinhas para quem não curte cozinhar

26 de novembro de 2011 0

(ou para quem tem pouco tempo)

Depois que publiquei o post “Papinhas, amo muito tudo isso“, recebi o retorno de algumas mães e conversei com outras – pessoalmente ou virtualmente – sobre o tema. E nesses papos falamos sobre a falta de tempo de cozinhar e/ou falta de vontade de ir “esquentar a barriga no fogão”.

Para ambos os casos, há a opção de tirar um único dia no mês, por exemplo, para cozinhar um montão e congelar porções individuais da papinha feita para seus pitocos.

Já outra opção para quem mora em Porto Alegre são os novos serviços de tele-papinhas.

Conheço dois para indicar. São refeições para bebês e crianças feitas com produtos orgânicos e muito capricho. As gostosuras incluem papas doces ou salgadas como, por exemplo: carreteirinho, feijãozinho, massinha com ricota e espinafre, papinhas de carne e frango com legumes variados, polenta com molho, purês diversos, espaguetti e até risoto!

Todos são entregues em casa e os preços variam de R$ 4,80 (purês de banana, beterraba e moranga, por exemplo) a R$ 8,80 (escondidinho de frango, por exemplo).

Nas fotos abaixo, as delícias preparadas pelos dois serviços de telentrega disponíveis em Porto Alegre: a BOUTIQUE DA PAPINHA (www.boutiquedapapinha.com.br) e a ORGANIC BABY (www.organicbaby.com.br).

Clique nas miniaturas para ver as fotos em tamanho maior (fique com um babador à mão, pois são deliciosas).

Fotos da primeira linha: Boutique da Papinha/Aliçar Leite.
Fotos da segunda linha: Organic Baby/Cris Berger, Divulgação


Papinha: amo muito tudo isso

22 de novembro de 2011 6

Uma confissão: sou preguiçosa demais para cozinhar. Geralmente canso só de ler a receita, especialmente quando espio aquele item “tempo de preparo”. Se demorar mais que 20 minutos, já perco a motivação. Minhas experiências gastronômicas antes da Pietra nascer resumiam-se, basicamente, a arroz com ovo frito, bolo Sol de todas as cores e coberturas & guloseimas em geral (musses rápidos como o de maracujá, negrinhos ou branquinhos na panela).

Pois até isso a maternidade muda na gente. Não transforma só o corpo (assunto para outro post, tipo a tal barriga pós-parto que teima em não sumir, hehe): transforma também – e muito – a cabeça. Eu poderia, é claro, seguir passando longe de forno e fogão, mas como estava em licença-maternidade, resolvi ao menos testar. E não é que gostei da coisa?

Quando o mês-versário de 6 meses começou a se aproximar, fiquei amiga de 3 livros de alimentação infantil que adornavam minha estante, enchi o pediatra de perguntas e virei futriqueira de internet em busca de papinhas gostosas, saudáveis e práticas.

Este post, portanto, é para compartilhar com vocês meu link preferido de receitinhas para bebês:

::: DEZ RECEITAS DE PAPINHAS SUPERNUTRITIVAS :::

Clicarás e não te arrependerás! São ótimas e dão certo mesmo, sem grandes truques :-) .

Na sexta-feira decido quais farei no final de semana para almoço e janta, listo os ingredientes, marido compra e eu cozinho num instantinho as porções. Faço em dobro, mas estou cogitando fazer o triplo. Fica tão delicioso tudo que geralmente petiscamos e comemos junto. Hoje eu fiz a número 8 do link e não sobrou uma raspa para contar a história!

::: E você? Curte cozinhar para seus rebentos?
Compartilhe suas dicas com esta mãe que recém ingressou no universo das papinhas!

Receita: Bolo do Shrek

08 de novembro de 2011 0

Maicon Damasceno

Ingredientes

- ½ maço de espinafre

- ½ xícara de chá de óleo

- ½ xícara de chá de leite

- 3 ovos

- 2 xícaras de chá de açúcar

- 2 xícaras de farinha de trigo

- 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo

Coloque as folhas de espinafre em uma panela com água fervente para escaldar. Escorra e bata no liquidificador com o óleo e o leite. Reserve. Misture o açúcar com as gemas. Depois, acrescente a farinha, o espinafre batido, o fermento e por último as claras em neve. Asse por 30 minutos em forno médio.

