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Posts com a tag "livro"

Exemplo é tudo...

29 de setembro de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerDo livro Para que Minha Família se Transforme, de Maria Salette de A. Silva, Wilma Ruggeri e Jota Lima.

São historinhas bem curtas com uma simplicidade que faz pensar. Esta eu li ontem à noite, antes de dormir:

ESTEJA ATENTO AO EXEMPLO QUE VOCÊ ESTÁ DANDO

Um rapaz, que estava dirigindo alcoolizado, ultrapassou um sinal fechado e colidiu com um poste, o que ocasionou a sua morte. Seu pai, muito triste, e, ao mesmo tempo, revoltado, disse à esposa que iria descobrir o local em que seu filho estivera embriagando-se na noite do acidente, pois queria processar o dono do estabelecimento.

Ao abrir o armário para pegar seu casaco, deparou-se com um bilhete do filho: “Pai, peguei algumas bebidas da sua adega para comemorar a vitória do nosso time. Espero que o senhor não fique bravo comigo. Até mais tarde.”

O exemplo vale mais que as palavras.

Para que sua família se transforme, esteja atento ao exemplo que você está dando, pois ele pode estar sendo imitado.


Do livro Para que Minha Família se Transforme, de Maria Salette de A. Silva, Wilma Ruggeri e Jota Lima.

São historinhas bem curtas com uma simplicidade que faz pensar. Esta eu li ontem à noite, antes de dormir:

ESTEJA ATENTO AO EXEMPLO QUE VOCÊ ESTÁ DANDO

Um rapaz, que estava dirigindo alcoolizado, ultrapassou um sinal fechado e colidiu com um poste, o que ocasionou a sua morte. Seu pai, muito triste, e, ao mesmo tempo, revoltado, disse à esposa que iria descobrir o local em que seu filho estivera embriagando-se na noite do acidente, pois queria processar o dono do estabelecimento.

Ao abrir o armário para pegar seu casaco, deparou-se com um bilhete do filho: “Pai, peguei algumas bebidas da sua adega para comemorar a vitória do nosso time. Espero que o senhor não fique bravo comigo. Até mais tarde.”

O exemplo vale mais que as palavras.

Para que sua família se transforme, esteja atento ao exemplo que você está dando, pois ele pode estar sendo imitado.

Menos leitura. Mais preocupação

29 de março de 2012 5

Todos os posts de Fabiana SparrembergerNada animador o resultado de uma pesquisa feita pela Fundação Pró-Livro com o Ibope Inteligência. Batizada de Retratos da Leitura no Brasil, ela mostrou que crianças e adolescentes estão lendo menos.

Entre 5 e 10 anos, a média registrada foi de 5,4 livros por criança por ano, contra 6,9 de 2007.

Os pré-adolescentes de 11 a 13 anos passaram de 8,5 livros para 6,9.

Entre 14 a 17 anos, caiu de 6,6 para 5,9.

Fiquei assustada com duas coisas:

1 – Como pode ser tão pouco? O pequeno lê um livro por semana que pega na biblioteca da escola – tem o Dia da Biblioteca, que eles gostam demais, e eu acho o máximo. Fora os outros livros que costumamos ler à noite. Será que tem alguma escola que não cobra leitura? Será que tem pai que não lê para o filho, ou filho que não lê para o pai? Tem pai que perde essa chance imperdível?

2 – A pesquisa mostrou também que professores ultrapassaram os pais na missão de despertar o interesse pela leitura. É tão gratificante inserir os pequenos nesse mundo mágico da leitura… E esses momentos de interação com os filhos se tornam inesquecíveis na vida deles, mas também na dos pais.

Como o piá ainda não sabe ler, eu conto a historinha, e ele reconta depois. E surgem várias pérolas.
Dia desses, o piá recontava uma cena da historinha em que o pai assistia ao futebol na TV e a mãe saía da sala, discutindo algo com ele. O guri recontou assim:
– O pai tava feliz lá olhando o seu futebol. E a mãe não gostou que ele não dava atenção pra ela e saiu reinando da sala.
Ri tanto diante do reinando que quase fiz o pequeno desistir de contar o restante da história de envergonhado que ficou. Aliás, tenho de me controlar várias vezes diante dos termos e interpretações divertidas que ele dá para a história.

