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Posts com a tag "maternidade"

Um 2013 para obedecer à "regra da aeromoça"

01 de janeiro de 2013 0

Todos os posts de Camila Saccomori

Um site que adoro acompanhar é o It Mãe, da jornalista Daniella Folloni, ex-editora da revista Nova. A Dani escreve de um jeito descomplicado e muito honesto, sem meias palavras ou pregação de moral.

Um dos posts dela que já favoritei e leio sempre que necessário é o REGRA DA AEROMOÇA, cujo link gostaria de compartilhar com vocês para abrir o ano de 2013.

O texto começa assim:

Ser mãe e se sentir culpada é praticamente um mantra dessa nossa geração. E não faltam motivos para que a gente se coloque no banco dos réus. Basta deixar o filhote na escolinha e ir trabalhar. Passar uma hora do sábado na manicure (ou no shiatsu, resolvendo uma dor nas costas). Contratar uma baby-sitter para poder sair com o marido ou simplesmente deixar os pequenos na avó para conseguir dormir até tarde no domingo.

De verdade? Essa culpa toda não faz o menor sentido. Como é que uma mulher que passa 24 horas do dia tentando acertar pode se sentir culpada por algo? Além do mais, isso só faz o tiro sair pela culatra. Afinal, cada vez que você se priva de algo em nome de se dedicar exclusivamente à sua cria, em nome de ser uma excelente mãe, vai esquecendo de você e ficando cada vez menos apta a dar o seu melhor para ele. Ou seja, você vai ser tudo. Menos uma excelente mãe.

O restante você lê lá no It Mãe.

Feliz 2013!

Mãe aos 61 anos de idade

25 de outubro de 2012 7

Todos os posts de Ticiana Fontana

Impossível não ficar impressionada com uma notícia sobre uma mulher de 61 anos, que deu a luz à um casal de gêmeos, nesta terça-feira(23), em Santos, São Paulo.

Em entrevista ao site G1, o ginecologista dela revelou que a paciente tentava ter filhos há mais de 20 anos, teria ficado grávida após tentativas de fertilização e uma de adoção.

Após 31 semanas de gestão, em função de a mãe ser hipertensa, foi feita uma cesárea e nasceram os gêmeos: Sofia e Roberto, ambos pesando cerca de 900 gramas. Conforme o site, bebês e mãe passam bem, sem previsão de alta do hospital.

Na reportagem chama a atenção a opinião de um especialista da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) que afirma que a medicina não estipula um limite de idade de grávidez, mas considera que o assunto deveria ser discutido nacionalmente. Gestantes com idade avançada correriam mais riscos de ter problemas,  como crises de hipertensão, parto prematuro e podem gerar um bebê subnutrido.

Dona Dúvida, a companheira de sempre

03 de outubro de 2012 1

Todos os posts de Ticiana FontanaNossa, antes da maternidade não tinha tantas dúvidas assim.

Brinco que além da Antonela, ganhei a dona Dúvida como companheira constante.

Estava lendo uma pesquisa que os pais preocupam-se demais com a saúde e esquecem da importância da sociabilização. Lembrei que foi esse o motivo de ter antecipado a presença da pequena na escolinha (levei com 1,8 ano, quando a ideia era somente após os 2 anos), tive muitas dúvidas na época. Hoje, acho que fiz o que era certo.

Fui viajar e a deixei sem a nossa presença, fique com muitas dúvidas na época. Hoje, acho que fiz certo. Porém, talvez, teria ficado menos tempo fora.

Sempre fico em dúvida em qual a hora certa de procurar um médico. Na maioria das vezes, concluo que deveria ter ido antes.

Fico em dúvida quando o médico receita aquela lista inacabável de remédios. Sei que podem afetar o desenvolvimento dos pequenos, mas acabo segundo a orientação do especialista, apesar da companhia constante da Dona Dúvida.

