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Posts com a tag "filho"

Ter ou não ter um filho?

24 de outubro de 2011 1

O tal relógio biológico existe e quando se passa dos trintas anos, ele parece correr a galope.

- Estou pronta e tenho vontade, mas ainda preciso curtir a vida de casal.

- A minha teoria é que passou dos trinta e a mulher muda, repensa questões filosóficas da vida.

- Passa as três décadas e a gente começa a pensar em formar uma família, ter um filho e não ser no futuro, uma velha mal humorada.

As frases bem humoradas ouvidas de bocas conhecidas e amigas indicam que o assunto vira pauta obrigatória das balzaquianas.

Sempre que me perguntam qual a hora certa de ter um bebê?

Fora a parte médica, respeitando o envelhecimento biológico da mulherada, a minha resposta poderia ser dividida em várias alternativas selecionadas cronologicamente abaixo:

1) Você nega e defende com unhas e dentes que não quer e nem precisa de filho para ser feliz.

2) Sem perceber, você começa a mudar de ideia tendo uma certa simpatia pelas crianças de amigos a sua volta. Se nasceu algum sobrinho, ou sobrinha, o processo é acelerado.

3) Os pequenos que antes a irritavam começam a encantá-la e a diverti-la.

4) Aumenta a pressão familiar.

5) A idade avança.

6) Começa a pensar em como seria ter um filho.

7) Começa a prestar atenção em famílias bem-sucedidas, tipo aquelas de propaganda de margarina (ops, revelei minha idade).

8) Discute o assunto com as amigas, o parceiro, o médico ginecologista…

9) Coloca o plano em prática.

10) O projeto vira realidade nove meses depois.

Pipoca no cinema ou figurinhas?

12 de outubro de 2011 0

Muitos pais têm dúvidas quando o assunto é educação financeira. Na hora de escolher a melhor maneira de ensinar os filhos a lidar com o dinheiro, é importante que isso não seja tratado apenas como algo de adulto.

Conforme a coordenadora do curso de Ciências Econômicas da UCS, Jacqueline Maria Corá, se o dinheiro é visto como algo sujo, inadequado, como a criança poderá ser um adulto organizado e responsável financeiramente? Para a especialista, se a criança sempre teve alguém que tomasse as decisões por si e não precisou decidir entre gastar na pipoca do cinema ou comprar figurinhas para o novo álbum, como poderá tomar decisões financeiras conscientes quando adulto?

– A criança precisa se experimentar em relação a tomar pequenas decisões. Precisa cometer erros e perceber quando faz avaliações erradas sobre determinadas coisas. Só assim poderá corrigir no futuro, avaliar e quantificar melhor – explica Jacqueline.

Outra questão relevante é que quando o pequeno estiver juntando dinheiro, o adulto deve deixar que ela compre o seu objetivo.

– O que não pode acontecer é a criança não precisar fazer esforços ou sacrifícios porque em algum momento, pai, mãe ou os avós vão aparecer para resolver a questão – completa a coordenadora.

Reprodução com arte de Fredy Varela

Como reciclar papel em casa

20 de setembro de 2011 3

Já deu para perceber que o assunto de hoje é meio ambiente. De forma fácil e divertida você pode ajudar a salvar o planeta. Divirta-se!

Ilustração Charles Segat

Material:

- Liquidificador

- Rolo de macarrão ou garrafa de vidro

- Peneira circular de 20 centímetros de diâmetro

- Bacia (na qual caiba a peneira)

- Pedaço de madeira lisa

- 1 litro de água

- 8 colheres de sopa de amido de milho

- 20 a 30 folhas usadas (ou páginas de revista)

Modo de fazer:

- Rasgue as folhas de papel em pedaços bem pequenos.

- Coloque no liquidificador o papel picado, água e amido de milho, batendo por dois minutos até obter uma massa pastosa.

