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Posts com a tag "escola"

O que fazer quando o filho leva ‘bomba’ na escola

17 de dezembro de 2012 3

Todos os posts de Ticiana Fontana

O filho não passa de ano na escola e o pai foi pego de surpresa? Tem alguma coisa errada nessa situação. E o problema também é o pai. Faz parte da função dos pais fazer esse acompanhamento escolar constante desde a Educação Infantil até o fim do Ensino Médio (veja dicas abaixo). Porém, se a pergunta for meu filho levou “bomba” no colégio e o que devo fazer? São vários caminhos para responder a questão.

De acordo com o psicólogo Jaisso Vautero, a postura dos pais em relação ao estudo nunca deve ser no sentido de premiar (boas notas) nem de castigar (notas baixas e reprovações). O primeiro passo é tentar entender o que aconteceu? Não estudou? Só namorou? Cabulou aula? Teve dificuldades no aprendizado e não procurou ajuda? Enfim, é preciso ter um diálogo franco:

– O pai tem que ir de coração aberto, pronto para escutar as explicações do filho e não reagir de forma com que faça o filho se fechar – diz Vautero.

A partir dessa conversa, começa a fase da motivação do filho. Entenda em quais disciplinas ele vai mal e evite rótulos como “burro” e outras expressões do tipo. É hora do acordo, ou seja, de construir um projeto de futuro. Ele foi reprovado e é “leite derramado”, o foco é em 2013. Façam planos sobre o ano seguinte e, por último, o pai precisa demonstrar confiança.

– São basicamente quatro etapas: escutar, motivar, fazer acordos e dar um voto de confiança – comenta o psicólogo.

Vautero ainda explica que um dos maiores erros dos pais é colocar a culpa da reprovação na escola ou nos professores, desviando o foco do problema. Além disso, trocar de colégio geralmente não é a melhor solução, pois vai exigir uma readaptação, que, às vezes, pode ser ainda mais danoso. (Ticiana Fontana)

O que fazer em caso de reprovação

1) Escute o filho de coração aberto para entender o que aconteceu

2) Não rotule e o motive

3) Faça acordos para o ano futuro

4) Dê um voto de confiança nele

Acompanhar o filho na escola

Da Educação Infantil até a 4ª série do Ensino Fundamental

- Pais geralmente sabem tudo o que acontece e têm uma relação próxima com o professor

Do 5º até o fim do Ensino Fundamental

- É quando o conhecimento se torna mais amplo, e o pai pode identificar as fragilidades do filho

- O próprio pai pode dar conta do recado, ajudando o filho a estudar em casa ou buscar outros meios: um professor particular ou algum programa de reforço da própria escola

Ensino Médio

- Pais já sabem como são se filho e devem ficar atentos a qualquer alteração de comportamento. A regra é sempre questionar o que está acontecendo

Coluna Em Nome do Filho, publicada todas as segundas no jornal Diário de Santa Maria

Cenário de assustar...

06 de agosto de 2012 3

Todos os posts de Fabiana SparrembergerUma criança de uns 8 ou 9 anos rola no chão, sujando todo o uniforme escolar e, de quebra, suando às bicas.

Outra é molhada por um coleguinha com um copo de água recém retirado do bebedouro.

Um menino empurra o outro, e a "vítima" acaba sendo "interceptada" por uma lata de lixo, mas não escapa de sofrer alguns ferimentos.

Um grupo de crianças se pendura no sistema de iluminação do corredor (uma espécie de lâmpada dentro de um globo) e acaba levando-o até o chão.

A correria de um lado para o outro é cena comum, corriqueira, assim como são comuns as roupas sujas, o "suador" por todo o corpo, evidenciado pela face vermelha e a água escorrendo.

Uma criança chuta a mochila da outra, sem dó nem piedade.

E todas as cenas acima acontecem no pátio da escola, antes de bater o sinal para o começo das aulas.

Poucos pais ou responsáveis acompanham os filhos pequenos até a hora de eles entrarem na sala de aula.

E os que estão ali já não se "apavoram" mais com o cenário descrito.

A mãe que repassou o relato não consegue acompanhar a filha até a escola porque trabalha no horário - é o pai que faz isso diariamente (e relata, também impressionado, o que costuma acompanhar). Ela disse, que mesmo sabendo que isso acontecia, ficou chocada ao acompanhar tudo ao vivo.