Observo a pequena sendo empurrada ou levando um tapa de alguma criança e fico em dúvida se devo instigá-la a ser mais agressiva com o objetivo de se defender. Ainda tenho dúvidas sobre qual a melhor orientação. 

Enfim, nessa loucura da maternidade, confesso que tem momentos que gostaria da companhia da Dona Certeza ao invés da Dona Dúvida.

O que faria diferente? E igual?

25 de setembro de 2012 1

Todos os posts de Fabiana SparrembergerConversando recentemente com uma amiga que está grávida me peguei falando sobre o que faria diferente em relação aos primeiros dias, meses e anos de vida do guri.

O que não faria mais:

- Nos primeiros cinco meses do pequeno, que é o período que correspondeu à licença, tentei ser uma supermãe (hoje, eu interpreto assim, mas, na época, isso nem me passava pela cabeça). Não pedi ajuda nem me permiti ajuda de ninguém. Eu e meu marido daríamos conta de tudo... E fui dura demais. Noites incontáveis sem dormir com o pequeno que sofria de cólicas terríveis de noite e de dia... Pergunto: por quê? Para quem poderia ser bom esse orgulho besta? Só não me arrependo mais porque tenho convicção de que aprendi muito com isso.

O que eu faria igual:

- Ter a mesma serenidade e força que tirei não sei da onde quando o pequeno foi submetido às três cirurgias e também quando ele teve de se tratar, com gesso no sétimo dia de vida, do pé torto congênito. Analisando o passado e a minha tranquilidade e confiança ao entregar o guri aos médicos (na realidade, para Deus), gostaria de manter esse sentimento em absolutamente todas as dificuldades que ainda terei com o piá e também em situações que não terão o seu envolvimento direto. Vou procurar me lembrar disso quando estiver em apuros.

E você, diga aí com toda a sabedoria que a maternidade confere a uma mulher:

- O que você faria diferente no segundo ou terceiro filho?

- E que atitudes e posturas que teve repetiria?


Umas verdades sobre a maternidade

13 de junho de 2012 7


A colega de ZH Caroline Torma, 34 anos, escreveu no caderno Meu Filho desta semana um "alerta" às futuras mamães.
A gente compartilha aqui com as leitoras  do blog agora o texto na íntegra.
UMAS VERDADES
Por Caroline Torma
Editora de Interior de Zero Hora e mãe da Marina, 10 meses

