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Posts com a tag "mãe"

Mãe e filha atrás de um sonho

15 de junho de 2012 3

A-do-ro receber colaborações de mães orgulhosas com seus pupilos. E, claro, fico muito feliz em conhecer tantas histórias de amor e dedicação e também de compartilhar essas alegrias com vocês (que eu sei que também amam tudo isso…).

Hoje, quem faz a homenagem é a Ivana Carvalho Seixas, mãe da Laura Carvalho Seixas, 9 anos, de Santa Maria, que vai fazer 10 anos em julho.

O nosso abraço às duas, e a gente fica na torcida para que o sonho se realize!

Tudo começou quando a mãe, que queria muito uma filha menina, conseguiu tê-la, aos 34 anos, depois de ter outros dois amores meninos, que já estavam com 10 e 5 anos de idade.
Com a chegada da menina, a mãe sempre a incentivou-a a participar de danças, cursos de modelo, aulas de música e muita coisa feminina e delicada, tanto que iniciou no baby class aos dois anos de idade e já demonstrava muita desenvoltura!

A mãe era amante da patinação artística e, quando a Laurinha fez 4 anos, começou a procurar o esporte por toda a cidade, mas as chances eram mínimas, pois no município ele não era muito difundido. Foi no Clube Recreativo Dores que a pequena patinadora, aos 5 aninhos, aprendeu as primeiras lições. Em pouco tempo já estava apresentando-se com o grupo no FESTSHOW, vestidinha de Mônica e com o coelhinho Sanção nos braços (foto acima).

Aí começa a história de amor à prática da patinação artística de Laura e Ivania. Em todos os festivais, Laura fez-se presente com alegria. Além de Santa Maria, já participou de Festivais em Santa Cruz, Três Coroas, Lajeado, Teutônia, Bento Gonçalves e Silveira Martins.

Em 2010, a professora Fernanda Bueno, que havia fundado um grupo de patinadores chamado Geração, no Ginásio do Pito, passou a dar aulas particulares para Laura, com a finalidade de preparar seu primeiro solo. Mãe e filha, percorriam assim, na época grande distância (moravam em Camobi) , para estas aulas tão importantes, onde a Laura começou a se destacar em saltos e giros, além de continuar no grupo do CRD.

No final de 2010, Laura apresentou brilhantemente seu solo, “Barbie, a princesa da Ilha”, foi muito aplaudida (a mãe, emocionada, não sabia se ria, chorava, filmava ou aplaudia). E este seu solo, aguçou o interesse de outras meninas a fazerem aulas particulares para terem seu solo.

No final de 2010, a técnica, a atleta e sua mãe, foram atrás de mais aprendizado. Aluna e professora frequentaram por uma semana as aulas de verão do técnico do segundo melhor patinador do mundo, Marcel Sturmer, Léo Bengochêa, em Novo Hamburgo.

Lá, perceberam que a patinação de Santa Maria estava bem aquém do ideal e continuaram batalhando para chegar próximo do que os “grandes” fazem sobre rodas. Elas continuam assim, não perdem tempo e vão aonde alguém entendido possa abrir mais horizontes.

Neste ano, as três persitentes, mesmo sem nenhuma ajuda financeira de clube, prefeitura ou empresa, resolveram participar pela primeira vez de um campeonato de patinação artística. Um professor de outra cidade, com experiência em torneios, também treinou a menina, pois o rigor das competições ainda é uma expectativa.

O primeiro grande desafio será nos próximos dias. Elas vão participar da COPA SUL, em Santa Cuz do Sul, dos dias 22 a 24 de junho. A mãe Ivania, incansável, está sempre por perto… apoiando, incentivando seja no abraço na hora em que as musculaturas pedem um carinho, seja na espera das aulas, no gelo ou no calor de 35 graus. Não existe nada de ruim!!!

Mãe, você é uma chata

18 de fevereiro de 2012 2

Todos os posts de Livia Meimes



Mãe

Enquanto escrevo isso lembro de você drenando meu nariz ranhento 24 horas por dia. De você com cara de quem comeu picolé de xuxu sem sal na hora de me deixar na escolinha e ir para o trabalho. Até hoje você faz a mesma cara quando eu vou para o colégio e provavelmente fará quando eu for pra faculdade. Isso nunca mudará.

