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Posts com a tag "educação infantil"

Cenário de assustar...

06 de agosto de 2012 3

Todos os posts de Fabiana SparrembergerUma criança de uns 8 ou 9 anos rola no chão, sujando todo o uniforme escolar e, de quebra, suando às bicas.

Outra é molhada por um coleguinha com um copo de água recém retirado do bebedouro.

Um menino empurra o outro, e a “vítima” acaba sendo “interceptada” por uma lata de lixo, mas não escapa de sofrer alguns ferimentos.

Um grupo de crianças se pendura no sistema de iluminação do corredor (uma espécie de lâmpada dentro de um globo) e acaba levando-o até o chão.

A correria de um lado para o outro é cena comum, corriqueira, assim como são comuns as roupas sujas, o “suador” por todo o corpo, evidenciado pela face vermelha e a água escorrendo.

Uma criança chuta a mochila da outra, sem dó nem piedade.

E todas as cenas acima acontecem no pátio da escola, antes de bater o sinal para o começo das aulas.

Poucos pais ou responsáveis acompanham os filhos pequenos até a hora de eles entrarem na sala de aula.

E os que estão ali já não se “apavoram” mais com o cenário descrito.

A mãe que repassou o relato não consegue acompanhar a filha até a escola porque trabalha no horário – é o pai que faz isso diariamente (e relata, também impressionado, o que costuma acompanhar). Ela disse, que mesmo sabendo que isso acontecia, ficou chocada ao acompanhar tudo ao vivo.

Pergunta-se, incrédula: cadê os pais dessas crianças? E se questiona se isso é assim em todas as escolas. Em sua “pesquisa” a todos os amigos e conhecidos, já recebeu inúmeros relatos de outras mães e pais que o cenário é exatamente o mesmo em vários colégios, particulares ou não (você também constata isso na escola do seu filho?).

Ela me sugere que, por meio do blog, eu convide os pais a visitar mais a escola dos filhos, principalmente nesse horário de entrada.

Seria uma lição e tanto, garante a mãe.

Crise de limites na escola

09 de julho de 2012 3

Todos os posts de Ticiana FontanaNum passado nem tão remoto assim, professor era autoridade máxima imposta sem espaço para questionamentos. Num passado recente, a disciplina era conquistada por meio de um diálogo aberto e franco entre mestres e alunos. Agora, muitos docentes são alvos dos mais diferentes questionamentos. Na tentativa de retomar o pulso na sala de aula, alguns mestres exageram. Aonde foi parar o bom senso? Com certeza, longe das páginas de jornais e dos consultórios de especialistas.

_ Vivemos uma crise de limites, tanto em casa, quanto na escola. O mais impressionante é que o problema aparece desde a pré-escola _ comenta a educadora especial Cristine Leitão, que trabalha no colégio Antonio Alves Ramos, no bairro Patronato.

Nos discursos infantis surgem expressões recorrentes do tipo “tu não manda em mim, quem manda é meu pai”, geralmente articulada pela própria família. Na contramão, famílias cobram apenas da escola a missão de impor limites aos seus pequenos.

Ninguém questiona que é preciso impor limites, mas isso não significa punições exageradas, constrangimentos e bullying.

_ Uma punição inadequada pode trazer traumas severos. O ideal é tentar entender o que o comportamento inadequado da criança está significando e agir a partir dessa especificidade _ afirma o psicólogo especialista em crianças Alexandre Streb.

Se prometeu alguma coisa,
não deixe de cumprir

Muitos professores são pais e reproduzem na sala de aula a falta de controle do ambiente de casa.

_ Vale tanto para o pai quanto para o professor: prometeu alguma coisa, tem de cumprir. Por exemplo, deu uma tarefa, no outro dia, tem de corrigir. A soma de detalhes resulta na falta de limites _ pondera Cristine.

Streb trata alguns casos que começaram na escola e pararam em seu consultório. Em um deles, os pais levaram um garoto de 5 anos que começou a apresentar comportamento depressivo e tinha um tique nervoso. Ao investigar o caso, descobriu que a origem era uma reprimenda incompatível com um gesto do menino em sala de aula. Ele havia abaixado as calças e foi tratado como se fosse um “tarado”.

_ Alguns garotos são mais exibicionistas que outros e, obviamente, nesse caso, ele merecia uma reprimenda, mas algo compatível. Parece que quando acontece algo com conotação sexual, as pessoas esquecem o bom senso e entram em  histeria coletiva _ comenta Streb.

