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Posts na categoria "Parto"

Estarão ameaçados de extinção?

15 de janeiro de 2013 13

Todos os posts de Fabiana SparrembergerDia desses, estavámos comentando sobre o número cada vez menor de médicos que apoiam as grávidas na decisão de um parto normal.

No meu círculo de amizades, não lembro assim rapidamente de nenhuma grávida que tenha feito parto normal.

Se a gestante não tem nenhum problema para a cria vir ao mundo naturalmente, o médico “cria” algum ou começa a colocar pulgas atrás da orelha dela.

Eu fiz cesária porque passei a gravidez inteira verificando a pressão arterial. A pressão nunca foi alta, mas estava sempre perto do limite. Então, por precaução, media a pressão três vezes por semana, duas vezes por dia.

Sempre quis fazer parto normal (tive dor de cálculo renal, que, dizem, é muito parecido com a dor de parto), então, eu estava bem preparada. Seria a dor mais desejada do mundo.

Mas diante da pressão, meu plano foi por água abaixo.

Mas e quem tem uma gravidez tranquila e absolutamente nada que indique a necessidade de fazer uma cesariana?

Meus pontos da cesária inflamaram, e eu sentia muita dor até um mês e meio depois de o pequeno vir ao mundo… Mais um motivo pra eu desejar parto normal para todo mundo…

Claro que os defensores da cirurgia vão arrumar um milhão de argumentos para convencer a paciente… Mas se não for caso de doença ou risco para a mãe ou bebê, a mim, ninguém convence que cesariana é melhor do que normal.

Mas, pensando por outro lado, fiquei imaginando a angústia de uma grávida em trabalho de parto, no hospital, esperando pelo seu médico… Aquele mesmo médico que é capaz de deixá-la duas ou três horas esperando, com o barrigão, na sala do consultório, pela consulta…. É, nesse caso, melhor mesmo é fazer cesariana… (é ironia, antes que alguém ache o contrário)

E você? Conhece algum médico que estimule a gestante a fazer parto normal?
Conhece algum profissional para nossa lista de “ameaçados de extinção”?
Ou acha que eles nem são assim tão raros?
Aberta a discussão.

Mãe aos 61 anos de idade

25 de outubro de 2012 7

Todos os posts de Ticiana Fontana

Impossível não ficar impressionada com uma notícia sobre uma mulher de 61 anos, que deu a luz à um casal de gêmeos, nesta terça-feira(23), em Santos, São Paulo.

Em entrevista ao site G1, o ginecologista dela revelou que a paciente tentava ter filhos há mais de 20 anos, teria ficado grávida após tentativas de fertilização e uma de adoção.

Após 31 semanas de gestão, em função de a mãe ser hipertensa, foi feita uma cesárea e nasceram os gêmeos: Sofia e Roberto, ambos pesando cerca de 900 gramas. Conforme o site, bebês e mãe passam bem, sem previsão de alta do hospital.

Na reportagem chama a atenção a opinião de um especialista da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) que afirma que a medicina não estipula um limite de idade de grávidez, mas considera que o assunto deveria ser discutido nacionalmente. Gestantes com idade avançada correriam mais riscos de ter problemas,  como crises de hipertensão, parto prematuro e podem gerar um bebê subnutrido.

Projeto mostra como são feitos os partos em diversos países

13 de janeiro de 2012 4

Vocês lembram da notícia de que a top model Gisele Bündchen teve seu filho, Benjamin, em casa? Pois a gaúcha aproveitou a experiência para lançar um projeto em seu site oficialjustamente sobre partos mundo afora. Promete ser lindo!


Mayra, a enfermeira obstetra e neonatal, que esteve presente no parto de Gisele, viaja pelo mundo para descobrir diferentes culturas, modelos e ações em prol da humanização do nascimento. Que tal descobrir como nascem os bebês na Austrália, Alemanha ou até mesmo no Dubai?
A nova seção do site de Gisele, chamada “Despertar da Vida”, irá trazer relatos de modelos de parto centrados na mulher e ações em prol da humanização do parto ao redor do mundo.
]Esta ideia faz parte do projeto “Parto pelo mundo”, que foi criada por Enrico Ferrari e Mayra Calvette quer irão visitar vários países ao redor do mundo para registrar as diferentes formas de nascimento. As metas da viagem, que já está em andamento, são filmar, fotografar, entrevistar e coletar dados sobre os nascimentos, o sistema de saúde, a taxa de mortalidade materna e neonatal em cada um dos países por que passarem.
Além disso, o projeto almeja encontrar novas alternativas ao modelo atual de nascimento, que está predominante “muito tecnológico” em nossa cultura. Para Mayra, o parto deve ser tratado de uma maneira mais natural:
— O uso excessivo de tecnologia e poder, pode interferir negativamente com o processo natural de nascimento, aumentar os riscos, além de trazer conseqüências a longo prazo para mãe e bebê — explica.
Mayra, que esteve presente no parto da própria Gisele é apaixonada por nascimentos. Ela acredita que existem formas simples de melhorar a saúde materna e neonatal com efetividade, melhor custo-benefício e atendimento humanizado.
Para os que ficaram curiosos, aguarde. Já no início de 2012 o Blog da Gisele já terá os relatos exclusivos da viagem de Mayra e Enrico trazendo muitas informações sobre o assunto.