Há segredos sobre a maternidade que só as iniciadas no tema (leia-se, quem já tem filhos) sabem.
Acho injusto. Então, decidi aproveitar esse espaço aqui e contar umas verdades sobre os 10 primeiros meses após o nascimento de um bebê. Atenção: se você está grávida e prefere não saber, pare por aqui. Esse texto contêm spoilers.
Por muito tempo, lá em casa, fomos uma família só de adultos. Faz três anos que os bebês começaram a fazer parte da nossa vida. E vieram quatro quase de uma vez só.
Em junho de 2009 nasceu a minha afilhada Helena. Em julho seguinte, o irmão dela, meu sobrinho Benjamin. Em 2011, vieram em fevereiro o Gonçalo (mais um sobrinho) e em agosto, a Marina. Eu aproveitei os dois anos que antecederam o nascimento da minha filha, e especialmente os nove meses da gravidez, para aprender sobre a maternidade. Na prática e na teoria. Minhas colegas Francini , Fabíola e Patrícia, principalmente, que o digam. E aconselho. Acho melhor a gente estar preparada do que ser surpreendida no calor dos fatos que seguem a seguir.
No primeiro dia, o leite demora a descer, ou desce e os seis endurecem e ficam parecendo pedras de granizo. Dói para burro. A gente vai para o chuveiro tentar amenizar a coisa, mas tem que sair rapidinho porque o bebê precisa mamar e só você pode fazer isso. Daí ele encosta pertinho de você, se aninha. E você esquece a dor (por alguns minutos).
Passa um mês e você ainda vai precisar acordar de madrugada de três em três horas para amamentar (porque ninguém pode fazer isso pela mamãe), a barriga não terá voltado ao normal (a calça jeans terá de esperar mais uns três meses para entrar), você provavelmente usará conchas para proteger os seios (ajuda bastante mas fica bem esquisito na roupa. Eu me sentia a Madonna num clipe famoso que você vai lembrar quando passar por isso). Mas, no meio do caos, o bebê esboçará um sorriso no cantinho do lábio. Sim, será involuntário, provavelmente, mas valerá todo o esforço, noites insones assistindo a repetição da programação do GNT e peitos tamanho XG.
Três meses de licença-maternidade e ainda não terá dado tempo de ler aqueles romances que você separou durante a gravidez para quando o bebê estivesse dormindo. As visitas já serão menos frequentes, a sua mãe terá voltado para casa (no meu caso, a 320 quilômetros de distância) e o pai da criança já terá retomado há tempos a rotina de trabalho, o futebol com os amigos. Você não. Acostume-se com a ideia de que agora e para todo o sempre você será duas pessoas. E nessa fase terá ainda como acessórios um carrinho gigante para colocar no porta-malas, uma bolsa a tiracolo, fraldas, mamadeiras, mantas... E então você passeará pelo shopping e todos olharão para seu filho com admiração. E você se sentirá orgulhosa de ser a criadora daquela criaturinha tão apreciada por todos aqueles desconhecidos.
É tempo de voltar ao trabalho e depois de cinco ou seis meses de dedicação exclusiva, você terá de deixar a cria. Seu coração e sua mente entrarão em conflito (e ele não se resolverá tão cedo. Ou nunca mais?). Você deixa o bebê na escolinha, com fraldas, bolsa, mamadeiras, e voltará a ser uma única pessoa (em parte do dia). Simplesmente aquela você de antes. Médica, advogada, jornalista. Sim e não. Bom e ruim. Durante o trabalho, você não conseguirá esquecer por um segundo daquela pessoinha que estende os braços quando, no final do expediente, você dará início a segunda jornada de trabalho do dia: a de ser mãe.
E apesar do cansaço, da vontade de tomar um banho prolongado, de ficar jogada no sofá assistindo à novela das nove, você vai brincar no chão, vai cozinhar com seu filho no colo, vai deixar a roupa acumular ao lado da máquina. Porque ser mãe não é fácil, exige tempo, dedicação e paciência. Mas é a experiência mais louca e recompensadora que você viverá. Especialmente quando aos nove meses a primeira coisa que seu filho disser for:
- Ma, ma, ma, ma...


Compartilhando...

12 de junho de 2012 0

Do caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo de 5 de junho

É melhor uma mãe que erre porque está empenhada em descobrir o seu jeito de fazer as coisas do que uma que acerte por causa de um manual. Ser mãe é muito complexo e o melhor jeito de saber como agir não é com uma cartilha. A mãe deve ser incentivada a ficar em contato com seus filhos e a agir de acordo com seus próprios sentimentos. (Do psicanalista Leopoldo Fulgêncio, na reportagem intitulada "A Mãe Possível - É melhor errar na criação dos filhos do que acertar seguindo um manual, diz psicanalista")

A dedicação aos filhos precisa, é claro, ser a prioridade na vida da mulher. Mas priorizar os filhos não significa se dedicar única e exclusivamente a eles. Significa estar disponível quando eles precisam - e não quando eles querem -, saber que educar supõe quase sempre desagradar os filhos e aguentar o sofrimento inevitável que a vida impõe às crianças, por exemplo. E priorizar o filho significa também que o tempo, mesmo que pequeno, dedicado a ela não pode ser interrompido por nada. (Da colunista Rosely Sayão, psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?")


Amor de mãe

15 de maio de 2012 1

Gurias, peço licença para publicar este lindo texto sobre as mães. Acabei esquecendo de postar no fim de semana, mas, como dia das mães é todo dia (foi o melhor que eu arranjei agora), aí vai o depoimento da nossa leitora.

