Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "criança"

Criança guarda segredo? Não!

17 de janeiro de 2013 0

Todos os posts de Ticiana Fontana

Nem pensava em ser mãe e ficava intrigada com o comportamento infantil de adultos diante das crianças.

Em determinadas situações, imaginava qual seria o impacto na mente dos pequenos.

Uma situação, em particular, me deixava ainda mais inquieta.

Quando um adulto não conseguia a atenção da criança e usava subterfúgios, como:

- Vem cá! O tio vai te contar um segredo.

Essa história de segredo nunca me convenceu.

Segredo nunca é segredo, pois geralmente é do conhecimento de, pelo menos, duas pessoas.

Enfim, me perguntava como aquela história, contada ao pé do ouvido e com requintes de besteirol, cairia na mente dos pequenos.

Outro dia li um texto que o título era: “criança consegue guardar segredo?”.

Pensei, é óbvio que não e segui nas conjecturas: além do mais, devem ficar angustiadas com a situação.

Ao final da pequena tese, fiquei aliviada. Abaixo transcrevo parte do texto:

“Não adianta ameaçar, fazer chantagem, implorar. Nada disso funciona. Criança não guarda segredo e ponto final. Dependendo da idade da criança, ela pode repetir o segredo em voz alta assim que você terminar de cochichar no ouvido dela, ou demorar, um pouquinho mais, para revelá-lo, mas uma hora ou outra, vai acabar falando”.

Gente, têm casos mais graves, de violência ou algum tipo de abuso que, no futuro, reflete em comportamentos e sintomas terríveis.

Portanto, a minha conclusão, um tanto óbvia é a seguinte:

“Não submetam os pequenos a situações constrangedoras como essa. Lembre: o adulto é você. Se para um adulto já é difícil ‘guardar’ um segredo, imagine para os pequenos.”

Os direitos de nossas crianças

10 de outubro de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerEntre as mais de duas centenas de e-mails recebidas diariamente, este abaixo me chamou a atenção pela beleza/criatividade do texto e pela profundidade da reflexão.

Muito adequado para a Semana da Criança.


O DIREITO DE SER CRIANÇA

* Erika de Souza Bueno

Criança tem direito de sonhar com castelos, príncipes e princesas.

Tem direito de sorrir, de correr descalça pela rua sem precisar temer o "Velho do Saco" que rouba as desobedientes.

Não deveria temer os dragões e as bruxas malvadas que interferem na história sem pedir licença.

A criança deveria acreditar no "final feliz" dos contos infantis e reinventar uma "Bela Adormecida" diferente, que, mesmo não sendo bela, consegue acesso igualitário à felicidade.

Toda criança tem direito de crescer num mundo que não precisaria ser encantado para ser do bem e da paz.

Não deveria desejar a companhia de um super-herói invencível, com forças suficientes para vencer qualquer barreira, pois, nesse mundo feliz em que ela vive, este super-herói seria dispensável.

A criança deveria ter assegurado o direito de fazer criancice sem ser mal-interpretada, não se preocupando tanto assim com os bons modos impostos por uma sociedade que, infelizmente, perdeu sua conexão com a própria infância.

Criança deveria ter direito a conhecimentos de vida, não sendo incentivada a desrespeitar os mais velhos como os adolescentes e jovens de programas televisivos.

Direitos respeitados no hoje fazem um amanhã melhor, no qual não haverá a menor necessidade de uma "Fada Azul" para dar vida a um tipo de Pinóquio capaz de afastar a solidão.

Aquele "Lobo feroz e faminto que derruba casas apenas com o sopro" não precisará ser temido por aqueles que habitam seguramente em corações que aprenderam a amar.

Criança tem direito a viver em companhia de outras crianças, diferente da Branca de Neve que, isolada no castelo, só descobriu os 7 Anões depois de passar por apertos e dificuldades.

Criança tem direito a ser criança, tem direito de sonhar e realizar, de viver e ser feliz, de aprender a ler o seu mundo e a escrever as páginas de sua vida de um modo muito melhor.

Tem direito de saber que, mesmo que se viva 100 anos, a vida é um breve conto.

Então, que o conto de vida de uma criança não seja limitado a apenas um final feliz, mas que o início e toda a sua vivência também sejam repletos de amor, alegria e paz.