Após o parto, onde fica o bebê?

18 de dezembro de 2011 11

Deu no site da revista Crescer:
Recém-nascidos ficam estressados quando colocados no berço, diz estudo

E a notícia é esta:

Pesquisa revela que o batimento cardíaco dos bebês dobra quando eles são separados da mãe logo após o parto. Depois do parto, o bebê é levado para o berçário para receber os primeiros cuidados e para que a mãe possa descansar. Essa é uma prática comum, no entanto, uma pesquisa feita por uma universidade sul-africana afirma que isso eleva – e muito – os níveis de estresse do bebê.

Isso porque, de acordo com os pesquisadores, quando são separados das mães e colocados no berço, a frequência cardíaca dos bebês aumenta em até 176%. Para chegar a essa conclusão eles monitoraram os batimentos cardíacos de bebês com até 2 dias de vida. E uma das descobertas (que a gente já suspeitava, claro) é que o contato com a pele da mãe acalma os bebês e ainda influencia na amamentação.”

***

Parece tão óbvio deixar o bebê juntinho da mãe no quarto ou na sala de recuperação, né? Mas depois que li a notícia lembrei que há vários hospitais (brasileiros e em outros países) que ainda contam com o modelo de berçário separado da ala de internação da mãe.Ou seja, o bebê recém-nascido realmente fica muito tempo longe do colo da mãe! Só é levado para o quarto na hora da amamentação. O resto – banho, fraldas, vacinas ou o que precisar – é feito longe da mãe pelas enfermeiras.

Até quando esse modelo (ruim) vai continuar?


A propósito: conte para a gente nos comentários como foi no seu caso!

Eu não tenho do que reclamar nesse ponto, pois fiquei com minha pitoquinha no quarto da maternidade (compartilhado com outra mamãe e seu bebê). A cada suspiro já fazia uma intervenção – mesmo que nos primeiros 2 dias a “diversão” do recém-nascido seja basicamente dormir o tempo todo!

Camila Saccomori

Você não conseguiu o parto normal?

25 de novembro de 2011 26

A proporção de gestantes gaúchas que optam pela cesariana, apesar dos riscos da cirurgia, aumentou 41% ao longo da última década. Entre 2000 e o ano passado, a taxa de cesáreas saltou de 40,9% para 58% dos partos no Estado — índice quase quatro vezes superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Vocês podem ler mais sobre isso neste link.

Na última reunião do Conselho do Leitor do caderno, conversamos sobre isso. O que foi dito: é grande o número de mães que queriam muito parto normal e, por algum motivo, acabaram não conseguindo realizar o sonho.

Então pergunto: é o caso de vocês? Respondam nos comentários por que, apesar de querer, vocês não conseguiram o parto normal e o que isso significou para vocês.

Parto normal! E como foi?

06 de outubro de 2011 30

Abaixo um texto que a, agora, mãe da Sophia, minha colega da RBSTV Michele Dias mandou sobre o parto. Quem lê o blog acompanhou a pequena que de última hora conseguiu vir ao mundo através de parto normal, como o assunto sempre gera curiosidade, a Michele nos mandou um texto sobre o nascimento da nova amiguinha da Antonela. A foto é da família feliz, Michele, Marcelo e a pequena Sophia. Vale a pena conferir:

” Saí para uma consulta médica e para levar documentos na RBS e rever os colegas; e a pergunta que mais ouvi foi:

-Parto normal!! E como foi?

Acredito que a curiosidade seja porque relatos desse tipo são cada vez menos frequentes já que a maioria das mulheres opta pela cesárea antes mesmo de pensar em parto vaginal. Eu sempre quis tentar, sempre quis esperar primeiro pelo “método natural” e, Graças a Deus, foi possível! Tenho certeza que as dores, o tempo, a vivência, tudo varia de mulher para mulher… então, me desculpem as que acharam a experiência ruim; para mim deu tudo certo. E aqui vai a minha história de parto:

Estava combinado: se a Sophia não nascesse até domingo, dia 25, faríamos uma cesárea na segunda-feira para que a gestação não passasse muito das 40 semanas (fechadas na sexta). Pois na madrugada de sábado, a uma e 20 da manhã, estava deitada e senti uma contração combinada a uma umidade…. A bolsa tinha rompido. Liguei para o médico, o atencioso e competente Dr. Perin, que me disse:

- “Quando as contrações ficarem fortes você pode ir ao hospital.”

Como elas eram médias de intensidade e espaçadas, fui para o chuveiro tomar um banho morno, me vesti; sequei o cabelo… só não deu para fazer uma maquiagem estilo JA como o médico tinha me dito brincando! – com a dor, eu ia borrar a pintura! He, he!

Às 3 horas da madrugada, liguei novamente para dizer que estávamos a caminho do hospital – eu e meu marido – já com as dores mais fortes e frequentes. Na sala de exames, o médico viu que eu já tinha 7 de dilatação e que o trabalho de parto evoluía perfeitamente. Era hora de dar um beijo nos meus pais, irmã e na minha sogra e seguir para a sala de parto… O marido foi comigo e o sogro também – o reconhecido, apaixonado pela pediatria e vovô da Sophia, doutor Pedro Orso.

