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Posts com a tag "Comportamento"

Brincar de fazer faxina?

09 de outubro de 2012 33

Todos os posts de Camila Saccomori


Coluna publicada em Zero Hora no caderno Meu Filho de 8 de outubro de 2012.

Camila Saccomori, 34 anos, editora do TV Show e mãe da Pietra, 1 ano e meio

Muito se questionou nas publicações de entretenimento a validade de se fazer um remake de Guerra dos Sexos em pleno ano de 2012. A nova novela das sete da TV Globo, originalmente exibida em 1983, estaria ultrapassada: afinal, hoje em dia, homens e mulheres já estão em posição de igualdade. Disputam os mesmos postos de trabalho, ganham os mesmos salários, até a presidente do Brasil é mulher, blablablá.
Não, você não errou de caderno: este é mesmo o Meu Filho, e não o TV Show. Trago o assunto à baila aqui porque, uma semana após a estreia da nova versão da novela de 1983, sem querer encontrei um baita motivo para justificar que a guerra dos sexos ainda precisa, sim, continuar sendo debatida. E que nós, mulheres, ainda estamos em desvantagem. Muita desvantagem.
Tudo começou quando caiu no meu colo um folheto publicitário para o Dia das Crianças. Entre bichinhos de pelúcia fofinhos e bonecas simpáticas, ele trazia a seguinte foto:
Choquei. Olhei de novo para ter certeza: sim, era uma lava-roupas infantil. Minha memória buscou outros brinquedos semelhantes que eu já havia visto de relance em sites e prateleiras de lojas sem dar maior importância. Lembrei do kit de pás de vassoura, do aspirador de pó em miniatura e do conjunto de ferro de passar e tábua.
Feito o bocó Tufão catando peças de um quebra-cabeça em Avenida Brasil, juntei lé com cré e morri: é tudo rosa. Tudo rosa e lilás. Tudo para menina. Somente para meninas. Em pleno ano de 2012. Como se os meninos não precisassem ser “treinados” para o serviço doméstico no futuro.
Sim, estes brinquedos são evoluções dos fogões e pias que eu mesma tinha quando era pequena. Ou seja, justamente à época da Guerra dos Sexos original, lá no início dos anos 1980. Nossos pais não tinham nenhuma obrigação de ajudar em casa, seja varrendo a casa ou aspirando o pó do chão e muito menos lavando roupa no tanque. Hoje os tempos são muito diferentes, mas a lavadora pink e outros itens de faxina seguem por aí como sugestão de presente para meninas.
Sim, a máquina é tão tão tão fofinha que dá vontade de montar uma área de serviço completa para nós, adultas. Mas que recado estamos passando para nossas crianças ao investir nisso? Acho óbvio: passa o recado de que serviços domésticos ainda são tarefas preferencialmente femininas.
No dia em que recebi o tal folheto de brinquedos, virei a noite lendo sobre o assunto. E acabei recorrendo ao premiado e polêmico Menino Brinca de Boneca?, do sexólogo Marcos Ribeiro, lançado em 1990. Ele explica em breves 56 páginas os conflitos do tema, mas o resumo é este aqui: não existe brincadeira de menina ou de menino. A diferenciação é apenas cultural.
Considerando que brincar é sinônimo de aprender, por que devemos perpetuar preconceitos e machismos desde cedo para as crianças? É a sociedade que limita os papéis de como guris e gurias devem se comportar.

Portanto, um alô aos fabricantes de brinquedos: que tal oferecer opções de cores neutras para os itens citados? Um fogãozinho azul, uma pia verde. Meu futuro genro, marido da Pietra lá em 2040, precisa ser prendado.

Anjo longe dos pais

23 de setembro de 2012 5

Todos os posts de Ticiana Fontana

Por que será que o filho fica sempre mais educado longe dos pais?

Não deve ser assim em todas as famílias, mas na minha é.

A última vez que a Antonela esteve acompanhada dos pais em um restaurante, ela pulou, correu, gritou e queria ficar todo o tempo na rua. Isso até que não resistiu aos chamados de Morfeu e dormiu.

Pois, nesse fim de semana, ela foi jantar com os avós maternos.

O comportamento foi exemplar.

Ficou sentada, brincou e conversou com todos.

- As garçonetes chegaram a parar na mesa para comentar que ficaram encantadas com a educação e o comportamento – contou a avó.

Por quê?

