Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Pergunte ao pediatra"

Quando é preciso correr para o pronto-socorro ?

03 de janeiro de 2011 0

Em que casos precisamos levar nossos pequenos (e nem tão pequenos assim) correndo para o pronto-socorro? Levantamos situações que deixam pais preocupados, e muitas vezes em pânico, e enviamos ao pediatra Wilson Roberto Juchem. A pergunta é: diante de que sinais, preciso buscar o PS? E o que eu preciso observar ou que atitude tomar se a orientação não demandar um atendimento urgente?

Deu febre

A febre é sinal de que alguma coisa fora do normal deve estar acontecendo com a saúde da criança. No geral, a febre gera muita angústia. Mas esse sintoma deve ser visto de uma forma mais positiva pelos pais. Se há febre, é porque há um interesse natural de que ela esteja presente para que o organismo da criança melhor reaja ao fator que a está agredindo.

Se a criança tiver tomado o antitérmico, passar a febre e o ânimo melhorar, é muito provável que não haja um problema mais sério. E, nesse caso, não é necessário levar ao PS. Se, ao baixar a febre, o estado geral seguir muito comprometido, convém buscar recurso médico, mesmo que seja fora dos horários do pediatra da criança.

Bateu a cabeça

A criança bater a cabeça é muito comum. É necessário que se use bom senso para valorizar ou não o acidente. A criança deve ser levada ao atendimento urgente se perder a consciência, passar a ter um choro intenso e episódios de vômitos severos e repetidos ou sonolência fora do habitual. É recomendável que não se permita que a criança durma nos primeiros momentos após o acidente.

Cortou-se e sangrou

Se for um corte pequeno, é necessário fazer uma boa limpeza do local. Logo a seguir, uma compressão sobre machucado. Com isso, o sangramento deve cessar. Se o corte for profundo, a criança deve ser levada a um sistema de urgência para avaliar a necessidade de outros procedimentos, como a sutura do ferimento (os famosos “pontos”).Qualquer ferimento potencialmente contaminado traz a necessidade de sabermos se a criança está protegida contra o tétano.

Teve uma convulsão

Se a criança está em um quadro de convulsões, precisa de um serviço de urgência, pois, somente ali, ela poderá ser medicada para retirá-la da crise convulsiva. Se a criança já não está em crise e a causa provável da convulsão seja uma febre, ela poderá ficar em observação logo após ter sido medicada para a febre.

Engasgou-se

Esta é uma situação que merece atenção, pois é importante sabermos se o que causou o acidente tomou o caminho do esôfago (que comunica a boca com o estômago) ou se tomou o caminho da traqueia (que comunica a cavidade oral com os pulmões). Neste último caso, em geral, a criança deve ser levada ao sistema de urgência.

Nos pequenos engasgos, a própria mãe ou pai pode tomar as providências. A primeira é procurar retirar a causa do problema. Colocar a cabeça da criança para baixo e com a boca no nível mais baixo para que se aproveite, ao máximo, a força da gravidade para a expulsão do que está ocasionando o engasgo.

Foi mordida por animal

A primeira situação que deve ser levada em conta é o grau dos ferimentos causados, se há ferimentos complexos que necessitem limpeza minuciosa e suturas. A segunda se refere à preocupação com a possibilidade de infecção. É preciso saber se a criança está protegida contra o tétano.

Em relação à raiva, na maioria dos acidentes, há indicação de que o animal causador do acidente seja observado nos sete dias seguintes. Se nada acontecer com o animal, não haverá necessidade de a criança ser vacinada contra a raiva.

Engoliu um objeto

A importância da situação está relacionada com o que foi que a criança engoliu. Em geral, os objetos são pequenos e serão eliminados naturalmente nas fezes. Em algumas situações, haverá necessidade de acompanhamento do objeto por meio de procedimentos recomendados pelo pediatra.

Intoxicou-se

Se a criança ingeriu substâncias tóxicas ou remédios, isso precisa ser comunicado imediatamente ao médico, que conta com um serviço de informações que poderá assessorar o profissional nas medidas recomendadas para cada ocorrência.

Queimou-se

Para pequenas queimaduras, recomenda-se que a região acidentada seja colocada sob água corrente na temperatura ambiente. No caso de dúvidas quanto à gravidade, a criança deverá ser encaminhada a serviço de urgência. Não está recomendado o uso de qualquer pomada ou outras substâncias sem recomendação médica.