Antes de agir, o melhor
é  analisar caso a caso

Será que a melhor atitude é impedir um aluno de ir ao banheiro a ponto dele fazer cocô nas calças?
Será que é indicado deixar uma criança de castigo sentada em um banco durante o recreio no meio do local de recreação dos colegas?

Será que é indicado uma professora mandar um bilhete por escrito aos pais recomendando uma “cintada” como forma de obter um comportamento mais respeitoso?

O comportamento inadequado, a birra, a falta de educação devem ser coibidos, mas é preciso analisar caso por caso antes de optar qual a melhor maneira de impor limites.

Segundo Streb, o castigo escolar deve ser muito bem avaliado, cada criança tem uma história própria e necessidades diferentes.

Castigos que ameaçam a integridade física e moral das crianças tendem a reforçar o comportamento inadequado ou causar inibições patológicas.

_ Sempre digo que escola, família e crianças têm de andar sempre juntos _ conclui Cristiane. (Ticiana Fontana)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira

Você é comprometido?

09 de abril de 2012 2

Todos os posts de Fabiana SparrembergerConvido você, pai ou mãe, a marcar as alternativas que condizem com suas ações:

(   ) Lê sempre a agenda escolar do filho e, por isso, não costuma esquecer de enviar os presentes de aniversário, os materiais solicitados pela escola, etc

(    ) Não costuma esquecer o filho na escola nem chega atrasado no fim da aula para buscá-lo

(    ) Manda o pequeno sempre com uniforme exigido pela escola e não costuma receber puxões deorelha por não fazer isso

(    ) Sabe dos dias em que o pequeno faz alguma atividade física e manda a roupa e os calçados adequados para isso

(    ) Ajuda nos temas de aula e está sempre perguntando sobre como foi o dia do pequeno na escola

Se você, caro(a) leitor(a), assinalou todas as alternativas acima, parabéns! Não perca seu tempo lendo esta coluna. Se você não gabaritou, seguir a leitura talvez lhe seja útil.

Na semana passada, confessei para as leitoras do blog Meu Filho que tenho dificuldades de entender como, mais de um mês após o início do ano letivo, algumas escolas (e me arrisco a dizer que é a maioria) ainda têm de mandar recados na agenda ou realizar reuniões com os pais para cobrar o cumprimento de normas ou acordos já feitos, muitas vezes em mais de uma oportunidade. E são coisas muito simples e básicas, como as citadas nas alternativas acima.
Mas essa realidade _ de descaso, descomprometimento, omissão e negligência _ não parece ser uma exceção, e, sim, uma prática até comum. Leitoras do blog atestaram essa percepção:

Falta de tempo para ler uma agenda, essa desculpa realmente não serve. Quanto tempo leva pra isso? Uns dois minutos… E é mesmo bem fácil ter 3, 4, 5 filhos e fingir que eles não possuem inúmeras necessidades, sentimentos, e que somos os maiores responsáveis por eles. (Daniela)

Sei de pessoas de creches que faziam marcas nas fraldas dos pequenos, e, no outro dia, a criança voltava com a mesma fralda, um horror. (Renata)

Como professora, aprendi que quem vai na reunião, quem assina os bilhetes são justamente os pais que não precisariam fazer isso. Sei de pais que têm 3 filhos, mas esquecem de pegá-los na escola, de preparar a mochila do dia seguinte, não querem ajudar com os temas, realmente, levam os filhos na escola para se livrar. E dizem com orgulho que os filhos se criam sozinhos. (Lucia)

Para a psicopedagoga e educadora especial Vera Maria Saccol, perguntei qual será o futuro dessas crianças “abandonadas” pelos pais. Eis a resposta:
“O futuro delas é dentro dos consultórios. Tratamos as crianças e, principalmente os pais, tentando torná-los mais comprometidos. Essa criança tem problemas de autoestima e se torna um adolescente inseguro. Os pais precisam ler a agenda, conferir o que os filhos fizeram no dia e precisam estar mais presentes: buscá-los na hora certa no colégio, por exemplo. A criança que vê todos os coleguinhas indo embora com os pais e só ela ali, sozinha, tem uma sensação enorme de abandono. É uma agressão que os pais não fazem ideia da repercussão que tem. E eles precisam parar de transferir responsabilidades para a escola e para os profissionais quando o problema a ser resolvido está dentro de casa.”

