Prepare-se para mais uma história comovente aqui no blog. Quem nos conta é a mamãe Sonia Chaves de Almeida, mãe da Isabella, a Bellinha, que tem uma luta e tanto pela frente.

Eu, Sonia, e meu marido, Ítalo, temos dois filhos . Um menino (Heitor), hoje com 11 anos, lindo, mais alto que eu e muito saudável.
Heitor sempre quis ter um irmão ou uma irmã. Era seu maior desejo, vivia pedindo. Logo após seus 9 anos descobri que estava grávida. Ficamos muito felizes e principalmente o Heitor, que conversava todas as noites com o bebê mesmo sem saber o sexo.
No dia em que completava 10 anos, contamos a ele e a todos os parentes que seria uma menina, e que como na família do meu marido, só haviam homens (netos e filhos), ISABELLA, iluminaria nossas vidas.
No dia 24/08/2011, chegou Isabella, foi um dos dias mais felizes de nossas vidas. Eu mesma não conseguia acreditar que ali estava minha filha linda, a princesinha da família.
Toda vez que lavava suas roupinhas, ficava admirando no varal. Parecia um sonho que se tornara realidade. Ali estava a tão esperada menina da família.
Os dias começaram a passar, e Isabella não pegava peso, seus olhos não pareciam normais, chorava muito e não queria mamar.
Levamos ao pediatra, que trocou o leite, mas, mesmo assim, ela não estava desenvolvendo como as outras crianças. Fomos aconselhados a procurar um médico oncologista, que logo a internou para fazer uma série de exames. Mesmo com todo o esforço dos profissionais, foi muito difícil encontrar a doença.
Aos nove meses foi diagnosticada OSTEOPETROSE INFANTIL (Albers-Schlomberg), também conhecida como ossos de mármore, doença genética rara que torna os ossos mais densos.
Não existe tratamento, a única saída é o transplante de medula óssea.
Na hora não entendemos bem, mas sabíamos que era muito difícil, pois ouvíamos falar sobre este tipo de tratamento nos meios de comunicação.
Víamos seguido o apelo de pais para poder salvar a vida de seus filhos. Choramos muito, nos tiraram o chão, ficamos desorientados sem saber o que fazer.
Logo tratamos de fazer o teste de compatibilidade, em toda a família.
Para maior tristeza, ninguém foi compatível, nem mesmos seu irmão Heitor, que tinha certeza que seria, ficou muito triste.
Os dias estão passando, Isabella fez um aninho, não senta sozinha, sua visão já está comprometida, não caminha, mas entende tudo o que falamos, adora música, dança e atira muitos e muitos beijinhos quando acorda. E é isso que nos dá força para enfrentar o dia, ela luta muito para viver.
Esperamos todos os dias que o telefone toque e digam que encontraram um doador para nossa Isabella.
Com o passar dos dias, a demora, resolvemos fazer uma campanha para ajudar tanto nossa filha como outras pessoas que também estão nesta luta.
Nós, como pais, pedimos do fundo do coração que pessoas de 18 a 54 anos, procurem o hemocentro mais próximo de sua casa e faça um cadastro para ser doador de medula.
O procedimento e simples,não dói nada e trará a felicidade de salvar uma vida.
Quem é pai e mãe sabe bem o que estamos sofrendo, mas com a ajuda de todos sabemos q vamos conseguir vencer.
Hoje, a pequena Bellinha tem 1 ano e dois meses, porém sua estatura é de uma criança de sete meses.
Temos certeza q nossa filha veio com esta doença para ajudar a salvar muitas vidas, através de campanhas e mais campanhas.
Que mesmo conseguindo, nunca pretendemos parar.
Agradecemos do fundo do coração a todas as pessoas que estão nos ajudando.
Juntos, conseguiremos, e logo Bellinha vai correr e fazer muita arte.
Quando entender melhor, contaremos a ela sua história, para q seja mais uma aliada nesta luta que não terminará nunca.
"UM DIA DE SUA VIDA, POR UMA VIDA INTEIRA"
Veja como ser um doador de medula
- Quem quiser ser incluído no cadastro nacional do Instituto Nacional do Câncer (Inca) deve procurar o Hemocentro de Santa Maria (Alameda do Chile, abaixo do Fórum, de segunda a sexta, das 8h às 17h, sem fechar ao meio-dia). Se você não é da região, procure informações sobre o hemocentro mais próximo
- Qualquer pessoa que tenha entre 18 e 55 anos pode ser doador
- No Hemocentro, a pessoa faz um cadastro (mediante documento de identidade e CPF) e faz a coleta de 5ml de sangue
- A amostra de sangue será enviada ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que processa o sangue e determina as características da medula da pessoa. Esses dados são enviados ao cadastro do Inca. A pessoa passa a fazer parte do cadastro nacional de doador
- Quando (e se) surgir uma pessoa precisando de medula e se for compatível com o doador, ele será chamado para o Hemocentro para fazer um série de exames e repetir a coleta de sangue. Se confirmar a compatibilidade, a pessoa irá decidir se quer mesmo doar a medula.
- A doação não tem custo nenhum. Todo o procedimento é pago pelo governo federal. Ela consiste em uma retirada de ceca de 10% da medula do doador (uma espécie de transfusão de sangue)
- Mais informações pelo (55) 3221-5262
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