Lembro da minha infância inteira tirando e colocando o casaco, você me tapando e eu chutando as cobertas a noite inteira. Você nunca entendeu que eu puxei ao meu pai: nós não sentimos frio, mãe, ao contrário de você, que dorme tapada até no verão.

Também lembro de você, a minha infância inteira, dizendo para eu não tomar Coca-Cola, mas você sabia que dava tudo por uma. Quando dizia que não, morria de remorso. E preciso confessar uma coisas: a minha vó nanny me dava, a minha vó nanny me dava, minha vó nanny me dava.

Você também adorava ficar em cima de mim, me sufocando com beijos molhados, me lambendo, mordendo a minha barriga e fazendo barulho, só para eu cair na risada que nem o nenenzinho da propaganda do Itaú.

A hora de escovar os dentes era a maior tortura. Era eu segurando a escova com força, chupando toda a pasta com baixa abrasividade, só para te irritar. E você tentava ser paciente, fazendo de tudo para que meus dentes ficassem limpos. Era dia e noite, noite e dia, e você lá, tentando.

Aqueles meus dois primeiros anos foram difíceis, né mãe? Mas foram muitooo divertidos.

Mãe, você é uma chata.

Ass. Leonardo.




Para ver bem mais além

08 de fevereiro de 2012 17

O maravilhoso How To Be a Dad criou esta ótima campanha, que diz o seguinte: Você é mãe. Nós ouvimos seu rugido. / Seu corpo não está arruinado. Você é uma baita tigresa que conquistou suas listras.

Achei legal porque mostra a imagem de uma mulher e suas indefectíveis estrias adquiridas na gravidez e que estrias não representam simplesmente estrias. Se você não quiser olhar pelo lado de quem cultua a perfeição, estrias podem ser vistas como listras de uma tigreza.

Massa, né?


You are mother. We hear you roar.

Posted by CharlieAndAndy on February 2nd, 2012

With a world driven by image and perfection and unattainable Photoshopped standards of beauty, it’s uncomfortable for us to imagine the magnitude of what a woman may feel she had to “sacrifice” by “ruining her body” in order to have a baby. The statement in this picture offers a different way to think about it though.

A Mother's  Tiger Stripes


Só mãe salva

19 de janeiro de 2012 14



Sou fã do Fabrício Carpinejar há muito tempo e fiquei bem faceira em saber que ele está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Ontem ele escreveu uma crônica que especialmente me tocou. Vou reproduzir abaixo e recomendo a leitura.

Leu?

O recado que o Fabrício nos dá por meio da sua história pessoal com certeza você já viu, ou quem sabe, até viveu. Rotular uma criança prematuramente é grave e isso ocorre geralmente na fase de alfabetização, quando é feita uma avaliação para saber se o pobrezinho está apto para passar para primeira série e aprender a ler e a escrever. Se por algum motivo eles acham que a cria não está apta, ela não segue adiante, pois vai ficar boiando na aula enquanto os outros avançam.

O grande problema é que nem sempre esse “estar apto” é a VERDADE sobre essa criança, o que em outras palavras, significa gerar uma ideia errada do sujeito, rótulo que poderá prejudicá-lo pelo resto da vida. Por exemplo: a criança pode estar sofrendo bullying na própria escola, o que vai prejuducar o seu desenvolvimento, e o problema neste caso é o bullying, não a capacidade cognitiva da criança. Se o bullying tiver fim, ela voltará a ser “normal”, mas até aí poderá já ter repetido de ano.

Por isso, não “engula” o que escola diz sem antes investigar muito o problema, junto a psicólogos, neurologistas, etc, e, caso haja algum problema, faça como a Maria Capri. Nunca, mas nunca duvide do potencial do seu filho. Caso contrário, você poderá se surpreender.


