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Posts com a tag "depoimento"

O Melhor da Maternidade (2)

02 de maio de 2011 0

Depoimento de Kátia Oliveira, 29,  mãe do Pedro Henrique de 1 ano e 1 mês.

“O Melhor da Maternidade é esperar meses e meses por um resultado positivo. Resultado este que está demorando a chegar… a angustia e a incerteza apertam o peito…

Mas, no momento certo, quando menos esperava, os primeiros sinais, o tão esperado momento chegou, o resultado positivo não me deixa enganar. Vou ser Mamãe!! Este foi o momento mais feliz e alegre dos ultimos tempos em minha vida.

Depois 9 meses de espera até conhecer meu bebezinho.

Os dias não passavam… parecia uma eternidade, mas ao mesmo tempo era maravilhoso, todas as sensações de ter um bebe dentro de mim, crescendo … Cada chute era uma alegria, cada mexida era uma vitória.

Até que chegou o tão esperado dia, o dia em que conheceria a pessoinha que se tornaria a pessoa mais importante da minha vida, teria em meus braços o sonho mais sonhado nos últimos anos, o meu bebe. Foi o momento mais mágico da minha vida, quando olhei para ele pela primeira vez, era um ser tão pequeno, frágil e que daquele momento em diante dependeria de mim para tudo. De onde tiraria forças??

Deste momento em diante, me sentia mãe, a mãe mais feliz deste mundo. Não sei como é possivel mas, ser mãe faz a gente mudar completamente, conseguimos decifrarmos as necessidades de nossos bebes sem medo. Entendemos o que querem e sabemos como agir. Abdicamos de nossos desejos e sonhos para viver a vida deles. No meu caso, abri mão do meu emprego para me dedicar exclusivamente ao meu filho. Eu queria estar junto dele para acompanhar seu desenvolvimento. Ver seu primeiro sorriso, ver pegar seus pezinho pela primeira vez, descobrir seu primeiro dentinho, incentivá-lo a gatinhar, ajudá-lo a dar os primeiros passinhos, brincar junto no chão, dar comidinha… de todos estes momentos especiais não abri mão e não me arrependo nenhum segundo, pois sei que nenhum destes momentos, que graças a Deus pude acompanhar, não voltarão novamente, não se repetirão. Quando o olho e vejo que ele é uma criança saudavel e feliz sinto que tudo valeu a pena. Quando acorda pela manhã e me pede um abraço, é o momento único e infinito, é uma sensação maravilhosa que me incentiva o dia inteiro. É extremamente recompensador o carinho que temos um pelo outro.

Hoje meu filho está com 1 aninho e só me dá alegrias, ele é uma criança muito alegre e feliz, está sempre sorrindo… Pedro Henrique é o maior dos meus tesouros, é a jóia mais rara, é a minha vida! E sou muito feliz com a maternidade e tenho o filho mais amado do mundo.

O Melhor da Maternidade é isto, esperar por ela e depois curtir cada momento como se fosse único, ensinando e aprendendo muito com seu bebe.

Feliz Dia Das Mães a todas as Mamães que amam seus filhos acima de tudo.”

Da nossa família

09 de julho de 2010 0

Oi, meninas. Vocês nem nos conhecem, e nós já as tratamos como se fizessem parte da nossa família. Quero dizer que as 43 mil visitas mostram como é agradável acessar esse blog, eu não passo um dia sem acessar pela manhã e à tarde. O conteúdo é muito bom e a linguagem de vocês é a nossa linguagem, nos sentimos muito perto de vocês!
Parabéns por essa conquista e não deixem de sempre nos atualizar!
Dá um beijão na Antonela, ela é linda!!!!!!!
E eu, tenho um menino de 2 anos e 4 meses e, quando leio as histórias do Bruno, fico pensando: daqui a pouco sou eu passando por isso!!! Hehehehehe
Mando uma fotinho dele com touca de palhaço… Tava se achando!
Um grande abraço!
Rosângela C. Barragan

Luta de um pai

28 de abril de 2010 2

Olá, meninas. Digo “meninas” pois eu já estou nos 48! Estive visitando o blog e gostei muito. Li o texto sobre alienação parental (publicado no último domingo, no blog) e quero me colocar à disposição para o que precisarem neste tema, assim como sobre a guarda compartilhada, que poderia evitar ou dificultar o aparecimento da alienação parental.
Sou pai (alienado) de um menino (14 anos) e de uma menina (8), sendo que minha eXposa levou-os para 700 quilômetros de distância!
Desde então, luto por meus “tesouros”, participo e dirijo listas de discussão, possuo um blog, fui um dos redatores do projeto de lei 4053/2008 e o responsável por levá-lo até o deputado Régis de Oliveira, que o apresentou e defendeu na Câmara dos Deputados.
Petrus não é meu nome real, mas, sim, um codinome que uso devido ao preconceito do Judiciário. Caso possa ser de alguma valia, contem comigo!
Abraços
Petrus (São Paulo – SP)
Não me lembro de nenhuma necessidade da infância tão grande quanto a necessidade da proteção de um PAI. (Sigmund Freud)

Tal mãe, tal filha...