Coluna Em Nome do Filho publicada nesta segunda-feira no Diário de Santa Maria

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Convidadas pela colunista, Aline Bäumer (psicóloga especialista em avaliação psicológica) e Vera Maria Saccol (educadora especial e psicopedagoga) deram suas opiniões sobre o assunto no texto abaixo e responderam a alguns questionamentos.
Vale a pena conferir.

Os pontos cruciais

Embora não exista fórmula para ser um bom pai e uma boa mãe, existem pontos cruciais para o desenvolvimento adequado de crianças, como sentimento de afeto, vínculo, cuidado, carinho e atenção. Isso tudo é demonstrado diariamente por meio de atitudes e de coerência entre palavras e ações que temos com os pequenos. É a dita educação por meio do exemplo, da segurança dada e da forma de agir.

As agendas escolares

O chamamento das escolas para que pais observem as agendas dos filhos, em tese, sequer deveria ser necessário se levarmos em conta que cabe aos pais ou responsável matricular e garantir a frequência dos pequenos em escola. Não saber do que está acontecendo com a criança (ou adolescente!) nesse contexto é, no mínimo, um descomprometimento com parte importante da vida do filho, que pode ter reflexos não somente no aspecto escolar, mas também em outros, se pensarmos nos desdobramentos que a falta de atenção e/ou interesse para com um filho pode acarretar, como revolta, baixa autoestima, baixo rendimento escolar, independência precoce, e por aí vai…  Tal fato, na maioria das vezes, não se dá de forma proposital por parte dos adultos.

Outras prioridades

Os prazos e responsabilidades do cotidiano parecem, não raras vezes, se tornar prioridade nas vidas dos pais. Contudo, eles não podem esquecer que, em determinado momento da vida, optaram por serem pais e devem assumir tal escolha como sua e fazer valer essa responsabilidade que deve ser demonstrada não somente com a garantia de itens materiais, mas muito mais com demonstrações reais de amor, carinho, dedicação e, também, de tempo.

Qualidade no tempo

Tempo esse que precisa, acima de tudo, ter qualidade, pois não basta estar junto sem estabelecer relação de vínculo e troca. O que para uma adulto pode parecer um pormenor sem nenhuma importância pode, para uma criança, ser algo de extrema relevância e que poderá ter reflexo (talvez negativo) no futuro.
Seu filho está em fase de desenvolvimento? Participe, se envolva, não espere que alguém lhe chame para saber do que está acontecendo na vida dele. Esses momentos não voltam e dirão muito sobre o adulto que ele será um dia. Você quer participar ou somente assistir a apresentações em dias especiais, como Dia das Mães ou Pais?
Ele está sendo formado agora. Todos os dias da vida do seu filho são importantes, afinal.

Fabiana – Vocês percebem uma mudança dos pais no sentido de passarem a priorizar realmente os filhos e evitar situações como as contadas no post acima? Ou o que se percebe é o contrário: pais dando cada vez menos atenção aos seus filhos, usando como argumento a falta de tempo? Ou essa situação sempre existiu e nós, como pais, ainda precisamos evoluir muito nesse quesito?

Aline e Vera -  Pensamos que esse comportamento sempre existiu por parte de alguns pais, mas de fato tem estado em evidência em meio a uma sociedade capitalista e consumista que impõe o ter e não o ser, onde os pais saem em busca de condições materiais para prover a família e muitos acabam negligenciando a atenção no convívio e cuidado com os filhos em função disso e/ou também de certa dose de egoísmo ao não abrir mão de compromissos em nome do ser mãe ou pai.

Fabiana – Que efeitos podem ter ações de pais negligentes no futuro de um filho?

Aline e Vera – Os reflexos futuros podem ser diversos, como citado no pequeno texto acima, indo desde baixa autoestima, revolta, etc, até mesmo ao oposto, como uma atitude muito independente, pela consciência de não poder contar com os pais, o que, por mais que possa parecer “bom”, também é um comportamento incitado pela falta de atenção dos adultos e que merece atenção e acompanhamento profissional. É preciso acampanhar não somente a criança, mas também a esses pais que estão com dificuldade de entender qual é seu papel na vida de um filho.


Seu filho é prioridade. Ou não?

03 de abril de 2012 15

Todos os posts de Fabiana SparrembergerTenho dificuldades de entender como, mais de um mês após o início do ano letivo, algumas escolas (e me arrisco a dizer que são a maioria delas) ainda têm de mandar recados na agenda ou realizar reuniões com os pais para cobrar o cumprimento de normas ou acordos já feitos, muitas vezes em mais de uma oportunidade.