Assim, qualquer outro direito de criança já estará contemplado, pois nossas crianças estarão vivendo num mundo real, tendo asseguradas as melhores características do mais bondoso imaginário.

Feliz Dia da Criança!

* Erika de Souza Bueno é Coordenadora Pedagógica da Planeta Educação e Editora do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br). Professora e consultora de Língua Portuguesa pela Universidade Metodista de São Paulo. Articulista sobre assuntos de língua portuguesa, educação e família.

Melhor escola

01 de novembro de 2011 2

ANDRÉA GRAIZ, BD

Depois de fazer muitas matérias em escolinhas e visitar outros colégios, cheguei à conclusão de que todas procuram ensinar o conteúdo aos alunos, porém os pais têm que analisar o que a instituição oferece de diferente para os seus  filhos.

Há aquelas que incentivam informática, natação, balê e até o respeito à natureza, como ensinando os pequenos a plantar a hortinha com o que vão comer na hora do almoço.

Estive em uma escola de Caxias do Sul que incentiva a brincadeira do Lego. Essa, todo mundo já deve ter ouvido falar. Começam ainda pequenos e os professores vão dificultando com peças menores conforme as crianças vão crescendo. Confesso que nunca tinha visto nada igual, a brincadeira faz parte do currículo escolar. As crianças vão sendo preparadas para áreas, como engenharia, medicina e matemática. A partir da 5ª série, os alunos começam a montar robô, sempre orientados pela coordenadora tecnológica da escola. Neste ano, também participaram do torneio regional de robótica no último fim de semana, em Novo Hamburgo.

É, só que, na prática, muitos pais têm que se submeterem a escolas mais caras, por ficarem próximas ao trabalho ou residência. Ou não tão boas porque a mensalidade tem uma diferença grande.

Já é difícil educar, imaginem saber o que é melhor para o futuro da criança. Estou pensando nisso... Em valores... Proximidade... O que a escola tem a oferecer...

Pensem nisso também!!!

‘Escolher’ data do nascimento é um risco

21 de outubro de 2011 0

stock.xchng, divulgação

Na maioria dos casos, as gestantes não veem a hora de estar com seu filho no colo e poder colocar em prática toda a expectativa de cuidar e brincar com o rebento. Querer saber o dia do nascimento é natural. O problema começa quando a mãe deixa de lado se a criança está bem e tenta burlar a data para que o dia do parto seja em algum momento especial da família.

Conforme o obstetra Eduardo Vanni, os profissionais precisam ter jogo de cintura, já que, em muitas situações, as mães buscam convencer o médico a fazer o parto antes do tempo.

_ Já aconteceu de uma mãe querer que o filho nascesse dois meses antes do previsto, sendo que ainda não estava na hora, e o parto seria no tempo certo, ou seja, a partir da 38ª semana _ lembra Vanni.

A maioria dos hospitais tem feito cursos para gestantes, em que os profissionais buscam orientar pais, mães e até avós. Isso ajuda da superar a ansiedade e ensina desde cuidados durante a gestação, como a alimentação, até trocar fralda, amamentação e banho, entre outros.

_ O curso acontece durante uma semana e são tratados os mais diversos assuntos com especialistas, como pscicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, odontopediatra e farmacêutico _ explica Lidiane Basso, coordenadora de enfermagem  da área maternal-infantil do Hospital do Círculo, em Caxias do Sul.

Pipoca no cinema ou figurinhas?

12 de outubro de 2011 0

Muitos pais têm dúvidas quando o assunto é educação financeira. Na hora de escolher a melhor maneira de ensinar os filhos a lidar com o dinheiro, é importante que isso não seja tratado apenas como algo de adulto.

Conforme a coordenadora do curso de Ciências Econômicas da UCS, Jacqueline Maria Corá, se o dinheiro é visto como algo sujo, inadequado, como a criança poderá ser um adulto organizado e responsável financeiramente? Para a especialista, se a criança sempre teve alguém que tomasse as decisões por si e não precisou decidir entre gastar na pipoca do cinema ou comprar figurinhas para o novo álbum, como poderá tomar decisões financeiras conscientes quando adulto?

– A criança precisa se experimentar em relação a tomar pequenas decisões. Precisa cometer erros e perceber quando faz avaliações erradas sobre determinadas coisas. Só assim poderá corrigir no futuro, avaliar e quantificar melhor – explica Jacqueline.

