Ouvi essa história em um tradicional programa da rádio Imembui (enquanto estou na lida da casa ou então fazendo a minha esteira matinal, costumo ouvir notícias no rádio). Isso ocorria lá nos tempos de antigamente em Santa Maria. O conhecido radialista Fernando Adão Schmidt, o Schmidtão, contava que havia um médico em Santa Maria que era perito em acertar o sexo do bebê. Isso, claro, num tempo em que não havia ultrassom e o profissional que cuidava das gestantes tentava descobrir se era menino ou menino apenas analisando o barrigão.
Depois de chegar ao veredicto, o médico sentenciava para a mãe: é menino ou é menina.
Logo em seguida, fazia uma anotação no seu caderninho. Só que a anotação não correspondia ao que dizia para a mãe. Se ele falava para a mãe que era menina, escrevia no caderno que era menino.
Depois do nascimento, se a previsão não se confirmava, a mãe ou o pai reclamava:
- Mas doutor, o senhor disse que era menino. Comprei todo o enxoval azul, e agora vem uma menina.
Calmamente, o médico dizia: Vamos ver nas minhas anotações.
Puxava o caderninho de gaveta, e mostrava para a mãe:
- Viu só, a senhora deve ter se confundido. Aqui no caderno estava escrito que era um menino.
E, assim, ele não errava uma!







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