Tipo:

- Ler a agenda escolar do aluno (tem algo mais importante do que ver o que o filho aprendeu no dia? ou custa checar se ele não precisa levar alguma coisa no outro dia ou não terá algum aniversário?). Mais do que básico, penso eu. E falta de tempo, me desculpem, mas não serve de desculpa.

- Usar o uniforme da escola todos os dias (tirando o Ensino Médio, creio que quase todas as escolas particulares exigem o uso do uniforme no Ensino Fundamental. Eu, particularmente, acho uma baita mão na roda e acho que tem uma série de benefícios)

- Observar que, em dia de alguma atividade física, o aluno não pode esquecer de trazer a roupa ou o calçado adequado para tal

- Não esquecer de trazer tal material de aula no dia em que ele precisa ser usado. Tipo: toda a quarta-feira é dia de levar tal material

Claro que, com a correria, vez ou outra os pais esquecem de algum item (mas isso tem de ser exceção, e não regra)

E, se os recados seguem vindo das escolas, no sentido de cobrar a observação de itens tão básicos, mas tão importantes, é porque eles não estão sendo cumpridos, ou melhor, estão sendo deliberadamente descartados. É porque isso é quase uma regra, e não exceção.

Já conversei sobre isso com muitas professoras e fico chocada com o total descomprometimento de muitos pais com seus filhos. Isso é muito mais comum do que imaginamos…

Passei a entender por que alguns pais decidem ter 3, 4, 5, 6 filhos… Sem tê-los como prioridade, e sem comprometimento com sua criação/educação, fica bem possível ter uma grande prole.

As crianças comentam quando o coleguinha não trouxe o presente de aniversário (o recado estava lá na agenda, não lida pelo pai), e o envolvido fica muito triste.

Os pequenos, penso eu, devem ficar tristes quando não podem, por exemplo, tirar o livrinho na biblioteca porque esqueceram de trazer o que precisavam devolver naquele dia, para poder retirar o outro.

Não deve ser nada legal para a criança não poder fazer, por exemplo, a aula de natação porque esqueceu de trazer a roupa.

Dá uma tristeza saber que, em muitos casos, isso não ocorreu apenas uma, duas ou três vezes. Que isso é quase uma rotina!

Mais alguém sente como eu?

Estou pensando em transformar o assunto em uma coluna Em Nome do Filho. Vai depender de vocês. Digo, das ricas colaborações que sempre recebo para construí-la. Obrigada






Só elogios

06 de fevereiro de 2012 7

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

Mães que têm filhos até os 8 anos, atenção! Reportagem da revista Veja, de 1º de fevereiro, destaca uma pesquisa feita na Holanda que sustenta que, até esta idade, as crianças não entendem as críticas negativas, ou seja, não tiram lições de seus erros. Ou para simplificar mais ainda, não processam as broncas. Elas entram por um ouvido e saem pelo outro.

Até os 8, defendem os pesquisadores, apenas o elogio funciona, tem efeito. Nossos filhos só aprenderiam diante de um “parabéns”, “muito bom”.

A matéria mostra ainda duas imagens de cérebros de crianças. Em uma, a reação a um elogio. E na outra, a reação diante de uma repreensão. Só o elogio produz  uma reação no cérebro. A bronca sequer repercute na imagem, como se ela não resultasse em nada.

A pesquisa defende que só depois dos 12 anos, as crianças passam a aprender também com as críticas e com os erros.

Tem uma amiga que diante dessa pesquisa, vai me dizer: “Viu? Eu não te disse?” Ela defende que temos de elogiar bastante os pequenos, e não dar tanta atenção aos seus erros. Eu ainda prefiro não deixar os erros passarem, dou castigo, tirando o que ele gosta quando necessário, converso muito com o guri sobre o assunto… E tenho certeza que, na maioria das vezes, funcionou.

Ainda prefiro seguir meu coração de mãe, e pecar pelo excesso de zelo/providências do que pela falta deles. Elogiar, sim. Sempre. Quem não gosta de um elogio? E os pequenos são extremamente felizes com eles.

Mas, decididamente, deixar um erro passar, sem qualquer providência, isso, eu não vou conseguir nunca. Para mim, soa como comodismo, é deixar de exercer o papel de pai e mãe. Os pais que não se ocupam de seus filhos vão a-do-rar a pesquisa…

Prefiro não correr o risco de educar um filho que, diante de tanto elogio, passa a se achar melhor do que os outros, mais inteligente, mais esperto, mais privilegiado…

Depois, quando a criança se tornar um adulto orgulhoso, que não reconhece seus erros, que tem dificuldade de aprender com eles, que não aceita um “não” ou uma crítica mais dura, chame a neurociência para socorrê-lo.