Outra questão relevante é que quando o pequeno estiver juntando dinheiro, o adulto deve deixar que ela compre o seu objetivo.

– O que não pode acontecer é a criança não precisar fazer esforços ou sacrifícios porque em algum momento, pai, mãe ou os avós vão aparecer para resolver a questão – completa a coordenadora.

Reprodução com arte de Fredy Varela

Dinheiro é assunto de criança, sim!

12 de outubro de 2011 1

A crianças de hoje estão mais informadas do que nunca. Assistem à TV e sabem quais os últimos lançamentos de brinquedos e os lanches que trazem brindes. Pedem, choram e imploram para que os pais os comprem. Para amenizar esse problema, a família pode começar a explicar às crianças a importância do dinheiro e o que vale ou não a pena comprar.

Juan Barbosa

Mesada em troca de tarefas

Marina Kahler Libino  (foto acima), oito anos, de Caxias do Sul, recebe cerca de R$ 20 por semana para realizar algumas tarefas em casa, como alcançar as fraldas do irmãozinho de apenas um mês para que a mãe possa trocá-lo. Conforme a contadora Adriana Kahler Libino, 38, a menina começou a receber mesada quando o pai, o representante comercial Marcio dos Santos Libino, 37, percebeu que chegava para almoçar e a ela nunca estava pronta para ir para o colégio.

– Com o horário apertado, ao meio-dia, acabavam sempre se atrasando para ir à escola. A alternativa que encontramos foi a de lhe dar uma espécie de recompensa – explica Adriana.

Toda vez que saía, a menina queria que os pais comprassem algo. Então, desde os três anos, os pais decidiram dar um dinheirinho, que ela vai guardando no cofrinho.


Família decide não dar mesada aos filhos

A analista de custos Neusa Cristina Vieira Pereira, 43 anos, é casada há 21 com o técnico mecânico Flávio Antônio Pereira, 47. Pais de Eduardo, 15, e Ana Júlia, oito, o casal não é a favor da mesada, pois fez a experiência com o filho mais velho e constatou que Eduardo é consumista.

– Até os 10 anos, ele recebia apenas moedinhas, mas depois começamos a dar mesada. Foi então que ele comprou um celular e foi pagando as parcelas com o que recebia. Como havia escolhido um modelo caro, achamos melhor não interferir, já que ele tinha o dinheiro e era uma decisão dele. Quando acabaram as parcelas, achamos melhor suspender a mesada – lembra a mãe.

Conforme Neusa, ela e o marido tiveram uma conversa aberta e ele concordou em suspender o dinheiro.

– Quando o nosso filho mais velho pede para comprar algo, decidimos juntos se vale a pena ou não e ele respeita a nossa opinião – explica a analista de custos.

Neusa acrescenta que é contra comprar comportamentos, como ganhar o dinheiro em troca de arrumar o quarto. Para ela, os pais têm de ter cautela porque quando os filhos crescem um pouco mais, começam a falar de direitos e acabam esquecendo que também têm deveres a cumprir.

– Como trabalho com números, acredito que isso me possibilitou mostrar ao Eduardo como administrar as compras, ou seja, saber de suas limitações – conta Neusa.

Mas não basta ensinar a gastar ou poupar. A mãe desabafa que hoje em dia há venda de drogas nas escolas, e se as crianças andam com dinheiro, isso pode ser um atrativo.

– Tenho observado de que a Ana Júlia é mais econômica, mas também não pretendo liberar a mesada – complementa.

Comente sobre qual é a forma ideal de tratar dinheiro com os filhos.

Vídeos infantis para o findi

07 de outubro de 2011 0

Como a previsão do tempo para o fim de semana é de intabilidade e os pais sempre têm que inventar algo diferente dentro de casa, aí vão dicas de alguns vídeos para entreter a gurizada. Clique e se divirta:

A canoa virou

A linda rosa juvenil

12 músicas para cantar e dançar


A hora do chuveiro chegou!

