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Posts na categoria "Quem somos nós"

Que profissão escolher????

20 de julho de 2011 3

Lembro de brincadeiras com gosto de infância. Tinha muitas… Uma é recorrente na minha memória…

Transformava a escrivaninha do quarto numa bancada de rádio e tv. O rolo que sobra dos papel higiênico era o microfone, papéis acumados na minha frente continham notícias fictícias. A brincadeira de repórter foi ganhando força e desde pequena dizia que queria ser jornalista.

Quando o vestibular se aproximou, lembro da reunião familiar, o meu pai e minha mãe perguntaram se queria realmente ser jornalista. Confirmei. 

Semanas depois, os dois convocaram uma nova reunião. A pauta era a profissão de jornalista. Os pais, depois de pesquisar, revelaram a realidade da sofrida profissão de jornalista. O salário base era muito baixo, isso significaria baixar o padrão de vida, contaram que não teria fim de semana, nem feriado e um horário incerto.

Mesmo diante da projeção nada animadora, reconfirmei a intenção de fazer jornalismo com a inteção de mudar o mundo, revelar as discrepânicas, transformar realidades. Meu pai e minha mãe finalizaram a discussão sobre a escolha profissional.

- Quem bom minha filha, segue o teu sonho e seja feliz. A gente sempre vai estar aqui para te  apoiar

Contei tudo isso porque para segunda-feira estou fazendo uma coluna sobre as escolhas profissionais dos filhos. Nas entrevistas para a pré-coluna tem duas frases de especialistas na área que não me saem da cabeça.

- Não realize seu sonho através de seu filho.

- Deixe seu filho errar.

Se tivesse voltado no tempo, teria feito jornalismo? Sim, é o que eu amo, mas atualmente um amor maior – Antonela – tem me feito repensar muitas coisa…

Um novo recomeço

03 de janeiro de 2011 1

Depois de vários dias de folga, como deu para perceber, retomados o blog com o gás renovado em 2011. 

Reafirmamos a nossa proposta de contar histórias de nossos filhos, esclarecer e dividir dúvidas  de futuras mamães, gestantes, mães de crianças a adolescentes.

Esse blog só funciona com a participação de nossas leitoras.

Portanto, renovamos a proposta para os leitores interagirem com a gente. Continem nos mandando perguntas, relatos, fotos dos pequenos tesouros, ou simplesmente mandem mensagens para dizer um olá.

Quem 2011 seja o ano do +, + saúde, + amor, + dinheiro, + amizade e aí vaí…

Grande abraço, continuem nos brindando com a sua companhia.

Palavra de mãe blogueira

13 de dezembro de 2010 1

Nunca imaginei participar de um blog e muito menos falar sobre “filhos”. Me preocupo com a possibilidade da superexposição dos pequenos, sim. Sabemos do risco de sermos acessadas por criminosos e do perigo do filho crescer sem noção de intimidade.

Porém, não podemos negar que vivemos num mundo midiatizado.

Quantas pessoas tem e-mail, tem msn, acessam o you tube?

Quem não faz parte de algum tipo de rede social, como orkut, twitter, facebook e tantos outros.

Essas pessoas não estão se expondo? Talvez até mais do que a gente aqui no blog…

Nós estamos vivenciando a maternidade e aceitamos nos expor com o objetivo de trocar experiências, para diminuir medos, fazer novos contatos e abordar, com a ajuda especializada de assuntos que interessem desde gestantes, a mães de bebês, crianças e adolescentes.

Tratamos o blog como um filho mesmo. Aqui, a gente seleciona os assuntos e os comentários com o intuito de não constranger os nossos pequenos e nem a quem nos acessa. Temos o maior cuidado com o conteúdos e as fotos para evitar qualquer estímulo a bulling, pedofilia ou qualquer outro tipo de comportamento doentio.

No meu caso, o blog ajudou num momento em que a ajuda médica não solucionava o problema da amamentação. Graças aos comentários das leitoras, consegui amamentar a pequena.

Quando eu era pequena...