Radical demais? Talvez.

Mas, desta pesquisa, prefiro tirar a boa lição que é não esquecer de elogiar o pequeno quando ele assim merecer. E só.

Cliques de formatura

27 de janeiro de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerAinda estou atrás para conseguir o vídeo da apresentação da formatura do pequeno na Educação Infantil (perdi o prazo para fazer a encomenda), mas vou mostrando a vocês fotos que já retirei no estúdio.

Na foto abaixo, está o flagra de um dos beijos que o guri recebeu durante a apresentação da dança. “E era de verdade”, revelou-me o piá. Achei a foto muito fofa. Que acharam da pose do pequeno galã, se fazendo de difícil?

Nicolas Sensão
Tem também, claro, a tradicional com a “roupa calorenta”, como o pequeno tipificou (foto abaixo). Mais um ciclo que se encerra a formatura, agora, só no fim do Ensino Médio. Ou será que também tem formatura depois dos nove anos do Ensino Fundamental?
Nicolas Sensão

A formatura

22 de dezembro de 2011 4

Nicolas Sensão

Empolgante.
Diferente.
Animada.
Divertida.
Emocionante.
Sen-sa-ci-o-nal.

Faltam adjetivos para caracterizar os sentimentos que afloraram na primeira formatura do pequeno. Se faltam palavras, sobram elogios para o que, para mim, foi a melhor das apresentações de fim de ano da turma.

A apresentação começava parecida com todas as outras formaturas. Eles entravam de toga, recebiam uma lembrancinha da escolinha, posavam para a foto com as profes e recebiam os beijos de todas as professoras pelas quais passaram. Mas foi tudo muito rapidinho e dinâmico (o pequeno nem reclamou da “roupa calorenta”). Até os discursos passaram voando, num exemplo de que não são necessárias muitas palavras para se falar ao coração. E que, sim, é possível fazer uma formatura de educação infantil divertida, e sem cansar os pequenos.

Num telão, imagens dos formandos na escolinha e também as fotos que os pais receberiam mais tarde como recordação da formatura. A do guri (acima) arrancou risos generalizados da plateia. Gostei tanto que ela está na tela do meu computador e, em breve, figurará gigante em alguma das paredes lá de casa.

Depois das fotos, as meninas formandas subiam ao palco para dançar ao som de Biquini de Bolinha Amarelinha. Um arraso (a dança, o figurino, as caras e bocas)!

Os quatro meninos da turma se juntavam a elas, ao som de Splish Splash e “munidos” com um óculos escuros, retirado com muito estilo do bolso. Um show!

O que achei mais bacana foi que pais, familiares e professores se emocionaram (sim, eu chorei, a mãe do lado chorou, o pai, também, a avó, idem, e, assim, sucessivamente), mas num clima de completa alegria e divertimento.

Alegre, encantadora e divertida como a infância. Sem aquele clima pesado das despedidas, que não combina em nada com criança. Mas com uma celebração vibrante, de uma etapa importante na vida dos pequenos (nem mais tão pequenos como os pais gostariam que fossem). É essa a recordação que vou guardar, com carinho e alegria, desse momento ímpar que foi a primeira formatura do pequeno.

PS: quando estiver com fotos e DVDs em mãos, compartilho mais alguns momentos com vocês

Uma brasa, mora?

12 de dezembro de 2011 2



Foto: Nicolas Sensão

Foto: Nicolas Sensão



A-do-rei o primeiro convite de formatura do pequeno (acima). A cerimônia terá como tema os anos 60, num pedido feito aos pais e apoiado pela escola de, neste ano, deixar a formatura mais informal, num clima infantil e divertido.
O guri está adorando os ensaios – só podia, já que tem dança na parada. Ele me conta todas as noites, com detalhes, como foi. E quer cantar as músicas comigo… A (linda) roupa do convite é a que será usada na noite de festa.
Já me perguntaram por aqui se já providenciei os lencinhos… Pois se até de olhar o convite, eu já fico emocionada, imaginem, então, como será na hora…