07 de outubro de 2011 21

stock.xchng, divulgação

Muitos pais trocam a banheira pelo chuveiro muito antes do que eu. Até agora, o Gabriel, um ano e seis meses, ainda brinca com os seus bichinhos na água. Sempre deixei porque como ele ainda cabia, para mim estava tudo certo. Mas comecei a pensar em mudar a rotina do banho, a partir do momento em que o meu irmão achava graça disso. É que a priminha do Gabi, a Nathália, um ano e nove meses, já toma banho como adulto há bastante tempo.

Nesta semana tentei tirar o recipiente e colocá-lo debaixo d'água. Foi um drama. Ficou abaixado e chorando o tempo todo. Tive de colocar a banheira novamente dentro do box e, com o chuveirinho, consegui que ele fosse relaxando.

O engraçado é que acreditava que isso fosse algo muito óbvio e que só não o deixava diretamente debaixo do chuveiro porque era frio. Para mim, na banheira, ele estaria mais protegido, já que sempre cuidei para que a água estivesse quentinha.

Agora, então, vou ter que ter paciência e realizar um trabalho de adaptação com o pequeno.

Com vocês aconteceu algo parecido? Conte como foi com o seu filho.

Bianca fala inglês desde os quatro anos

28 de setembro de 2011 2

Você incentiva o seu pequeno a falar outro idioma? Conforme um estudo realizado nos Estados Unidos, o contato precoce faz com que a criança tenha o cérebro flexível para novas línguas por mais tempo.

Daniela Xu

Bianca da Rosa França Ribeiro, 10, de Caxias do Sul, é um exemplo bilíngue. Ela cursa a quinta série do ensino fundamental e estuda inglês há seis anos. Começou a estudar o idioma por incentivo dos pais e também por interesse próprio. Conforme a mãe, a empresária Roseli da Rosa Rodrigues da Silva, 44, a família costuma comprar livros de histórias infantis e jogos em inglês, além de assistir a filmes com legendas.

– Minha filha conviveu durante três meses com duas crianças americanas e ajudava na tradução – conta.

Roseli e o marido tinham o hábito de falar em inglês quando não queriam que a menina ouvisse. Certa vez, no entanto, estavam comentando sobre trabalho e chamaram uma pessoa de ‘boring’ (chata). Foi quando a filha chamou a atenção deles porque havia entendido o que estavam falando.

– Tínhamos esquecido de que a Bianca também entendia o outro idioma – comenta Roseli.

Bianca já tem planos para o ano que vem, quando deseja estudar francês. Ela busca outras línguas porque toda a família fala mais de um idioma.

– Gosto de estudar inglês porque quando eu for para a Disney, vou poder falar na língua deles – justifica.

Gisele Bündchen dubla desenho animado

23 de setembro de 2011 0

Cartoon Network, divulgação 

A modelo brasileira Gisele Bündchen, 31 anos, foi transformada em desenho animado: Gisele e a Equipe Verde. A estreia foi neste mês, no Cartoon Network. Sempre envolvida com causas ambientais, a top model emprestou sua imagem para 26 curtas animados que mostram um time de supergarotas em luta contra crimes ambientais.

O programa é exibido aos domingos, às 8h30min, com meia hora de duração.

Divulgação

Fonte: Revista Caras

Como reciclar papel em casa

20 de setembro de 2011 3

Já deu para perceber que o assunto de hoje é meio ambiente. De forma fácil e divertida você pode ajudar a salvar o planeta. Divirta-se!

Ilustração Charles Segat

Material:

- Liquidificador

- Rolo de macarrão ou garrafa de vidro

- Peneira circular de 20 centímetros de diâmetro

- Bacia (na qual caiba a peneira)

- Pedaço de madeira lisa

- 1 litro de água

- 8 colheres de sopa de amido de milho

- 20 a 30 folhas usadas (ou páginas de revista)

Modo de fazer:

- Rasgue as folhas de papel em pedaços bem pequenos.

- Coloque no liquidificador o papel picado, água e amido de milho, batendo por dois minutos até obter uma massa pastosa.

- Caso a massa formada esteja muito líquida, colocar mais papel picado e amido de milho. Bater novamente a mistura. Despejar na bacia só quando estiver bem pastosa.

- Mergulhe a peneira nessa mistura de modo que parte dela forme uma camada na peneira. Retire a peneira com a mistura.

- Deixe secar ao sol. Antes que a massa seque totalmente, retire-a da peneira e coloque-a sobre um pedaço de madeira bem lisa.