Opção para o lanche

- 1 fatia média (70g) de bolo do Shrek

- 1 banana

- 1 unidade de leite fermentado

Leite Materno. Paciência e persistência

07 de novembro de 2011 13

É cada vez mais raro encontrá-la por aí. Não consigo percebê-la nem escondida num canto, nem disfarçada no meio da galera. Ouso dizer que é uma espécie em extinção. Falo de mães que amamentam seus pequenos com leite materno. Recomendado como fonte de alimentação exclusiva até os seis meses de idade, o leite materno tem sido substituído por leites em pó especiais, sucos, água e chás.

Pelo que tenho percebido, não é por falta de vontade das mães, mas uma desorientação generalizada. Uma pesquisa feita com mães em Santa Maria há pouco mais de três anos revelou que apenas 34% das 1.079 entrevistadas tinham amamentado. A responsabilidade tem de ser dividida entre profissionais de saúde, gestantes e familiares. Todos os envolvidos estão deixando de falar e estimular a prática.

Reconheço que nem tudo são flores para quem opta por amamentar. A gente passa a não ser dona do tempo, está sempre cheirando a leite, tem de estar preparada para encarar as adversidades como rachaduras, dores e inflamações nos seios. Porém, é só por um tempo: pelo menos durante os seis primeiros meses de vida. Não estou pregando que a amamentação se estenda por um prazo muito maior do que esse, mas todo o esforço tem um único fundamento que é melhorar a saúde dos pequenos.

Todos estudos apontam que o leite materno supre todas as necessidades nutricionais e imuniza com anticorpos. Obviamente existem outros meios de suprir as necessidades da criança, mas o aleitamento materno será sempre superior.

Por isso, os preparativos para a amamentação têm de iniciar nos primeiros meses de gestação. Isso significa se preparar física e mentalmente. É necessário observar se a grávida tem um bico adequado, se não é invertido. Depois que nasce, saber qual a posição adequada para colocar o bebê, o tempo ideal de mamada em cada seio. É mito a história do leite fraco. Uma situação de estresse pode fazer com que a produção diminua ou demore para o leite descer. A realidade é que são necessárias muita paciência e força de vontade para amamentar.

Grupo RBS

Lembro-me das dificuldades que tive para amamentar. Primeiro, os bicos invertidos, depois, a pequena não tinha força para sugar em função da prematuridade e, por fim, duas mastites.

Não sou exemplo de nada, mas vejo no desenvolvimento da pequena muita diferença em relação a outras crianças da mesma idade que não tiveram o privilégio do leite materno. A Antonela recebeu leite materno por quase um ano. Ela raramente esteve doente. Não apresentou problemas intestinais ou ficou ?trancada?. Tudo sem falar nos benefícios psicológicos desse importante vínculo entre a mãe e a criança.

Sem dúvida, é um ato de amor que exige duas atitudes fundamentais: paciência e persistência. (Ticiana Fontana)*

*Coluna Em Nome do Filho, de responsabilidade de Fabiana Sparremberger e Ticiana Fontana, publicada todas as segundas no jornal Diário de Santa Maria

5 sugestões de merenda

26 de outubro de 2011 0

Porthus Junior

Abaixo, dicas da nutricionista e personal diet Andressa da Rosa Rodrigues para mães que precisam “rebolar” para conferir criatividade na merenda nutritiva dos pequenos.

Quantas dúvidas na hora de montar a lancheira dos nossos pequenos. Hoje em dia, com tantas novidades, fica cada mais difícil resistir as tentações. Mas muita calma nessa hora!

Os lanches podem ser gostosos, variados e ao mesmo tempo saudáveis. É importante nessa hora unir a praticidade com qualidade.
A criança deve ser incentivada a dar preferência a alimentos saudáveis desde pequena. A sua participação na escolha do lanche se torna muito importante para a sua formação e desenvolvimento.

As refeições e lanches devem ser momentos descontraídos e saudáveis, já que nessa fase as crianças necessitam de muita energia para crescer, brincar e estudar.