Pergunta-se, incrédula: cadê os pais dessas crianças? E se questiona se isso é assim em todas as escolas. Em sua "pesquisa" a todos os amigos e conhecidos, já recebeu inúmeros relatos de outras mães e pais que o cenário é exatamente o mesmo em vários colégios, particulares ou não (você também constata isso na escola do seu filho?).

Ela me sugere que, por meio do blog, eu convide os pais a visitar mais a escola dos filhos, principalmente nesse horário de entrada.

Seria uma lição e tanto, garante a mãe.

[AGENDA] Escola de moda para crianças em Porto Alegre

23 de julho de 2012 0

Todos os posts de Camila Saccomori

Eu não conhecia esse local: achei super bacana a iniciativa! Pena que minha Pietra (ainda) não tem idade para fazer o curso :-)

Divulgo para as mamães porque é muito interessante a proposta da Escola de Moda Consciente, aqui em Porto Alegre. A Itiana Pasetti, autora da ideia, conta que se inspirou após ver a filha de uma amiga furando as roupas com um garfo e passando uma linha para costurar. É que a mãe da menina tinha medo que ela usasse agulhas!

Crise de limites na escola

09 de julho de 2012 3

Todos os posts de Ticiana FontanaNum passado nem tão remoto assim, professor era autoridade máxima imposta sem espaço para questionamentos. Num passado recente, a disciplina era conquistada por meio de um diálogo aberto e franco entre mestres e alunos. Agora, muitos docentes são alvos dos mais diferentes questionamentos. Na tentativa de retomar o pulso na sala de aula, alguns mestres exageram. Aonde foi parar o bom senso? Com certeza, longe das páginas de jornais e dos consultórios de especialistas.

_ Vivemos uma crise de limites, tanto em casa, quanto na escola. O mais impressionante é que o problema aparece desde a pré-escola _ comenta a educadora especial Cristine Leitão, que trabalha no colégio Antonio Alves Ramos, no bairro Patronato.

Nos discursos infantis surgem expressões recorrentes do tipo "tu não manda em mim, quem manda é meu pai", geralmente articulada pela própria família. Na contramão, famílias cobram apenas da escola a missão de impor limites aos seus pequenos.

Ninguém questiona que é preciso impor limites, mas isso não significa punições exageradas, constrangimentos e bullying.

_ Uma punição inadequada pode trazer traumas severos. O ideal é tentar entender o que o comportamento inadequado da criança está significando e agir a partir dessa especificidade _ afirma o psicólogo especialista em crianças Alexandre Streb.

Se prometeu alguma coisa,
não deixe de cumprir

Muitos professores são pais e reproduzem na sala de aula a falta de controle do ambiente de casa.

_ Vale tanto para o pai quanto para o professor: prometeu alguma coisa, tem de cumprir. Por exemplo, deu uma tarefa, no outro dia, tem de corrigir. A soma de detalhes resulta na falta de limites _ pondera Cristine.

Streb trata alguns casos que começaram na escola e pararam em seu consultório. Em um deles, os pais levaram um garoto de 5 anos que começou a apresentar comportamento depressivo e tinha um tique nervoso. Ao investigar o caso, descobriu que a origem era uma reprimenda incompatível com um gesto do menino em sala de aula. Ele havia abaixado as calças e foi tratado como se fosse um "tarado".

_ Alguns garotos são mais exibicionistas que outros e, obviamente, nesse caso, ele merecia uma reprimenda, mas algo compatível. Parece que quando acontece algo com conotação sexual, as pessoas esquecem o bom senso e entram em  histeria coletiva _ comenta Streb.

Antes de agir, o melhor
é  analisar caso a caso

Será que a melhor atitude é impedir um aluno de ir ao banheiro a ponto dele fazer cocô nas calças?
Será que é indicado deixar uma criança de castigo sentada em um banco durante o recreio no meio do local de recreação dos colegas?

Será que é indicado uma professora mandar um bilhete por escrito aos pais recomendando uma "cintada" como forma de obter um comportamento mais respeitoso?

O comportamento inadequado, a birra, a falta de educação devem ser coibidos, mas é preciso analisar caso por caso antes de optar qual a melhor maneira de impor limites.