- Estique a massa com um rolo de macarrão ou com uma garrafa de vidro, deixando-a bem fina.

- Coloque a mistura bem esticada de novo ao sol, para secar totalmente. Quando a massa esticada estiver bem seca, ela se soltará da tábua.

Está pronta a folha de papel reciclada!

Pais e filhos unidos pelo verde

20 de setembro de 2011 0

Trabalhar para mudar a realidade e construir um mundo melhor é, sim, tarefa de cada um. E pode começar dentro de casa, com os pais dando exemplos aos filhos, e os pequenos trazendo novas informações aos adultos. O primeiro passo é simples: parar e pensar. De onde vem o produto que você comprou? Qual o destino dele? Será que ele precisaria ter sido comprado? Perguntas como essas demonstram o carinho e o cuidado que devemos ter com o planeta.

Os exemplos começam desde cedo. A escola de educação infantil Mundo da Magia, em Caxias do Sul, realiza o projeto Mundo que te quero Verde, que procura conscientizar crianças a partir do maternal. Conforme a diretora, a psicóloga Andressa Citton, 30 anos, o objetivo é formar cidadãos capazes de conviver em uma sociedade mais consciente.

– É muito gratificante quando os pais trazem relatos de casa. As crianças estão mostrando o que aprenderam e ensinando a separar o lixo, batendo na porta do banheiro, quando o pai está demorando no banho, exclamando: você vai acabar com a água do planeta! – exemplifica.

Ela conta também que as crianças se divertem cultivando legumes na horta da escola. E, na hora das refeições, comem o que plantaram.

Maicon Damasceno

 

Família transforma lixo orgânico em adubo

O estudante de agronomia Maurício Argenta Chies, 22 anos, começou a cuidar do lixo a partir do exemplo do pai, o engenheiro civil Rudimar Antônio Chies, 54. O jovem lembra que foi crescendo ouvindo os ensinamentos da família.

– Sempre tivemos o costume de reciclar o material orgânico na horta, transformando-o em adubo. Assim, além de reaproveitar restos de alimentos, também ajudamos a terra a gerar hortaliças de qualidade – explica.

Maurício conta que a família mantém uma espécie de tonel no quintal, onde é colocado o lixo seletivo. Assim, despejam os resíduos diretamente no container da Codeca em frente à residência.

– Com isso, facilitamos o trabalho de quem recolhe o lixo e deixamos de usar milhares de sacolas plásticas – complementa.

O estudante ressalta a importância de pequenas atitudes para tornar o mundo melhor:

– Acredito que o exemplo da minha família possa ser passado para outras pessoas. É muito simples: dois lixinhos em cima da pia, um para cada tipo de resíduo, e estamos ajudando o meio ambiente – completa.

Porthus Junior

 

Aproveitar a vida ao ar livre faz bem

A contadora Andréia Rech Zini, 35 anos, e o empresário Nereu Zini, 42, são pais de Vitor, cinco. Eles incentivam o filho a cuidar da natureza e a manter em boas condições o lugar onde moram, no bairro Eldorado. Segundo ela, uma das práticas da família é juntar papéis e plásticos que são jogados na rua, que o vento costuma espalhar próximo ao seu pátio.

– Isso é uma forma de o Vitor entender que não devemos jogar lixo no meio ambiente e que lugar de lixo é no lixo – explica.

Segundo a contadora, a família também recicla e não deixa torneiras abertas e luzes acesas sem necessidade.

– Meus pais me ensinam a fechar a torneira enquanto escovo os dentes para não gastar toda a água do planeta – diz Vitor.

O menino também recebe incentivo para aproveitar mais a vida ao ar livre, já que a residência onde mora dispõe de um pátio grande. Desse modo, ele pode brincar em meio à natureza, com balanço, na grama ou em um espaço pequeno de areia:

– Sempre limpamos o jardim. O Vitor participa auxiliando a plantar florzinhas, arrancando matinhos e mexendo na terra.

Ele também gosta de ajudar o meio ambiente.

– Cuido da natureza porque não podemos cortar as árvores. Elas é que fazem a gente respirar – acrescenta o menino.

Andréia defende que se sujar também faz parte da brincadeira.

– Nossos pais nos proporcionaram a brincadeira ao ar livre, curtindo a natureza. Procuramos passar isso para o nosso filho. Além de um espaço verde em casa, fazemos passeios ao ar livre em família ou com amigos – complementa.