Retardado aos oito anos*

Fabrício Carpinejar

Mãe é exagerada. Sempre romantiza a infância do filho. A minha, Maria Carpi, dizia que eu fui um milagre, que enfrentei sérias rejeições, que não conseguia ler e escrever, que a professora recomendou que desistisse de me alfabetizar e que me colocasse numa escola especial. Eu permitia que contasse essa triste novela, dava os devidos descontos melodramáticos, entendia como licença poética. Até que mexi na estante do escritório materno em busca do meu histórico escolar. E achei um laudo, de 10 de julho de 1980, assinado por famoso neurologista e endereçado para a fonoaudióloga Zulmira. “O Fabrício tem tido progressos sensíveis, embora seja com retardo psicomotor, conforme o exame em anexo. A fala, melhorando, não atingiu ainda a maturidade de cinco anos. Existe ainda hipotonia importante. Os reflexos são simétricos. Todo o quadro neurológico deriva de disfunção cerebral.”Caí para trás. O médico informou que eu era retardado, deficiente, não fazia jus à mentalidade de oito anos. Recomendou tratamento, remédios e isolamento, já que não acompanharia colegas da faixa etária. Fico reconstituindo a dor dela ao abrir a carta e tentar decifrar aquela letra ilegível,espinhosa, fria do diagnóstico. Aquela sentença de que seu menino loiro, de cabeça grande, olhos baixos e orelhas viradas não teria futuro, talvez nem presente. Deve ter amassado o texto no bolso, relido sem parar num cantinho do quintal, longe da curiosidade dos irmãos. Mas não sentiu pena de mim, ou de si, foi tomada de coragem que é a confiança, da rapidez que é o aperto do coração. Rejeitou qualquer medicamento que consumasse a deficiência, qualquer internação que confirmasse o veredito. Poderia ter sido considerada negligente na época, mas preferiu minha caligrafia imperfeita aos riscos definitivos do eletroencefalograma. Enfrentou a opinião de especialistas, não vendeu a alma a prazo. Ela me manteve no convívio escolar, criou jogos para me divertir com as palavras e dedicou suas tardes a aperfeiçoar minha dicção (lembro que me fazia ler Dom Quixote, e minha boca andava apoiada no corrimão dos desenhos). Em vez de culpar o destino, me amou mais. Na vida, a gente somente depende de alguém que confie na gente, que não desista da gente. Uma âncora, um apoio, um ferrolho, um colo. Se hoje sou escritor e escrevo aqui, existe uma única responsável: Maria Carpi, a Mariazinha de Guaporé, que transformou sua teimosia em esperança. E juro que não estou exagerando.

Seu filho não obedece?

13 de setembro de 2011 3

Mamães, depois de me estressar muitos dias por conta do meu Gabriel, de um ano e seis meses, fui atrás de alternativas, pois ele é teimoso e a palavra NÃO está sendo bem difícil.

Ele tem certeza de que tudo o que ele quer tem de acontecer. Por exemplo, todo dia tenho de fechar a porta da área de serviço porque senão ele vai lá chutar a água e até comer a comida da cachorra. Já fiz de tudo, vou lá, explico tudo a ele, inclusive, tentei deixar a porta aberta para fazer de conta que nada está acontecendo, mas ele vai da mesma forma.

Sábado fui na casa de uns amigos e uma delas me disse que ouviu uma vez o seguinte: a cabecinha da criança funciona de maneira que quando ouvimos, por exemplo, “não pense em um elefante cor de rosa” e a gente pensa na hora, a deles é igual quando ouvem um “não”, daí é que querem ir mexer.

Se a criança tem até sete anos de idade, especialistas garantem que é possível estimulá-la com mais facilidade a obedecer.

Ilustração Fraga

Como eu, muitas mães sentem dificuldade em fazer com que os filhos obedeçam. Com ajuda de especialistas em educação e psicologia infantil, selecionei algumas dicas que vão acabar com essa tormenta e permitir um desenvolvimento mais tranquilo e saudável para o seu filho – e menos cansaço para você.

1. Eduque sem culpa

Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar: nada de tentar compensar a ausência por meio da superproteção ou de permissividade. “Ao perceber que os pais se sentem culpados, a criança pode adotar comportamentos manipuladores”, alerta a psicanalista Patrícia Nakagawa.

2. Crie um bom vínculo afetivo

Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer. “Para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela”, afirma a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro “Guia Prático dos Pais”. Ao chegar do trabalho, dedique pelo menos 15 minutos para brincar.

3. Valorize o papel da criança

Seu filho precisa conhecer a importância dele na família. Para isso, é bom que ele tenha o seu lugar reservado na mesa de jantar e seja ouvido pelos pais.