Enquanto eles se vestiam (aquelas roupas azuis tipo smurf, hehe), fiquei com o anestesista, Dr. Renato Dias (muito legal ele, e o sobrenome é mera coincidência), e duas atencionsas enfermeiras que acompanharam e ajudaram em todo o procedimento. Optei por fazer o parto com analgesia – uma dose pequena de anestesia que ameniza as contrações, mas não impede o movimento das pernas.

Já sem dores, meu marido me deu um beijo e começou a fotografar e filmar tudo… Ele foi incrível, me incentivando, me apoiando! Tínhamos combinado que estaríamos juntos na hora de trazer a nossa filha à vida!

Então, assim como tínhamos ensaiado e conversado em várias consultas, o dr. Perin me dizia a hora de fazer força para que a minha bebê nascesse. E foi assim… entrei na sala de parto passado das 4h da manhã e a Sophia nasceu às 5h36min da madrugada de sábado, 24 de setembro de 2011! Com certeza, a madrugada e o dia mais emocionantes da minha vida!

Só não posso usar a expressão “parto perfeito”, pois a minha pequena tinha se enrolado no cordão umbilical. Em função disso, o médico teve que acelerar a “saída” para não prejudicá-la (isso significa que ele usou ocitocina – um pouco de hormônio que intensifica a contração – e também que as enfermeira ajudaram a empurrar na minha barriga). A Sophia nasceu e foi levada pelo pediatra e vovô… segundos depois, o CHORO DA VIDA e a MAIOR EMOÇÃO DA MINHA EXISTÊNCIA ATÉ HOJE!

Ao meu lado estava uma pessoinha que há nove meses era apenas uma “sementinha”… cientificamente, a união de óvulo e espermatozóide; para mim, o resultado do amor de duas pessoas abençoadas por Deus com o dom da vida!”


Sophia nasceu!!!

26 de setembro de 2011 10

A Sophia (olha o tamanho do bico – hehehe), filha da minha colega e apresentadora do Jornal do Almoço de Santa Maria, Michele Dias, 31 anos, e do arquiteto e empresário Marcelo Orso, 34, nasceu às 5h36 minutos de sábado. Como a mãe queria, a pequena veio de parto normal com 40 semanas de gestação.

Ela chegou cheia de alegria e saúde pesando 3,235 quilos e medindo 49 centímetros de altura.

A família já esta em casa curtindo a pequena.

Ela é a alegria do papai e da mamãe, dos tios e tias e dos vovôs corujas Ione e Antonio Silva e Lucimar e Pedro Orso.

As nossas energias positivas para que seja uma pequena com muita saúde. Não é uma fofa?

A intimidade do nascimento

05 de setembro de 2011 4

 Um Bebê por Minuto é a versão americana da premiada série britânica que mostra o cotidiano de uma maternidade com 40 câmeras operadas remotamente. Elas gravam 24 horas por dia, captando o primeiro momento da vida como ele realmente acontece.

O reality show estreou na sexta-feira no Discovery Home & Health, em um bloco dedicado aos futuros e novos pais. Na edição de hoje do caderno Meu Filho, de Zero Hora, falamos um pouco mais sobre o programa. Confere lá.

E como prometemos, segue o trailer do reality com legendas em português. Divirta-se. 


Filhos são tesouros, não lixo

28 de julho de 2011 18

Lembram da moça que tinha medo de ser mãe que a Livia nos contou?

Será que esta mãe que é notícia nacional nesta quinta-feira não deveria ter pensado antes de engravidar pela quarta vez?

Ou será que se trata de depressão pós-parto?

Não sei responder, mais só sei que é mais uma entre as tantas histórias horríveis envolvendo crianças.

Quem ainda não viu esta notícia, de uma olhada nesta matéria no G1.


http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/mae-que-disse-ter-encontrado-bebe-na-lixeira-respondera-em-liberdade.html

A lua e o parto

16 de março de 2011 4

No próximo fim de semana muda a lua. Tenho uma amiga que está nos finalmente para ganhar a pequena Júlia.

A Sil está com 36 semanas de gestação e, por recomendação médica, já está em casa num repouso relativo para esperar a pequena.

Lembro-me que a pequena nasceu após uma mudança de lua. Os antigos creem nisso e a própria comunidade científica vem reconhecendo essa relação.

Os índios contavam nove luas e esperavam pelo nascimento do bebê.

A avó da Júlia acredita que se passar pelo próximo fim de semana, a pequena vingará conforme o previsto: com 40 semanas de gestação.

A ideia da Sil é fazer parto normal.

Tudo dependerá da tal troca de lua e de um exame que será feito quando completar 38 semanas de gravidez. Se a Júlia não estiver encaixada, a obstetra afirma que não terá opção: o jeito será fazer uma cesárea.

Seja como for, a Júlia virá com tranquilidade e saúde.

Tudo está preparado para recebê-la, roupinhas cheirosas, berço, cadeirinha, mimos e muito carinho de todos que a aguardam com ansiedade.

Assim que a pequena nascer, vamos publicar uma foto da nova amiguinha da Antonela.

Acho que a Júlia será bochechuda e cabeluda.

As duas pequenas certamente vão agitar por aí.