Maicon Damasceno



Seu filho não obedece?

13 de setembro de 2011 3

Mamães, depois de me estressar muitos dias por conta do meu Gabriel, de um ano e seis meses, fui atrás de alternativas, pois ele é teimoso e a palavra NÃO está sendo bem difícil.

Ele tem certeza de que tudo o que ele quer tem de acontecer. Por exemplo, todo dia tenho de fechar a porta da área de serviço porque senão ele vai lá chutar a água e até comer a comida da cachorra. Já fiz de tudo, vou lá, explico tudo a ele, inclusive, tentei deixar a porta aberta para fazer de conta que nada está acontecendo, mas ele vai da mesma forma.

Sábado fui na casa de uns amigos e uma delas me disse que ouviu uma vez o seguinte: a cabecinha da criança funciona de maneira que quando ouvimos, por exemplo, "não pense em um elefante cor de rosa" e a gente pensa na hora, a deles é igual quando ouvem um "não", daí é que querem ir mexer.

Se a criança tem até sete anos de idade, especialistas garantem que é possível estimulá-la com mais facilidade a obedecer.

Ilustração Fraga

Como eu, muitas mães sentem dificuldade em fazer com que os filhos obedeçam. Com ajuda de especialistas em educação e psicologia infantil, selecionei algumas dicas que vão acabar com essa tormenta e permitir um desenvolvimento mais tranquilo e saudável para o seu filho - e menos cansaço para você.

1. Eduque sem culpa

Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar: nada de tentar compensar a ausência por meio da superproteção ou de permissividade. "Ao perceber que os pais se sentem culpados, a criança pode adotar comportamentos manipuladores", alerta a psicanalista Patrícia Nakagawa.

2. Crie um bom vínculo afetivo

Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer. "Para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela", afirma a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro "Guia Prático dos Pais". Ao chegar do trabalho, dedique pelo menos 15 minutos para brincar.

3. Valorize o papel da criança

Seu filho precisa conhecer a importância dele na família. Para isso, é bom que ele tenha o seu lugar reservado na mesa de jantar e seja ouvido pelos pais.

4. Crie uma rotina

Utilize o bom senso e estabeleça uma rotina para o seu filho. Uma rotina bem adaptada ao ritmo da criança reduz a ansiedade, faz com que ela se lembre de algumas tarefas cotidianas, como escovar os dentes após as refeições, e tenha um sono de qualidade.

5. Dê ordens claras

Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos seus olhos da criança. É preciso persistência, mas psicólogos garantem que funciona: "Diga o que ela deve fazer uma única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo", diz Suzy Camacho.

6. Esteja preparado para lidar com a desobediência

Ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. "Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem de saber que ela não pode pular uma janela ou não deve agredir o coleguinha", ressalta Isabel Kahn.

7. Diante da birra, fique firme

Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. "Se estiver em público, não se preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção dela para outra coisa, mas não ceda", afirma Suzy Camacho.

8. Oriente a babá

Combine com quem cuida da criança sobre as diretrizes da educação do seu filho."Esse diálogo é imprescindível para que não se estabeleça um relacionamento conflitante e a criança fique confusa", explica a psicanalista Patrícia Nakagawa.

9. Educa-se o tempo todo

Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. "A educação é um processo que não ocorre apenas em situações de desobediência. A criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano", diz Patrícia Nakagawa. Por isso, seja verdadeiro."Se enganamos ou mentimos uma vez, as crianças podem perder a confiança nos pais", completa Adriana Tanasovici.

Desafio com os apressadinhos

08 de setembro de 2011 7

Porthus Junior

Os quilos perdem a importância, o que importa agora é o aumento diário dos gramas. Os imprevistos reforçam o medo dos pais, a esperança vai e vem, a tristeza mistura-se com a alegria. Quem tem filhos prematuros conhece bem o drama de deixar os pequenos em um incubadora rodeada de aparelhos. O bebê costuma ter alta do hospital somente após atingir os dois quilos. Confira abaixo exemplos de famílias que superaram essa luta:

Uma luta diária

Foto reprodução (E) e Porthus Junior (D)

Valentina nem parece aquele bebê que nasceu com apenas 590 gramas. Hoje, aos dois anos, a menina está com nove quilos. Segundo a mãe Fabiana Maria Restelatto Tadiello, é uma maravilha conviver com ela, pois está sempre de bom humor.