Segundo Streb, o castigo escolar deve ser muito bem avaliado, cada criança tem uma história própria e necessidades diferentes.

Castigos que ameaçam a integridade física e moral das crianças tendem a reforçar o comportamento inadequado ou causar inibições patológicas.

_ Sempre digo que escola, família e crianças têm de andar sempre juntos _ conclui Cristiane. (Ticiana Fontana)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira

Escola, profissão, avós e medos

07 de maio de 2012 1

'Pais são a primeira autoridade a recuperar'

O futuro profissional dos filhos, que atualmente não estão mais parando em empresa alguma, e a formação de "uma geração de analfabetos funcionais" foram alguns dos assuntos tratados na palestra de Içami Tiba em Santa Maria, na última quinta-feira. A colunista conversou com o psiquiatra e educador e traz, aqui, alguns bons momentos da conferência e da entrevista realizada no hotel Itaimbé.

O futuro profissional
A educação hoje é um trem muito comprido, as novidades demoram anos para chegar. Os estudos não correspondem às necessidades dos alunos para eles começarem a trabalhar. E quando o jovem, formado e com diploma, chega na empresa, ele se pergunta: "Como é que essa empresa pode contribuir com a minha carreira?" Ele não pergunta: "Como é que eu posso contribuir e melhorar a empresa?". Os jovens não param nas empresas, e os desempregados da meia idade estão sendo chamados de volta. (...) A escola não consegue preparar o profissional.

Parceria escola/família
A escola precisa ajudar a orientar os pais a serem parceiros e, nessa parceria, formar os filhos que desandaram porque a mãe falava vinho, e o pai, água; a família, vinho, e a escola, água. É preciso começar a reagir usando a parceria escola e família. É nela que a escola tem condições de formar, de ajudar a ensinar o caminho para os "desandados".

A geração de analfabetos funcionais
Os pais culpam a escola porque o filho não vai bem. "Como é que não viram isso antes?". Foi reprovado? Há lei que permite fazer reclassificação em outra escola. E você passa. Não se reprova mais aluno. E assim se estraga uma geração, formando os analfabetos funcionais. Cerca de 20% da população não sabe fazer relatório, não sabe conta de divisão. Isso depois de 11 anos na escola.

A necessidade de mudança
(...) Temos de mudar a geração que está chegando. E a primeira autoridade a ser recuperada são os pais. Eles têm de agir com as crianças, dar segurança a elas. A criança não é livre, não tem conhecimento sobre a liberdade. A escola pediu uma mochila e especificou qual. Mas os pais vão na loja e pensam que podem comprar uma melhor. Não limitam a escolha daqui até ali. Então, o filho vai escolher uma mochila maior, inadequada, que ele nem consegue carregar. E quem leva a mochila da criança? O pai.

Professor também tem de evoluir
(...) Há professores que estão dando a mesma aula há 30 anos. Temos de enterrar esse método. O professor que não consegue inserir o conteúdo no dia a dia do aluno está obsoleto. O aluno só consegue enxergar e aprender aquilo que conhece, que vivencia.

Os medos das crianças
Medo é insegurança. Falta de confiança em que a protege. São pais que não estão formando os filhos como educadores, e sim como protetores.

A criação dos filhos por avós
Os avós estão hoje mais sustentando os netos do que ajudando na educação. É muito amor e pouca competência.

Fabiana Sparremberger

(Coluna Em Nome do Filho publicada no Diário de Santa Maria na edição de segunda-feira)

Rebeldia na escola...

14 de março de 2012 7

Recebemos essa mensagem de uma leitora do blog. Alguém dá uma luz para a Maura?

Olá, meu nome é Maura. Estou escrevendo pelo seguinte motivo, tenho um filho de 10 anos e está dando muito trabalho na escola, e não é por falta de medidas/providências adotadas pelos pais. Gostaria de saber o que posso fazer para que meu filho dê menos trabalho na escola.

A diretora do colégio sempre me liga, e eu não sei mas o que faço. Gostaria de um conselho, o que pode ser feito para que ele pare com essa rebeldia.



Melhor escola

01 de novembro de 2011 2

ANDRÉA GRAIZ, BD

Depois de fazer muitas matérias em escolinhas e visitar outros colégios, cheguei à conclusão de que todas procuram ensinar o conteúdo aos alunos, porém os pais têm que analisar o que a instituição oferece de diferente para os seus  filhos.