Cada rostinho lindo do convite acima (para mim, é a turma mais linda de Educação Infantil que já se formou no mundo inteiro!), eu guardarei uma lembrança.
Foram muitas e muitas noites que ouvi o Bruno falar, sempre com carinho, de cada um deles. Sim, porque o pequeno me conta de como foi o dia na escolinha TODAS as noites (sem pular uma), e sempre com fartos detalhes.
Um dia, ele chega contando que o coleguinha tal caiu, machucou-se, e tal. No outro, que a coleguinha tal trouxe tal brinquedo e que, daí, aconteceu isso, isso e mais isso… Ou que tal amiguinha não veio porque foi “fazer” férias com a família…

Com certeza, o pequeno vai guardar boas lembranças desses 4 anos de educação infantil. O que me consola é que não haverá separações. O Bruno e vários coleguinhos vão para a mesma escola. O pequeno quer seguir fazendo aula de street, e, pelo jeito, a grande maioria das meninas também (e teremos pelo menos um encontro semanal com as gurias da turma). O guri também seguirá no futsal, e, dessa forma, continuará convivendo com o grande amigo Victor, que vai para outra escola….  
Pedi para ele falar um pouco de cada coleguinha… O que ele não vai esquecer de cada um e, assim por diante… Ele curtiu muito a ideia e olhem aí no que deu (são com as palavras do pequeno, eu só anotei):

Da esquerda para a direita da foto, a partir do alto:
Érica – “Ela adora a Barbie. E eu adorei o sítio dela, que tem muitos animais legais.”

Maribel – “Vai ser minha colega na nova escola. Ela gosta muito de desenhar e de jogo da memória, e brinca muito com a Duda também.”

Bianca – “É a que tem mais manos de todos nós. Ela tem dois. Gosta muito de brincar e de desenhar.”

Na segunda fila, da esquerda para a direita
Maria Luísa - “Ela gosta muito de brincar de família. E eu sempre tenho de ser o pai na brincadeira.”

Renato - “Esse é meu grande amigo. Só não coloca que é o nº 1 porque tem o Victor também. E a gente tem de ser amigo de todo mundo. O Renato gosta bastante de trem, e a gente gosta muito de brincar juntos. Ele vai pra escola nova comigo, e a gente vai fazer futebol juntos também.”

Giulia – “Ela é uma grande desenhista. E também é muito bonita. Adora brincar de família.”

Victor – “É também meu amigão, na aula e no futebol. Nós brincamos muito juntos. Ele gosta de brincar de família, de desenhar e de jogo da memória.”

Maria Eduarda – “A Duda é muito amiga da Maribel. Ela vai ser minha coleguinha de novo na escola nova. Gosta de desenhar e de jogo da memória. Ela gosta muito de brincar com ‘coisas pequenas’ (?)

Ana Elisa - “A Aninha tem um mano pequeno, e gosta muito de brincar com ele. Ela adora dominó e gosta de brincar na pracinha.”

Bruno – “Esse sou eu, né, mãe? O teu filho. E tu sabe tudo de mim…” (diante disso, vamos adiante…)

Giovana – “Ela adora o mano Vitinho, e eu também gosto muito dele. A Gigi desenha muito bem e também joga bastante dominó.”

Júlia - “Ela faz desenhos lindos e gosta muito de brincar com a Gigi. E de jogar dominó. Eu vou ser colega dela de novo no ano que vem.”

Arthur – “Todos os colegas gostam muito dele. E ele gosta também de X Box. Ah, e ele dança muito bem.”

Sentadas:
Gabriella – “Mãe, coloca com dois “l”, tá? A Gabi Lima tem um mano pequeno, faz desenhos bonitos e gosta muito de brincar de família.”

Amanda - “É a que tem o mano mais bebê de todos. Ela gosta de brincar na pracinha do gramado e de dançar.”

Ainda da formatura…

- Mãe, não gosto de ser formando…
– Mas por quê?
– Ah, primeiro, a gente tem de colocar aquele avental que fica arrastando no chão (no caso, a toga). Depois, tem de botar um chapéu que tem umas penas no alto, muito “redículo” (o pequeno insiste em trocar o “i” pelo “e” nesta palavra)…
– Mas é só por uns minutinhos, filho…
– Mas a roupa é “calorenta” demais, mãe. E só ficam pedindo mais uma foto, mais uma foto pra garantir… Assim, eu não gosto de ser formando…

(o relato acima foi no dia em que o guri tirou as fotos da formatura)

É Natal

30 de novembro de 2011 0

Márcia Dorigatti

Você  já começou a enfeitar a sua casa para o Natal? Eu consegui organizar tudo no último final de semana. Montei um pinheirinho discreto dentro de casa e do lado de fora fiz uma coisa que sempre achei escandaloso. Coloquei as luzinhas em formato de pinheiro.