Confira algumas dicas para deixar o lanche mais saudável:

- Inclua alimentos que contenham carboidratos. Aposte nos integrais como biscoitinhos, barrinha de frutas e/ou cereais, pãezinhos tipo bisnaguinha, bolinhos, torradinhas;

- Inclua sempre uma opção de fruta facilitando sempre que possível a ingestão por parte da criança. Se for possível, mande as frutas em pedaços ou descascadas. Muito cuidado com a higienização;

- Dê preferência para lancheiras térmicas, cuidando a higiene e preparação desses lanches;

- Se a escolha do dia é levar algum lácteo como leite ou iogurte ou ainda sucos, devemos dar atenção na hora do armazenamento. É bom que estes produtos estejam bem gelados ou congelados. Sempre verifique se na escola tem refrigeração;

- Outras frutas e sucos também podem ser consumidos de acordo com a preferência do seu filho, mas prefira sempre os sucos naturais;

- Cuidado com os alimentos perecíveis, se a escola não tiver refrigerador;

- As geléias de frutas e são boas opções de passar no pão por não precisarem de refrigeração;

- Os lanches devem ter sempre pequenas porções. Lanches exagerados ou vão para o lixo ou deixam as crianças sem fome na hora do almoço ou jantar;

- Evite doces que “grudem” nos dentes. Algumas frutas como a maçã podem ser combinadas aos alimentos mais pegajosos como bolos e pães para melhorar a saúde bucal;

- Sempre coloque uma garrafinha de água na mochila. Os pequenos esquecem de beber água;

- É bom lembrar que as crianças do turno da tarde pedem um lanche mais reforçado

Veja abaixo algumas opções de lanches que podem ser consumidos:
Opção 1:
1 copo (200ml) de suco de frutas natural
2 fatias de pão de forma (prefira integral) com queijo (prefira os brancos)  
1 ameixa

Opção 2:
1 copo (200ml) de leite com chocolate ou 1 caixinha de achocolatado (cuidar a refrigeração)
4 bolachas salgadas (prefira integrais)
1 banana

Opção 3:
1 copo (200ml) de suco natural de abacaxi
2 bisnaguinhas com requeijão (cuidar refrigeração) ou margarina

Opção 4:

Iogurte em copo
4 bolachas doces (sem recheio) ex: Maria, aveia e mel, de leite
1 pêra

Opção 5:

1 copo (200ml) de bebida a base de soja com sabor de frutas
1 fatia de bolo média
1 maçã

Evite monotonia de opções. Faça com que a hora do lanche seja prazerosa, procure variar o máximo possível às opções de lanches e as cores para a criança sentir prazer e desejar comer.

Andressa da Rosa Rodrigues
Nutricionista Personal Diet

CRN2: 7538p
andressanutricionista.blogspot.com ou pelo e-mail: andressa1_rosa@hotmail.com

Meu filho não come...

14 de outubro de 2011 2

Emilio Pedroso

Seletividade alimentar, rituais alimentares, anorexia, afinal que nome dar ao fato de que meu filho não come? As queixas em torno de distúrbios do apetite na infância, representadas pelas mães como “meu filho não come”, tornam-se cada vez mais frequentes em consultórios de pediatras e nutricionistas. Mas como avaliar se esta criança está realmente sofrendo de alguma patologia ou se faz parte da inapetência natural que a criança, muitas vezes, pode apresentar em determinadas fases da infância, é um desafio para pais e profissionais.

Para compreender o processo de recusa alimentar, rituais alimentares e mesmo anorexia infantil, inicialmente deve-se encaminhar o paciente para avaliação médica, para que se possa excluir as causas orgânicas ou patologias específicas. Um exemplo são as crianças portadoras de autismo, que, em sua maioria, apresentam comportamentos ritualistas em torno dos alimentos. Somente após a exclusão de uma patologia orgânica é que o nutricionista pode iniciar a intervenção.

O nutricionista deve adotar uma conduta nutricional para prevenção e tratamento que nestes casos baseia-se nos princípios da preservação do apetite, ensinar aos pais a não exibir reações como desespero, uso da força, insistência e imposição dos alimentos, o que pode agravar muito a recusa alimentar.

De forma  geral,  a orientação aos pais deve ser sobre:

Respeitar o momento em que a criança apresenta preferências e aversões

Oferecer pequenas quantidades de alimento até para encorajar a criança a comer

Não forçar, ou usar ameaças ou punições para obrigar a criança comer, assim como não oferecer recompensas

Não utilizar ‘maneiras “bonitinhas”, o famoso  “aviãozinho ou trenzinho”

Não irritar-se ou descontrolar-se  no momento da recusa

Estabelecer o tempo de duração e os horários das refeições

Apresentar os pratos de maneira agradável

Durante a refeição, o ambiente deve ser agradável, na ausência de ruídos

Respeitar as oscilações passageiras do apetite

Participação da criança durante preparo dos alimentos e na montagem do seu prato

Para as crianças que ingerem grandes quantidades de leite, deve-se diminuir o volume é fundamental

Não disfarçar os alimentos

Qual o profissional indicado para tratar estes pacientes?