Há aquelas que incentivam informática, natação, balê e até o respeito à natureza, como ensinando os pequenos a plantar a hortinha com o que vão comer na hora do almoço.

Estive em uma escola de Caxias do Sul que incentiva a brincadeira do Lego. Essa, todo mundo já deve ter ouvido falar. Começam ainda pequenos e os professores vão dificultando com peças menores conforme as crianças vão crescendo. Confesso que nunca tinha visto nada igual, a brincadeira faz parte do currículo escolar. As crianças vão sendo preparadas para áreas, como engenharia, medicina e matemática. A partir da 5ª série, os alunos começam a montar robô, sempre orientados pela coordenadora tecnológica da escola. Neste ano, também participaram do torneio regional de robótica no último fim de semana, em Novo Hamburgo.

É, só que, na prática, muitos pais têm que se submeterem a escolas mais caras, por ficarem próximas ao trabalho ou residência. Ou não tão boas porque a mensalidade tem uma diferença grande.

Já é difícil educar, imaginem saber o que é melhor para o futuro da criança. Estou pensando nisso... Em valores... Proximidade... O que a escola tem a oferecer...

Pensem nisso também!!!

Pais e filhos unidos pelo verde

20 de setembro de 2011 0

Trabalhar para mudar a realidade e construir um mundo melhor é, sim, tarefa de cada um. E pode começar dentro de casa, com os pais dando exemplos aos filhos, e os pequenos trazendo novas informações aos adultos. O primeiro passo é simples: parar e pensar. De onde vem o produto que você comprou? Qual o destino dele? Será que ele precisaria ter sido comprado? Perguntas como essas demonstram o carinho e o cuidado que devemos ter com o planeta.

Os exemplos começam desde cedo. A escola de educação infantil Mundo da Magia, em Caxias do Sul, realiza o projeto Mundo que te quero Verde, que procura conscientizar crianças a partir do maternal. Conforme a diretora, a psicóloga Andressa Citton, 30 anos, o objetivo é formar cidadãos capazes de conviver em uma sociedade mais consciente.

– É muito gratificante quando os pais trazem relatos de casa. As crianças estão mostrando o que aprenderam e ensinando a separar o lixo, batendo na porta do banheiro, quando o pai está demorando no banho, exclamando: você vai acabar com a água do planeta! – exemplifica.

Ela conta também que as crianças se divertem cultivando legumes na horta da escola. E, na hora das refeições, comem o que plantaram.

Maicon Damasceno

 

Família transforma lixo orgânico em adubo

O estudante de agronomia Maurício Argenta Chies, 22 anos, começou a cuidar do lixo a partir do exemplo do pai, o engenheiro civil Rudimar Antônio Chies, 54. O jovem lembra que foi crescendo ouvindo os ensinamentos da família.

– Sempre tivemos o costume de reciclar o material orgânico na horta, transformando-o em adubo. Assim, além de reaproveitar restos de alimentos, também ajudamos a terra a gerar hortaliças de qualidade – explica.

Maurício conta que a família mantém uma espécie de tonel no quintal, onde é colocado o lixo seletivo. Assim, despejam os resíduos diretamente no container da Codeca em frente à residência.

– Com isso, facilitamos o trabalho de quem recolhe o lixo e deixamos de usar milhares de sacolas plásticas – complementa.

O estudante ressalta a importância de pequenas atitudes para tornar o mundo melhor:

– Acredito que o exemplo da minha família possa ser passado para outras pessoas. É muito simples: dois lixinhos em cima da pia, um para cada tipo de resíduo, e estamos ajudando o meio ambiente – completa.

Porthus Junior

 

Aproveitar a vida ao ar livre faz bem

A contadora Andréia Rech Zini, 35 anos, e o empresário Nereu Zini, 42, são pais de Vitor, cinco. Eles incentivam o filho a cuidar da natureza e a manter em boas condições o lugar onde moram, no bairro Eldorado. Segundo ela, uma das práticas da família é juntar papéis e plásticos que são jogados na rua, que o vento costuma espalhar próximo ao seu pátio.

– Isso é uma forma de o Vitor entender que não devemos jogar lixo no meio ambiente e que lugar de lixo é no lixo – explica.