Os tipos de parto

27 de dezembro de 2010 2

Eu e a Tici falamos hoje sobre como foram os partos do Bruno e da Antonela na coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira. A coluna é uma espécie de complemento da reportagem que a editoria de Saúde do jornal traz sobre os tipos de parto. A reportagem é do Correio Braziliense. Confira abaixo a matéria e, ao final dela, a coluna onde falamos um pouco sobre nossas experiências


A REPORTAGEM

GESTAÇÃO Inovações como o nascimento humanizado devem ser analisadas na hora de ter filhos

O melhor parto do mundo

Em casa ou no hospital, normal ou por cesárea, parir um filho deve ser um momento sem medos

Muitos livros de obstetrícia se referem ao trabalho de parto de maneira peculiar: o útero é chamado de motor; o bebê, de objeto, e a vagina, de trajeto. Como se o nascimento de uma criança fosse um acontecimento mecânico, seja ele parto normal ou cesariana. É com essa base acadêmica que muitos obstetras se formam e ingressam no mercado de trabalho. Não faltam estudos ou pesquisas que comprovem a necessidade de repensar o momento do parto nem empecilhos para uma mudança em prol da chamada humanização do nascimento. Mas, se muitas mulheres e profissionais já entenderam o recado, a grande maioria continua à mercê do sistema.
Cada vez mais mães seguem tendo seus filhos com as mãos atadas às macas dos hospitais, algumas vezes dopadas, com os rostos encobertos e com a luz ofuscante da sala de cirurgia. Enquanto o médico lhe corta a carne, puxa papo com o pai que espera o nascimento do filho. Quantas mulheres sentem a dor das contrações sem nenhum apoio emocional, instruídas a parirem deitadas e obrigadas a receber práticas médicas que há mais de 14 anos são desaconselhadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)? Da manobra de Cristelér (empurra com o antebraço a barriga da mãe no momento expulsivo do parto) às lavagens intestinais.
_ O modelo atual tem procedimentos que são anti-humanizantes. Por exemplo, chega a uma maternidade uma grávida normal, saudável, em trabalho de parto espontâneo. A primeira coisa que a equipe faz é levá-la na cadeira de rodas para uma sala longe da família. Colocam um soro nessa mulher, deitam-na numa cama e a proíbem de comer ou beber. São rotinas sem evidências científicas e que produzem um dano muito grande _ observa o ginecologista e obstetra Marcos Leite, presidente da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento.
Segundo o especialista, se a gestante chega ao hospital dessa forma, recebe a mensagem de que está doente, inválida e dependente daqueles profissionais.
_ Isso tira da mulher a capacidade de conceber o filho em plenas condições. Tira seu papel de protagonista e, muitas vezes, impede que o parto ocorra de forma saudável _ acredita.
Ao pensar no que passam diariamente tantas mães, é preciso considerar também o percurso da criança e a forma como ela é recebida.
_ Na hora em que o bebê nasce, ele está completamente alerta. É uma página em branco. E o que acontece a partir daquele momento é o que vai ser impresso nele. Suas primeiras impressões do que é o mundo _ analisa a pesquisadora,  médica sanitarista e epidemiologista Daphne Rattner, da International Motherbaby Childbirth Organization.
Segundo Daphne, esse primeiro momento surge como uma ruptura. Em vez de ir para o colo materno, de reconhecer a mãe, de mamar e ser acalentado, o recém nascido vai, mesmo que perfeitamente saudável, para as mãos de médicos e enfermeiros que farão uma série de intervenções. A busca pelo melhor parto do mundo, seja ele qual for, está apenas começando.

Planeje o nascimento
Toda gestante pode ter um plano de parto, que é uma lista de desejos por escrito. No caso de um parto sem complicações, é possível que a equipe médica siga o plano, que pode ser feito com o obstetra e deve ser levado no dia do parto com indicações tanto para um trabalho de parto normal quanto para uma cesariana. Veja o que deve constar no plano de parto:

O local onde você deseja parir: em casa, na casa de parto ou no hospital

Quem serão seus acompanhantes

Desejos como liberdade de caminhar, uso da água no trabalho de parto, liberdade para ingestão de alimentos e bebidas, aparelho de som ligado no momento do parto, luz baixa

Infusão intravenosa apenas se houver indicação médica

Clampeamento do cordão umbilical apenas depois que ele parar de pulsar, com o corte feito pelo pai da criança

Bebê amamentado assim que possível

Rompimento espontâneo da bolsa d’água

Bebê colocado imediatamente no colo da mãe

Tirar fotografias ou filmar o parto

Alguns tipos de partos

Na humanização, a regra é a redução das intervenções, o fim da pressa, o respeito ao momento que pertence aos pais e à criança. E isso não se restringe ao parto normal. A cesariana também pode se tornar menos traumática, com tempo para curtir carinhos com o filho imediatamente após o nascimento. Eles trocarão olhares, e a mãe poderá oferecer o peito no momento ideal para a primeira mamada. É na hora do nascimento que o bebê tem o maior instinto de sucção. O cordão umbilical deve permanecer intacto até que pare de pulsar, dando tempo para que a respiração se inicie com suavidade. O vérnix (camada branca que cobre o bebê) não é tirado com esfregões, uma vez que tem o papel de proteção, de regulação da temperatura e de hidratação da pele.