AMOR DE MÃE

Por Silvia Sperling

Estou lendo a surpreendente história de Eliana Zagui, a jovem de 38 anos que desde os 2 anos de idade mora no Hospital das Clínicas de São Paulo, por conta da poliomielite. Sua trajetória é dura, massacrante, solitária, porém, ela, a protagonista, se mantém leve e batalhadora, encontrando conforto e força em amigos que foram entrando em sua vida. Uns apenas passaram, e outros, poucos, permanecem a iluminar seu caminho até hoje.

Algo que me chocou muito no seu relato é a quantidade de crianças que foram abandonadas no hospital por seus pais após o diagnóstico de enfermidades severas que as impediram de levar uma vida normal.

Tanto crianças muito pequenas, quanto as maiores, que já tinham muitas histórias em família e um grande apego com irmãos e pais, após o acometimento de uma doença de devastação física ou neurológica, ou ainda, após um acidente que deixa sequelas irreversíveis, em sua maioria, são apagadas da estrutura familiar como se tivessem morrido.

Como pode uma mãe se desligar de um filho da noite para o dia, principalmente no momento que ele mais precisa de apoio, carinho e dedicação?

Eu penso que tenho o direito de fazer muitas coisas que me deixam feliz e que me trazem tranquilidade, mas acredito que hoje não tenho o direito de fazer tudo o que gostaria, por ter um filho especial que necessita de muito mais cuidados e disponibilidade de tempo de minha parte do que dispenderia com um filho "normal".

Quando nasce um filho, a mulher deve despir-se de seus antigos papéis e assumir o maior e mais importante deles, que requer abnegação e entusiasmo. Isto é ser mãe. Fazer de seu tempo e sua vida um reflexo de seu filho.

Se estes sentimentos de entrega e responsabilidade com o outro não são despertados na mulher após o nascimento de uma criança, ali não nasceu uma mãe e desta pessoa não podemos esperar as atitudes de proteção e amor soberano. É cruel, mas há mulheres que simplesmente não se sentem mães e mesmo assim colocam filhos no mundo, como se esta fosse a ordem natural da vida: procriar como bichos. Mas não o somos totalmente. Somos seres muito mais complexos e que dependemos de outro ser por um breve período, e algumas vezes, para o resto da vida.

Se a decisão de ter um filho fosse realmente pensada e amparada por sentimentos verdadeiramente altruístas, penso que casos como o de Eliana teriam outro percurso, menos nebuloso.

Nós, mães, não temos o poder de afastar as mazelas do mundo de nossos rebentos (Bem que gostaríamos!), mas temos o dever de mover montanhas para tornar sua dor mais fugaz ou suportável.

Gerar um filho é o comprometimento com duas vidas para o resto de nosso tempo. Parece exagero, mas é amor de mãe: profundo, intenso e eterno.

Dormir fora de casa: a primeira vez!

20 de abril de 2012 0

Todos os posts de Camila Saccomori

Meu coração de mãe hoje está vivendo um mix de emoções! Quem já passou por essa situação irá entender.

Minha pitoca completou um ano, como já contei aqui no blog, e hoje (sexta-feira) é a primeira noite em que ela vai "dormir fora".

Está na casa do vovô com todo o familião.

Eu estou de plantão na redação, o que significa trabalhar à noite, até tarde. Passamos o dia juntas e foi ótimo! Mas depois que deixei a baixinha lá, com duas malas e o berço portátil, comecei a já ficar com saudade antecipadamente.

Vou buscá-la de manhã e, ao mesmo tempo em que fico #tensa, fico também supertranquila porque sei que está bem cuidada, alimentada e paparicada. Talvez não durma direitinho à noite devido à excitação, mas no fim de semana recuperamos o soninho perdido.

E me dá um certo aperto no peito de pensar que, pôxa, onde foi parar aquele bebê que precisava dos meus cuidados 24h por dia? Está tão "independente"!


