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Posts na categoria "pesquisa"

Mais gordo depois de virar pai...

11 de julho de 2012 2

Todos os posts de Fabiana SparrembergerSeu marido/companheiro/parceiro engordou depois que virou pai?

Olha, eu não lembro com exatidão, mas olhando as fotos da época (lá se foram 7 anos) e as de hoje, vejo que o maridão emagreceu um bocado de lá para cá (aproveitando o assunto para fazer o elogio público). O que eu lembro com certeza absoluta é que ele não engordou os 11 quilos que eu adquiri na gravidez...

Pois um estudo feito no Reino Unido e divulgado em junho passado mostrou que os homens engordam em média 10 quilos depois que se tornam pais. Isso ocorreria porque, assim como nós, mães, eles também não têm mais tempo para se exercitar, passam a ficar sedentários e também não se alimentam adequadamente (mal dá tempo de comer, imagine, comer bem...).

A instituição de pesquisa chamada Benenden Healthcare Society entrevistou 2 mil pais britânicos. Um dado interessante que apareceu na pesquisa é que quatro em cada 10 pais não conseguem se exercitar  porque estão muito cansados.

Para mim, isso é mais uma prova que os pais de hoje são tão participativos quanto as mães. Se não fossem, não seriam esses os resultados dessa pesquisa...

O pai do seu filho engordou junto com você? Ou depois que o filhote veio ao mundo?

Ou será que tudo isso é só mito...



Adolescentes a perigo

23 de abril de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerAtenção, pais de adolescentes e também de crianças que, logo ali, chegam lá. Recebi uma pesquisa feita pelo professor de Educação Física Felipe Vogt Cureau, e orientada pelo professor doutor Felipe Fossati Reichert, cujos dados são assustadores. Em sua dissertação de mestrado, o professor  realizou o trabalho com o objetivo de avaliar a presença, entre adolescentes, de sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, tabagismo, consumo excessivo de álcool, excesso de peso e pressão arterial elevada.
Foram entrevistados 1.142 adolescentes,  entre 14 e 19 anos, de 20 escolas de Ensino Médio de Santa Maria, entre abril e agosto do ano passado. Entre os resultados mais importantes:

53,5% dos adolescentes são sedentários

85,8% têm hábitos alimentares inadequados (ou pelo consumo excessivo de gordura ou pela baixa ingestão de fibras)

8,6% dizem ter fumado cigarro no último mês

22,3% afirmam ter consumido álcool em excesso

23,9% apresentam excesso de peso (expresso por um IMC acima do recomendado)

31,3% têm pressão arterial elevada para sua idade

Outro ponto que preocupa - e muito - é que 97,3% dos adolescentes entrevistados apresentaram pelo menos um dos fatores de risco pesquisados. E, nesse estudo, 75,6% dos alunos apresentaram dois ou mais fatores de risco simultâneos.

E como nós, pais de crianças, podemos evitar que essas estatísticas sejam evidenciadas também pelos nossos filhos? E os pais de adolescentes que já apresentam essa realidade, devem fazer o quê?
E mais uma vez aparece a necessidade dos pais serem o exemplo. Eles precisam ter um estilo de vida saudável, e os filhos tendem a imitar esse comportamento.

- Filhos de pais que praticam alguma atividade física são mais ativos que filhos de pais sedentários - avisa o professor.

Os pais das crianças precisam, segundo Felipe, atuar de forma preventiva, conversando sobre a importância de um estilo de vida adequado e incentivando a adoção de hábitos saudáveis desde cedo.

Aos pais de adolescentes, o convite é que incentivem os filhos, que vivem grudados no computador, no videogame e na TV, a praticar atividades físicas prazerosas, sem exagerar na cobrança. E pais de adolescentes sabem bem disso: se não for legal para eles, não vai rolar. (Fabiana Sparremberger)
(Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira)

DETALHANDO OS DADOS
Na pesquisa, 11,5% dos adolescentes entrevistados apresentaram quatro ou mais fatores de risco. Por exemplo, 22,4% dos adolescentes pesquisados mostraram-se, ao mesmo tempo, sedentários e com hábitos alimentares inadequados.

A pesquisa ainda identificou à existência de subgrupos de adolescentes expostos a presença de dois ou mais fatores de risco simultâneos. Nesse sentido, destacam-se os adolescentes de mais idade e menor condição econômica.

