Lembro de brincadeiras com gosto de infância. Tinha muitas... Uma é recorrente na minha memória...
Transformava a escrivaninha do quarto numa bancada de rádio e tv. O rolo que sobra dos papel higiênico era o microfone, papéis acumados na minha frente continham notícias fictícias. A brincadeira de repórter foi ganhando força e desde pequena dizia que queria ser jornalista.
Quando o vestibular se aproximou, lembro da reunião familiar, o meu pai e minha mãe perguntaram se queria realmente ser jornalista. Confirmei.
Semanas depois, os dois convocaram uma nova reunião. A pauta era a profissão de jornalista. Os pais, depois de pesquisar, revelaram a realidade da sofrida profissão de jornalista. O salário base era muito baixo, isso significaria baixar o padrão de vida, contaram que não teria fim de semana, nem feriado e um horário incerto.
Mesmo diante da projeção nada animadora, reconfirmei a intenção de fazer jornalismo com a inteção de mudar o mundo, revelar as discrepânicas, transformar realidades. Meu pai e minha mãe finalizaram a discussão sobre a escolha profissional.
- Quem bom minha filha, segue o teu sonho e seja feliz. A gente sempre vai estar aqui para te apoiar
Contei tudo isso porque para segunda-feira estou fazendo uma coluna sobre as escolhas profissionais dos filhos. Nas entrevistas para a pré-coluna tem duas frases de especialistas na área que não me saem da cabeça.
- Não realize seu sonho através de seu filho.
- Deixe seu filho errar.
Se tivesse voltado no tempo, teria feito jornalismo? Sim, é o que eu amo, mas atualmente um amor maior - Antonela - tem me feito repensar muitas coisa...













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