- Caso a massa formada esteja muito líquida, colocar mais papel picado e amido de milho. Bater novamente a mistura. Despejar na bacia só quando estiver bem pastosa.

- Mergulhe a peneira nessa mistura de modo que parte dela forme uma camada na peneira. Retire a peneira com a mistura.

- Deixe secar ao sol. Antes que a massa seque totalmente, retire-a da peneira e coloque-a sobre um pedaço de madeira bem lisa.

- Estique a massa com um rolo de macarrão ou com uma garrafa de vidro, deixando-a bem fina.

- Coloque a mistura bem esticada de novo ao sol, para secar totalmente. Quando a massa esticada estiver bem seca, ela se soltará da tábua.

Está pronta a folha de papel reciclada!

Pais e filhos unidos pelo verde

20 de setembro de 2011 0

Trabalhar para mudar a realidade e construir um mundo melhor é, sim, tarefa de cada um. E pode começar dentro de casa, com os pais dando exemplos aos filhos, e os pequenos trazendo novas informações aos adultos. O primeiro passo é simples: parar e pensar. De onde vem o produto que você comprou? Qual o destino dele? Será que ele precisaria ter sido comprado? Perguntas como essas demonstram o carinho e o cuidado que devemos ter com o planeta.

Os exemplos começam desde cedo. A escola de educação infantil Mundo da Magia, em Caxias do Sul, realiza o projeto Mundo que te quero Verde, que procura conscientizar crianças a partir do maternal. Conforme a diretora, a psicóloga Andressa Citton, 30 anos, o objetivo é formar cidadãos capazes de conviver em uma sociedade mais consciente.

– É muito gratificante quando os pais trazem relatos de casa. As crianças estão mostrando o que aprenderam e ensinando a separar o lixo, batendo na porta do banheiro, quando o pai está demorando no banho, exclamando: você vai acabar com a água do planeta! – exemplifica.

Ela conta também que as crianças se divertem cultivando legumes na horta da escola. E, na hora das refeições, comem o que plantaram.

Maicon Damasceno

 

Família transforma lixo orgânico em adubo

O estudante de agronomia Maurício Argenta Chies, 22 anos, começou a cuidar do lixo a partir do exemplo do pai, o engenheiro civil Rudimar Antônio Chies, 54. O jovem lembra que foi crescendo ouvindo os ensinamentos da família.

– Sempre tivemos o costume de reciclar o material orgânico na horta, transformando-o em adubo. Assim, além de reaproveitar restos de alimentos, também ajudamos a terra a gerar hortaliças de qualidade – explica.

Maurício conta que a família mantém uma espécie de tonel no quintal, onde é colocado o lixo seletivo. Assim, despejam os resíduos diretamente no container da Codeca em frente à residência.

– Com isso, facilitamos o trabalho de quem recolhe o lixo e deixamos de usar milhares de sacolas plásticas – complementa.

O estudante ressalta a importância de pequenas atitudes para tornar o mundo melhor:

– Acredito que o exemplo da minha família possa ser passado para outras pessoas. É muito simples: dois lixinhos em cima da pia, um para cada tipo de resíduo, e estamos ajudando o meio ambiente – completa.

Porthus Junior

 

Aproveitar a vida ao ar livre faz bem

A contadora Andréia Rech Zini, 35 anos, e o empresário Nereu Zini, 42, são pais de Vitor, cinco. Eles incentivam o filho a cuidar da natureza e a manter em boas condições o lugar onde moram, no bairro Eldorado. Segundo ela, uma das práticas da família é juntar papéis e plásticos que são jogados na rua, que o vento costuma espalhar próximo ao seu pátio.

– Isso é uma forma de o Vitor entender que não devemos jogar lixo no meio ambiente e que lugar de lixo é no lixo – explica.

Segundo a contadora, a família também recicla e não deixa torneiras abertas e luzes acesas sem necessidade.