4. Crie uma rotina

Utilize o bom senso e estabeleça uma rotina para o seu filho. Uma rotina bem adaptada ao ritmo da criança reduz a ansiedade, faz com que ela se lembre de algumas tarefas cotidianas, como escovar os dentes após as refeições, e tenha um sono de qualidade.

5. Dê ordens claras

Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos seus olhos da criança. É preciso persistência, mas psicólogos garantem que funciona: “Diga o que ela deve fazer uma única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo”, diz Suzy Camacho.

6. Esteja preparado para lidar com a desobediência

Ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. “Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem de saber que ela não pode pular uma janela ou não deve agredir o coleguinha”, ressalta Isabel Kahn.

7. Diante da birra, fique firme

Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. “Se estiver em público, não se preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção dela para outra coisa, mas não ceda”, afirma Suzy Camacho.

8. Oriente a babá

Combine com quem cuida da criança sobre as diretrizes da educação do seu filho.”Esse diálogo é imprescindível para que não se estabeleça um relacionamento conflitante e a criança fique confusa”, explica a psicanalista Patrícia Nakagawa.

9. Educa-se o tempo todo

Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. “A educação é um processo que não ocorre apenas em situações de desobediência. A criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano”, diz Patrícia Nakagawa. Por isso, seja verdadeiro.”Se enganamos ou mentimos uma vez, as crianças podem perder a confiança nos pais”, completa Adriana Tanasovici.

Mãe fashionista

09 de setembro de 2011 7



Se até agora você não se identificou com os tipos de mãe propostos neste humilde blog, chegou a sua vez. Ou você nunca sonhou ver o júnior posando de garoto-propaganda das fraldas Johnson´s? Ou na capa da Vogue? Ou, no mínimo, em todos os out doors da cidade? Ein?? A mãe fashionista, que um dia foi louca por moda (para ela), por publicidade, shoppings, revistas, dicas de beleza e tudo mais que tiver a ver a ver com esse mundinho, agora dedica- se a projetar todos os seus desejos no filhote. E a praticar esse delicioso esporte que é deixar a figurinha cada dia mais linda e “mudérrna”, original e Suri Cruise possível. Vale tudo: lojas, brechós, sites, liquidações salão de beleza e até guarda-roupa infantil alheio.

Só não esqueça de alguns pontos:
1) Sua filha não é a Barbie e seu filho não é o Bobby. Bom senso é tudo.
2) Criança cresce. Não esqueça disso antes de comprar um vestido de grife carérrimo.


Bjs


É menino ou menina? Faça o teste

08 de setembro de 2011 47

Recebi esta tabela da colega Camila Ruzzarin. Segundo ela, sua mãe acredita que basta a gestante verificar a idade e o mês do ano em que engravidou para saber se nascerá menino ou menina.  Por exemplo, eu engravidei aos 29 anos,  no mês de  julho, e tive o Gabriel. Com a maioria das mulheres da redação do jornal Pioneiro, os dados se confirmaram.  Se divirtam, para mim deu certo, mas é válido lembrar de que não é nada científico.

Reprodução

Que tipo de mãe você é? (parte 2)

06 de setembro de 2011 21


Ria. Por que, de um jeito ou de outro, padecerás.

(autor desconhecido)


Mãe de restaurante. Uma espécie (quase) extinta

Existe um abaixo-assinado contra ela em todos os estabelecimentos comerciais que vendem comida boa. Especula-se, inclusive, que quanto melhor a comida vendida, mais ódio ela irradia com a sua presença _ e a dos seus, é claro.
Tem gente que fica só esperando ela chegar para pedir a conta. É odiada por casais apaixonados, faceiras senhoras da terceira idade, amigas-trintonas-solteiras-comedoras-de-shushi. Essa mãe está tão, mas tão em baixa, que deve “pegar” moda muito em breve por aqui uma lei que proibirá que ela pare de circular, de vez, em locais restaurantes públicos.
Mas enquanto isso não acontece, elas estão aí, resistindo bravamente e, principalmente, encarando com sorrisos a cara feia alheia, ao mesmo tempo que seu piá atira comida para o teto.