Normal, mas com assistência

Em grande parte dos hospitais, a mulher em trabalho de parto passa por uma série de intervenções desnecessárias e, muitas vezes, prejudiciais. Em 1996, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um novo protocolo de recomendações de assistência ao parto normal. A proposta é um parto sem intervenções _ espontâneo, no qual o bebê nasce em posição cefálica de vértice, entre a 37ª e a 42ª semana de gestação, com mãe e filho em boas condições.

O parto pode ser em casa ou no hospital. Quem optar por ter o filho na intimidade do lar deve criar condições favoráveis, como evitar barulho, medo, luz forte, falta de privacidade e dor na hora do parto. As sensações negativas ativam o neocortex, que libera a produção de adrenalina, que inibe a produção de ocitocina e endorfina _ hormônios essenciais para um trabalho de parto tranquilo e saudável. Segundo estudos do obstetra e pesquisador francês Michel Odent, a ocitocina é o maior elo de ligação entre a mãe e o filho. O obstetra explica que, onde há a ruptura dessa ligação primordial, a criança poderá ficar suscetível ao uso de substâncias aditivas (drogas, álcool) ou mesmo a comportamentos compulsivos mais tarde na vida, numa tentativa de recompensa.

Cesárea sem traumas
A cesariana, que corresponde a 84% de todos os nascimentos realizados em hospitais privados no país, é fonte de polêmicas no Brasil e no mundo. De um lado está a mulher, que tem o direito de ter o filho da forma que achar mais conveniente, e o obstetra, que não vê problema em realizar cesáreas pré-agendadas. Do outro, estão os riscos que o parto cirúrgico oferece para a mãe e para o bebê.

Polêmicas à parte, a cesárea pode ser tratada também com as práticas de humanização. O neonatalogista Carlos Zaconeta descreve que isso já é feito, ainda que raramente: abaixa-se ao máximo o pano que encobre o rosto da mãe, para que ela possa ver o momento do nascimento do filho. Diminui-se a intensidade da luz. O obstetra tira o bebê da barriga sem pressa, membro por membro, estimulando o choro ainda durante a sua retirada para que ele consiga expelir o líquido dos pulmões naturalmente. A criança, se estiver saudável, vai diretamente para o colo da mãe, onde deve ser amamentada.

Na medida em que vai fazer uma cesárea, pode optar por uma forma minimamente invasiva. A intenção é traumatizar e suturar menos tecidos no momento do corte. No fim da cirurgia, você sutura só quatro camadas, em vez de sete. Os riscos de sangramento e de lesão de artérias e de nervos é menor, a mulher precisa de menos analgésicos e se recupera mais rápido _ explica o obstetra e ginecologista Thomas Gollop, professor da faculdade de Medicina de Jundiaí.

Mesmo com contornos humanizados, a cesárea não pode ser encarada como a melhor opção para o bebê _ salvo em casos especiais, de real indicação médica. Para o obstreta Marcos Leite, o melhor ainda é o parto normal, pois na cesariana há riscos para a mãe e para o bebê. Leite explica que a mãe sangra mais, pode ter um órgão perfurado, machucar o bebê, pegar uma infecção. Também pode diminuir a fertilidade da mulher.

Com ou sem dor?

Um estudo realizado em 1994, pelo pesquisador sueco Ulla Waldenstrõm, questionou diversas mães, dois meses depois do parto normal, sobre quais eram as suas impressões em relação à dor. Muitas encaravam a dor do parto sob uma perspectiva positiva, de realização _ bem diferente da dor relacionada a uma doença ou a um traumatismo.

A psicóloga Isabela Crema diz que seu parto, feito na banheira de sua casa,foi bem assim. O nascimento de seu filho aconteceu em uma madrugada, dentro de uma banheira inflável, com música ambiente e apenas as luzes do abajur.

Segundo Isabela, foi um trabalho de parto absolutamente calmo. Ela diz que é necessário desligar a mente para o parto fluir de uma forma natural. A psicológa conta que as contrações são muito fortes, mas não tem como associá-las à palavra dor

A COLUNA EM NOME DO FILHO

A Antonela nasceu de cesariana

Desde o começo da gestação a intenção era fazer uma cesárea. Com o tempo passando fui pendendo para o parto normal. Porém, acabei sem escolha. A gestação foi se complicando. A pequena estava com pressa de vir ao mundo. Desde o sétimo mês, a Antonela ameaçava nascer. Na 35ª semana de gestação, contrações, dores abdominais e nas costas anteciparam o parto em um mês.
Após uma alteração nos batimentos da pequena, a sentença da médica:
_ É hoje. A Antonela quer nascer. Em uma hora vamos fazer uma cesariana.
Milhares de pensamentos passam pela cabeça. Bate uma insegurança e um temor pela saúde do bebê. O pai, que participou de todos os momentos da gestação, foi impedido pelo hospital de acompanhar o nascimento. Mesmo sem ele, graças ao apoio de uma grande amiga médica, da obstetra e sua equipe, fiquei extremamente tranquila durante todo o procedimento que durou em torno de 30 minutos. A melhor coisa que fiz na vida veio ao mundo às 10h46min de 3 de fevereiro de 2010. Como não tive escolha em relação ao parto, não sei avaliar qual é a melhor opção. Normal e cesárea têm fatores negativos e positivos. A recuperação da cesárea varia de mulher para mulher, particulamente, achei bastante dolorido. (Ticiana Fontana)