– Meus pais me ensinam a fechar a torneira enquanto escovo os dentes para não gastar toda a água do planeta – diz Vitor.

O menino também recebe incentivo para aproveitar mais a vida ao ar livre, já que a residência onde mora dispõe de um pátio grande. Desse modo, ele pode brincar em meio à natureza, com balanço, na grama ou em um espaço pequeno de areia:

– Sempre limpamos o jardim. O Vitor participa auxiliando a plantar florzinhas, arrancando matinhos e mexendo na terra.

Ele também gosta de ajudar o meio ambiente.

– Cuido da natureza porque não podemos cortar as árvores. Elas é que fazem a gente respirar – acrescenta o menino.

Andréia defende que se sujar também faz parte da brincadeira.

– Nossos pais nos proporcionaram a brincadeira ao ar livre, curtindo a natureza. Procuramos passar isso para o nosso filho. Além de um espaço verde em casa, fazemos passeios ao ar livre em família ou com amigos – complementa.

Maicon Damasceno



Segundo filho...

29 de agosto de 2011 22

Existe uma hora certa de ter um segundo filho?

Obviamente temos um  relógio biológico que está sempre em contagem regressiva e a nossa taxa de fertilidade vai diminuindo com o tempo.

Tenho escutado divertidas histórias de segundo filho.

Veio por acaso, foi planejado, etc e tal.

Tive dois irmãos e foi tudo meio junto e muito bom.

Agora penso na pequena…

Na vontade de ter uma família maior…

Tenho uma teoria nada prática e sem embasamento teórico algum.

Estamos num mundo tão caótico, violento e egoísta que desenvolvi uma teoria nada prática, sem embasamento teórico algum: 

1) Quem pensa muito, não tem filho.

2) Quem tem um filho e para para pensar, não tem o segundo…

Guardião da saúde de seu filho

14 de março de 2011 0

Tem mãe (e pai) que visita vários pediatras antes de escolher o profissional que será o guardião da saúde do seu maior tesouro. Busca indicações entre amigos, familiares e conhecidos e vai à seleção propriamente dita. Faz uma série de perguntas, apresenta suas dúvidas e tenta conhecer o médico, sua rotina e, principalmente, sua disponibilidade para ser acionado as 24 horas do dia.

Se a seleção pode parecer exagero para alguns, por outro lado, diminui – e muito – a chance de o relacionamento não dar certo ou acabar já na primeira consulta. Para quem está na fase de escolher o pediatra, algumas considerações que podem ajudar nessa hora:

- Pergunte ao pediatra que horários ele atende na clínica e qual a disponibilidade de atender fora do horário. Questione claramente se você pode ligar para o celular a qualquer hora do dia ou da noite e se ele vai atender ou dar retorno mais tarde, se não puder falar na hora

- Se optar por uma clínica, verifique se há profissionais de plantão nos horários em que o pediatra não está atendendo no local. Procure saber quem são os outros profissionais. Em Santa Maria, já há clínica com pediatra de sobreaviso no telefone até a meia-noite

- Em caso de férias ou doença, pergunte ao pediatra se ele tem algum colega que “cobriria” sua ausência e que poderia ser procurado. Ter um “reserva” já conhecido tranquiliza pais e mães

- Avalie a “didática” do pediatra visitado. Se ele usar termos técnicos sem explicá-los, diga que não entendeu e peça que ele se explique simplificadamente. Se ele seguir insistindo no palavreado difícil, parta para outro. Pai e mãe precisam sair do consultório entendendo tudo o que está acontecendo com seu filho, por que está recebendo cada medicação e o que fazer nas mais diferentes situações. E o pediatra tem de deixá-los à vontade para perguntar

- O melhor pediatra do mundo é aquele que melhor atende às necessidades do seu filho. Não adianta ser o mais famoso ou reconhecido na cidade, o que mais tem títulos ou premiações, se ele nunca pode atender ou estar presente nos momentos em que seu filho precisa ou se você precisa esperar um mês para conseguir a consulta