E pensar que isso não acontece em todas as casas. Ou que acontece tão pouco. Triste, muito triste

Museu desmiolado

24 de junho de 2011 0

Olha o lançamento aí gente.




por que um museu?
perguntou a musa ao dicionário
porque é necessário respondeu
tem que ter
um lugar um lugar um lugar
onde ver cabe dentro do olhar



O Mundo de Camila

06 de maio de 2011 0

Ó pessoal: novo livro infantil no pedaço.

Os autógrafos são amanhã.

Beijos.


Márcia do Canto faz sua estreia na literatura

Prestes a completar 30 anos de carreira como atriz, diretora e produtora de teatro, cinema e TV, a também psicopedagoga, professora e multitalentos Márcia do Canto, se aventura em outro meio: a literatura. Márcia lança no próximo sábado, dia 7 de maio, com a participação especial do artista plástico Manoel Veiga, seu primeiro livro: O mundo de Camila, com selo da Editora Projeto. A sessão de autógrafos será das 16h às 19h, na Livraria Iconográfica.

Na estreia como autora infanto-juvenil, a atriz narra a história da menina Camila que, enquanto espera a hora de poder voltar pra casa após a faxina de sexta-feira, faz uma viagem por sua própria vida ao repassar cenas do seu cotidiano e ao refletir sobre tudo e sobre todos que compõem o seu universo. “Abordo as concepções atuais das famílias, já que Camila é filha única de pai e mãe, mas tem irmãos de outros casamentos pelos dois lados”, revela Márcia. “A ideia é retratar esse universo infantil sem peso, sem pudores e mostrar como uma criança entende toda essa complexidade”.

Para a editora Annete Baldi, da Projeto, O mundo de Camila encanta pela destreza das palavras, pelo ritmo da narrativa e pela consistente construção desse mundo infanto-juvenil.  O livro é ilustrado em cores pelo artista plástico Manoel Veiga, mas contém vários espaços em brancos, servindo como pausas para o leitor pensar.

O QUÊ: lançamento e sessão de autógrafos do livro O mundo de Camila (Editora Projeto, 60 páginas, R$ 39,00), escrito por Márcia do Canto e ilustrado por Manoel Veiga.

QUANDO: sábado, 7 de maio, das 16h às 19h.

ONDE: Livraria Iconográfica (Rua Castro Alves, 995 – Porto Alegre).




Sábado é Dia Internacional do Livro Infantil

01 de abril de 2011 0

Para comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil e o seu aniversário de 19 anos, a Editora Projeto lança o livro Do alto do meu chapéu, com poemas de Gláucia de Souza e ilustrações do pai da literatura infantil, Hans Christian Andersen. Uma grande festa está sendo preparada para a ocasião.


A programação inclui sessão de autógrafos com a autora do livro, Oficina de Papercuts com Carla Binfaré, Sarau de Poesia coordenado por Ana Munaro e Contação de Histórias com Rosane Castro. As atividades são gratuitas e acontecem no sábado, 02 de abril, das 10h30 às 16h30, na Escola Projeto / Unidade 1, na rua Cel. Paulino Teixeira, 394.

Os poemas de Gláucia de Souza foram escritos a partir de papercuts de Hans Christian Andersen que pertencem a dois acervos dinamarqueses: The Royal Library, em Copenhague, e The Hans Christian Andersen Museum, em Odense.  Muitos dos contos de Andersen sobrevivem no imaginário de adultos e de crianças até os dias de hoje. Mas o que nem todos sabem é que ele não utilizou o papel apenas para escrever. Usou-o para desenhar e para recortar! Como forma de entreter amigos grandes e pequenos, inclusive enquanto contava histórias, o escritor recortava e criava figuras ricas em detalhes: um mundo de fadas, duendes, pierrôs, aves, bailarinas, compondo um universo fantástico e simétrico. Ao final da história, desdobrava os papéis recortados para seus ouvintes atentos. Embora os papercuts não tenham relação direta com os contos de fadas, as imagens criadas por Andersen, assim como as histórias que escreveu, são repletas de significados para serem desvendados por quem as lê.