As últimas vezes...

12 de abril de 2012 7

Todos os posts de Fabiana SparrembergerQuando foi a última vez que você foi dormir sem hora certa para acordar? Ou quando foi a última vez que você dormiu uma noite inteira?

E a última vez que você deitou no sofá para ver TV, novela ou qualquer outro programa sem ter os minutos contados para isso?

Quando foi a última vez que você entrou para o banho sem ter o filho chamando do lado de fora? Ou conseguiu ir ao banheiro sem tê-lo como companhia?

A última vez que você fez um programa só com as amigas, sem marido e filhos? E se fez, quando foi a última vez que você não ficou com a cabeça no pequeno enquanto tentava se divertir?

Quando foi a última vez que conseguiu, depois de não se sentir bem com a roupa que vestiu para ir trabalhar, trocar de roupa até se sentir satisfeita rumo ao trabalho? E sem que isso representasse atraso?

E você lembra da última vez que não se sentiu culpada por voltar para casa com a sacola cheia de compras só para você, sem nenhuma pecinha para o filho ou para o marido?

E de quando foi, pela última vez, que você chegou em casa do trabalho e não precisou realizar absolutamente nenhuma tarefa doméstica ou relacionada ao filho?

Vocês, com certeza, vão lembrar de inúmeras outras perguntas como as listadas acima que dão ideia de como a maternidade transforma a rotina de uma mulher.

Para muitas questões acima (ou seriam todas?), a resposta é: eu não lembro da última vez.

O que todas vão lembrar, isso eu tenho convicção absoluta, é da primeira vez em que tiveram nos braços a maior alegria de suas vidas. E numa riqueza de detalhes que nunca mais será esquecida.

E que importam as "últimas vezes" se os dias se tornaram muito mais felizes? Que peso tem o cansaço diante de tanto amor?

A saudade de uma vida sem tantos compromissos, sem tanta agenda e correria se esvai como que por encanto. É só olhar para aquela carinha linda e constatar que absolutamente tudo valeu e vale muito a pena.

E se da boca do pequeno surgir a frase dita dia sim e outro também "Mãe, eu já disse hoje que eu te amo?", o que mais se pode querer da vida?

Chororô de mãe

30 de janeiro de 2012 2

Todos os posts de Fabiana Sparremberger

Já contei para vocês que costumo acessar alguns sites especializados em bebês, filhos, gravidez, maternidade e tal... Também costumo dar uma olhada em jornais que trazem temas relacionados. E muitas dicas de revistas e outras publicações chegam a mim por meio de colegas.

Há muito percebi algo que me incomoda. Que o foco da maioria (talvez 99%?) desses materiais são os bebês recém-nascidos e as crianças em seus primeiros anos de vida. Seis anos, no máximo. E isso quando a publicação decide chegar até lá...

Como se filho chegasse só aos 6. Depois disso, não há nada mais a ser falado. Como se, a partir dessa idade, os pais não tivessem mais nenhuma dúvida, o filho passaria a não ser mais prioridade dos pais, nada mais afligiria os pais em relação a sua educação, não haveria mais necessidade de trocar experiências e nem de buscar qualquer tipo de orientação...

Claro que há muito a se falar sobre os pequenos em seus primeiros anos de vida.... Sem falar que eles são fofos demais, e os pais têm dúvidas e angústias demais...

Mas, por favor, filho é filho sem idade determinada. Depois dos 6, chegam outras preocupações: a alfabetização, a mudança de escola, a chegada de mais de um professor na vida escolar... E vou parar por aqui, se não, o post vai ficar longo demais.

E depois da infância, vem algo ainda mais complexo, que é a adolescência.

Você nunca ouviu ninguém falar: "Você reclama agora que ele é pequeno porque não tem noção do que é ser mãe de um adolescente (ou pré-adolescente)?...