13 de setembro de 2012 3

Todos os posts de Ticiana FontanaA fase do por quê?

Faz dias que a Antonela anda questionando o porquê  de tudo que é falado.

São tantas explicações que a gente chega a cansar.

Outro dia, a tentativa de explicação terminou em lágrimas:

_ Mamãe, vai “trabalhá”?

_ Sim, amor

_ Por quê?

_ Porque os adultos trabalham, a mãe precisa ganhar dinheiro para comprar as coisas para a Antonela.

_ Ah, mas por quê? Não vai, mamãe… Vou “cholá”.

_ Amor, a mãe volta depois e a gente brinca. Tá bom?

_ Por quê ? (já chorando). Não “quélo” (buááá).

_ Amor, a vida adulta é assim, mas parte da vida dos adultos. Por isso, é bom ser criança.

_ Por quê? (buááá)

_ A gente combina assim: você vai para a escolinha e a mãe vai trabalhar e, depois, a gente fica juntinha em casa brincando.

_ Por quê?

Dei um beijinho e saí com o coração apertado, vendo ela me abanando e chorando. Passei parte da tarde pensando “Por que a vida é assim? Por que temos de trabalhar sempre? Por que não posso ficar em casa quando tenho vontade? Por quê?”

Acho que ainda não saí da fase do  “por quê?”

Ciúmes do irmão mais novo

01 de agosto de 2012 7

Todos os posts de Ticiana Fontana

A Márcia está enfrentando um problema com o primogênito após o nascimento do segundo filho. Ela pede ajuda das mães e pais que circulam pelo blog e tiveram experiências semelhantes.

Leiam o relato:

“Sempre acompanho o Blog e ADORO pq nos identificamos com várias situações.

Estou pedindo um HELP pela situação que estamos vivendo agora.

Tenho um bebê de 1 ano e 9 meses e um bebê que irá completar 20 dias.

Meu bebê de um ano Rafael esta me dando um trabalho…. reflexo do Gustavo, o novo maninho.

Com o Gustavo não faz nada, mas o comportamento está super rebelde e agressivo.

Não quer trocar fralda, faz escândalo para tudo, grita por nada….

Ele sempre foi carinhoso e agora está super frio. Até na escolinha está mais agressivo.

Não todos os dias, claro, mas quase sempre.

Já conversei com várias pessoas e com as tias da escolinha.

E todos dizem para ter paciência e tudo mais, mas, nossa, tem sido bem difícil.

Devo ignorar as birras e os gritos?

Converso muito com ele, mas quem é mãe sabe que, as vezes, não resolve.

Se é FASE, que passe logo pois estou com saudades do meu bebê calminho e querido da mamãe….

Quero uma ajuda e opinião das Mamães.. Que passaram por isto…

Help!”

Agressividade repentina

13 de abril de 2012 9

“É uma fase, vai passar” , a frase é como se fosse música para ouvidos angustiados de mães que enfrentam dficuldades com seus pequenos. Todos os posts de Ticiana Fontana

A Antonela, 2 anos e 2 meses, tem demonstrado uma agressividade até então não percebida.

Na escola, andou empurrando os colegas, já havia ‘brigado’ por brinquedos que queria desfrutar sozinha.

Porém, esse comportamento tem se repetido em outras situações do cotidiano.

Quando é contrariada, dá um tapa, se joga no chão, grita em público, desobedece, enfim, todas aquelas situações embaraçosas e constrangedoras que os pais costumam passar.

Outro dia, ficou sem ver DVD porque jogou um sabonete no chão para expressar a contrariedade em lavar as mãos.

“Muito normal”, muitos pais devem pensar, mas a pequena nunca foi agressiva, pelo contrário. Além disso, procuro evitar colocá-la em qualquer situação desse tipo.

Cheguei a pensar que poderia ser algo errado na “escolinha”, mas cheguei a conclusão que era uma fase e passaria e outros desafios se apresentarão.

E seu filho, tem mania de quê?

16 de janeiro de 2012 12

Todos os posts de Ticiana Fontana

Sempre fui fã da dentucinha e gorduchinha mais amada do pedaço, a Mônica, da Turma da Mônica, do Maurício de Souza.

Ela tinha a mania de levar o Sansão para todos os locais e até dormia com ele (não preciso dizer que a pequena também é fã da  “Mônca” ).

Além disso, sempre achei muito fofo ver os bebezinhos dormindo com uma fraldinha ou andando arrastando seus bichinhos de pelúcia de estimação.