- Não hesite em trocar de profissional se você e seu filho não se adaptaram ou não confiam 100% no pediatra escolhido. Em cidades maiores, a gama de bons profissionais é considerável, e você não deve se acomodar se não gostar da sua primeira escolha. Quando precisar de outro pediatra, em um pronto-atendimento, por exemplo, vai descobrir que o médico do seu filho não indicaria tal medicação ou preferiria outras opções. Então, você vai precisar confiar muito no profissional escolhido. Porque ele, realmente, é o melhor guardião da saúde do seu filho. (Texto: Fabiana Sparremberger)

Coluna Em Nome do Filho, publicada toda segunda-feira no jornal Diário de Santa Maria, de responsabilidade de Fabiana Sparremberger e Ticiana Fontana. O texto de hoje é de Fabiana Sparremberger

Ana pede ajuda

24 de fevereiro de 2011 19

“Meu nome é Ana e tenho um filho de dois anos chamado Gabriel, estou com problemas sérios de opiniões diferentes de educação entre eu e meu marido.

Eu sempre faço o possível para conversar com o Gabriel quando ele faz algo errado, ou fica fazendo beicinho quando quer algo que eu não deixo ele pegar, e quando está na rua fico louca com a gritaria q ele faz ou o choro e acabo cedendo.

Bom, mas meu marido é diferente, fala uma vez, grita a segunda vez e, na terceira, bate na bunda ou nas pernas com força. Meu filho chega a soluçar de tanto que chora.

Eu fico superdividida porque não sei que atitude tomar. Muitas vezes, choro junto sem que meu esposo veja. Em outras, abraço meu filho como se fosse o último abraço do mundo para ele se sentir protegido.

Sempre que passa essa tensão, eu sento com o Gabriel e explico o que aconteceu, falando que ele estava errado e tal, ele ouve (quando quer), só que meu marido acha que minha atitude de proteção é errada. E que ele não aprendeu muita coisa quando era pequeno porque o pai não batia.
Me sinto muito mal com essa situação.

O que vocês e tuas amigas me aconselham nesse caso? Já pensei até em separar por causa do meu filho, afinal, ele é tudo pra mim no momento, e não quero ver ele sofrendo assim.”

Abraços,
Ana.

Situação difícil, Ana. Não há um manual que diga o que fazer, porque, para cada relacionamento e situação, há uma melhor solução. Ainda acho que aquele velho conselho de sentar e conversar é o melhor caminho, o mais sensato. Pai e mãe vivem discordando da melhor forma de educar o filho, isso é normal. Muito casal só começa a discutir e brigar depois que chega um filho. Não é fácil mesmo, mas é preciso chegar a um denominador comum e não ter atitudes diferentes ou brigar diante do filho. É preciso tentar o melhor para o casal e, claro, para o filho.

Outras leitores poderão, com certeza, te ajudar nessa hora. E nós, do blog, vamos procurar um profissional que possa trazer algumas dicas para situações do tipo.

Abraço,

Fabi

Os 'intrusos' na relação entre pais e filhos

14 de fevereiro de 2011 0

Mãe e madrasta. Pai e padrasto. Filho(a)s e enteado(a)s. As famílias brasileiras construídas a partir de um segundo relacionamento/casamento já estão presentes em 60% dos lares brasileiros, segundo o IBGE. Já a Universidade de Ohio já divulgou uma pesquisa que uma em cada quatro crianças no mundo é enteada de alguém.
Mas como ser uma “boadrasta” e um bom padrasto e tentar vencer as dificuldades que muitas vezes surgem nessa relação? Os conselhos mais óbvios, mas que precisam ser lembrados sempre, são aqueles mais básicos: NUNCA fale mal da mãe ou do pai da criança e NÃO tente ser a mãe ou o pai do seu enteado, até porque ele já tem. Convidamos o psicólogo Cleuber Roggia para responder a questionamentos, dando dicas para madrastas e padrastos que estão preocupados em fazer da relação com os enteados a mais feliz possível. Confira:

Fabiana Sparremberger - Dar bronca e estabelecer regras são departamento do pai e da mãe, e o padrasto e a madrasta não devem se meter?
Cleuber Roggia – As coisas devem ser bem claras entre o casal, desta forma, um não desautoriza o outro na questão de cobranças. Ambos devem cobrar, mas ambos, e orientar da mesma forma.