E pergunto: por que não temos a mesma diversidade de sites tratando sobre adolescência? Por que o assunto não interessa tanto quanto bebês? Por que os pais de pré-adolescentes e de adolescentes encontram poucas informações sobre assuntos relacionados a seus filhos?

Vai ver que, como mãe de um filho de 6, já estou ultrapassada para falar sobre filhos. E tenho até medo de perguntar se tem muita mãe aí do outro lado querendo saber de filhos na idade do meu...

Conversa de gente grande

27 de janeiro de 2012 0

Todos os posts de Fabiana SparrembergerDiálogos de uma noite recente em que o guri comentava as peripécias do dia:

- Sabe, mãe, eu, o Renato e o Victor vamos trabalhar na profissão "de trem"... Aí, se um tirar férias, o outro vai fazer o trabalho dele, e a gente se ajuda
(Dia desses, comentei com o guri que, agora, que voltava de férias, um colega saía. E era a minha vez de assumir também as suas funções. Que um ajudava o outro, e todo mundo podia sair pra descansar com a família como a gente fez)

-  Mas eu não vou ser como tu, mãe. Não vou trabalhar tanto. De manhã, de tarde, de noite... Eu vou querer sair com minha namorada todo dia, fazer um lanche...
(Pelo menos os pequenos percebem as mães que são donas de casa e também trabalham fora, enfim, que passam na correria... E entendem que nem sempre é possível parar para brincar. Sobre a namorada... ah, esse assunto está chegando cedo demais pro meu gosto)

- Eu não vou querer trabalhar tão cedo. Cansa demais. Ainda vou querer brincar bastante
(Será que era só no nosso tempo de criança que a gente queria crescer rápido? Por enquanto, não percebo essa vontade no piá... Ainda bem, né?)

Um momentinho no confessionário

30 de dezembro de 2011 4

Dia desses caí sem querer nessa área do BabyCenter chamada "Revelações de Mãe". São enquetes que servem para mães "desabafarem" online sem serem julgadas, diz o site.

Confesso que me identifiquei com várias questões, ri de outras e achei algumas muito absurdas. Mas ao mesmo tempo em que a maternidade tem certos aspectos universais, comuns a todas as mães, tem também muitas particularidades. Realmente não dá para achar que é tudo sempre igual.

Compartilho 5 revelações listadas no site às quais eu respondo SIM!

CONFESSIONÁRIO DA CAMILA
>>> Você já fez sumir um brinquedo barulhento?
>>> Você já limpou o nariz do seu filho com a blusa?
>>> Você se considera a melhor mãe que conhece?
>>> Você toma menos banho agora que virou mãe?
>>> Você usa o método cuspe para limpar uma sujeirinha no seu filho?

Ufa, pronto, revelei. Espero que não me julguem agora, hehehe.

E tenho mais duas revelações que não constam nas enquetes:
SIM, volta e meia minha bebê dorme na cama comigo.
SIM, volta e meia eu dou papinha Nestlé.

E você, topa revelar alguma coisa sobre seu jeito de ser mãe?
Conte aí nos comentários!

A título de curiosidade, publico aqui outros tópicos das "revelações" que vi por lá:

Revelações: Você já comeu todas as guloseimas sem deixar nada para seu filho?
Revelações: Você já culpou o seu filho por um pum seu?
Revelações: Você já fez sexo enquanto seu bebê dormia no mesmo quarto?
Revelações: Às vezes você acha que não foi feita para ser mãe?
Revelações: Às vezes você se sente aliviada de ter de sair para o trabalho?
Revelações: Com que frequência você "pula" o banho diário do seu filho?
Revelações: Qual é seu sonho de consumo? Sexo ou sono?
Revelações: Você se acha uma mãe melhor que a sua mãe foi?
Revelações: Você alguma vez mentiu para o médico do seu filho?
Revelações: Você apela ao carro para fazer o bebê dormir?
Revelações: Você já "roubou" um nome de bebê de alguém?