Nem sempre é como a mãe planeja

Como já sofri de crises causadas por cálculo renal,  posso dizer que tenho uma ideia do quanto dói o parto normal.  Afinal, os médicos dizem que a dor de uma pedra incomodando o rim é muito parecida com a do parto normal. Então, pensei eu, é esse que eu quero fazer. É bem dolorido, mas vale a pena porque não é uma doença, e, sim, um filho que virá ao mundo. As vantagens de um parto normal me parecem muito maiores do que a cesariana. E tenho os dois pés atrás com essa tendência generalizada de fazer partos com data marcada, uma opção que parece melhor mesmo para os obstetras.  
Só que os planos das mamães nem sempre dão certo. O “porém”, no meu caso, chamava-se hipertensão arterial. Não tive pressão alta, mas as medições sempre ameaçavam ultrapassar o índice considerado normal. Passei os últimos três meses da gravidez medindo a pressão três dias por semana. E, nas últimas semanas, tive outra complicação que foi a pequena quantidade de água na placenta. Resultado: após cinco dias no hospital para que tudo ficasse sob controle, o Bruno nasceu com 36 semanas, na manhã de 31 de maio de 2005, de uma mãe com a pressão absolutamente normal na hora do parto. Tive muita dor causada pela cirurgia, e isso continuou por mais de um mês, o que só reforça a minha defesa pelo parto normal nos casos em que não há nenhum “porém”. (Fabiana Sparremberger)

EM TEMPO: estarei em férias até o dia 10 de janeiro (e o estava também do dia 13 de dezembro até antes do Natal). A correria é tanta que corro o risco de esquecer de avisar novamente.

Um ótimo fim de ano a todas e todos (e principalmente aos seus tesouros) e nos vemos novamente em 2011.  Que o próximo ano seja cheio de saúde, paz e amor, principalmente a nossos pequenos.

Um grande abraço e até mais,

Fabi

Qual o melhor parto?

26 de dezembro de 2010 0

Essa é para gestantes e futuras mamães…

Na segunda-feira no blog eu e a Fabi vamos contar como foram os nascimentos da Antonela e do Bruno e ainda terá uma matéria sobre os tipos de partos.  

Erivane perdeu quatro bebês. Mas não desistiu e venceu

05 de dezembro de 2010 9


Autora do livro E Enfim… Sou Mãe!, Erivane de Alencar Moreno sugere que tratemos aqui no blog da chamada insuficiência istmo cervical/IIC (útero flácido que não suporta peso), que seria responsável por cerca de 25% dos abortos espontâneos tardios.

Veja o que diz Erivane no e-mail que mandou ao blog e também no site em que divulga a sua trajetória para superá-lo. Prepare-se para se emocionar e reflita sobre as lições que Erivane nos traz:

O e-mail enviado ao blog

Olá, meninas do blog. A IIC não é divulgada, como a diabetes gestacional e a pressão alta, nem muito menos informada às gestantes e mulheres em geral. Primeiro, temos que perder pelo menos um bebê (entre 5 a 6 meses de gestação) para, somente depois disso, esta anomalia uterina ser detectada.

Após perder quatro bebês, hoje eu divulgo a IIC e dou apoio para as mulheres portadoras desta anomalia. Faço um trabalho em conjunto com dois médicos da Unicamp, em São Paulo. Escrevi um livro sobre a minha trajetória para ser mãe “E Enfim… Sou Mãe!”

(…) Tenho uma comunidade no Orkut com quase 900 mulheres portadoras de IIC. Se vocês tratarem do assunto estarão prestando um grande serviço à população e cooperando para que muitas mulheres não precisem passar pelo que eu passei e consigam realizar o sonho da maternidade.

A história de Erivane

No site www.cerclagem.com.br, Erivane relata a sua trajetória de luta até conseguir ser mãe:

A primeira gravidez

Quando engravidei do meu primeiro bebê (um menino), em dezembro de 2002, eu o perdi com 19 semanas e meia de gestação devido a uma forte infecção urinária, e pela prematuridade extrema, obviamente, o bebê não sobreviveu.
Choramos muito, pois eu tenho Síndrome dos Ovários Policísticos-SOP, e meu marido, uma baixa contagem de espermatozóides. Tivemos que fazer tratamento para engravidar com um médico especializado em reprodução humana, e, depois de finalmente estar grávida, eu perdi o meu bebê.

A segunda tentativa

Após um tempo, iniciamos o tratamento para engravidar novamente. E, em novembro de 2003, engravidei. Porém, com dois meses de gestação tive um sangramento e perdi o meu segundo bebê.

A terceira gravidez

Em 15 de outubro de 2004, eu peguei o meu terceiro resultado de gravidez. Desta vez, com um bom obstetra, ele me explicou que faria uma circlagem uterina (sutura no colo do útero), pois provavelmente eu sofria de Insuficiência Istmo Cervical (IIC).