Nariz sangrou

Esta é uma situação muito freqüente em pediatria. Faça pressão externa sobre a narina que está sangrando até que deixe de haver saída de sangue. É importante que a criança mantenha a cabeça inclinada para a frente, e não para trás, como costuma ocorrer. Neste caso, é comum que possa parecer que o sangramento cessou, mas o que está ocorrendo é que o sangue está sendo engolido porque a cabeça está malposicionada. Se essas manobras forem feitas de forma correta, será rara a situação em que haverá necessidade de procedimentos em sala de urgência.

* Texto de Fabiana Sparremberger publicado na coluna Em Nome do Filho, publicada toda a segunda-feira no jornal Diário de Santa Maria. A coluna é assinada por Fabiana Sparremberger e Ticiana Fontana.

Pergunte ao Pediatra (4)

05 de outubro de 2010 0

O que é a fimose, quando ela costuma ser diagnosticada e qual o tratamento? A massagem ajuda?
A pergunta feita por uma mãe, e enviada ao blog, foi repassada para a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Quem respondeu foi Ivan Reni Denardi, do Comitê de Cirurgia Pediátrica do SPRS. Confira:
O que é
A fimose é a não exteriorização ou dificuldade de exteriorização da glande (a cabeça do pênis)
O que deve ser feito
O que nunca se deve fazer na fimose é massagear. Nunca se deve fazer massagem, retrair o prepúcio (pele que cobre a glande do pênis) para trás, nunca forçar. Essa é a principal dica para os pais. Cada caso deve ser avaliado individualmente, ver se não é embutido etc.
A cirurgia
Atualmente, a minha equipe prefere  – baseada na experiência de mais de 2 mil casos – operar após vir o estímulo natural hormonal da testosterona, pois já houve o descolamento natural do prepúcio da glande (diminui a desconforto do pós operatório, além de muitos casos que pareciam quase certos que necessitariam de cirurgia, poderem ser resolvidos espontaneamente). Isso geralmente ocorre entre 11, 12 a 13 anos.
Somente 1% das crianças vão ter fimose que necessite de cirurgia, se for avaliado e aguardado o processo natural.
Uso de cremes e pomadas
Quanto ao uso de cremes e pomadas com corticoide, a nossa experiência diz que não curam a fimose, pois em mais de 99% após a abertura quando do uso do medicamento, voltam a fechar novamente, retornando ao que era antes (geralmente em torno de dois meses após parar de usar o medicamento).
Após ter usado por muito tempo desde 1982, verifiquei que o índice real de cura é muito baixo. A maioria melhora sem fazer nada, apenas aguardando o processo natural. Hoje, não prescrevo de rotina, utilizando somente quando há sintomas (postites ) após avaliação médica.

Pergunte ao Pediatra (3)

21 de setembro de 2010 4

Retomamos nesta terça-feira a seção, conforme o prometido. A pergunta foi feita pela leitora Aline. Ele queria saber se é normal a criança gaguejar ou ficar repetindo várias vezes a mesma palavra.
Quem responde é o Comitê de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul:

A criança que já falava bem, sem gaguejar e inicia com esse sintoma está “avisando”, pela ruptura na fala, que está enfrentando algum problema de ordem emocional, pois a fala reflete o nosso íntimo e os nossos sentimentos.
Os pais deve ficar atentos a mudanças que estejam ocorrendo no meio ambiente da criança:
– Mudança de babá
– Brigas em casa
– Pais trabalhando além da conta
– Troca de professora na escolinha
Principalmente fique atento ao seu filho – os brinquedos costumam revelar as experiências que a criança está vivendo. De posse desses dados, converse com o seu pediatra.

Quem tiver alguma dúvida, pode mandar para meu e-mail, que encaminharei à Sociedade de Pediatria. Lembrando que a seção não tem intenção de ser uma consulta pela Internet. Não trataremos de perguntas com problemas específicos, mas, sim, gerais, que possam servir de orientações aos pais, para saber se é hora de buscar ajuda especializada. Absolutamente nada substitui a consulta com o pediatra do seu filho. E você precisa acioná-lo toda vez que tiver alguma dúvida ou preocupação com ele.