Mães que trabalham...

26 de dezembro de 2011 2

Pesquisa feita com 1,3 mil mulheres durante 10 anos, que foi divulgada hoje no caderno Meu Filho, afirma que trabalhar em meio período é melhor para as mães do que ficar em casa para cuidar dos filhos nos primeiros anos de vida ou trabalhar em período integral.

Os cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) concluíram que as mães que trabalham em meio período apresentam menos sintomas de depressão e são tão envolvidas na vida escolar dos filhos quanto as que preferiram ficar em casa.

Eu poderia ser uma das entrevistadas da pesquisa. Fico as manhãs com o guri, e trabalho de tarde e parte da noite... Apesar da rotina pesada para atender filho e todas as tarefas de dona de casa (tenho uma ajudante só a cada 15 dias para a faxina mais pesada), acho essa oportunidade de ficar com o pequeno todas as manhãs uma verdadeira bênção.

E agora, com horário de verão, ainda consigo "aproveitar" o pequeno bastante à noite...Tudo bem que jornalista trabalha fim de semana e feriados, mas, conseguindo ter todas as manhãs para o pequeno e sendo tão realizada na profissão, do que eu reclamar?

Para mim, é o que de melhor poderia ter acontecido. Conseguir um turno para o filho. E sem deixar de exercer a profissão.

Pena que, muitas vezes, isso não é uma questão de escolha da mãe. Muitas tiveram e têm de escolher entre trabalhar em turno integral ou abrir mão da profissão para cuidar do filho, principalmente nos primeiros anos de vida...

Após o parto, onde fica o bebê?

18 de dezembro de 2011 11

Deu no site da revista Crescer:
Recém-nascidos ficam estressados quando colocados no berço, diz estudo

E a notícia é esta:

"Pesquisa revela que o batimento cardíaco dos bebês dobra quando eles são separados da mãe logo após o parto. Depois do parto, o bebê é levado para o berçário para receber os primeiros cuidados e para que a mãe possa descansar. Essa é uma prática comum, no entanto, uma pesquisa feita por uma universidade sul-africana afirma que isso eleva - e muito - os níveis de estresse do bebê.

Isso porque, de acordo com os pesquisadores, quando são separados das mães e colocados no berço, a frequência cardíaca dos bebês aumenta em até 176%. Para chegar a essa conclusão eles monitoraram os batimentos cardíacos de bebês com até 2 dias de vida. E uma das descobertas (que a gente já suspeitava, claro) é que o contato com a pele da mãe acalma os bebês e ainda influencia na amamentação."

***

Parece tão óbvio deixar o bebê juntinho da mãe no quarto ou na sala de recuperação, né? Mas depois que li a notícia lembrei que há vários hospitais (brasileiros e em outros países) que ainda contam com o modelo de berçário separado da ala de internação da mãe.Ou seja, o bebê recém-nascido realmente fica muito tempo longe do colo da mãe! Só é levado para o quarto na hora da amamentação. O resto - banho, fraldas, vacinas ou o que precisar - é feito longe da mãe pelas enfermeiras.

Até quando esse modelo (ruim) vai continuar?


A propósito: conte para a gente nos comentários como foi no seu caso!

Eu não tenho do que reclamar nesse ponto, pois fiquei com minha pitoquinha no quarto da maternidade (compartilhado com outra mamãe e seu bebê). A cada suspiro já fazia uma intervenção - mesmo que nos primeiros 2 dias a "diversão" do recém-nascido seja basicamente dormir o tempo todo!

Camila Saccomori

Mãe faz site com fotos do seu bebê recriando cenas de filmes

17 de novembro de 2011 0

De cinema todo mundo gosta, seja comédia ou drama, ação ou suspense. Confira a ideia que a escritora Emily Cleaver teve com o seu filho:

Veja as imagens clicando aqui.

Reprodução

Se preferir, o site Cinema com Rapadura também trás algumas fotos com os filmes citados em português.

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