Fabiana – A madrasta e o padrasto devem tentar ser os melhores amigos do enteado?
Roggia – Ser a melhor amiga ou não, pode não ajudar. É importante buscar conhecer o enteado e respeitar o seu cotidiano, claro, sem deixar que as coisas desandem para algo sem controle. É importante ter consciência de que o intruso nessa relação é você (madrasta/padrasto).

Fabiana – E o que fazer se o enteado demonstra não aceitar a madrasta ou o padrasto?
Roggia – É preciso entender, conversar, aceitar a diferença, aceitar que você é um intruso. Enfim, a busca pelo diálogo, respeitando o tempo da criança, sem deixar também de buscar o seu espaço. Isso é muito importante.

Fabiana – E se a contrariedade for além, e o enteado agredir (com palavras ou até fisicamente) a madrasta ou o padrasto?
Roggia – Se a relação parte para a agressão, nesse caso é buscar o companheiro e conversar a respeito. Outra dica é buscar ajuda de um psicólogo para tentar entender o que está acontecendo: se o problema é com você (madrasta ou padrasto), se é com a criança, se é com o pai ou a mãe, ou, então, com todos.

Fabiana – Colocar fotos do enteado pela casa e destinar um espaço para ele ajuda nos casos em que o relacionamento entre enteado e madrasta/padrasto está recém começando?
Roggia – Certamente que o enteado já ocupa um espaço emocional e certamente irá ocupar um espaço físico. Isso é importante que seja dentro do bom senso, nem mais e nem menos, mas que fique implícito que há espaço pata todos e, a partir daí, há respeito, entendimento, diálogo.

Fabiana – Se o enteado disser: “a comida da minha mãe é bem melhor do que a sua ou o “meu pai nunca gritou comigo”, como madrasta e padrasto devem responder?
Roggia – Não discutir, não atacar. Buscar entender, buscar diálogo a respeito. Emocionalmente entrou alguém no meio da relação dos pais que é você, e isso não é fácil de se entender de uma hora para outra. E sobre gritos, não gritar porque ninguém é surdo e quem grita é porque não escuta e nem é escutado.

Fabiana – Madrasta ou padrasto devem se afastar para que o enteado possa ter momentos só com o pai ou a mãe, sem que a criança se sinta pressionada?
Roggia – Pressionar, forçar a relação, criar demandas desnecessárias nunca é bom. Também não é bom se afastar muito. Todos têm lugar nessa relação, mas é importante que cada um busque o seu, inclusive você, que é o intruso.

Fabiana – E o que fazer se o enteado diz que gosta mais de você do que da mãe ou o do pai e se se recusa a voltar para casa da mãe ou do pai?
Roggia – Questionar o porquê, tentar o entender o motivo disso. Conversar com o(a) companheiro(a) a respeito. Em toda relação, há limites, mas o mais difícil é saber até onde eles vão. Conhecendo, é meio caminho andado. Em qualquer tipo de relação, situação, em qualquer coisa, tudo o que é demais ou de menos pode prejudicar. Se você come demais, pode ter uma indigestão; se come de menos, pode passar fome e alimentar-se mal. Muito limite em casa traz problemas futuros e pouco limite, também.