O QUÊ: lançamento e sessão de autógrafos do livro Do alto do meu chapéu, de Gláucia Souza e ilustrações de Hans Christian Andersen. Para comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil e o Aniversário de 19 anos da Editora Projeto, haverá uma programação especial.

QUANDO: sábado, 02 de abril, das 10h30 às 16h30.

ONDE: Escola Projeto / Unidade 1, na rua Cel. Paulino Teixeira, 394.


Que fofuras!!!

25 de março de 2011 0

Rachael McKenna/Reprodução Flickr Alles Trade Editora

Rachael McKenna/Reprodução Flickr Alles Trade Editora

Rachael McKenna/Reprodução Flickr Alles Trade Editora

Rachael McKenna/Reprodução Flickr Alles Trade Editora

Olhem só que encanto essas imagens do livro Best Friends Forever, da fotógrafa neozelandeza Rachael McKenna. E reparem como os animais se parecem com seus “donos”. Meigos, fofos, um amor!!!

No álbum da artista, que já é conhecida por retratar animais e bebês, há frases sobre amizade. Entre os bichanos retratados estão cachorros e gatos, é claro, além de coelhos, pintinhos e patos. Editado pela Alles Trade, o livro é vendido a R$ 39,90.

Incrível como os bichos se parecem com os donos. Se não fisicamente, na personalidade. O Zulu (nosso cachorro “salsicha”), por exemplo, é o retrato do Bruno, ou seria vice-versa? Eles têm o mesmo temperamento, e muitas das qualidades (e defeitos) podem ser verificados nos dois. Mas isso é assunto para outro texto, que estou preparando para publicar em breve.

O bicho de estimação do seu filho e ele se parecem de alguma forma? Se sim, mande seu relato e a foto dos dois para o blog. A gente vai a-do-rar mostrá-los aqui.

Sobre filhos de 2 a 10 anos

30 de janeiro de 2011 0

Os médicos da Sociedade Brasileira de Pediatria estão lançando o segundo volume da série Filhos – a primeira foi Filhos – da gravidez aos 2 anos de idade (já mostramos a publicação aqui no blog).

Em Filhos – dos 2 aos 10 anos de idade, há orientações sobre cuidados, alimentação, segurança, educação e brincadeiras. Serve também como um guia para pais e cuidadores de crianças com necessidades especiais e traz dicas para a escolha de babás, creches e escolas, além do calendário de vacinas para cada idade e alertas das situações emergenciais que devem merecer a atenção do pais.

A publicação é da editora Manole e está à venda em livrarias e sites a partir deste mês ao custo de, em média, R$ 86.

Meu presente preferido...

24 de dezembro de 2010 0

Quando a gente vira mãe, até o foco dos presentes muda completamente. Acabei de arrumar os presentes na sacola do papai Noel. Quase noventa por cento da ”mochila” está tomada por lembranças para os pequenos.

Obviamente me preocupei em verificar a faixa-etária indicada nos brinquedos. Entre todas as opções, os livros são os meus preferidos.

Num mundo midiático e que abusa da tecnologia, considero que um livro pode ser uma excelente pedida de presente, seja no natal ou em qualquer outro evento.

Além de conteúdo diverso e principalmente com mensagens educativas, hoje os livros estão integrados nesse novo panorama tecnológico.

Sons, joguinhos eletrônicos, e todo o tipo de interatividade estão agregados às histórias maravilhosas que abrem a mente dos pequenos e os estimulam a experimentar outras realidades.

A minha pequena filha e o meu pequeno sobrinho ganharão livros de histórias de bichos. Cada página emite o som do animal referido. (como eles não sabem ler, dá para antecipar a surpresa).

Como anda a biblioteca do seu filho?

04 de dezembro de 2010 0

Livro infantil é tudo de bom.

Aí vai um lançamento.

Evento marca lançamento de livro infantil, em Porto Alegre

“Por que o Elvis não latiu?” é o primeiro título para crianças da Editora 8INVERSO

A Editora 8INVERSO promove no sábado, dia 4, o lançamento do livro “Por que o Elvis não latiu?”, com texto de Robertson Frizero e ilustrações de Tayla Nicoletti. A obra, destinada a leitores de 6 a 10 anos, mostra como as crianças lidam com o luto e a saudade, através da história de um menino que recebe a notícia da morte de seu cãozinho de estimação.