A politicamente correta “sem noção”
Essa mãe se esforça. É daquelas que ensina o filho a colocar o lixo seco no lixo seco antes mesmo dele aprender a falar. Quer que o pequeno seja o mais ético da turminha, que respeite o próximo, que seja educadíssimo, e por aí vai. Mas, quando menos espera, ele se pega com o coleguinha da creche, numa briga começada por quem?? Por ele. Sim, foi o filho DELA que começou a pancadaria e voou sangue pra tudo quanto é lado. Pobre mãe.

A intelectual frustrada

Nos finais de semana, a intelectual frustrada leva o pimpolho para a livrarias hipermodernas da cidade grande, aquelas que têm espaços ótimos para crianças lerem livrinhos e brincarem, mas principalmente brincarem, porque o filho da intelectual frustrada não fica paradinho lendo, como ela gostaria. Ok, ele tem três anos de idade, mas nasceu para ser gênio, e gênio será, oras. Mas para o desgosto desta mãe, que não conseguiu terminar o doutorado porque ficou grávida, o pequeno édipo não quer saber de se tornar íntimo das letrinhas, fã de Monteiro Lobato e Palavra Cantada. Está mais interessado em derrubar os livros da prateleira, para  a felicidade dos vendedores em plantão de final de semana. Por isso, ambos são obrigados a deixar a loja antes que um desastre aconteça. Um happy meal será bem mais apropriado.


Que tipo de mãe você é?

01 de setembro de 2011 7


Que tipo de mãe você é?

(atenção: esse post é apenas uma brincadeira. Qualquer identificação com algum personagem  NÃO é mera coincidência)

A mama italiana ou ídiche mome. A famosa coruja multiplicada por mil. Ou um milhão.
É capaz se sufocar coitadinho do com seus beijos melados. Na prática, ama demais para não correr o risco de amar de menos. Quando eles crescem, não se dá conta, e é capaz de fazê-lo passar por constrangimentos públicos, como dar uma incerta no seu trabalho trazendo “a casaquinha”. Mas cuidado. Essa relação só existe entre mães e filhos homens, sendo sua ocorrência impossível de acontecer entre mães e filhas mulheres.

A complexada, estressada, culpada, preocupada e outros “adas”
Parece ter saído do Manual da Mãe Perfeita: não deixa faltar nada, lê sobre maternidade, vê filmes, pesquisa em revistas científicas internacionais. Mas por alguma razão, que a própria razão desconhece, acha sempre que está fazendo TUDO errado e vive carregando a cruz da culpa. Ó vida, ó dor…

A desencanada pós-moderna
Sai pelo menos uma semana com o marido, deixa a cria com a babá contratada pelo serviço terceirizado (isso que você ouviu), compra fralda sem estar na promoção e não morre de culpa se a criança ficar esperando sozinha nos braços da senhora da creche, quando se atrasa.
Quando o bebê chora, ela não entra em pânico, faz que nem o Içami Tiba manda:
_ Deixa chorando e dá as costas que ele para.
Ah, e essa criança nunca dormiu na cama dela. Motivos óbvios: ela faz sexo!
É segura, não precisa de autoafirmação, as amigas morrem de inveja, mas ela tem fama de “ter alguma coisa errada”. E deve ter, ora bolas.

Mama Bin Laden, a terrorista de plantão
Mama Bin Laden, a terrorista de plantão.
Não aparece só no 11 de setembro, mas também é terrorista. É daquelas que, por diversas razões, repete o que fizeram com ela em termos de educação: chantagem, castigo e até palmada, palavra proibida no século 21. Se você conhece alguma que diz assim:
_ Fulaninho, se você não comer, vai ficar sem televisão…
Faça o favor de avisá-la: a Idade Média acabou.


Esse post continua.

Beijos





Mãe má

01 de julho de 2011 1

Na época da minha vó não tinha blog, mas imagino que a mulherada se pegava igual. O debate, é claro, se dava em outras instâncias.

_ Eu crio meu filho assim! (crash, boo, pof, soc)

_ Eu crio meu filho assado! (crash, boo, pof, soc)

_ Eu quis fazer cesárea porque EU quis e pronto! (pof, paf, bom, sualoucapreguiçosa!)