O nutricionista deve ser especializado em comportamento alimentar, saber usar técnicas de terapia cognitivo comportamental, focando sempre no relacionamento da mãe e filho.

Nutricionista Rita Cherutti, especialista em psicologia e comportamento alimentar, mestranda em saúde da criança e do adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Recado da Rita:
Gostaria de divulgar o workshop que irei ministrar em dezembro nos dias 9 e 10, sendo no dia 9/12 para pais e dia 10/12 para profissionais
O tema será SOS: meu filho não come. Confira aqui mais informações.

'Tento o leite de vaca?'

03 de outubro de 2011 3

“Meu bebê toma fórmula infantil e está constipado. O que devo fazer? Tento leite de vaca?”

Diante do questionamento, o gastropediatra de Santa Maria Ivo Prolla colabora com o blog. Foi assunto também da coluna Em Nome do Filho, publicada nesta segunda-feira no Diário de Santa Maria. Confira:

É comum que bebês que recebem outra fonte alimentar diferente do leite materno apresentem algum grau de constipação. Esta constipação frequentemente caracteriza-se pela eliminação de fezes duras (em bolinhas ou volumosas) associada à dor e esforço, ou redução do número de evacuações (menos de 4 vezes por semana). Estes sinais e sintomas determinam uma busca angustiada por medidas que possam solucionar ou aliviar o problema.

Porém, antes que qualquer decisão seja tomada, é importante considerar alguns aspectos relacionados à alimentação infantil nos primeiros meses de vida e que devem nortear a conduta a ser seguida.
Em primeiro lugar, o leite de vaca é frequentemente considerado como uma das saídas para o problema da constipação do lactente.

Ideal para… o terneiro

Para algumas mães e avós, o leite de vaca ainda é considerado a melhor opção, tanto como fonte alimentar quanto para a regularização do hábito intestinal. Na verdade, o leite de vaca é a melhor opção quando o ser em questão é o bebê terneiro, não o humano.

Este alimento é produzido pela vaca para alimentar especificamente sua cria. Ele é riquíssimo em gorduras e proteínas, pois precisa suprir a alta demanda metabólica do filhote terneiro nesta fase de sua vida. Sua formulação permite ao bezerro dobrar seu peso e atingir uma composição corporal com predomínio de massa magra (músculos) em um curto espaço de tempo.

No leite de vaca, os nutrientes presentes não contemplam as necessidades do bebê para o padrão de crescimento humano (mais lento que o do terneiro), nem visam a proteção contra doenças limitadas a nossa espécie. O leite de vaca não contém o perfil de gordura necessário à perfeita maturação do sistema nervoso infantil, além de impor uma “sobrecarga” aos rins devido à ingestão protéica excessiva.

Acalma, mas…

É claro que o leite de vaca parece acalmar de forma mais eficaz um bebê que chora. Aliás, ele faz com que bebês que “mamam toda a hora no seio” durmam por várias horas seguidas, supostamente bem alimentados. Esta idéia reforça a fantasia materna de que “seu leite é fraco” e contribui sobremaneira para o desmame precoce.

O que não é falado ou sabido é que a composição protéica e de gorduras do leite de vaca desencadeia a formação de uma “pasta” a nível estomacal de lenta digestão. Assim, o bebê fica literalmente “embuchado” por horas a fio, fazendo com que todos acreditem que “agora sim ele está bem alimentado”. O leite materno, por sua vez, contém uma enzima própria (lipase) que, uma vez atingindo o suco gástrico, é ativada, auxiliando na digestão e tornando o leite materno “mais leve”, facilmente digerido e absorvido. Além disto, alguns ainda insistem no uso do leite de vaca, pois as crianças alimentadas com ele “engordam mais rápido que com o leite materno”.

E quem é que não gosta de ver um bebê bem gordinho, tipo de propaganda de fraldas? Todo mundo, exceto nós médicos que sabemos que este ganho rápido e excessivo de peso é devido ao alto teor protéico do leite de vaca (3 vezes maior que no materno) e que este “bebê gordinho” terá mais chance de se tornar um adolescente e/ou adulto obeso e de apresentar dislipidemias, diabetes e doenças cardiovasculares na idade adulta.