24 de março de 2010 0

A Valquíria, uma das três filhas da Tânia Ortiz, que contou sua emocionante história aqui no blog na última segunda-feira, também atendeu a um pedido meu para escrever. Quem já se emocionou com o relato a mãe vai entender um pouco mais por que a família Ortiz, de Pelotas, é tão unida. Confira o que nos conta a Valquíria:

Meu nome é Valquíria, tenho 21 anos. Minha mãe descobriu que eu era surda quando tinha 3 anos. Não escuto nada no ouvido direito, em compensação, escuto com auxílio de aparelho auditivo no esquerdo.
A maior parte das minhas lembranças são de um pouquinho mais tarde. Lembro de tentar usar o aparelho auditivo, mas rejeitava porque não escutava nada (pois o médico recomendou que colocasse no ouvido direito). Aos 6 anos, minha mãe teve a ideia de testar o aparelho no ouvido esquerdo. Foi quando realmente eu comecei a escutar.

As limitações
Pra mim, não havia nada de muito estranho. Aquele sempre fora o meu mundo, com algumas diferenças de uma criança “normal”: não podia correr, por causa do risco do aparelho cair, não podia ficar de cabelo molhado, pois o aparelho não era à prova d’água (o que era uma constante briga entre eu e minha mãe, pois eu tinha um cabelão), assistia pouquíssimo à televisão (já que na época não havia o closed caption), meu desenho preferido era Tom & Jerry, (pois eles não falavam). Sempre li muito, gibis e livros, e mais tarde, programas legendados.

As amizades

Dos 3 anos aos 12 anos, dançava no CTG, onde fiz amigas que perduram até hoje, apesar do pouco contato. Nunca tive muitos problemas, pois me aceitavam com naturalidade, pois eu sempre agi assim. Também frequentei por muitos anos as piscinas de clube, onde fiz vários amigos, mesmo não podendo usar aparelho, eu os entendia, pois me utilizava da leitura labial. O engraçado é que alguns dos meus amigos eu nunca escutei a voz, pois eu fazia amigos diferentes a cada temporada, e eu não saí nunca da água.

Na escola

Apesar do amplo apoio da direção da escola,  passei por alguns percalços. No pré, minha professora me deixava de lado, ao ponto de chegar no final do ano, e ter de repetir novamente, por escolha da minha mãe. Na 3ª série, tive uma professora que implicava comigo, mas nunca dei motivo para que ela se queixasse de mim. O modo dela de se “vingar” era me dando um 9,9. Somente no último bimestre, ela me deu um 10. Na quinta, novamente tive problemas com outra professora. Ela tinha o costume de ditar a matéria, o que tornava as coisas difíceis para mim. A minha solução era virar de lado na cadeira e acompanhar a minha amiga, que sentava atrás de mim. Conforme ela ia escrevendo, eu copiava. A professora passou a não permitir, querendo que eu acompanhasse o ditado. Me queixei para a minha mãe, que foi conversar com ela. Ela alegou que eu queria privilégios, mas que eu deveria ser tratada igualmente, já que escutava.

Esqueceram de mim

À medida que fui ficando mais velha, fui aprendendo a me defender sozinha. Às vezes, acontecia dos próprios professores se esquecerem da minha condição, como quando uma vez fui fazer uma prova de espanhol, e havia uma parte que consistia em escutar uma música e ir preenchendo as lacunas. Pra mim, já era um pouco difícil entender corretamente em português, quanto mais em espanhol. Lembrei a professora, que pediu que ao menos eu “tentasse”, o que só me deixou mais frustrada ainda, de modo que não fiz nada, somente a parte escrita. Por fim, ela teve que avaliar a minha prova somente pela parte escrita.
Um outro episódio ocorreu em sala de aula, quando a professora queria se fazer ouvir, e estava uma bagunça, até que ela perdeu a paciência e gritou: “Vocês são surdos?” Eu deixei passar, porque era mais uma força de expressão, mas um amigo, não. Discutiu com ela, pois aquilo não era coisa que se dissesse, pois eu estava presente, o que quase resultou na expulsão dele da sala.