Quando a Antonela nasceu, tentei implar algumas manias. O alerta do pai foi salvador.

Mesmo assim, no fim das contas, ela tem uma que me irrita profundamente.

Só dorme colocando o seu “dedinho” na boca alheia…

Cheguei a conclusão que a maioria das manias são estimuladas pelos próprios pais…

Bem feito, depois aprenda a conviver com elas.

E seu filho, tem mania de quê?

É Natal

30 de novembro de 2011 0

Márcia Dorigatti

Você  já começou a enfeitar a sua casa para o Natal? Eu consegui organizar tudo no último final de semana. Montei um pinheirinho discreto dentro de casa e do lado de fora fiz uma coisa que sempre achei escandaloso. Coloquei as luzinhas em formato de pinheiro.

Calma, eu explico, não foi porque mudei de ideia, mas porque o Gabriel andava alucinado com os enfeites pisca-pisca na casa dos vizinhos.

Chamamos todo mundo da família que mora perto para ver. Nos dois primeiros dias foi um sucesso, mas durou pouco, pois o sapequinha alcançou a tomada e puxou tudo para baixo. Advinhem? Arrebentou os fios. Sem contar de que ele ia lá fora tirar as proteções nas lampadazinhas.

Agora, vamos comprar tudo de novo e fazer o que deveríamos ter arrumado desde o início: instalar os fios e o pinheiro sem que o pequeno alcance.

Dar a volta por cima

24 de novembro de 2011 2

Juan Barbosa, BD

Deve ser muito difícil para uma mãe quando descobre que o seu filho possui algum tipo de deficiência, seja ela física ou  intelectual. Porém, há pessoas que conseguem dar uma virada em suas vidas e seguir em frente. Um exemplo é o jovem instrutor de informática Edson Dávila de Miranda, 19 anos, que perdeu a visão aos 11 em decorrência de um glaucoma (lesão do nervo óptico).

_ Foi um susto para toda a família porque mesmo tendo o problema de visão, ninguém esperava que fosse ficar totalmente cego _ explica Miranda.

O instrutor conta que leva uma vida normal. Depois que fez o treinamento de mobilidade e aprendeu a andar com a bengala, estuda, trabalha e viaja.

_ Hoje ensino informática a outras pessoas que têm o mesmo problema. É gratificante quando conseguem fazer os exercícios _ Diz o Miranda.

Ele pretende continuar estudando e se aperfeiçoando. Ele sonha com a faculdade de Tecnologia em Redes de Computadores que deve começar no ano que vem.

Comportamentos agressivos...

18 de novembro de 2011 7

Quando a gente vira mãe, perde a autonomia do controle da televisão – em alguns casos, isso acontece no período anterior (desde o casamento).

Os desenhos, jogos e outros materiais para as crianças ocupam extremos – ou são politicamente corretos, ou  são violentos.

Porém, em algumas situações, fico invocada com os excessos.

A música do gato – “Atirei o pau no gato” – ganhou uma nova versão com a parte: “Não atire o pau no gato, porque isso, não se faz, o gatinho é nosso amigo, não podemos maltratar os animais, jamais!”.

Mesmo sem essa nova versão, nunca atirei o pau ou muito menos maltratei os animais.

Por outro lado, o desenho do Ben-10 suscitou um caso atípico na escolinha de um conhecido. Uma criança começou a bater desmedidamente nos colegas. Os professores chamavam a atenção e, como não adiantou, chamaram a mãe e ficou constatado que a criança estaria reproduzindo os “atos” do Ben-10.

Discutia os dois casos com um amigo que é psiquiatra infantil. Ele concordou que a geração atual tem um gosto duvidoso para entretenimento, mas ele afirmou que não é o que se vê que vai influenciar o comportamento.

- Se isso fosse verdade, teriam bilhões de jovens assassinos porque eles consomem bilhões de games violentos.

O comportamento agressivo ou violento é uma patologia individual e não é produzido por um jogo ou filme violento.

Mãe faz site com fotos do seu bebê recriando cenas de filmes

17 de novembro de 2011 0

De cinema todo mundo gosta, seja comédia ou drama, ação ou suspense. Confira a ideia que a escritora Emily Cleaver teve com o seu filho:

Veja as imagens clicando aqui.

Reprodução

Se preferir, o site Cinema com Rapadura também trás algumas fotos com os filmes citados em português.