Nós também não gostamos de ver estes bebês “alimentados” com leite de vaca, pois eles apresentam risco de alergia à beta-lactoglobulina (proteína altamente alergênica, presente no leite de praticamente todos os mamíferos, exceto no humano), de desidratação hipertônica (pelo excesso de “sal” contido no leite bovino sem ingestão adequada de água), de anemia (por perda crônica e microscópica de sangue nas fezes), e de rebaixamento do quociente de inteligência no futuro (devido à carência crônica de ferro nesta fase precoce da vida).

O bebê que mama leite materno exclusivo até os 4-6 meses e complementado com alimentos sólidos até 1 ano ou mais apresenta crescimento diferente, são menos gordos, e tendem a ser mais saudáveis. Isto porque cada espécie produz o leite com os nutrientes que sua cria necessita para seu crescimento adequado. Eventualmente, a quantidade do leite materno produzido ou dificuldades alheias à vontade impedem o uso da amamentação exclusiva e o aleitamento materno necessita ser complementado ou substituído.

As fórmulas infantis

A ciência e a indústria pesquisaram por anos a melhor formulação que propiciasse um alimento o mais adequado possível a estes bebês. Surgiram, então, as “fórmulas infantis” específicas para o primeiro ou segundo semestre de vida. Assemelham-se ao perfil (tipo e quantidade) de nutrientes presentes no leite humano, e por isto são chamadas “maternizadas”. Estas fórmulas são frequentemente modificadas, sempre tentando adequar seus nutrientes ao padrão de referência: o leite materno.

Recentemente estas fórmulas foram revistas, principalmente em relação ao teor protéico o qual foi levemente reduzido, no intuito de evitar o sobrepeso e a obesidade nas crianças com ela alimentados. Infelizmente, a proteção fornecida pelos anticorpos maternos não pode ser fabricada pela indústria, e o tipo de proteína utilizada nas fórmulas ainda apresenta a alergenicidade, embora mais reduzida, daquela apresentada pelo leite de vaca in natura ou em pó.

Retornando ao assunto em questão, tanto leite de vaca quanto as fórmulas infantis podem apresentar efeitos constipantes no bebê. Na busca pela solução, alguns bebês responderão à troca da marca da fórmula infantil; outros, ao uso de leites comercialmente desenvolvidos para esta finalidade.

Alguns bebês melhorarão com a diluição destas fórmulas com a água de aveia ou com a introdução precoce de um caldo de ameixa ou de uma fruta laxativa. É claro que alguns também responderão à introdução do leite de vaca puro ou diluído. Porém, estes irão incorporar os riscos inerentes ao uso do leite bovino no primeiro ano de vida, embasados por inúmeras pesquisas médicas recentes.

O último recurso

Assim, a decisão de usar o leite de vaca como possível solução para o tratamento da constipação em períodos precoces da vida deve sempre ser a última opção a ser cogitada. Deve-se, sim, considerar os riscos e os benefícios de cada conduta acima citada e ter em mente que nenhuma delas é tão boa quanto à manutenção do aleitamento materno exclusivo, mas que nenhuma delas é tão ruim quanto a introdução precoce do leite de vaca na vida destes bebês.



Para filhos adolescentes

05 de agosto de 2011 1

Recebi este material da assessora de imprensa Grasiela Caldeira. Como tem muitas mães de adolescentes que nos leem, as dicas são bem úteis. Resta saber se é possível convencer um adolescente a seguir esta dieta saudável. Se com os pequenos, já é difícil…

Dicas para o cardápio dos adolescentes

A infância e a adolescência são períodos vitais para a formação física e mental e a alimentação, é um dos itens que mais contribui para o desenvolvimento. Nesta fase, a alimentação saudável ao alcance dos jovens, faz com que eles cresçam com uma boa cultura alimentar.
“É na adolescência que adquirimos e cultivamos nossos hábitos. Um adolescente sedentário, com certeza poderá sofrer conseqüências de saúde quando adultos. Além disso, é muito difícil a mudança de hábito depois dos 20 anos”, diz a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais, da Consultoria Alimentar.
A nutricionista Rita de Cássia Leite Novais comenta que é fundamental a consciência dos pais na hora de servir a alimentação. “Não adianta querer que o filho faça uma boa refeição, enquanto os responsáveis têm o hábito de ingerir gorduras, fast foods entre outros. O exemplo é muito importante nesta fase, pois os filhos acabam sendo o reflexo dos pais”.
Segundo a nutricionista da empresa Consultoria Alimentar, diversas pessoas associam a boa alimentação com regime. “A qualidade nas refeições significa melhor rendimento nas tarefas diárias, bom humor, saúde, pele viçosa, maior concentração nos estudos entre outros benefícios. Se a pessoa ingerir em excesso alimentos saudáveis, poderá sofrer obesidade. Está acima do peso, não é somente com alimentos ruins”, ressalta.