12 de outubro de 2010 0

Se fosse desenhar o tempo de pequena, pintaria todas as figuras com as cores do arco-íris.

Lembro das brincadeiras na rua. Da cara enterrada na areia. Dos joelhos esfolados no calçamento e na calçada. Dos jogos na chuva, destruindo o pátio da casa dos avós em Cachoeira do Sul.  Da loja de brinquedo, onde os sonhos estavam ao alcance das mãos – sem noção de consumismo ou do valor do dinheiro… Das viagens para praia, para a casa dos tios e dos avós. Das diversas manias temporárias: aula de artes, violão, skate, bicicleta, jazz, surfe, natação, caratê, volei, basquete…

Excesso de energia transformado em muitos membros quebrados: dedo, pé, braço, perna…

No meu caso, infância rima com saudades de um tempo divertido em que eu era feliz e sabia. Hoje são novos desafios e outras formas de alegrias. O adulto não vive tão plenamente quanto as crianças, porque não consegue esquecer os dissabores.

No geral, não acho que as crianças mudaram. O mundo é que passou a prestar mais atenção nos pequenos, em todos os sentidos, econômico, psicológico… Mesmo assim, ainda é maravilhoso ser criança!

Educação é amor

06 de setembro de 2010 0

Se você perguntar para qualquer pai e mãe o que ele quer para os filhos _ além de saúde, claro _ ele vai dizer educação.

Quando falo em educação, me refiro aquela que vem de berço, sabe? Ensinar a criança a amar os livros, a ter respeito pelos outros, que as coisas não são sempre do jeito que ele quer, que ele tem que saber ouvir e saber falar, a ajudar os amiguinhos, a ser amigo, companheiro, calmo, a não sujar o chão, que ele não terá poder sobre tudo, mas conquistará o que quiser com muito esforço. Essa coisas.

Para contextualizar, reproduzo as teorias de um psicólogo americano, Laurence Steinberg, da Temple University, que descreve princípios básicos de atitudes e reações a que os pais devem se condicionar em relação aos filhos. Veja alguns deles:

As atitudes no dia-a-dia são mais importantes do que os conselhos. As crianças são muito observadoras, tanto que as atitudes dos pais vão ter maior efeito do que as palavras.

Demonstre afeto incondicionalmente por seu filho, isso não o tornará mimado. É muito saudável abraçar e beijar os filhos, independentemente da idade dele.

Envolva-se com a vida de seu filho. A falta de monitoramento aumenta os riscos de eles se envolverem com drogas, álcool, delinqüência, assim como aumentam as chances de uma gravidez precoce.

Cada etapa de crescimento, um tratamento. A maneira de conversar ou de delegar ordens deve se adequar com as idades. Dizer a um garoto de cinco anos que ele é o homenzinho da casa é inadequado. Assim como não é adequado chamar de “meu bebê” um adolescente de 15 anos.

Encoraje seu filho a se tornar independente. Os pais não devem associar a busca de independência à rebeldia, à desobediência. Preste atenção, permita que seu filho cresça e siga sua vida.

Seja coerente. Se o comportamento dos pais mudam todos os dias, assim como as regras, a culpa é dos pais, não das crianças. Hoje digo “sim” sobre um assunto, mas amanhã falo “não”. Como a criança irá saber o que está certo?

Evite castigos físicos e agressões verbais. Ser firme na ordem é necessário, mas sem violência. Ela tem efeito prejudicial a curto e longo prazo.

Trate seu filho com respeito. As crianças tratam as pessoas da mesma maneira que são tratadas pelos pais.

Tudo a seu tempo

21 de agosto de 2010 6

Sou adepta da filosofia “viva e deixe viver”.

Quer a bibliografia? Infelizmente não tem. Eu inventei isso quando me dei conta que o Leonardo, assim como qualquer outra criança do mundo, começaria a ser cobrado pelas suas realizações – ou a falta delas.

Há um tempo atrás frequentei uma aula de yoga baby, para ter contato com outras mães, trocar experiências, etc. Tinha um meninho lindo, que, aos cinco meses, já sentava. Vendo aquela cena do bebe sentadinho alguém chegou a comentar:

_ Nossa, que precoce!