Segundo a contadora, a família também recicla e não deixa torneiras abertas e luzes acesas sem necessidade.

– Meus pais me ensinam a fechar a torneira enquanto escovo os dentes para não gastar toda a água do planeta – diz Vitor.

O menino também recebe incentivo para aproveitar mais a vida ao ar livre, já que a residência onde mora dispõe de um pátio grande. Desse modo, ele pode brincar em meio à natureza, com balanço, na grama ou em um espaço pequeno de areia:

– Sempre limpamos o jardim. O Vitor participa auxiliando a plantar florzinhas, arrancando matinhos e mexendo na terra.

Ele também gosta de ajudar o meio ambiente.

– Cuido da natureza porque não podemos cortar as árvores. Elas é que fazem a gente respirar – acrescenta o menino.

Andréia defende que se sujar também faz parte da brincadeira.

– Nossos pais nos proporcionaram a brincadeira ao ar livre, curtindo a natureza. Procuramos passar isso para o nosso filho. Além de um espaço verde em casa, fazemos passeios ao ar livre em família ou com amigos – complementa.

Maicon Damasceno



Nossos filhos e o massacre

11 de abril de 2011 2

Vitor R. Caivano, AP

O massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, deixou chocados pais e mães de todo o país. Não há como não chorar. Não há como não se abalar. Não há como não se colocar no lugar daqueles que perderam seus maiores tesouros de uma forma tão absurda e inexplicável. E o fato não abalou apenas os pais. Crianças e adolescentes que viram as imagens na televisão e leram sobre o assunto nos jornais e na Internet ficaram muito assustados. E como nós, pais, devemos lidar com isso dentro de casa? O que falar para eles e de que modo falar? E se ele ficar com medo de ir à escola?

A psicóloga e especialista em crianças e adolescentes em situação de risco Jana Gonçalves Zappe diz que cada pai deve perceber como a criança se comportou e reagiu diante do fato. Se ela comentou algo ou inseriu o assunto nas conversas da família está dando uma pista de que pode estar precisando conversar.

– Vai depender de cada criança e adolescente. É preciso escutar as necessidades do seu filho. Às vezes, ele só precisa falar sobre o fato, e só isso já ajuda a lidar com a situação, humaniza a situação. Outras vezes, ele quer entender o que aconteceu com maior profundidade e detalhes. Temos de avaliar as suas necessidades e ir até o ponto que ele entende e precisa – aconselha Jana.
Além de sempre falar a verdade e de preferência da forma mais natural, tranquila e segura possível, é importante deixar claro para seu filho que esse tipo de tragédia é exceção, que um ser humano em condições normais não faz isso e que existem, no mundo, muito mais pessoas boas do que ruins.

– A criança não pode ficar com aquela sensação de que isso pode acontecer com ela a qualquer momento na sua escola.

Mesmo que o interesse das crianças pela violência seja considerado algo natural, se seu filho revelou uma atenção demasiada diante do fato, é preciso ficar com o olhar atento, aconselha a psicóloga. Segundo Jana, principalmente se ele for adolescente.
– Para os pais, precisa ficar bem claro se ele está se identificando com as vítimas ou com o assassino. Com qual personagem da história ele está se identificando?

Se, mesmo conversando, seu filho estiver com medo de ir para a escola, a sua companhia pode ser fundamental para ajudá-lo nessa hora. Vá até a escola com ele, entre na sala de aula, converse com os professores e até proponha uma atividade sobre o assunto à direção do colégio.

Procure não se atrasar para buscá-lo e tente estar o mais perto possível nesses dias.
Se com o passar do tempo, os reflexos da tragédia ainda forem muito impactantes no dia a dia do seu filho, o conselho é levá-lo a um profissional. (Fabiana Sparremberger)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira

Estreando na escola...

24 de março de 2011 13

Recebi um simpático e apreensivo  e-mail de uma mãe em fase de adaptação com a filha na escola. Como a minha pequena ainda fica em casa (está na escola da vida boa, hehehe), não me sinto a vontade para opinar sobre o assunto. Portanto, mamães (e papais, por que não?) ajudem a Eliane...


"Prezada Ticiana, Boa Tarde,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que adoro o blog e não deixo de ler um só dia desde que engravidei da minha filha, hoje com 4 meses e meio.