_ Eu larguei tudo pra ser mãe! (páf, pof, pah, bahvcéloucañãotemvidaprópria)

_ Eu amamentei até os dois anos e só aceito parto natural, em casa e na água (soc, pum, paf, suahippiesemnoçãoquenegaaciência)


Parece que eu consigo ver a mulherada, em todas as décadas possíveis e imagináveis, dizendo como ela fez para superar os enjoos, porque largou o emprego quando o filho nasceu, porque não largou, porque preferiu escolinha a creche, que se sentiu abandonando seu filho com uma estranha e blá, blá e blá.

Mas, calma, gente.

Eu juro que não vou subverter a maternidade.

Vamos no McDonald’s comer quilos de batata frita, mas é só hoje, tá?

Afinal, é segunda-feira.

Beijos e boa semana.


Uma história sobre adoção...

16 de junho de 2011 4

Ultimamente tenho escutado com certa frequencia histórias de adoção.

Geralmente são casos de repercussão em que pequenos inocentes são mal tratados por pais biológicos e encaminhados para uma nova família.

Esse caso é de uma pessoa querida de convívio próximo.

Como mãe, a hoje avó, teve três filhos. O mais velho começou a produção cedo.

Antes de completar 30 anos já tinha quatro – todos com a mesma mulher.

A cada dia ficava mais difícil sustentar a prole… Mesmo assim apareceu mais uma gestação.

O casal tentou esconder da família, mas no fim da gravidez contou para a avó que mora em outra cidade. O bebê nasceu, e a avó estranhou a falta de animação do filho.

A avó acabou descobrindo que o casal iria dar o pequeno para adoção. Na mesma hora, se tocou para a cidade do filho.

Determinada, só sossegou quando conseguiu a guarda e trouxe o pequeninho de poucos dias para casa.

A vida dela e da família mudou. A calmaria de dias atrás deu lugar a uma rotina mais cansativa, sem dúvida.

O marido, meio reticente no início, hoje é um dos mais empolgados e babões com a criança que cresce linda e saudável.

- Com o pai dele não consegui, mas vou fazer desse bebê um homem de verdade.

Aos 53 anos, a avó virou mãe novamente. Ela confessa que não lembra mais de muitos detalhes na criação de um bebê e está sempre tirando dúvidas com as mamães mais novas…

Percebo a senhora mais cansada, trabalhando com mais afinco com o objetivo de bem criar o neto que virou filho.

Apesar de todas as dificuldades, se alguém quiser um sorriso farto daquele rosto marcado pela lida é só perguntar como está o Pietro…

- Um amor, Tici!

As Mães do Meu Filho (5) – Eliane Andrade da Mota

25 de maio de 2011 0

Descobri o blog ano passado, e desde então leio todos os dias, dou meu pitacos e percebo que não estou sozinha nas minhas angústias, incertezas, medos…descobri que sou normal, digo, uma mãe normal, hahaha, pois as vezes a gente pensa que certas coisa coisas só acontecem conosco.
Fiquei muito feliz em saber do seu interesse pelas nossas histórias de maternidade.
Então lá vai um pouco da minha.
Depois de muitos anos de casamento, tinhamos um bom emprego, casa própria, carro, 2 cachorros, muitos amigos… mas faltava algo.
Então decidimos que estava na hora da família aumentar. Fomos ao médico e com os exames todos ok, a pílula foi suspensa.
Mas como nem tudo dá para se prever…passou 1,2,5,7 meses e nada, mas como o médico nos disse que era normal demorar até 1 ano nesta tentativa…até aí tudo bem. E o ano passou e nada, eu já estava paranoica! Até que fomos para uma segunda opinião, exames refeitos e o diagnóstico de “ovário policistico”, pelo menos sabiamos a causa. Iniciado o tratamento e após 2 longos anos de muita ansiedade, frustrações, alarmes falsos.. .eis que chega o grande dia do resultado esperado.
Hoje sei que existe um momento certo pra tudo, e o resultado positivo não poderia ter vindo em momento mais apropriado, foi na semana do aniversário do meu marido. Lembro como se fosse agora, a esperança e o medo se misturando em um sentimento que não se pode explicar, tantas vezes eu já tinha saído de lá de cabeça baixa, segurando o choro. Mas desta vez eu não segurei, quando abri e vi que estava grávida… mal conseguia dar a notícia pelo telefone ao Ademir, queria gritar para todo mundo ouvir “estou grávida, vou ser mãe”. Minha gravidez foi super tranquila, enjoôs, dores nas costas, sonolência, kilos a mais, nada disso me tirou o bom humos pois eram tudo o que eu mais queria sentir.
No dia 29/05/2009 às 10:40hs, nasceu um garotinho lindo com 3.480kg e 48cm.
Nem todos os momentos foram fáceis, mas nesta aventura de ser mãe o que mais importante é olhar pra trás e ver que tudo valeu a pena, e para ver o sorriso mais lindo do mundo eu faria tudo de novo quantas vezes fosse preciso.
O Alan vai fazer 2 anos, é um menino como todo menino, não para um segundo, tá sempre correndo, subindo em alguma coisa, adora animais, está na fase de querer ver e tocar em tudo. Meu marido é nota 1000 como pai, me ajuda em tudo.
Obrigada meu Deus pela família linda que eu tenho e por poder dizer que sou uma mulher feliz.
Eliane Andrade da Mota, 32 anos, secretária.