_ Ela continua a nossa ratinha. Somos cautelosos com o inverno, mas a vida é normal. Ela foi estimulada e não possui atrasos motores e cogntivos. Emocionalmente, nos surpreendemos com sua segurança e capacidade afetiva _ diz.

_ Todos os dias encarávamos como a luta do dia. Escrevia uma prece antes de sair de casa e cedinho esgotava a mama, depois passava o dia olhando para a minha filha, rezando e me fortalecendo. Ao seu lado eu ficava mais forte, não fraquejava, tinha bons pensamentos. Como poderia não pensar bem de quem estava lutando tanto para viver? _ explica.

O coração da mãe de primeira viagem disparou, de entusiasmo e insegurança, quando lhe deram permissão para pegar a filha ao colo pela primeira vez. Valentina tinha, então, um mês de vida.

_ A informação que eu tinha é que só poderia pegá-la quando atingisse um quilo. Porém, ao passar dos setecentos gramas, o médico deixou a Valentina ganhar seu primeiro colinho. Instantaneamente, ela se aninhou no meu peito e ficou bem calma. No colo eu tinha mais noção de como ela era miúda, pois a minha mão acolhia aquele corpinho quente_ conta.

_ Eu não tinha o direito de duvidar de que ela conseguiria _completa.

'Estarmos vivos hoje é um milagre'

Foto reprodução (E) e Daniela Xu (D)

Já com a dona de casa Bárbara Frubel Schaurich, 35 anos, além de se preocupar com o pequeno Emanuel, também precisou de ajuda, pois  passou por maus momentos ao ganhar o menino. O histórico de hipertensão da mãe fizeram com que o menino nascesse aos cinco meses e 20 dias de gestação pesando apenas 880 gramas.

Bárbara lembra que só conseguiu ver o filho após sete dias. Pegou-o no colo somente com um mês de vida, pois passou muito mal após o parto. Em função de convulsões, a mãe acabou indo para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

_ Estarmos vivos hoje é um milagre _ desabafa.

A mãe completa que o pulmão de Emanuel precisou ser amadurecido com uma injeção de corticóide, pois é o último órgão a se desenvolver.

_Também tive depressão pós-parto durante oito meses. Após um ano e seis meses do nascimento, ainda faço terapia _ conta.

Balda de avô

10 de agosto de 2011 6

Você já deve de ter ouvido muitas vezes que, na casa dos avós, quase tudo pode, né? Eles colocam certas baldas nos netos, que a gente não teve quando era criança.

Com o Davi não é diferente. Na casa dos avós maternos Rosa e José, e na casa da vó Vera, o pequeno sabe que sempre tem uma baldinha especial para ele.

Na casa da vó Vera, sempre tem aquelas balinhas de goma que ele adora. Chegando lá, o pequeno já sabe aonde a vó guarda os quitutes preferidos dele, além de uma bendita tartaruga gigante que, um dia, "alguém" inventou de colocá-lo para passear nela. Cada vez que vamos lá, adivinha? Ele pede para ser puxado agarrado na tartaruga.

Já na casa dos avós maternos, tem sempre aquele papazinho que a vovó faz com seus legumes preferidos, o suquinho de frutas feito na hora e os biscoitinhos da vovó.

E lá tem o vovô, e aí é que a balda pega. Além de jogar bola e brincar com o pequeno, o que não fazia porque só teve filhas mulheres, o vovô Zeca, como nós o chamamos, gosta de colocar uma baldinhas no Davi.

Cada vez que vamos na casa dele, o Davi pede para o vovô ficar girando as espátulas do ventilador de teto. Não entendo qual a graça, mas só sei que ele adora. Ele também adora brincar com as caixas de leite e os pets de refrigerante vazios, sendo que, na casa do vô, tem uma caixa cheinha de brinquedos.

E olha só o que o vovô Zeca inventou agora para distrair o Davi - puxá-lo em um caminhãozinho. Depois, o vovô não venha me dizer que fui eu que inventei isso. E nem reclamar que está com dor nas costas de ter de puxar o neto... Só quero ver o dia em que o Davi não entrar mais no "seu veículo"...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...