Gostaria de sugerir um tópico a fim de ouvir outras mamães na mesma situação que a minha: a adaptação da mãe ao colocar seu filho na escola.

Ao mesmo tempo que sei da importância da escola no seu desenvolvimento, fato pelo qual a escolhi, estou passando por uma angústia muito grande, que parece não ter fim, pois quando a deixo na escola (ainda em tempo reduzido, pois volto a trabalhar na próxima semana) me sinto arrasada, pois parece que não é certo voltar para casa sem ela.

Às vezes me pergunto se todas as mães se sentem como eu, com vontade de retomar a vida profissional, extremamente necessária para nossa realização, mas ao mesmo tempo com sentimento de culpa por deixar nosso maior tesouro nas mãos de outras pessoas.

Além disso, tem toda a preocupação com a alimentação, ela toma pouco leite, por isso já come sopinha e frutinhas.

Acredito que após o nascimento dos filhos, acontece uma confusão de sentimentos na cabeça da mãe, que os ama incondicionalmente, mas sabe que a vida continua e que precisa ser muito forte para conciliar todas as tarefas que terá pela frente.

Espero que você e outras mães possam contar como superaram este período tão complicado.

Obrigada e grande abraço,

Eline"

PS: As dicas devem ser postadas nos comentários...

Especiais e inteligentes

02 de agosto de 2010 0

A estatística deixa qualquer pai preocupado. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de crianças e jovens com dislexia e, no mundo, entre 10% e 17% da população apresenta o distúrbio. Numa classe com 30 alunos, especialistas dizem que três são disléxicos.
De modo bem resumido e simplista, a dislexia é uma dificuldade na leitura, na escrita e na soletração de palavras, frases e textos que pode comprometer o desenvolvimento das crianças na escola. De um modo geral, o disléxico apresenta atraso na aquisição da linguagem, costuma trocar letras na hora de falar, apresenta dificuldades na hora de assimilar as cores, números em sequência e memorização de música. O problema pode ser diagnosticado só após a alfabetização e depois de excluída uma série de outros fatores. Não há uma regra, mas quem sofre de dislexia geralmente é excelente em artes plásticas, música e matemática.
Estudos evidenciam que o problema é hereditário, mas não existem exames específicos que detectam o problema e há demora em fechar o diagnóstico. Não é considerada uma doença, mas precisa ser tratada por profissionais especializados. O diagnóstico mais preciso é feito após dois anos de aprendizagem da leitura, por fonoaudiólogos, psicólogos e psicopedagogos. Se você está com suspeitas em casa, as informações da Associação Brasileira de Dislexia e da Associação Nacional de Dislexia _ publicadas em reportagem do Correio Braziliense _ podem ajudar. 

Atenção, pais
Fique alerta se a criança apresentar
Dispersão e fraco desenvolvimento da atenção
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem
Dificuldade em aprender rimas e canções e fraco desenvolvimento da coordenação motora
Dificuldade com quebra-cabeças
Falta de interesse por livros impressos

Os disléxicos muitas vezes têm
Disgrafia _ Letra feia
Discalculia _ Dificuldade com a matemática, sobretudo com símbolos e tabuada
Dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização
Dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar sequências de tarefas complexas
Dificuldades para compreender textos escritos e dificuldades em aprender uma segunda língua

Os disléxicos sempre apresentam
Dificuldades com a linguagem escrita
Dificuldades em escrever
Dificuldades com a ortografia
Lentidão na aprendizagem da leitura

Outras características
Dificuldades com a linguagem falada
Dificuldade com a percepção espacial
Confusão entre direita e esquerda

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria de 2 de agosto por Fabiana Sparremberger.

Foto de Pena Filho

Alguém sabe... (1)

22 de julho de 2010 6

Duas leitoras do blog querem saber informações que não sabemos responder... Então repassamos a "bola" para alguém que souber a resposta:

Santa Maria - RS
"Acompanho o blog desde que fiquei gravida, e comigo aconteceu igual a vc, a Nathalia veio com 35 semanas , heheheh, graças a Deus esta bem. Lendo o blog sobre os brechós infantis, me interessei muito, na parte de sapatinhos e carrinhos, anadador..... vc sabe se aqui em Santa Maria tem algum? "
Alguém pode responder para a Katiane?