Mãe é mais sensível...

20 de maio de 2011 3

A repercussão sobre coisas de mãe e de pai, como digo, tem sido enorme. Porém, confesso que mãe sofre mais.

Hoje pela manhã, quando saía para trabalhar, a pequena acordou e, literalmente, caiu num berro só e me agarrava como se fosse ser abandonada.

Explique calmamente que a “mama” iria trabalhar e voltaria para o almoço e brincaríamos mais tarde… Ela acalmava e, quando esboçava sair, novamente o choro.

Saí com o coração partido… Toda a vez que ela chora, a minha reação é bem diferente do pai, que considera normal o choro. Ele, serenamente, afirma que não devemos dar tanta atenção porque ela pode começar a usar como recurso de “chantagem”.

A técnica paterna deu resultado. A pequena parou de chorar para pedir o que queria. Também cessaram as lágimas de uma batida de leve em qualquer quina ou tropeço sem cair.

Ainda assim, quando o choro é mais efusivo, ficou enloquecida e disposta a fazer qualquer coisa para fazê-lo estancar imediatamente . Já o pai tem mais maturidade para encarar como algo natural.

Nesse lado, ponto para os papais…

Porém, quando a coisa aperta, só a “mama” resolve.

Nesse outro lado, ponto para as mamães.

Resultado: empate técnico e família equilibrada.

Mãe é muito diferente de pai (parte 3)

17 de maio de 2011 6

A discussão/reflexão está boa nos comentários deixados nos posts sobre “Mãe é muito diferente de pai”. Publico agora uma opinião do Juliano Lanius, 25 anos, estudante de Santa Maria. Um rico depoimento de filho, que não quer errar no momento em que for pai… Obrigada, Juliano, pela colaboração.

A respeito do que foi dito na Coluna Meu Filho, desta segunda-feira (16/05), acho sim que mãe e pai têm diferentes papéis na educação dos filhos, mas também são igualmente responsáveis por tal educação. E penso que é assim que deve ser.

Como já tratado por Fabiana e Ticiana, aconteceram mudanças significativas para que os pais pudessem um assumir os afazeres do outro. Enquanto ao pai cabia a missão de prover financeiramente o lar, à mãe restava o papel que o próprio nome implica. Porém, este trabalho (sim, trabalho mesmo, e que deveria ser muito bem remunerado) não engloba somente o de cuidar e de alimentar as crianças, mas, sim, de manter a organização da casa, as roupas – de toda a família – lavadas e passadas, comida na mesa, compras no supermercado, arrumação da louça após as refeições, e por aí vai.

Ah, e não esqueçamos de que ainda tem o papel de esposa, que deve estar sempre disposta a dar carinho e atenção ao seu “macho trabalhador”. E se uma imprevisível dor de cabeça aparece, milhões de idéias maldosas e errôneas surgem à mente masculina.

À mãe coube o papel de geradora de vida, pois somente ela sabe o real valor de dar à luz. Se Deus quis que fosse assim é por que tinha a certeza de que a mulher daria conta do recado, e sem reclamar. Ao pai, o simples fato de depositar seus espermatozóides no óvulo feminino já o deixa cheio de razão para se intitular o pai do ano.