Sem dentinho

17 de novembro de 2011 1

Márcia Dorigatti

Todo mundo passa pela fase da ‘porteirinha’, ou seja, por volta dos seis aninhos, as crianças começam a perder os dentes de leite. E então, há várias crenças para que elas ganhem um dinheirinho em troca do dente que caiu: atirar no telhado, deixar debaixo do travesseiro para que a fada do dente venha buscá-lo…

Depois de ficar mole durante vários dias, finalmente a Giovanna pôde fazer o teste. E segundo ela, a fada do dente lhe deixou dois reais.

_ Agora é só esperar para cair os outros dentes e ganhar mais um dinheirinho _ conta a menina.

Conforme o cirurgião dentista Leonardo Machado, a dentição permanente começa a aparecer, em média, aos seis anos. Uma criança de 13, em geral, já tem a permanente completa.

_ Quando se é criança, a alimentação e os cuidados com a boca são diferentes dos adultos. Até a própria coordenação motora influencia. Por isso, é fundamental que os pais acompanhem e auxiliem seus filhos na escovação _ explica Machado.

Para a pediatra Maria Paula Balen, as visitas obrigatórias e regulares ao dentista começam por volta dos dois ou três anos.

_ A primeira pode ser feita mais precocemente, na época em que surgem os primeiros dentinhos _ completa a pediatra.

Machado ainda lembra que no período da dentição mista, quando a criança tem, ao mesmo tempo, dentes de leite e permanentes, é que se detecta a necessidade ou não da colocação de aparelhos.

O lado "praticômico" da maternidade

15 de novembro de 2011 17

Os fatos a seguir não são obra de ficção.
Qualquer semelhança com a sua própria vida não é mera coincidência.

***

Há dias que seriam trágicos se não fossem cômicos. Mas são cômicos e felizes. Pois não há dia infeliz ao lado dos nossos filhos. Simplesmente não há!

Por Camila Saccomori

Acordo cedo lá em casa desde que a Pietra nasceu. Seis horas, esse tipo de cedo. E mesmo assim, a manhã parece se esvair em um segundo enquanto tento conciliar curtir umas horinhas de brincadeira com a pitoca + banho, cabelo e maquiagem para eu ir trabalhar + arrumar a Pi para ir à escolinha. Desde que retornei da licença-maternidade, o lado prático anda sendo cômico…

Descer com a “pacotinha” de 70cm e 8kg nos braços + duas bolsas grandes (uma dela e uma minha) + chaves do apê e do carro na mão, tudo isso segurando a cadelinha de estimação com os pés para não escapar porta afora, é uma GINÁSTICA.

A malhação desta “hora tragicômica da saída de casa” fica ainda melhor com os elementos-surpresa:

(1) A camisa branca passada na noite anterior leva um jatinho de regurgitação da papinha matutina suficiente para gerar uma mancha enorme. E dá-lhe correr a trocar. E ao tentar encontrar outra, notar que todas as camisas estão apertadas no busto (sim, dona amamentação, eu te amo e você é muito melhor que um silicone, mas o guarda-roupa pré-gravidez não foi atualizado…)

(2) Um dos chaveiros citados acima cai no chão e aí a ginástica consiste em um enorme esforço de equilíbrio e uso dos músculos das pernas para se agachar e pegar o objeto caído, o que invariavelmente resulta em uma das bolsas caindo no chão para fazer companhia ao dito cujo.

(3) A cachorrinha escapa para o corredor do prédio. Ou ouve os cachorros vizinhos e começa a latir desesperadamente para tentar escapar. Enquanto isso, a nenê no colo se mexe sem parar para olhar a cachorrinha. Mãe quase se desequlibra.

(4) Mãe acha que esqueceu de colocar algo importante na sua própria bolsa ou na bolsa da nenê. Então se “desmonta”, larga as chaves/óculos de sol/nenê/bolsas e sai a catar o item desaparecido (bico, babeiro, bloco, carteira…) para muitas vezes encontrá-lo onde deveria estar… na própria bolsa!!!

(5) Um dos telefones toca (o da casa ou o celular) durante a operação-saída-de-casa. Jamais atendo para evitar que os itens 1, 2, 3 ou 4 se repitam.

E aí, mamães, essa comédia é comum na sua casa também?