E a mãe ficou toda boba, claro.

Até então eu não tinha idéia do que uma criança fazia com cinco meses e muito menos o que deixava de fazer. Na gravidez, eu não li “O que esperar quando você está esperando”. Preferi literatura, mesmo. Aproveitei para relaxar e vi muitos filmes também, principalmente comédias.

Quando o pecurrucho nasceu, só quis saber se ele era saudável. O resto eu deixaria com a vida.

O motivo dessa alienação é proposital. Nunca quis me influenciar com o que dizem por ai. Hoje já se sabe que não se precisa forçar a criança a parar de usar bico, tirar a fralda, etc. Eles mesmos se encarregam de nos dizer quando chega a hora.

Conheço pessoas que aprenderem a ler antes do tempo  e não ganharam nada com isso, só seus pais ficaram mais famosos entre os amigos. Outras sofreram bullying de colegas, professores e sim, pedagogos, por serem mais “atrasados” ou lentos que os colegas. Como estão hoje? Nem te conto.

Por isso, não quero nem saber com que idade uma criança senta, fala, ri ou fica em pé.

Na minha opinião, isso é a coisa que menos importa no mundo.

Tudo, tudo tem que ser a seu tempo.

Ah, a propósito, o Leonardo sentou.

Ser pai e mãe é saber narrar

18 de agosto de 2010 0

Eu tive o privilégio de conhecer Celso Gutfreind em meados dos anos 90, quando ele ministrava oficinas de poesia na Casa de Cultura Mario Quintana. Ele já era médico, não tão famoso como agora, mais poeta, mais marginal. Hoje ele é psiquiatra especialista em psiquiatria da infância e adolescência, continua escrevendo suas poesias e crônicas, mas também escreve lindos livros com um texto acessível para especialistas e pessoas que queiram conhecer melhor os processos psicológicos de tornar pai e mãe.

Abaixo, eu reproduzo a sinopse de “Narrar, ser mãe, ser pai” (Bertrand Brasil) que acabei de receber da editora. E não deixem de conferir os autógrafos, na próxima terça-feira. O convite vai abaixo.

O autor analisa o processo psicológico de se tornar mãe e pai — a parentalidade —, ao sublinhar a importância do aspecto narrativo. Para o autor, não há pais à vontade se não contarem histórias: as suas próprias, de preferência, ou as alheias que, ao serem escolhidas, também lhes dizem respeito. Segundo Gutfreind, “narrar é mais que um instrumento que colabora no processo de parentalidade: é indispensável, confunde-se com ele”. Assim, encontros em torno de histórias são sagrados. Isso inclui qualquer narrativa, como contos, cantos, relatos de vida. Conversa-fiada. Qualquer trama que faça a ponte entre pais e filhos, e promova essa interação com gesto, toque e olhar. http://www.record.com.br

Bjs.


Minha opinião sobre o projeto das palmadas

31 de julho de 2010 13

Lendo essa pesquisa da Folha, onde a maioria (54%) afirmou ser contra o projeto que proíbe palmadas, beliscões e outros castigos físicos aplicados às crianças, não me surpreendo nem um pouco. Dos 10.905 entrevistados, 36% concordam com a mudança.

Em primeiro lugar, é bom deixar claro que ojerizo radicalmente qualquer tipo de violência e abuso contra qualquer ser humano vivo e que não possa se defender. Pode ser um idoso, pode ser uma criança.

É revoltante ler depoimentos de pessoas que defendem castigos físicos como uma maneira de educar seus filhos. Haja coragem para assumir que dar uma palmadinha aqui, um beliscãozinho dali, é a melhor solução.

Mas o que talvez esteja revoltando mais os pais nessa polêmica toda é a interferência do Estado na educação de seus filhos. Os pais se sentem vigiados e sob suspeita, mas existem abusos por parte deles. O estado é negligente e faz política com um tema delicado.

De que adianta aprovar a lei e não vigiar depois?