Nada é por acaso
Mas o mais significativo aconteceu no primeiro ano do Ensino Médio, entrou um colega novo que era insuportável, pois incomodava a todos, alunos e professores. Era  incorrigível. Até que ele resolveu me perseguir, me incomodando de várias maneiras, como gritar no meu ouvido, ou fingir que não falava para que eu não entendesse. Isso sempre acontecia na aula de uma professora em particular, pois ela só mandava parar, mas nunca o tirou de sala, nem reportou a direção. Até que um dia, na aula dela, ele achou que seria engraçado atirar pedacinhos de borracha no meu aparelho. Me queixei à professora, que nada fez. Como já era a quarta aula consecutiva que me incomodavam, saí da sala chorando de furiosa e fui embora. Cheguei em casa e comuniquei minha mãe que não voltaria ao colégio, contando o episódio mais recente, fora os outros que ela sabia. Na mesma tarde, uma outra professora ligou para minha casa, indagando o motivo de ter saído chorando da escola. Contei o ocorrido, e depois de falar com a minha mãe ao telefone, junto com a direção, prontamente resolveram tomar uma atitude, convocando uma reunião de professores, contaram o ocorrido e resolveram comunicar à família e ao aluno. Se acaso ocorresse novamente algum tipo de perseguição, seria sumariamente expulso e processado pelo colégio.
O pai dele era um advogado bem conhecido na cidade, só teve que acatar. Uma semana depois, ele veio e pediu desculpas. Aceitei, mas nunca mais falei com ele, até que, dois anos depois, ele veio conversar comigo, pois havia a possibilidade de ficar surdo, pois seu tímpano havia perfurado. Foi o que nos tornou amigos.

Muitos micos – e risos
Apesar de algumas dificuldades, também paguei vários micos, por entender errado. Por muitos anos cantei uma música do Rappa, “A minha alma”, com uma palavra trocada. O trecho é esse:
“A minha alma tá armada e apontada
Para cara do sossego!”
Eu trocava o “sossego” por “morcego”. Eu estava cantando, minha irmã mais velha ouviu, e depois de muito rir, me corrigiu. Outra que aconteceu (e o pior que foi no mesmo dia do morcego!) foi que a minha irmã mais nova estava brincando no quarto, e diz pra mim:
– Ninguém encara um ninja e sobrevive!
E eu respondo:
– Depende do carro!
Ela ficou me olhando com uma cara, até que esclarecemos: eu havia entendido que ela havia dito: “Ninguém em carro ninja sobrevive!” O que resultou em mais risadas.

Decepção na faculdade
Com 19 anos, passei para a faculdade. A minha paixão por livros fez com que eu considerasse em fazer faculdade de Biblioteconomia, embora o meu sonho fosse fazer Direito. O primeiro ano foi um pouco difícil, pois cursava 13 cadeiras, todas elas teóricas, e metade dos professores ditava, embora tenha feito questão de esclarecer a cada professor a minha objeção ao ditado. Nem todos foram compreensivos, o que me restava adotar o antigo método de copiar da colega ao lado.
Um fato que me indignou na época, e até hoje me indigna quando relembro, foi no primeiro ano, eu estava assistindo uma aula com uma professora formada em psicologia, e ela abordou a questão da deficiência em sala de aula. Tudo corria bem, até o momento que ela declarou:
– Os deficientes seguem uma vida relativamente normal, e até namoram!
Na mesma hora, a turma inteira me olhou, pois sabiam da minha história, e ela também. Meu sangue ferveu e discuti com a professora, em vista da declaração dela. Mesmo assim, ela não teve humildade suficiente para se retificar. Foi a minha maior decepção com o ambiente acadêmico.

Namoradeira assumida
Quando eu era mais nova, sempre pensava que não namoraria, pois achava que os meninos não iriam querer namorar comigo por causa do aparelho. No fim das contas, foi bem ao contrário. Fui bem namoradeira, tive namorados ótimos. O início do meu primeiro namoro foi engraçado, porque nós não nos entendíamos. Com o tempo nos adaptamos, como sempre foi. Eles se adaptavam a mim, e eu a eles.
Hoje estou namorando há três anos, juntos há quatro, no último ano de faculdade, enlouquecendo com TCC e sonhando com a formatura.
Muitos me peguntam que, se existisse a possibilidade de fazer uma cirurgia, se eu faria. Eu respondo que não, pois não sei se melhoraria ou pioraria. Apesar das dificuldades, minha qualidade de vida é muito boa.