O evento ocorre na Livraria Cultura, Bourbon Shopping Country (Av. Túlio de Rose, 80, Porto Alegre), e conta com a presença do autor, que vai conversar com pais e educadores sobre como apresentar o tema da morte para as crianças, além de atividades para os pequenos e sessão de autógrafos.

“Por que o Elvis…” é o primeiro texto infantil de Frizero, carioca residente em Porto Alegre e um dos editores da 8INVERSO, e primeiro lançamento da 8INVERSO Petit, linha editorial destinada ao público infantil.

Segundo o autor, conversar com os pequenos sobre morte ainda é tabu. Ele sustenta que esta postura traz mais prejuízos que benefícios às crianças:

— O luto é um ritual necessário, é parte da vida. Deixar que a criança passe por ele é saudável. Tenho um filho de sete meses e sei que todos os pais desejam poupar seus filhos do sofrimento, mas impedir as crianças de passarem por certas frustrações e tristezas inevitáveis é também torná-las despreparadas para o mundo — defende.

O autor afirma ainda que a criança tem o direito de conhecer a existência da morte da forma mais franca e madura possível:

— Tentar esconder algo tão presente como a morte pode apenas aumentar a dor dos pequenos, que ficam então tendo que lutar com a desconfiança e a incompreensão de informações truncadas e desconexas que muitos adultos lhes dão num “jogo de mentiras caridosas” — condena.

Obra é estreia também da ilustradora

“Por que o Elvis não latiu?” marca a estreia também de paulista Tayla Nicoletti na ilustração de obras infantis. Selecionada numa campanha da 8INVERSO em redes sociais para encontrar um ilustrador, Tayla diz que sempre sentiu forte atração espontânea pelo universo infantil.

— Por não ter filhos, eu mesma sou minha maior referência. Eu sou a grande criançona serelepe que acaba pautando as minhas escolhas criativas quando trabalho para esse público — diz, revelando que foi esta inclinação o seu norte na criação das imagens de “Por que o Elvis não latiu?”.

Ser pai e mãe é saber narrar

18 de agosto de 2010 0

Eu tive o privilégio de conhecer Celso Gutfreind em meados dos anos 90, quando ele ministrava oficinas de poesia na Casa de Cultura Mario Quintana. Ele já era médico, não tão famoso como agora, mais poeta, mais marginal. Hoje ele é psiquiatra especialista em psiquiatria da infância e adolescência, continua escrevendo suas poesias e crônicas, mas também escreve lindos livros com um texto acessível para especialistas e pessoas que queiram conhecer melhor os processos psicológicos de tornar pai e mãe.

Abaixo, eu reproduzo a sinopse de “Narrar, ser mãe, ser pai” (Bertrand Brasil) que acabei de receber da editora. E não deixem de conferir os autógrafos, na próxima terça-feira. O convite vai abaixo.

O autor analisa o processo psicológico de se tornar mãe e pai — a parentalidade —, ao sublinhar a importância do aspecto narrativo. Para o autor, não há pais à vontade se não contarem histórias: as suas próprias, de preferência, ou as alheias que, ao serem escolhidas, também lhes dizem respeito. Segundo Gutfreind, “narrar é mais que um instrumento que colabora no processo de parentalidade: é indispensável, confunde-se com ele”. Assim, encontros em torno de histórias são sagrados. Isso inclui qualquer narrativa, como contos, cantos, relatos de vida. Conversa-fiada. Qualquer trama que faça a ponte entre pais e filhos, e promova essa interação com gesto, toque e olhar. http://www.record.com.br

Bjs.