Abaixo, a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais dá dicas de refeições que os pais podem fazer para os jovens:

Opção 1
Café da Manhã
-1 copo de 200 ml de vitamina de frutas
-1un de pão francês com requeijão (1 colher de sobremesa rasa)
Colação
– 4 Biscoitos integrais
Almoço
-Arroz (5 colheres de sopa)/ Feijão 1 concha pequena
-Role de Frango com cenoura e salsão (filé pequeno de 140g)
-Salada de folhas mista (à vontade) /vagem 2 colheres de sopa
-Banana 1un
Lanche da tarde
-1 Pão de hambúrguer com gergelim com maionese (1 colher de sobremesa rasa), peito de peru ( 2 fatias), tomate 3 rodelas
-Iogurte 200 ml
Jantar
-Almôndega 2un
-Macarrão com brócolis ¼ do prato
-Salada de folhas mista (à vontade) / abobrinha 2 colheres de sopa
-Flan (1 porção de 100g)

Opção 2
Café da Manhã
-1 copo de 200 ml de leite com cereal (1/2 xícara)
Colação
– Salada de frutas 100g
Almoço
-Panqueca de frango (2un)
-Seleta de legumes 3colheres de sopa
-Salada de folhas mista (à vontade) / beterraba 2 colheres de sopa
-Caqui 1un
Lanche da tarde
-1 copo de 200 ml de pipoca (estourada na panela com pouco sal e óleo)
-Suco de fruta natural 200 ml
Jantar
-Arroz (5 colheres de sopa)/ Feijão 1 concha pequena
-Cação ao molho 1 porção pequena de 150 g
-Purê de mandioquinha 2 colheres de sopa
-Salada de tomate 3 rodelas/pepino ¼ do pepino
-Gelatina colorida (1 porção de 100 ml)

A nutricionista Rita de Cássia Leite Novais é especializada em Nutrição Clínica e Vigilância Sanitária de Alimentos, pelo Ganep e USP, respectivamente. Sócia proprietária da Clínica Consultoria Alimentar, a nutricionista atua nas áreas clínica – com avaliação e orientação nutricional personalizada de acordo com a patologia, com produção de alimentos na área industrial e comercial _ gerenciamento, supervisão, desenvolvimento de produtos e qualidade, consultoria em escolas e faculdades e Auditoria Interna ISO 22000.

Remédio para cólica...

28 de abril de 2011 16

Uma amiga que é mami de primeira viagem não aguenta mais as colicas da sua pequena que tem um mês de vida.   O diagnóstico dos três pediatras procurados foi fome com dor.

A mãe fez uma alteração drástica na sua dieta, sem ingerir nada de leite e derivados, mas não atiantou.

Por orientação médica, além de dar o peito, iniciou o complemento de leite especial para recém-nascido. A barriguinha da pequena, que já era durinha, ficou ainda pior e trancou o intestino.  Foi preciso até supositório para liberá-la.

O complemento foi mudado para outro sem lactose, a menina teve diarréia.

Agora, seguindo o terceiro pediatra diferente, está dando leite de caxinha com água e segue a rotina de choros intermináveis…

Como não tive problemas com a minha pequena, além de escutá-la o único conselho que tenho dado é para ela ter paciência e tentar, apesar de tudo, manter a tranquilidade porque os pequenos sentem os ambientes nervosos.

Se alguma mamãe tiver aquelas receitinhas “caseiras” maravilhosas…

Amenidades da páscoa...

22 de abril de 2011 2

Me perguntaram muito nos últimos dias se a pequena comia chocolate.

Tento seguir a orientação da médica:

- A Antonela terá a vida inteira para comer doces, não oferece tão cedo.

Sei que ela come “escondido” quando sai das asas dos pais e nas casas alheias. Também quem não gostar de dar doces para crianças? Dá uma balinha e tem um sorriso gigante de agradecimento.

Era adepta do doce até ter a pequena.