O sonho de ouvir o mar
Sim, tenho o sonho de poder mergulhar no mar e escutar o barulho das ondas, ou tomar banho de chuveiro e escutar a água caindo, ou não ter que me preocupar a cada vez que chove e estou na rua, mas são coisas tão pequenas. Tem gente que sofre muito mais. Além do que, o mundo pode estar desabando, mas eu ainda posso tirar o aparelho e dormir feito pedra.
Além disso, eu sempre digo que eu sou o que sou por causa da minha deficiência. Tenho plena consciência de que poderia ser uma pessoa “normal” e ruim. Isso mantém a minha humildade, e faz com que eu lute muito mais, sabendo que há outros por aí que não tem força,  voz e vez.
Histórias, tenho aos montes, micos, mais ainda, mas também tenho força de vontade e persistência. Para alguns parece que é acomodação minha, mas não é.
Eu me aceito como sou, faço o que posso, e o que não posso, uso a criatividade; e quando realmente não tem jeito, eu simplesmente aceito. Afinal, até os ditos “normais” não fazem tudo…

Três filhas, uma grande mãe e a família unida

22 de março de 2010 4

A Tânia, mãe de três filhas, conta a sua história aqui no blog, a meu pedido. A Valquíria, uma de suas filhas, escreveu um comentário aqui que me fez acreditar que teríamos, aí, uma grande história a compartilhar com nossos leitores. E acertei em cheio. Confira a história de Tânia e de suas três filhas, de Pelotas (RS).

Ser mãe nunca foi prioridade na minha vida. Casei-me aos 19 anos, e aos 21, de repente senti uma enorme vontade de engravidar. De comum acordo, meu marido e eu tentamos por sete meses, até sabermos que, finalmente, acontecera. Tudo correu com tranquilidade até a chegada da Ândria, no dia seguinte ao meu aniversário de 22 anos. Nasceu pós-madura, deprimida, apgar 4, ficou em observação por seis meses, pois podia ter complicações neurológicas.
Quando ela estava com 8 meses, soubemos que a família ia aumentar: eu já estava com quatro meses de gravidez da Valquíria. Tudo correu bem, parto tranquilo. Ficamos sabendo que ela tem deficiência auditiva quando tinha 3 anos, e eu já estava grávida da Keila. Parto mais difícil, deprimida, apgar 3, quando eu já estava me recuperando do susto, por ela não ter chorado ao nascer, veio a notícia: portadora de pé torto congênito, uma deformidade no pé e na panturrilha (o músculo é mais curto, e a perna fica atrofiada).
Eram três crianças pequenas, precisando de diferentes tipos de atenção. Não foi fácil. A Keila engessou o pé na segunda semana de vida e precisava trocar a cada semana, pois o pezinho crescia rapidamente. Foi assim até os quatro meses, quando fez a cirurgia para alongar o tendão de Aquiles e corrigir os ossos e a musculatura. Nesse meio tempo, eu ensinava a Ândria, que já sabia ler e escrever desde os 3 anos e meio, o alfabeto de sinais, e ensinava a Val a ler e escrever por meio dos fonemas. Era um trabalho de 24 horas por dia, todos os dias, atenção e dedicação total.
A Valquíria começou a falar bem melhor, a Ândria compreendia o que ela dizia, nós não, e quando precisava a gente “escrevia”com as mãos ou no papel, e ela aprendia a falar.
Conto tudo isso para poder dizer, finalmente, que muitas vezes fiquei triste, me senti pequena e fraca, impotente, mas a coragem e alegria de minhas filhas eram a resposta que eu precisava para as minhas dúvidas: sim, eu estava fazendo o que devia, nem sempre certo, mas do jeito que dava. Quando errava, começava de novo, sem culpa. Foi tudo muito instintivo e devo dizer que minha fé foi importantíssima a cada momento, pois nunca me senti só.
Sempre tive consciência de minhas limitações como pessoa humana, e como mãe não é diferente. Acertar com os filhos não significa não errar nunca, às vezes os erros dos pais conduzem os filhos, por que não?
A Val sempre diz que acha que é uma pessoa melhor pela deficiência dela e eu acho que fui uma mãe melhor porque precisei vencer muitos desafios que nem sabia que podia vencer. Quando elas nasceram eu era muito insegura, não era capaz de lutar pelo que queria. Por elas venci barreiras que considerava intransponíveis, me tornei uma pessoa muito melhor.
Hoje, elas já são adultas, eu prestei concurso e, há seis anos, sou funcionária pública. Minha família não é modelo pra ninguém, mas estamos todos juntos. A Ândria já formada, a Val no último ano de faculdade e a Keilinha no primeiro. Sinto-me realizada como mãe, porque não fugi da raia, sempre considerei que minhas filhas, antes de serem minhas, são seres humanos distintos, não são minha continuação, não são obrigadas a pensar e a agir como eu. Minha preocupação era dar a elas condições de se desenvolverem como pessoas, respeitando-as e sendo respeitada mesmo nos meus defeitos.
Eu sempre digo que sou meio distraída, por isso esqueci a Ândria na barriga, de fazer o ouvido da Val e entortei o pé da Keila, mas as carinhas, essas eu fiz direitinho! Elas são lindas!

Na foto acima, da esquerda para a direita, Ândria, a filha mais velha, o pai, Valter, a caçula Keila, a mãe Tânia e Valquíria

Em breve, trarei aqui o depoimento da Valquíria, que conta como conviveu com a audiência auditiva, da infância à epoca de faculdade

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