*Em tempo, além de mãe, também sou madrasta (Fabiana Sparremberger)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria nesta segunda-feira. Na foto acima, o filme Lado a Lado, em que mãe e madrasta vivem uma relação complicada

O novo filho único

24 de novembro de 2010 2

Já que a Fabi voltou ao assunto, vou nele de novo também, porque a coisa rende.

Colocando “filho único” no Google, fiquei chocada com o primeiro texto, que dizia assim: Ainda que ser filho único não constitua uma “enfermidade”, todo mundo reconhece que este tipo de criança tem propensão a problemas particulares: é frágil, caprichoso, tímido, tirânico com os seus, tem dificuldades de adaptação com seus companheiros e para integrar-se num grupo e reage freqüentemente com desconcerto ou rebeldia.

Francamente, senhor J. A. Vallejo Nájera. Só você não se deu conta, mas os tempos mudaram.

Não podemos mais pensar em filhos únicos como antigamente, com aquele imaginário carregado de preconceitos, de que o guri ou a guria serão solitários, brincarão sozinhos e… bom, mimado qualquer criança hoje é um mimado em potencial.

Com ou sem irmãos, os pais acabam sentindo muita culpa por causa da ausência, e compensam como podem, seja com brinquedos, comida ou fazendo concessões que podem prejudicar a educação das crianças. Ou seja, dizer não ao filho é superdifícil para pai de um, dois ou uma penca de filhos.

O Censo 2010 já está mostrando que as famílias estão diminuindo. O Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul têm menos moradores por residência em todo país _ a média é de 3,06 e 2,99, respectivamente. O Amazonas tem mais moradores – 4,43. O motivo é justamente a queda na taxa de fecundidade das mulheres.

Como educar um filho único? O livro Criando Filho Único (editora M.Books), de Carolyn White, ensina basicamente que devemos ensinar  filhos nessa condição a ter responsabilidade mais desde cedo.

Algo óbvio.

Não tem jeito, ele chegou para ficar.




Um amor de filho

17 de agosto de 2010 2

- Mãe, eu tenho uma notícia para o teu “blogue”…

- Ah, é, Bruno, que legal! E qual é a notícia?

- O Bruno ama a mãe dele de todo o coração. Pode escrever lá…

Atendo o pedido do amoroso guri, e ganho meu dia, minha semana, meu mês, meu ano… minha vida

Filho do vento norte...

12 de agosto de 2010 1

Dia de vento norte. Ventania danada aqui em Santa Maria. Até casa destelhou. O guri levantou do avesso. Ele já não acorda de bom humor na maioria dos dias, mas, nesta quinta-feira, foi algo quase insuportável.
Se acham que estou exagerando, a minha ajudante das quintas-feiras (faz a limpeza da casa e me ajuda nas tarefas mais árduas) não me deixa mentir. Parecia um furacão pela casa! Ou um velho ranzinza resmungando pelos cantos e reclamando de absolutamente tudo! Tudo era uma dificuldade…
Lembrei que o guri nasceu num dia de forte vento norte, exatamente como nesta quinta-feira. Era 31 de maio, num dia típico de veranico. Aquele vento quente se revelando na fresta da janela do hospital… E eu indo para a sala de parto com um calorão… 
Eu até gosto de vento norte, e como passei a odiar inverno depois da chegada do Bruno, até aprecio o calorzinho que está fazendo por aqui. Só tenho medo do que vem depois dele… (casas destelhadas, ruas alagadas, destruição pelos quatro cantos…) Se tem uma capital do vento norte, ela é Santa Maria, com certeza…     Já teve até pesquisa que comprovou que esse vento norte afeta o humor das pessoas. Talvez afete ainda mais o das crianças… Ou será só uma impressão de mãe? Vou observar atentamente o “pequeno furacão” nesses dias. Só espero que não seja três dias de vento norte, como diz a música… Três dias com o guri acordando com esse humor…

Não basta ser pai

07 de agosto de 2010 0

Tem que participar. Lembram deste bordão? Repetido a exaustão na TV, virou lema de uma geração de filhos a reinvidicar o justo direito da atenção paterna. Para além do simplismo propositivo da propaganda em vender o produto, cabe uma reflexão sobre esta paternidade contemporânea. Ter um filho não faz de um homem …um pai. Faz dele um mero reprodutor que nada o diferencia dos animais. Ser pai é participar sim, mas também e principalmente, cuidar.