Calma, eu explico, não foi porque mudei de ideia, mas porque o Gabriel andava alucinado com os enfeites pisca-pisca na casa dos vizinhos.

Chamamos todo mundo da família que mora perto para ver. Nos dois primeiros dias foi um sucesso, mas durou pouco, pois o sapequinha alcançou a tomada e puxou tudo para baixo. Advinhem? Arrebentou os fios. Sem contar de que ele ia lá fora tirar as proteções nas lampadazinhas.

Agora, vamos comprar tudo de novo e fazer o que deveríamos ter arrumado desde o início: instalar os fios e o pinheiro sem que o pequeno alcance.

Você trocaria o peixinho?

25 de outubro de 2011 20

Uma amiga me passou esse comercial de uma grande rede de farmácias gaúcha. A História do Lilinho é emocionante, linda… Mas deixa um tema de casa para nós, pais.

Assista e responda: você trocaria o Lilinho por outro? Você trocaria o peixinho do aquário? Por quê?

A partir das respostas e também da opinião de especialistas, vou elaborar a minha próxima coluna Em Nome do Filho.

Conto com vocês, hein?


Clique aqui e comente.


Vídeos infantis para o findi

07 de outubro de 2011 0

Como a previsão do tempo para o fim de semana é de intabilidade e os pais sempre têm que inventar algo diferente dentro de casa, aí vão dicas de alguns vídeos para entreter a gurizada. Clique e se divirta:

A canoa virou

A linda rosa juvenil

12 músicas para cantar e dançar


Gisele Bündchen dubla desenho animado

23 de setembro de 2011 0

Cartoon Network, divulgação 

A modelo brasileira Gisele Bündchen, 31 anos, foi transformada em desenho animado: Gisele e a Equipe Verde. A estreia foi neste mês, no Cartoon Network. Sempre envolvida com causas ambientais, a top model emprestou sua imagem para 26 curtas animados que mostram um time de supergarotas em luta contra crimes ambientais.

O programa é exibido aos domingos, às 8h30min, com meia hora de duração.

Divulgação

Fonte: Revista Caras

Como reciclar papel em casa

20 de setembro de 2011 3

Já deu para perceber que o assunto de hoje é meio ambiente. De forma fácil e divertida você pode ajudar a salvar o planeta. Divirta-se!

Ilustração Charles Segat

Material:

- Liquidificador

- Rolo de macarrão ou garrafa de vidro

- Peneira circular de 20 centímetros de diâmetro

- Bacia (na qual caiba a peneira)

- Pedaço de madeira lisa

- 1 litro de água

- 8 colheres de sopa de amido de milho

- 20 a 30 folhas usadas (ou páginas de revista)

Modo de fazer:

- Rasgue as folhas de papel em pedaços bem pequenos.

- Coloque no liquidificador o papel picado, água e amido de milho, batendo por dois minutos até obter uma massa pastosa.

- Caso a massa formada esteja muito líquida, colocar mais papel picado e amido de milho. Bater novamente a mistura. Despejar na bacia só quando estiver bem pastosa.

- Mergulhe a peneira nessa mistura de modo que parte dela forme uma camada na peneira. Retire a peneira com a mistura.

- Deixe secar ao sol. Antes que a massa seque totalmente, retire-a da peneira e coloque-a sobre um pedaço de madeira bem lisa.

- Estique a massa com um rolo de macarrão ou com uma garrafa de vidro, deixando-a bem fina.

- Coloque a mistura bem esticada de novo ao sol, para secar totalmente. Quando a massa esticada estiver bem seca, ela se soltará da tábua.

Está pronta a folha de papel reciclada!

A primeira formatura

15 de setembro de 2011 3

Sempre achei (e sigo achando) que formatura de Educação Infantil, com pompa e cirscunstância e toda aquela formalidade “de gente grande”, é um exagero totalmente desnecessário. Tudo bem que é preciso festejar e marcar o fim de uma fase importante para nossos pequenos, mas acho que essa comemoração não combina em nada com togas, capelos e diplomas.

Mas, não adianta, tem coisas que acabam rendendo pais e mães. Claro, poderíamos decidir que o pequeno não participará, afinal, ninguém é obrigado. Mas como fazer isso? Já fico imaginando o piá apenas olhando os coleguinhas ensaiando para a apresentação… Impossível, né, gente?