Do autor de "Sob Pressão"

10 de maio de 2010 0

Olá, Fabiana. Um grande prazer receber seu e-mail. E obrigado pelas palavras generosas sobre o livro. Fico feliz que esteja ajudando você e outros a reflexionar. Adorei a reportagem!
Gostaria de participar na próxima. Manda um e-mail quando resolverem como querem fazer.
Dá para eu responder as perguntas em inglés? Fica mais fácil e rápido para mim…
Um abraço devagar,
Carl

Para minha dupla alegria, este é o segundo e-mail enviado pelo autor do livro Sob Pressão – Criança Nenhuma Merece Superpais, Carl Honoré (foto acima). Mostrei o primeiro na coluna Em Nome do Filho, publicada nesta segunda-feira no Diário de Santa Maria. Veja abaixo:
Olá, Fabiana,
Tudo bem?
Ouví um pouco da mesa-redonda que você fez sobre o meu livro e gostei!
Infelizmente, não dá prá ver o vídeo no meu computer. Coisas de Macintosh, talvez. Mas consegui ouvir parte da trilha sonora, e achei muito interessante.
Se tivesse sabido do evento, poderia ter participado por Skype…
Um grande abraço desde Londres,
Carl

A mesa-redonda citada por Honoré, que é filósofo escocês e mora atualmente em Londres, foi mostrada aqui no blog. Ela reuniu quatro casais de pais para a reportagem de capa da Revista MIX de 1º e 2 de maio intitulada Pais, aliviem (ao lado). A matéria foi também manchete do Diário de Santa Maria.
Em resumo, Honoré defende que os pais estão pressionando demais seus filhos, na tentativa de fornecer a eles uma infância que consideram perfeita. O autor argumenta que sentimos uma imensa pressão para darmos às crianças o melhor que temos para transformá-las em pessoas cada vez melhores. Como resultado, surgem crianças inseguras, pouco criativas e que não assumem riscos. O estresse seria outra consequência.
Já mostrei vários trechos do livro de Honoré aqui no blog. E foi uma grande e grata surpresa receber o e-mail do autor, que ficou conhecido também por escrever Devagar. O escocês é um dos precursores do chamado Movimento Slow.

Com livrinhos novos

03 de maio de 2010 0

Ele já havia visitado a Feira do Livro de Santa Maria na última sexta-feira, junto com todos os coleguinhas da escolinha. E voltou faceiro da vida com um livrinho dos Carros. À noite, antes de dormir, conhecemos a historinha escolhida. Depois de a mãe decifrar as letrinhas, foi a vez do pequeno recontar a “história emocionante”, como ele mesmo classificou, com a ajuda das figuras.

No sábado, o convite foi da mãe, para uma nova visita à casa dos livros. Prontamente, ele concordou com o passeio, todo faceiro diante da revelação de que poderia escolher mais um livrinho para sua coleção. A Praça Saldanha Marinho pipocava de leitores, um entrevero que, confesso, não me agrada muito. Mas como fica complicado ir em outro dia, o remédio foi enfrentar o grande movimento.

Quando, enfim, encontramos uma banca que permitia até “se mexer”, o guri concentrou os olhos na estante e logo começou a rir: “esse é muito engraçado e tem figuras pra recortar”. Pois foi a turma do Scooby-Doo que o Bruno levou para casa. Cada linha da história trazia, no lugar da palavra, uma figura ou várias delas. A missão era recortar os cartões para olhar, atrás deles, o que significavam. Assim, era preciso estar com todas as figuras em mãos para ir contando a historinha.

- Eu vou ser o Salsicha. O Zulu (o cachorro do Bruno) vai ser o Scooby. A mãe vai ser a Dafne e o pai, o Fred (estamos bem na foto…). A vó, que tem óculos, vai ser a Velma – sentenciou o pequeno leitor.

E na noite de sábado, enquanto a mãe lia a obra que levou para casa, o pequeno se entretia com sua aquisição. Um passeio divertido, diferente e importante para a educação das nossas crianças.

Pai, quanto você ganha por hora de trabalho?