Dizem alguns “especialistas” que o homem contemporâneo não sabe o que fazer com o aumento da presença feminina no mercado. Perdoem-me especialistas, mas se “ele” sente-se acuado…não é um homem.
Um homem ante a participação de sua companheira na cotidiana batalha do dia a dia, sente-se privilegiado e honrado, pois sabe que o sucesso da companheira/cúmplice/guerreira retornará como alicerce a solidificar o projeto de vida comum que ambos descortinam no horizonte futuro.

Sei que não falo por todos os homens, já que existem muitos que não honram o gênero masculino, mas existem poucos que, a cada ano, vêm aumentando este numero na sociedade. Assim como a mulher aprendeu a conquistar seu espaço, este homem também aprende a reinvidicar seu direito paterno junto aos filhos. E percebe que ser pai não é apenas ter filho.

É estar próximo dos rebentos que ama, acompanhar seus cotidianos alertando-os das armadilhas e dar-lhes o apoio necessário para levantarem-se quando as inevitáveis quedas da vida acontecerem. Isto é feito de muitas maneiras, onde cada um encontra sua forma (desde a troca de fraldas, lição de casa, etc).

Lamentavelmente, a sociedade ainda não acolhe a paternidade responsável com o valor que estes homens procuram construir como forma de cuidar e manifestação de seu amor aos filhos e ao planeta. Para isto, alguns tiveram que buscar seus direitos.

Assim, neste dia dos pais, um pedido especial para aqueles que têm o privilégio de estarem com seus amados descendentes nesta data. Quando seus filhos o cumprimentarem, segure-os um pouco mais num afetuoso e sincero abraço, pois existem muitos, que no dia de hoje, desejam ardentemente poder estar no seu lugar e receber este carinho. Mas eles não podem.

Acredite, você não faz ideia do que o abraço de um filho representa para um pai tornar-se um homem melhor. Se Casillas é a referência deste homem para as mulheres, o goleiro reserva da Austrália Brad Jones é a referência deste homem para os pais.

Clézio Gonçalves, doutor em Neurociências e Educação

Viciados na internet têm mais risco de depressão

04 de agosto de 2010 0

Foto: Genaro Joner

Os adolescentes “viciados” em Internet têm mais que o dobro de chances de sofrer depressão do que aqueles que navegam na rede de forma mais controlada, revelou um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo publicado no Archives of Pedriatic and Adolescent Medicine, 1.041 adolescentes de Guangzhou, no sudeste da China, preencheram um questionário para identificar se acessavam a Internet de forma patológica e se sofriam de ansiedade e depressão.

A maioria dos adolescentes – mais de 940 – utilizava a Internet corretamente, mas 62 (6,2%) foram classificados como internautas moderadamente patológicos, e 2 (0,2%) como “severamente patológicos”.

Nove meses depois, a condição psicológica dos adolescentes voltou a ser avaliada e os pesquisadores descobriram que os estudantes que usavam a Internet descontrolada ou irracionalmente tinham uma propensão duas vezes e meia maior de desenvolver uma depressão do que aqueles que acessavam a rede de maneira moderada.

AFP

Mãe hipertensa moderada

16 de julho de 2010 1

Ricardo DuarteFoi esse o diagnóstico recebido na tarde de quinta-feira do meu cardiologista. Passei o fim da gravidez controlando a pressão (medição três vezes por semana, em dois períodos do dia). Ela não era alta, mas sempre estava perto do limite. Não tive problema nenhum com ela até a chegada do Bruno – no parto, incrivelmente, a pressão estava quase baixa.