Na época, eu pesquisei na Internet e não achei nada que falasse sobre IIC nem circlagem uterina.
Com 12 semanas de gestação, eu fiz a cirurgia, fiquei 20 dias de repouso em casa e, depois, voltei a trabalhar. Durante a gestação, eu evitei apenas pegar peso, além da abstinência sexual. No demais, eu dirigia, fazia compras em supermercado e todas as atividades de dona de casa.

Com 22 semanas de gestação, marcamos o ultrassom morfológico, onde fui com tamanha esperança de conseguir ver o sexo do meu bebê. Era outro menino e se mexia bastante. Era perfeito e não tinha nenhuma má formação. No entanto, logo após saber o sexo, eu e meu marido fomos surpreendidos pela notícia de que um dos pontos da circlagem havia esgarçado.

Entrei em pânico! Fui internada na mesma hora, e meu obstetra realizou outra circlagem, onde eu já havia sido informada pelo meu médico que, durante o procedimento, a bolsa poderia romper, e eu poderia perder o meu bebê, pois a gestação já estava avançada. Mas deu tudo certo.
Após a cirurgia, eu fiquei internada com as pernas para cima. As enfermeiras me davam banho na cama, e eu não poderia levantar nem para fazer as minhas necessidades fisiológicas. Segundo o meu médico, eu ficaria internada até o final da gestação.

Eu estava esperançosa de que tudo daria certo. Mas quatro dias depois, eu entrei em trabalho de parto e com 23 semanas e meia (seis meses de gestação), o meu bebê (outro menino) nasceu. Ele nasceu vivo, olhou para o lado, deu um suspiro e morreu. Fiquei desolada!

Ainda no quarto do hospital, quando fui tomar meu banho, enquanto a água lavava o meu corpo, as minhas lágrimas lavavam a minha alma! Eu me sentia derrotada, insegura e frustrada como mulher.Porém, quando me sinto desafiada por qualquer coisa, eu me determino e encontro forças do nada para lutar. E eu estava decidida: iria pesquisar tudo o que pudesse sobre a IIC, me preparar e engravidar novamente. O meu médico disse que, numa futura gestação, eu teria que fazer repouso absoluto.

A quarta tentativa

Em agosto de 2006, engravidei novamente. Eram gêmeas, mas com dois meses de gestação, um dos embriões não foi para frente. Fiquei nervosa, apreensiva, com medo de perder o outro também. Fiz circlagem com 12 semanas de gestação e, desde então, repouso absoluto.

Me afastei do trabalho e fiquei 172 dias deitada com as pernas para cima, noite e dia. Comia recostada à cama e tomava um banho de 4 minutos sentada. Os meus cabelos, a minha empregada lavava na cama. Com 22 semanas de gestação, o colo do meu útero estava muito curto (característica da IIC), e os médicos disseram que eu ganharia no máximo mais um mês de gestação. E que não havia mais o que fazer. Decidi que iria vencer e desafiar a medicina.

Aumentei o meu repouso por conta própria, passei a tomar banho na cama, comer deitada, tomei água de canudinho e cri em DEUS acima de tudo. Eu não ria, não espirrava, não espreguiçava. Limitei os movimentos do corpo tamanho era o medo de fazer qualquer tipo de força e esgarçar os pontos da cerclagem.

Resultado: a minha filha nasceu com 37 semanas de gestação, pesando 3.170 gramas e 48 cm.

Para quem não era capaz de carregar um bebê de meio quilo porque o útero não suportava peso, Deus provou que eu pude carregar uma bebê linda, perfeita e saudável que nasceu com mais de três quilos.

Durante a minha gestação, criei uma comunidade no Orkut com o nome de Cerclagem e fiz um diário da minha gestação. Ao verem a minha história, muitas mães que já haviam perdido seus bebês devido a IIC e estavam desesperançosas em ser mães, se motivaram, procuraram um bom médico, se informaram, engravidaram novamente, fizeram o mesmo repouso que eu e hoje também são mães.

Depois que voltei ao trabalho acabei demitida e com tempo livre escrevi um livro sobre a minha trajetória para ser mãe com esclarecimentos de dúvidas sobre a Insuficiência Cervical e Circlagem dadas pelo Dr. Ricardo Barini – renomado Prof. Livre Docente da Unicamp e Dr. Marcelo Luís Nomura, médico assistente e especialista em circlagem na Unicamp.

O que posso dizer é que faria tudo novamente para ter a minha doce e amável filha!

O sexo do bebê na Alemanha...

02 de dezembro de 2010 2

Você aguentaria esperar até a hora do parto para saber o sexo do seu filho?

A pergunta feita pela Fabi num post foi respondida por uma leitora nossa que mora na Alemanha. Em outros países, esperar é uma questão de opção e cultura. Leiam abaixo a explicação:

Olá Ticiana e pessoal do Blog Meu Filho,

Eu e meus fihos já aparecemos algumas vezes aqui no blog (Acho que os textos se chamavam assim: A viagem de avião do Lorenzo, Grávida na Alemanha e o último foi o Diego chegou!).Quando li a reportagem de vocês sobre Nome e Sexo do bebê resolvi escrever.

Por incrível que isso possa parecer, existem, sim, muitas pessoas que não querem saber o sexo do bebê e que esperam até o nascimento para saber se a carinha da criança combina mais com um ou com outro nome.