22 de abril de 2010 4

Certa vez, um pai chegou em casa superestressado e ligou a televisão para assistir ao telejornal. O filho se aproximou sorridente:
- Pai, vamos brincar?
O pai respondeu irritado:
- Meu filho, você não está vendo que estou muito ocupado? Vá brincar com seus irmãos que depois a gente conversa.
O menino saiu, chateado, mas logo em seguida voltou de novo e perguntou:
- Pai, quanto você ganha por hora de trabalho?
E o pai, irritado, disse:
- Você não está vendo que estou ocupado? Vá falar com sua mãe, já lhe disse que estou ocupado, saia daqui.
Alguns minutos depois o garoto tentou chamar a atenção do pai novamente:
- Pai, quanto é que você ganha por hora de trabalho?
O pai não aguentou e explodiu:
- Você é muito mal-educado! Você não percebe que estou ocupado! Vá já para seu quarto.
O garoto argumentou:
- Mas, pai, eu ainda nem jantei!
- Não quero nem saber! Vá para seu quarto agora e não saia de lá.
Assustado, o garoto foi para o quarto com fome, sem entender o que estava ocorrendo.
Terminado o telejornal, o pai se deu conta da bobagem que fizera. Caiu na real e foi chamar o garoto para jantar. Quando abriu a porta, viu que o filho dormia. A consciência pesou. Acordou o menino, que levantou sobressaltado:
- Não, pai, não me bata, desculpe ter atrapalhado seu programa, prometo que isso nunca mais vai acontecer, por favor, não me bata!
Naquele instante, o coração do pai se apertou, e ele disse:
- Não, filho, desculpe o papai, vamos jantar. Depois a gente vai brincar e eu quero que você me conte como foi seu dia.
O menino, percebendo a mudança de tom, aproveitou para perguntar de novo:
- Pai, quanto é que você ganha por hora de trabalho?
O homem parou, pensou e respondeu:
- Ganho mais ou menos 5 reais.
E o menino pediu:
- Pai, dá para você me emprestar 2 reais?
O pai, sentindo-se culpado, pegou duas notas de 1 real e deu ao menino, que então tirou do bolso do calção 3 reais, juntou-as e disse:
- Pai, aqui tem 5 reais. Você me vende uma hora de seu trabalho para a gente brincar?

A história acima é contada no primeiro capítulo do livro Pais e Filhos, Companheiros de Viagem, de Roberto Shinyashiki, chamado Dê prioridade a seus filhos!. Depois de contar o episódio, o autor diz:

“Eu entendo que você viva sob pressão no trabalho, mas essa realidade não pode servir como justificativa para não curtir seus filhos ao chegar em casa. Certamente as mães de hoje não têm mais a mesma disponibilidade de ficar o dia inteiro com os filhos como no passado. Hoje muitas mulheres trabalham fora e exercem uma série de atividades. Pais e mães, ao chegar em casa, precisam encontrar energia para curtir os filhos. Isso tem de ficar muito claro: filho não é obrigação! Aproveitar esses momentos de encontro é uma forma de recarregar as baterias e cumprir um papel que cabe exclusivamente aos pais.
Muitas pessoas admitem que se sentem culpadas por não ter tempo de curtir os filhos porque precisam trabalhar muito. O mais triste dessa história, porém, não é quando você está longe de casa. Duro mesmo é voltar, dar um beijo formal na turma, abrir a geladeira, pegar uma cerveja, abrir o jornal e ligar a televisão. Então, sim, as coisas ficam péssimas. Nesse momento, você mostra para a sua filha que ela vale menos que uma lata de cerveja, você mostra a seu filho que ele é menos importante que um jornal. Triste é destruir a autoestima deles.
Quando estiver trabalhando, dê 110% de sua energia. Mas, quando estiver em casa, curta as pessoas que você ama.”

Ótima mãe até... ter filhos

09 de abril de 2010 1

Tem livro que dá uma enorme vontade de devorar logo depois de batermos o olho no título. Eu Era Uma Ótima Mãe Até Ter Filhos, de Trisha Ashworth e Amy Nobile, é um deles. Se você ler o resumo do livro da editora Sextante, então, dá ainda mais vontade.
Como algumas dicas para nós, mamães, estão no próprio texto de divulgação do livro, no site da editora, vou reproduzi-lo aqui.