Sapucaia ou Esteio - RS
"Há algum tempo acompanho o blog e na verdade escrevo para pedir ajuda, gostaria de saber alguma mamãe conhece esta Escola de Esteio.....Escolinha Ser Feliz, pois a babá do meu filhote vai ir embora no final do mês e como não tenho família lá, não tenho indicação de nenhuma escola. Gostei de lá, tem uma boa infra, parecem sérios, mas se tiver alguém pra ajudar, me sentiria mais segura. Ou talvez, até alguma outra em Sapucaia ou Esteio pra eu conhecer?"
Alguém pode responder para a Sabrina Cunha?

Soninho a mais antes da aula

13 de julho de 2010 0

Correio Braziliense

Sabe aquelas horinhas que seu filho quer ficar um pouco mais na cama, antes de ir para a escola? Pois os minutos excedentes podem representar muito para o aprendizado dele. Pelo menos é o que indicou uma pesquisa publicada na última semana na revista especializada Archives of Pediatric and Adolescent Medicine.

De acordo com a principal autora do texto, a especialista americana em distúrbios do sono Judith Owens, do Hospital Infantil de Hasbro, retardar em meia hora o início da primeira aula na escola pode melhorar a saúde e a qualidade de vida dos adolescentes. O pequeno atraso significou melhoras no humor, no nível de atenção e nas condições físicas de alunos da high school, equivalente no Brasil ao Ensino Médio.

A médica concentrou a pesquisa em uma pequena escola particular em Rhode Island, que, no inverno, mudou o início das aulas das 8h para as 8h30min. Para não precisar estender o horário nem atrapalhar as atividades, foram feitas pequenas alterações, como a retirada de cinco minutos do recreio. Os estudantes que quiseram participar da pesquisa e tiveram autorização de seus pais responderam a um tradicional questionário sobre hábitos do sono, que foi aplicado entre os adolescentes antes e depois da mudança no horário escolar.

O questionário de oito páginas avaliou o comportamento de sono de 278 entrevistados e mediu as escalas de insônia, dificuldades para acordar e depressão. O resultado foi que houve uma significativa melhora na duração do sono _ 45 minutos. Também foi relatado um grande declínio no percentual de estudantes que afirmavam dormir suficientemente bem raramente ou nunca (69% para 34%). O índice dos que diziam nunca estar satisfeitos com seu sono caiu de 37% para 9%.

Outras descobertas foram que um número menor de estudantes disse sentir fadiga ou falta de motivação no dia a dia, e o percentual de adolescentes que afirmaram se sentir infelizes ou deprimidos de vez em quando caiu de 66% para 45%. Além disso, houve redução de 15% para 5% no número de alunos que procuraram o ambulatório médico do colégio reclamando de cansaço. Os professores também notaram os benefícios: eles disseram que houve 36% menos faltas ou atrasos no primeiro horário do dia.

Mais motivação
A pesquisa também constatou que a quantidade de estudantes que dormiu menos do que sete horas caiu 80%.
— Um modesto atraso teve associação com um aumento significativo na duração do sono e na diminuição da insônia. Para mim, o mais importante foi que os estudantes sentiram-se menos deprimidos e mais motivados a participar das atividades escolares — disse Judith Owens, principal autora do estudo.

A especialista em distúrbios do sono explica que os adolescentes devem dormir nove horas por noite e que uma duração menor do que essa pode trazer problemas de saúde e de concentração. Nessa fase da vida, eles necessitam dormir mais que o normal, pois estão passando por mudanças físicas, biológicas e comportamentais. Como, em média, eles vão para a cama depois das 23h, o horário ideal para acordar, segundo Judith, é por volta das 8h.

— Além dos fatores biológicos, os adolescentes são expostos a múltiplos fatores ambientais e de estilo de vida, como atividades extracurriculares, dever de casa e trabalho, o que impacta significativamente nos padrões de sono. Como resultado, os adolescentes acabam dormindo demais aos sábados e aos domingos, o que contribui para a interrupção do ritmo natural do sono — explica.

Fundo do mar itinerante

03 de junho de 2010 4

O olhar intrigante das crianças nos animais marinhos expostos em um museu itinerante dizia tudo. Além de aprenderem sobre a vida dos animais que vivem no fundo mar, elas tiveram uma grande lição de conscientização ambiental ao entender como aqueles animais tinham sido mortos.