A sorte é que os pais da turma do Bruno também pensaram em uma formatura diferente, mais criativa e menos formal, sem aqueles ares de formatura de gente grande. Não consegui ir na reunião que definiria como seria o evento, mas outra mãe levou minha opinião, e eu fiquei muito feliz e satisfeita após saber como será a despedida dessa época tão importante na vida do guri.

Não posso contar aqui o que está previsto (eu é que não vou estragar a surpresa), mas os pequenos vão protagonizar uma solenidade diferente das que tenho acompanhado nos últimos três anos. Na escolinha do Bruno, a formatura do Infantil V é que abre a programação de cada final de ano. Por isso, acabamos acompanhando todas.

Posso dizer que haverá toga (e como tudo na vida tem seu lado bom, ao menos, não haverá desfile infantil de modas no palco), mas o evento promete surpreender. Emoção é o que não deve faltar e, desta vez, vou ter de levar mais de um lenço.

Seu filho não obedece?

13 de setembro de 2011 3

Mamães, depois de me estressar muitos dias por conta do meu Gabriel, de um ano e seis meses, fui atrás de alternativas, pois ele é teimoso e a palavra NÃO está sendo bem difícil.

Ele tem certeza de que tudo o que ele quer tem de acontecer. Por exemplo, todo dia tenho de fechar a porta da área de serviço porque senão ele vai lá chutar a água e até comer a comida da cachorra. Já fiz de tudo, vou lá, explico tudo a ele, inclusive, tentei deixar a porta aberta para fazer de conta que nada está acontecendo, mas ele vai da mesma forma.

Sábado fui na casa de uns amigos e uma delas me disse que ouviu uma vez o seguinte: a cabecinha da criança funciona de maneira que quando ouvimos, por exemplo, “não pense em um elefante cor de rosa” e a gente pensa na hora, a deles é igual quando ouvem um “não”, daí é que querem ir mexer.

Se a criança tem até sete anos de idade, especialistas garantem que é possível estimulá-la com mais facilidade a obedecer.

Ilustração Fraga

Como eu, muitas mães sentem dificuldade em fazer com que os filhos obedeçam. Com ajuda de especialistas em educação e psicologia infantil, selecionei algumas dicas que vão acabar com essa tormenta e permitir um desenvolvimento mais tranquilo e saudável para o seu filho – e menos cansaço para você.

1. Eduque sem culpa

Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar: nada de tentar compensar a ausência por meio da superproteção ou de permissividade. “Ao perceber que os pais se sentem culpados, a criança pode adotar comportamentos manipuladores”, alerta a psicanalista Patrícia Nakagawa.

2. Crie um bom vínculo afetivo

Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer. “Para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela”, afirma a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro “Guia Prático dos Pais”. Ao chegar do trabalho, dedique pelo menos 15 minutos para brincar.

3. Valorize o papel da criança

Seu filho precisa conhecer a importância dele na família. Para isso, é bom que ele tenha o seu lugar reservado na mesa de jantar e seja ouvido pelos pais.

4. Crie uma rotina

Utilize o bom senso e estabeleça uma rotina para o seu filho. Uma rotina bem adaptada ao ritmo da criança reduz a ansiedade, faz com que ela se lembre de algumas tarefas cotidianas, como escovar os dentes após as refeições, e tenha um sono de qualidade.

5. Dê ordens claras

Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos seus olhos da criança. É preciso persistência, mas psicólogos garantem que funciona: “Diga o que ela deve fazer uma única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo”, diz Suzy Camacho.

6. Esteja preparado para lidar com a desobediência

Ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. “Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem de saber que ela não pode pular uma janela ou não deve agredir o coleguinha”, ressalta Isabel Kahn.

7. Diante da birra, fique firme

Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. “Se estiver em público, não se preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção dela para outra coisa, mas não ceda”, afirma Suzy Camacho.

8. Oriente a babá

Combine com quem cuida da criança sobre as diretrizes da educação do seu filho.”Esse diálogo é imprescindível para que não se estabeleça um relacionamento conflitante e a criança fique confusa”, explica a psicanalista Patrícia Nakagawa.

9. Educa-se o tempo todo

Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. “A educação é um processo que não ocorre apenas em situações de desobediência. A criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano”, diz Patrícia Nakagawa. Por isso, seja verdadeiro.”Se enganamos ou mentimos uma vez, as crianças podem perder a confiança nos pais”, completa Adriana Tanasovici.

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