“Nossa esperança é sermos capazes de criar ótimos filhos e de nos sentirmos felizes enquanto fazemos isso, o que exige falar sobre o lado bom e o lado ruim da maternidade. Se formos sinceras, talvez nos livremos da idéia de que podemos e devemos fazer tudo. E, se conseguirmos deixar essa fixação de lado, talvez sejamos capazes controlar nossas expectativas insanas.”
Pode ser que o título deste livro faça você rir e dizer sem titubear: “É verdade!” Afinal, ele resume a sensação que muitas mães experimentam de vez em quando: a maternidade é um “pouquinho” mais complicada do que elas imaginavam.
Munidas de uma grande dose de bom humor, as autoras levantam uma série de questões que assolam as mães modernas, em sua maioria desesperadas para cumprir suas 1.001 funções com perfeição. Será que esses conflitos também infernizam sua vida?
Caso suas respostas sejam positivas, relaxe. As mais de 100 mães entrevistadas pelas autoras também se vêem às voltas com esses problemas. O mais importante, porém, é que este livro lhe mostrará que é possível lidar de modo sensato e equilibrado com cada um deles e aprender a amar a maternidade tanto quanto você ama seus filhos.
Aqui estão reunidos depoimentos significativos, soluções fornecidas pelas entrevistadas, dicas das autoras, “segredinhos inconfessáveis” e até o ponto de vista de alguns homens. Tudo isso servirá como apoio para ajudá-la a reescrever suas próprias “regras” da maternidade e ter uma convivência mais harmoniosa e feliz com seus filhos.
***
Amigas há mais de uma década, Trisha Ashworth e Amy Nobile perceberam que, após o nascimento dos seus filhos, elas não conseguiam deixar de se perguntar se eram mães suficientemente boas, de questionar suas escolhas e de se engalfinhar com a culpa em relação a quase tudo o que dizia respeito a eles.
Assim, decidiram sair em campo e descobrir se outras mulheres também se angustiavam com essas questões. Depois de realizarem mais de 100 entrevistas, constataram que não estavam sozinhas nesse barco. Viram que, embora as mães modernas amem seus filhos, elas estão sobrecarregadas, sentem culpa por tudo, acham que são pressionadas além da conta, têm a sensação de que estão descontroladas e perderam sua identidade de vista.
Para as autoras, o primeiro passo para a mulher que deseja exercer a função da maternidade com paz e equilíbrio é ser franca e aposentar a idéia de que ela pode e deve cuidar de todas as coisas, e de forma irretocável. Libertando-se dessa meta inalcançável, talvez seja capaz de controlar suas expectativas exageradas. E, sendo mais sensata e realista, deixar de se condenar e também de fazer isso com outras mães.
Uma das entrevistadas disse: “Amo ser mãe, apenas odeio a maternidade.” Para Trisha e Amy, muitas mães sentem isso porque, do modo como definem a maternidade, ela se transforma numa tarefa impossível. Essas mulheres acabam sendo vítimas da exaustão arrasadora que as faz se sentir como hamsters girando sem parar em suas rodinhas.
Por isso é necessário que aprendam a tomar atitudes como dizer não e cuidar de si mesmas e de seus maridos. Devem, principalmente, ser sinceras para que possam fazer escolhas conscientes com base nos seus próprios valores, e não nas expectativas que outras pessoas têm a seu respeito. Somente assim, conseguirão proporcionar o melhor para si mesmas e para sua família.

Educação infantil & futuro

31 de março de 2010 0

“As últimas pesquisas sugerem que bater as metas de aprendizagem precocemente não é garantia de futuro acadêmico brilhante. Um estudo realizado na Filadélfia descobriu que, aos 7 ou 8 anos, não havia uma diferença discernível entre  o desempenho de crianças que passaram seus anos pré-escolares em maternais onde vigoravam padrões educacionais mais rígidos e aquelas que vieram de maternais onde prevalecia  a brincadeira.

A única diferença era que as “crianças de estufa” tendiam a ser mais ansiosas e menos criativas. Embora muitos acreditem que conhecer as letras, os números, as formas e as cores é a melhor preparação para a escola, os professores têm uma visão muito diferente. Eles dizem que a criança que chega à escola socialmente adaptada, que sabe compartilhar, seguir intruções e ser empática terá mais chance de vir a dominar depois a leitura, a escrita e os números.”

Trechos do livro Sob Pressão – Criança Nenhuma Merece Superpais, de Carl Honoré

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