A mostra é uma iniciativa do Projeto Vida Marinha Aquário e Museu Marinho Cristina Portela, que chega ao Rio Grande do Sul pela primeira vez. São 150 diferentes espécies colocadas no interior de um ônibus transformado em sala de aula.

Na última segunda-feira, foi a vez de 12 turmas do Colégio Província de São Pedro ter acesso ao material e à aula da professora e bióloga que coordena o trabalho. Em meio ao bate papo, não faltaram alusões a personagens conhecidos da vida dos pequenos na TV como o Nemo e Bob Esponja.

O trabalho mistura o aprendizado das espécies que vivem no fundo do mar com um importante trabalho de conscientização ambiental.

_ O que mais surpreende os alunos é quando eles sabem a maneira que os animais foram mortos. Eles ficam — bem impressionados — conta a coordenadora do projeto, Cristina Portela.

Tubarões, raias, tartarugas, cavalos-marinhos, pinguins, entre outros animais estão expostos no Museu. Um dos atrativos é ainda o esqueleto de um filhote de baleia franca com oito metros de comprimento. O mais importante é que nenhum animal foi morto para estar no museu, sendo usados somente aqueles oriundos de rede de pescadores, pesca predatória ou encontrados na beira da praia.

O projeto passará por escolas de Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Sapiranga, São Leopoldo e Gravataí. A previsão é que o projeto retorne ao Colégio Província de São Pedro para as turmas da 5ª a 8ª série em agosto.

Um sábado de emoção

29 de março de 2010 3

Pais e mães, em círculo, sentados no chão. Enquanto ouviam a música, cantada por uma professora ao violão, eram convidados a mentalizar a figura do(s) filho(s). Um filho agradecia aos pais por tudo na letra da canção, e uma onda de emoção invadia o ambiente.
Mas o sentimento mais arrebatador ainda estava por vir: a carta de um filho, que falava diretamente ao coração de cada pai e mãe ali sentado. O filho relembrava da época em que ainda estava na barriga da mãe, agradecia pelos tantos afagos recebidos e pela conversa que o pai mantinha com ele... Lembrava das vezes em que pai e mãe discordaram por causa da educação dele, e, muitas vezes, brigavam por causa disso. Agradecia por todas as vezes que os pais se preocupavam em fazer o melhor por ele, por seu futuro, e pelas muitas vezes que abriram mão de seus sonhos a seu favor. O filho recordava de quando as dificuldades financeiras bateram à porta, e como os pais foram gigantes na luta por vencê-las. E várias foram as lembranças durante a vivência....
As lágrimas que cada pai e mãe derramavam ali, naquela sala, revelavam histórias particulares, momentos ímpares na vida de cada família, mas também um sentimento coletivo que une fortemente pais e mães. Nesse exercício de mentalizar o que somos capazes de fazer por nossos filhos, e o quanto eles percebem e são gratos por isso, revivemos nossos medos, nossa força e nosso sentimento incondicional de amor. Tivemos a certeza que, mesmo errando muitas vezes, nossas intermináveis tentativas de acertar são percebidas e ficam gravadas para sempre naquele ser que tanto amamos, na sua personalidade, na sua trajetória de vida.
Para terminar a vivência, fizemos um desenho para presentear nossos filhos, que com tantos desenhos feitos na escolinha nos presenteiam... Tentei caprichar, mas o Bruno deve perceber que tem uma mãe desprovida de dotes artísticos... Coloquei no desenho os mesmos personagens que o pequeno reproduz em cada trabalhinho: ele, a mãe e o pai... E um grande coração vermelho envolvendo a família ali representada... Queria ver a carinha dele quando receber o desenho... Espero que ele sinta o tamanho do amor impregnado em cada traço colorido do giz de cera.

Como é bom parar alguns momentos de nossas vidas para refletir sobre a ma(pa)ternidade e sobre nossos filhos... Aos professores e direção da escolinha do Bruno, que se preocupam em oferecer aos pais essas oportunidades, agradeço imensamente. Tenham sempre em mente que não são apenas os nossos filhos que vocês fazem felizes... Muito obrigada a todas pela mãe que vocês são para todos nós, alunos e pais.

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