A violência deve ser extinta. Os pais devem ser coagidos.

Meu filho ainda não tem idade para ser punido _ e antes que alguém diga, ainda prefiro que ele seja uma criança sem limites do que uma criança que apanhe.

Liberdade para educar e controle contra abusos, já!

É possível. É só saber amar.

Até.

Bruno livre da hérnia...

21 de julho de 2010 2

A “mãe mor”, como eu chamo a Fabi, acaba de informar que deu tudo certo na cirurgia do pequeno Bruno. A retirada da hérnia inguinal foi tranquila e a família já está em casa se recuperando do terceiro baque. Foi o terceiro procedimento cirúrgico enfrentado pelo pequeno desde que nasceu – um deles, aos onze meses de idade, havia sido também para a retirada de uma hérnia na virilha.

A “mãe mor” tirou férias para cuidar do pequeno e deve estar seguindo a risca a orientação médica para toda a mãe nesses casos: aplicar doses nada homeopáticas de beijos e todo o tipo de balda possível. O brabo será segurar o pequeno de “molho” em casa pelas próximas duas semanas.

Com certeza quem curte o blog deve estar mandando junto com a gente todo o tipo de energias positivas para a “grande família” – Fabi, Betinho e Bruno.

Turma nova no blog

06 de janeiro de 2010 0

Como anunciamos no caderno Meu Filho, estreamos um novo blog esta semana com a parceria das colegas de Santa Maria. A partir de hoje, os leitores poderão acompanhar histórias, informações, notícias e muitas dicas.

Quem quiser enviar histórias e relatos sobre maternidade pode escrever para meufilho@zerohora.com.br

Abaixo, conheça quem estará no comando do blog do Meu Filho:

Anelise Zanoni

(anelise.zanoni@zerohora.com.br)

Editora e repórter do caderno Meu Filho, tem 30 anos, nenhum filho, mas é apaixonada por crianças.

Por enquanto, diverte-se com a sobrinha Duda, uma fofa de olhos azuis e pernas rechonchudas.

Daqui a alguns meses será tia novamente, provavelmente de Pedro, filho da amiga Juliana.

Ticiana Fontana

(ticiana.fontana@rbstv.com.br)

É repórter-editora da RBS TV Santa Maria, tem 33 anos e é mãe da Antonela, que veio ao mundo em 3 de fevereiro.

Fabiana Sparremberger

(fabiana.sparremberger@diariosm.com.br)

Mãe do Bruno, 4 anos, é editora-executiva do Diário de Santa Maria e tem 34 anos. Trabalha há 11 anos no Grupo RBS.

Chegamos. De mala e cuia

04 de janeiro de 2010 3

Fabiana e Ticiana, as novas moradoras deste blog

A partir desta segunda-feira, eu – Fabiana Sparremberger, 34 anos, mãe do Bruno e editora-executiva do Diário de Santa Maria – e a minha parceira de blog Ticiana Fontana, 32 anos, repórter-editora da RBS TV Santa Maria e mãe da Antonela, que nasce no próximo mês, juntamos nossas forças e experiências ao blog Meu Filho.

Somos cria do blog Em Nome do Filho, que veio ao mundo em 24 de julho de 2009, no site do Diário de Santa Maria. O filho virtual ficou famoso, teve seu trabalho reconhecido e, como um rebento que cresce, ganhou asas rumo a um novo ninho: este aqui.

Eu e a colega Ticiana continuaremos a mil, postando nossos dois textos, um de manhã e um à tarde, como fazíamos no Em Nome do Filho. Seguiremos trocando experiências e trazendo todas as novidades dos nossos tesouros: o Bruno, o meu guri de 4 anos, e a Antonela, que entra em sua 31ª semana (não perca o barrigão da mamãe Ticiana na terça-feira, aqui no blog).

Estamos faceiras da vida com o reconhecimento do nosso trabalho, e, agora, passaremos a colher ainda mais frutos. O filho se desenvolve a cada dia, e, com certeza, dará às duas mamães ainda mais orgulho.

Que sejamos ainda mais felizes nessa empreitada.

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