Mas não estou falando do Brasil, e sim da Alemanha, país onde moro já faz algum tempo. Aqui é moda não saber o sexo da criança e o mais engraçado é que é bem como você comentou, as pessoas avisam aos médicos no momento do ultrassom que não querem saber! Os meus dois filhos nasceram aqui, o Lorenzo que tem 5 anos e o Diego que tem 8 meses. Para mim, como brasileira que sou, acho tudo isso muito estranho, mas confesso que já me acostumei.

Eu tenho muitas amigas aqui que não quiseram saber o sexo dos seus bebês. Eu não conseguiria, acho impensável não poder me preparar, seja arrumando o quarto e comprando as roupas ou seja escolhendo o nome. Aqui inclusive o enxoval do bebê, os carrinhos de bebês, e as decorações para os quartos são sempre bastante neutras. Nada de rosa ou azul.

Interessante como as culturas são bem diferentes não é mesmo? Ah, e para apimentar um pouco o assunto, as mulheres aqui normalmente abandonam a “carreira” para ficar em casa com os filhos. Tanto que abaixo dos 3 anos de idade, em alguns locais, é quase impossível achar creche para as crianças.

Para vocês terem uma idéia, eu matriculei o meu filho Diego na creche quando estava com apenas um mês de gravidez de tão difícil que é conseguir uma vaga, já que quase não existem creches por aqui. Babá então, nem pensar, até porque, seria impagável para o custo de vida daqui além de não fazer parte da cultura do país.

Grande abraço,

Aline Ortiz Lima

Aprendi com o blog

28 de setembro de 2010 0

Relato da psicóloga Ivi Helena Minuzzi.

“Olá, meninas!

O blog é o máximo e fiz um descoberta fortaceledora lendo os relatos postados. Segue a minha história e gostaria que ela ajudasse outras mães medrosas como eu:

Em 2006, no meio do curso de mestrado, resolvemos engravidar do nosso primeiro filho. Tudo planejado para que ele viesse nas férias, depois das disciplinas e antes de ter que iniciar a dissertação, gravidez ótima, sem enjôos, sem sustos, muitas ecos feitas, exames… enfim, acreditava que assim teria o controle.

Agendei a cesária para 6 de novembro de 2006, 7 da manhã, vieram os dindos, priminhos, os avós, tinha cartaz ” veja bem vindo Vítor” que a outra dinda que não pode vir nos enviou, enfim, tudo amado, sonhado, planejado…. O parto foi ótimo, rápido, todo mundo feliz, vi meu pequeno na corrida, tirei fotos dei beijinho e nos separamos… eu para a sala de recuparação e ele para a rotina de banhos, etc..

Já sala de recuperação vi que algo nao estava bem, afinal os outros bebês já estavam com suas mães mamando e o meu não tinha vindo, me levaram para o quarto e disseram que meu marido ia conversar comigo, lembro do Marcelo me dizendo que “nosso grandão” de 48cm e 3,450 kg estava com dificuldade de se adaptar, não respirava direito devido a uma infecção mas precisavam de exames para descobrir mais detalhes.

Como em um estabalar de dedos meu mundo parou de girar e tudo ocoresse em “slow motion”, descobri ali que ser mãe é uma caixa de surpresas, pode ter planejamento, mas não temos controle. Na mesma hora pedi que me ajudassem a levantar e fui para a UTI, foram 10 dias de muito medo. A infecção era por estreptococo e causou pneumonia, foram 3 dias muito difíceis, depois começou a melhorar, tive que ir embora sem pegar meu bebê no colo, sem dar mamá… mas mesmo tendo que colocar fora tirava o leite de 3 em 3 horas.

Levamos o Vítor para casa dia 16 de novembro às 16 horas, nunca me senti tão forte e tão corajosa na vida como sendo mãe, mas o medo de perder fez com que eu, que sonhava em ter dois filhos, colocasse o Mirena e afirmasse com convicção que não teria outro filho tão cedo pois precisava me dedicar ao trabalho e ao filho…. pura desculpa, foi tempo pensando, analisando, o trabalho estava estável, vida em ordem, era a hora de ter outro, mas e a coragem?

Decidimos então, no início deste ano, tentar mais um bebê, eu sempre dizia que ia demorar pois tinha parado de menstruar com o mirena… engravidei no segundo mês, foi difícil, muito diferente da primeira, tive enjo, ânsiedade, pesadelos, irritação, chorava… aquela nao era eu… foi quando fui para a internet ler, procurei livros, recorri a colegas e amigas , afinal, como psicóloga sabia que algo não estava bem, era mais que hormonal…

Lendo, ouvindo, falando, pude me dar conta do que estava me impedidno de curtir esta gravidez… era o medo e a culpa… medo passar por tudo denovo e talvez desta vez não ter um final feliz, medo do bebê ter problemas, culpa por achar que estava rejeitando o bebê… precisei trabalhar isto, ainda tenho medo, aquele medo que todas as mães tem, mas tenho muito mais coragem e força para enfrentar tudo que não posso controlar e planejar como achei que podia.

Hoje estou feliz,o bebê chega no final de janeiro, curto cada momento com meu barrigão, meu filhao Vítor e meu marido e claro toda a família e sobrinhos que já planejam “seja bem vindo Laura ou Vinicius”

Um grande abraço para vocês todas.”

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