Bastidores de um chá de fralda

13 de novembro de 2011 0

Márcia Dorigatti

Alguns dos momentos que fazem a gente voltar no tempo são os chás de fralda das amigas e pessoas queridas da família. A vinda da primeira filha de Joaquina, a dinda do Gabriel, está trazendo momentos felizes também para o menino, já que espera ansiosamente para brincar com a priminha Lavínia.

Além disso, me lembro como se fosse hoje, da expectativa depois do meu chá, que ficava toda em torno do nascimento do guri.

Há festinhas que inspiram outras futuras mamães. Algumas fazem brincadeiras, tiram peças de roupa. A de Joaquina foi pintá-la cada vez que errasse o mimo embrulhado no pacote.

Algumas lhe ajudaram e não inventaram nada para dificultar a descoberta. Deixaram o pacote bem simples, sem causar transtornos à futura mamãe. Então, ficou muito fácil de adivinhar, mas eu, como de costume, coloquei as roupinhas em uma caixa grande, contendo também tijolos, para disfarçar o que havia ali. Claro que ela errou…hehehehe…mas o Gabi me ajudou a pintá-la.

Veja abaixo algumas imagens dos bastidores do Chá de Fralda de Joaquina, mamãe de Lavínia, que está prevista para nascer em janeiro.

Márcia Dorigatti

Márcia Dorigatti

Agarradinho na mamãe

12 de novembro de 2011 2

Márcia Dorigatti

A hora do banho é sempre uma festa. O Gabriel corre na minha frente para colocarmos a banheira encher. Enquanto isso, ele vai jogando os brinquedos na água. Brinca e brinca, daí, na hora de lavar o cabelo, é aquela briga.

Se tento no chuveiro é um desespero, no chuveirinho só quer ficar segurando. A solução é deitá-lo como fazia quando bebê, ou seja, segurá-lo no pescocinho.

Depois de ficar um tempinho na água, ele mesmo pede para sair e ir enrolado na toalha agarradinho na mamãe até o seu quarto.

Aproveito bem esses momentos, já que fiquei o dia trabalhando. Ele fica com a avó materna, mas faço questão do banho ser comigo. É uma forma de fazer um carinho no meu gurizinho.

Atenção ao peso das crianças

08 de novembro de 2011 0

No jornal Pioneiro de hoje, a reportagem especial da jornalista Fernanda Fedrizzi se refere a pesquisas recentes que apontam que no Brasil uma em cada três crianças de cinco a nove anos está acima do peso. Estudiosos discutem, inclusive, a possibilidade de retirada da guarda dos pais.

Ilustração Fredy Varela


A fartura gastronômica da Serra tem causado efeitos na balança. A endocrinologista Marta Tonietto Tonolli conta que todos os dias atende pelo menos um caso de criança com excesso de peso ou obesidade em seu consultório. Para Marta, as causas do problema estão relacionadas, na maioria das vezes, aos maus hábitos alimentares e à diminuição da atividade física. Os alimentos industrializados carregam altos teores de gordura e menos fibras. Além disso, as crianças cada vez mais substituem as brincadeiras na rua por horas em frente às telas de computador ou televisão. Conforme a pediatra Marcia de Oliveira Schneider, de Porto Alegre, especialista em nutrologia infantil, a recomendação da Academia Americana de Pediatria é de, no máximo, duas horas por dia para essas atividades.

A obesidade na infância pode causar em crianças e adolescentes doenças comuns em adultos, como o diabetes e a hipertensão. São doenças crônicas, e quanto mais cedo surgem, pior.

– Há 20 anos, apenas pessoas acima dos 40 desenvolviam o diabetes tipo 2, que está ligado à obesidade. Hoje há cada vez mais pessoas jovens com esse tipo de diabetes. Agora ele também já existe em adolescentes. É mais grave nessa faixa etária, porque se ele tiver essa doença aos 15, aos 30 já serão 15 anos com a doença. Problemas de pressão e colesterol altos também estão começando antes por causa da obesidade – explica Marta.

As crianças obesas, conforme a pediatra, têm mais chances de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis. Além do diabetes e hipertensão, ela cita a dislipidemia (aumento dos lipídios no sangue), complicações ortopédicas e ovários policísticos, no caso das meninas. Sem falar na discriminação e problemas psicológicos.

– Adolescentes obesos aos 13 anos têm em torno de 40% de chances de se tornarem adultos obesos. É preciso evitar que a criança chegue nesta idade obesa. Assim, terá mais chance de ter um peso saudável e de não desenvolver doenças associadas à obesidade – alerta Marcia.

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