Então, o que dizer para quem quer dar um chocolate para a pequena? Não gosto muito, mas não proibo. Outro dia ela ganhou uma joaninha recheada com três ovinhos. Ela nunca tinha comido chocolate (não que eu saiba). Primeiro ficou brincando pensando se tratar de bolinhas, depois começou a colocar a boca e rasgar o papel com os seus quatro dentinhos.

Fiquei com pena e dei um para ela. Obviamente, a pequena o devorou imediatamente. Um dos ovinhos, eu comi e o outro nem sei quem fim deu…

Se ela ganhar muito, darei com parcimônia, nunca substituindo uma refeição. Espero que não ganhe muito chocolate porque senão toda a família ficará ainda mais gordinha…

Não exagere no chocolate

18 de abril de 2011 0

Muitos pais já fizeram suas encomendas para o coelhinho da Páscoa, mas outros programaram a tarefa na agenda desta semana. E com tantas opções de ovos de chocolate nas prateleiras dos supermercados, o que é preciso considerar e observar? O nutricionista Fidelis Russo nos ajuda nessa missão.

A melhor opção do ponto de vista nutricional é o chocolate meio amargo, que tem pelo menos 50% de cacau em sua composição (é só conferir na embalagem). Quanto mais cacau, mais saudável ele será para os pequenos

Se a opção for pelo chocolate ao leite, prefira sempre o preto. O branco tem mais gordura e mais açúcar (e eu que sempre achei que fosse o contrário…)

Procure evitar os ovos de chocolate com ingredientes como castanha, amendoim, avelã e noz. Além de mais difíceis de digerir, eles têm mais calorias

Se a ideia é presentear a criança com chocolates em barra, prefira sempre aqueles com frutas (ameixa, cereja, uva em passas)

A criança deve consumir de 20 a 30 gramas de chocolate por dia, o que corresponde a dois bombons pequenos

O ideal é que o chocolate que seu filho ganhou na Páscoa não dure mais do que uma semana, respeitando as 30 gramas diárias recomendáveis. Fazendo a conta, um ovo de 250 gramas é até mais do que o suficiente

O mais recomendado é oferecer o chocolate na sobremesa do almoço ou do jantar, nunca substituindo refeições ou lanches. E se a refeição da criança tiver frutas, legumes, cereais e fibras, melhor será porque seu organismo absorverá menos o açúcar do chocolate consumido

Evitar dar chocolate para a criança antes de ela completar 2 anos e meio. E, se oferecer, seja muito modesto na quantidade

A cesta de Páscoa do seu filho não precisa (e nem deve) ser uma fábrica de chocolates. As crianças vão adorar uma cesta bem diversificada com livrinhos, revistas de passatempos, CD e DVD, uma roupa. Para uma menina, por exemplo, que adora ganhar maquiagem, você pode investir naquelas com cores que lembram o chocolate. Já para os meninos, uma boa opção é um jogo bacana de videogame. Pela saúde dos pequenos, vale investir em criatividade (Fabiana Sparremberger)

(Coluna Em Nome do Filho publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira)

Bebê saudável e inteligente...

21 de fevereiro de 2011 2

Outro dia vi uma reportagem sobre um estudo que relacionou os hábitos alimentares com o desenvolvimento intelectual dos pequenos. A matéria mostrava a importância da alimentação nos primeiros anos de vida.Crianças com hábitos saudáveis, que evitam comidas gordurosas e doces, são mais inteligentes do que os pequenos que tem uma alimentação rica em frituras e guloseimas.

Desde os primeiros dias de vida, surge a preocupação com a alimentação. Primeiro, se possível, a recomendação é apenas leite maternos até os seis meses de vida, depois se introduz as frutas, papinhas e após completar um ano de  vida está tudo liberado…

Com a Antonela, no auge do seu um aninho, estou tentando não dar doces, nem fritura. Sei que longe de casa é impossível controlar o impulso de outros adultos que adoram dar uma guloseima para ver a criança feliz. Antes de ter filho, eu era a primeira a liderar a corrente a favor da liberação dos doces para a pequena.

Enquanto conseguir, manterei a orientação da pediatra:

-Enquanto puder não ofereça, ela vai ter a vida toda para comer doces e batata frita.

Resultado: em casa não entra mais doce e faz horas que não comemos as deliciosas batatinhas. (Espero que dê resultado na balança porque a coisa tá feia para os papais gulosos, rsrsrs).

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