Receitas de mãe para filho (7)

11 de setembro de 2010 0

Antes da receita, um recado para as mamães que me mandaram perguntas para o meu e-mail para a seção Pergunte ao Pediatra, nossa seção das terças-feiras. Recebi cinco que tratavam sobre fimose, anorexia infantil, fezes do bebê, gagueira e vômito/refluxo. Sei que estou em dívida com vocês, mas fiquem tranquilas que as respostas estão sendo providenciadas.

No dia 6 de setembro, em virtude do feriadão, acabamos não publicando a seção. Mas fiquem tranquilas que vamos retomá-la em breve.

E falando em retomar seção, vamos publicar neste sábado mais uma receita da seção Receitas de Mãe para Filho para você fazer junto com o seu filho ou para o seu filho. A dica de hoje é:

BALA DELÍCIA
200ml de leite de coco
1kg de açúcar refinado
200ml de água
manteiga

1. Coloque todos os ingredientes em uma panela
2. Misture bem e leve ao fogo
3. Não mexa enquanto estiver no fogo
4. Deixe ferver até o ponto de bala dura
5. Vire tudo no mármore previamente untado com manteiga
6. Deixe esfriar um pouco
7. Retire a massa da pedra e puxe (estique e dobre unindo as pontas) até ficar clara e perolada
8. Estique e corte com tesoura a bala do tamanho desejado
9. Deixe na pedra até açúcar

Dica
Para saber o ponto de bala dura, tire um pouco de calda e coloque em um prato com água fria, verificando a consistência que, dura, deve fazer barulho ao cair no prato

Pergunte ao pediatra (2)

31 de agosto de 2010 0

É terça-feira, e dia da nossa seção Pergunte ao Pediatra, uma parceria do blog com a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Uma dúvida bastante comum, que foi respondida pela pediatra Rita de Cássia Silveira, da diretoria da SPRS e professora do Departamento de Pediatria Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Há um modo realmente eficaz para desentupir o nariz do recém-nascido?

É frequente observarmos que o recém-nascido apresenta um ruído nasal característico da mudança de ambiente intra-uterino para o extra-uterino. Ou seja, ele estava banhado em líquido amniótico na barriga de sua mãe e, ao nascer, respira em ar ambiente. Este ruído é normal e, quando acompanhado de algum grau de secreção nas narinas, melhora um pouco com aspirações nasais e introdução, gota a gota, de solução fisiológica nas narinas. Mas, atenção, o excesso de manipulação irrita ainda mais a mucosa nasal do pequeno paciente.

Pergunte ao pediatra

24 de agosto de 2010 3

A seção que inauguramos hoje no blog é para que vocês – mamães, futuras mamães e pretendentes – possam tirar todas as suas dúvidas com o especialista médico que cuida ou vai cuidar da saúde do seu filho: o pediatra.
Numa parceria com a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul e com a atenção do presidente, José Paulo Ferreira, vamos ter respostas para todas as dúvidas enviadas aqui para o blog.
Em princípio, a seção Pergunte ao pediatra será publicada uma vez por semana, sempre nas terças-feiras. Mas dependendo da demanda de vocês e da disponibilidade dos profissionais, podemos aumentar a periodicidade futuramente.
Quem tiver qualquer dúvida pode enviar para nossos e-mails, que vamos trazer as respostas aqui. 
A primeira pergunta é uma dúvida de muitas mães, e quem responde é o pediatra Erico José Faustini, vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) e membro do Comitê de Cuidados Primários da SPRS

Meu bebê mama o tempo todo. Isso é normal? Deixo ou limito os horários?
Nas primeiras semanas de vida do recém-nascido, a amamentação se dá por livre demanda ou horário livre. Nesta fase da vida, o ciclo de sono e vigília (espaço de tempo em que o recém-nascido dorme ou fica acordado) é regulado pela sensação de fome e saciedade, e não pelo ritmo circadiano (presença do dia e da noite). Isso faz com que, nas primeiras semanas de vida, a sensação de fome se manifeste a intervalos irregulares, inclusive durante a madrugada. Assim, é normal o recém-nascido mamar com muita frequencia.
Por outro lado, estas mamadas frequentes no início da vida fazem com que aumente a produção do leite materno, permitindo prolongar o período da amamentação. Por volta da 4ª até a 6ª semana de vida, o lactente começa a ter seu ciclo de sono e vigília regulado pelo ciclo circadiano. Neste período, as mamadas se tornam mais espaçadas proporcionando intervalos maiores e mais regulares entre as mesmas, inclusive, em geral, dispensando a mamada da madrugada.

(foto: Tadeu Vilani)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...