Pais são mais relapsos, desatentos. Às vezes, pensam que um presente ou uma grana de vez em quando suprirão as conversas que não acontecem, os conselhos que não são dados, aos NÃOS que são necessários, aos telefonemas que não são feitos. Mas não generalizemos, sempre temos exceções, graças a Deus! Existem aqueles que se esmeram e desempenham muito bem suas atribuições de pais.Mesmo assim, a grande maioria coloca nos ombros da mãe toda a responsabilidade pelos atos dos filhos ou o que acontece com eles. E, advinha? A mãe assume esta responsabilidade, sem medo algum de tentar fazer com que sua cria seja uma pessoa boa e cresça feliz.

Espero ser um pai diferente do meu. Como meus pais se separaram muito cedo (eu devia ter uns 3 anos), sei bem como é acordar esperando uma ligação no dia do aniversário e adormecer, ainda esperando. E com certeza, consigo colocar nos dedos de minhas mãos o número de vezes em que o telefone tocou nesta data. E nem por isso, cresci frustrado ou com raiva do mundo. Claro, não vou negar que as mágoas não se foram completamente, mas o esforço e dedicação com que minha mãe me fez um homem foram o alicerce em que construí meu caráter.

Às mães, um parabéns pela coragem e determinação com que abdicam de boa parte de suas vidas para que seus filhos sejam contentes e realizados e sintam orgulho delas. E, tenham a certeza, nós sentimos. Aos pais, um pedido: um pouco mais de atenção aos detalhes, pois muitas vezes, um olhar pode querer dizer “me dá um abraço?”. E isso não custará nem uma hora extra a mais no trabalho. É de graça.

Mãe é muito diferente de pai (parte 2)

16 de maio de 2011 5

Muito boa a reflexão da nossa leitora Bárbara. Ela tem um filho e uma enteada, ambos com 9 anos, e nos ajuda a pensar mais sobre o assunto.

Oi, Fabiana. Muito bom esse assunto. O que eu entendo é que cada um, pai e mãe, tem um papel definido e diferente na criação dos filhos. Claro que ambos devem educar, formar a índole, mas por serem diferentes homem e mulher é impossível que os dois consigam desempenhar as mesmas funções de modo igual.  Isso não quer dizer que concordo que os pais saiam por aí esquecendo os filhos nos carros ou seja onde for…

Na verdade, entendi este episódio como total descaso, me impressiona que alguém pode ter um esquecimento deste tamanho, do tamanho de um bebê de sete meses…  Acho que o principal problema que os pais tem enfrentado na nossa era de globalização e modernidade é que antigamente as mães ficavam em casa cuidando dos filhos, não tinha aquela pressão em cima da mulher.

O homem era o provedor da casa e cumpria sua função trabalhando. A mulher era a senhora da casa e mantinha tudo em ordem (casa, roupa, comida, filhos) quando o marido chegava. Mas hoje a ideia que a sociedade tem da mulher é que se ela não trabalha fora é preguiçosa, desinteressada por uma vida melhor, e todos se esquecem que a mulher que trabalha fora chega em casa e tem roupa para lavar, casa para limpar, filhos, tema deles para ver, o marido com fome (isso quando ela não estuda também).

Então, trocando em miúdos, toda essa pressão que a mulher precisa aguentar para não ficar com aquela fama de mulher relapsa, preguiçosa que não quer trabalhar (mas já trabalha mais em casa do que fora), ela divide suas 24 horas do dia com diversas tarefas, entre elas educar e cuidar dos filhos, enquanto a maioria – eu digo a maioria porque há bons pais educadores e responsáveis – dos homens trabalha fora e chega em casa sem tocar a mão em nada.

A mulher moderna está se desvinculando um pouco de sua função primordial: a maternidade. O homem está precisando absorver parte desta função pelo fato de que estas mulheres precisam fazer mais coisas para provar à sociedade seu valor. Só que muitas funções são de mães, enquanto outras são de pais, é como uma equipe, cada um tem seu papel distinto, e juntos integram um sistema.  Os filhos precisam tanto de pai como de mãe. São duas metades que se completam formando uma.

Não sei se consegui colocar bem meu pensamento. Acho que a correria destes dias anda bagunçando muito paternidade, maternidade e o lado das crianças também. Cada qual quer ter mais razão, mas pais e mães são todos responsáveis, cada qual em sua dose.

Abraços,

Bárbara Mazim

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