Os adolescentes de ensino médio da cidade de Santa Maria devem ser incentivados, de diversas formas, a adotar um estilo de vida mais saudável. Ao mesmo tempo, sabe-se que a mudança de hábitos não é algo fácil, principalmente se não houver apoio da família, da escola e da sociedade. Porém, os benefícios de um estilo de vida saudável, desde a juventude, são bem maiores que essas dificuldades.

Só elogios

06 de fevereiro de 2012 7

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

Mães que têm filhos até os 8 anos, atenção! Reportagem da revista Veja, de 1º de fevereiro, destaca uma pesquisa feita na Holanda que sustenta que, até esta idade, as crianças não entendem as críticas negativas, ou seja, não tiram lições de seus erros. Ou para simplificar mais ainda, não processam as broncas. Elas entram por um ouvido e saem pelo outro.

Até os 8, defendem os pesquisadores, apenas o elogio funciona, tem efeito. Nossos filhos só aprenderiam diante de um "parabéns", "muito bom".

A matéria mostra ainda duas imagens de cérebros de crianças. Em uma, a reação a um elogio. E na outra, a reação diante de uma repreensão. Só o elogio produz  uma reação no cérebro. A bronca sequer repercute na imagem, como se ela não resultasse em nada.

A pesquisa defende que só depois dos 12 anos, as crianças passam a aprender também com as críticas e com os erros.

Tem uma amiga que diante dessa pesquisa, vai me dizer: "Viu? Eu não te disse?" Ela defende que temos de elogiar bastante os pequenos, e não dar tanta atenção aos seus erros. Eu ainda prefiro não deixar os erros passarem, dou castigo, tirando o que ele gosta quando necessário, converso muito com o guri sobre o assunto... E tenho certeza que, na maioria das vezes, funcionou.

Ainda prefiro seguir meu coração de mãe, e pecar pelo excesso de zelo/providências do que pela falta deles. Elogiar, sim. Sempre. Quem não gosta de um elogio? E os pequenos são extremamente felizes com eles.

Mas, decididamente, deixar um erro passar, sem qualquer providência, isso, eu não vou conseguir nunca. Para mim, soa como comodismo, é deixar de exercer o papel de pai e mãe. Os pais que não se ocupam de seus filhos vão a-do-rar a pesquisa...

Prefiro não correr o risco de educar um filho que, diante de tanto elogio, passa a se achar melhor do que os outros, mais inteligente, mais esperto, mais privilegiado...

Depois, quando a criança se tornar um adulto orgulhoso, que não reconhece seus erros, que tem dificuldade de aprender com eles, que não aceita um "não" ou uma crítica mais dura, chame a neurociência para socorrê-lo.

Radical demais? Talvez.

Mas, desta pesquisa, prefiro tirar a boa lição que é não esquecer de elogiar o pequeno quando ele assim merecer. E só.

Mães que trabalham...

26 de dezembro de 2011 2

Pesquisa feita com 1,3 mil mulheres durante 10 anos, que foi divulgada hoje no caderno Meu Filho, afirma que trabalhar em meio período é melhor para as mães do que ficar em casa para cuidar dos filhos nos primeiros anos de vida ou trabalhar em período integral.

Os cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) concluíram que as mães que trabalham em meio período apresentam menos sintomas de depressão e são tão envolvidas na vida escolar dos filhos quanto as que preferiram ficar em casa.

Eu poderia ser uma das entrevistadas da pesquisa. Fico as manhãs com o guri, e trabalho de tarde e parte da noite... Apesar da rotina pesada para atender filho e todas as tarefas de dona de casa (tenho uma ajudante só a cada 15 dias para a faxina mais pesada), acho essa oportunidade de ficar com o pequeno todas as manhãs uma verdadeira bênção.

E agora, com horário de verão, ainda consigo "aproveitar" o pequeno bastante à noite...Tudo bem que jornalista trabalha fim de semana e feriados, mas, conseguindo ter todas as manhãs para o pequeno e sendo tão realizada na profissão, do que eu reclamar?

Para mim, é o que de melhor poderia ter acontecido. Conseguir um turno para o filho. E sem deixar de exercer a profissão.

Pena que, muitas vezes, isso não é uma questão de escolha da mãe. Muitas tiveram e têm de escolher entre trabalhar em turno integral ou abrir mão da profissão para cuidar do filho, principalmente nos primeiros anos de vida...

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