Que vergonha!!! Depois de cinco anos, voltei ao cardiologista para os exames de rotina. No consultório, 16 por 10. O pedido foi para eu fazer com urgência um exame chamado M.A.P.A, abreviatura de Monitorização Ambulatorial de Pressão Arterial. Passei com o aparelho de pressão pendurado no meu braço por 24 horas, medindo a pressão de 15 em 15 minutos durante o dia, e de meia em meia hora, à noite. Uma noite sem dormir, e o veredicto: és uma hipertensa moderada (podia ser, pelo menos, uma hipertensa leve, pra consolar…).
Mesmo a esteira – estou completando a marca de um ano fazendo esteira pelo menos cinco vezes por semana durante 40 minutos – e uns bons quilos a menos me livraram de entrar para o time dos hipertensos… Coisas da maldita genética, que não perdoa, principalmente nessa doença…

Agora, é começar a tomar o medicamento (para todo o sempre), cuidar o sal, principalmente nos alimentos enlatados, fazer esteira (agora, por indicação médica mesmo e não só por prevenção) e me adequar a essa nova condição de paciente em tratamento contínuo…

Muita gente com quem falei disse que a hipertensão surgiu só depois de ter filhos. Será que há algo de científico nisso?

Vou começar logo com a medicação… Ela precisa estar totalmente sob controle para mais um desafio da minha vida de mãe: o Bruno vai ter de fazer novamente uma cirurgia – será sua terceira com anestesia geral em 5 anos de vida… Para a retirada de uma hérnia inguinal… Ele já tirou uma aos 11 meses.

Mas essa história eu conto nos próximos dias ou depois de consultá-lo com a cirurgiã pediátrica que fará a operação… Mãe sofre! Mas tem de ter o coração forte. Por isso, vou cuidar muito bem do meu.

Receitas de mãe para filho (1)

10 de julho de 2010 1

A partir deste sábado, e sempre aos finais de semana, o blog trará receitas para você fazer para o seu filho e com o seu filho. Para isso, precisamos da colaboração de todas vocês.
Eu inauguro o espaço publicando aqui a receita preferida de sobremesa do Bruno, feita pela mãe, é claro. O guri não é muito exigente, para alívio da mãe que se esforça, até gosta de ir para a cozinha, mas, coitada, não tem muitos dons culinários… Ele a-do-ra pudim de leite condensado… E eu fico bem faceira porque esse é muito fácil mesmo de preparar… Até o meu fica perfeitinho…
Mande a receita preferida do seu filho com uma foto para a gente publicar aqui.
Ou então aquela receitinha que você costuma fazer junto com ele (o Bruno adora ser ajudante…).
Valem também receitas daqueles pratos feitos para a criançada num dia de muita pressa, que são nutritivos, mas não exigem muito tempo de preparo.
Ah, e não esqueça de enviar uma foto da receita, porque publicar receita sem a foto, não dá nem vontade de fazer, né? A foto abaixo não é do meu pudim, mas eu juro que fica como esse…

E aí vai a receita…

PUDIM DE LEITE CONDENSADO
Ingredientes
1 lata de leite condensado
2 medidas da lata com leite integral
4 ovos médios ou 3 grandes (se for da colônia, mais bonito ele fica)
6 colheres de sopa de açúcar bem cheias

Modo de preparo
Primeiro, faça a calda de caramelo e deixe a fôrma untada
Coloque água na fôrma do pudim até ferver
Coloque a lata de leite condensado, o leite e os ovos no liquidificador e bata tudo
Despeje o conteúdo do liquidificador na fôrma com o caramelo
Coloque o pudim para cozinhar por cerca de 30 minutos (eu coloco uma faca sem ponta dentro, se não ficar nada grudado nela, está pronto)
Espere esfriar para desenformar e coloque na geladeira
Sirva e deixe seu filho aproveitar…

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