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Posts com a tag "paternidade"

Vamos lá, papais!

06 de julho de 2011 2

Nesta quarta-feira pela manhã, encontrei um amigo que me perguntou se estava fazendo parte da equipe do blog Meu Filho.

Falei que sim e o convidei para escrever para compartilhar a paternidade conosco.
Ele me falou que lia as declarações das mães e que a dele não seria tão boa assim. Deve ser isso que pensa a maioria dos pais que lê o blog, mas não tem coragem para participar.

Disse a ele que as mamães escreviam com o coração, "amor de mãe mesmo",  mas que era para ele escrever também com o coração, que a filha iria adorar a homenagem dele.

Então, no meu dia de estreia no blog, aí vai o convite novamente aos "papais": escrevam e compartilhem experiências, angústias e felicidades da paternidade, pois nossos filhos merecem a nossa dedicação e homenagem.

Em ritmo de São João

06 de julho de 2011 5

Dia chuvoso e frio, com um tempo assim, o que mais se poderia desejar que ficar em casa embaixo do cobertor, comendo uma pipoca e olhando um filme.

Nada disso amigo! Pai que é pai, tem que participar, e muitas vezes deixar as coisas boas de lado e atender ao pedido de seus baixinhos.

Neste sábado, foi assim mesmo que aconteceu. Minha filha, Mel, me ligou e falou "tem festa junina no colégio, vamos?". A primeira coisa na qual eu pensei foi: fazer o que lá com este frio?, mas fiquei com o coração na mão quando ela me disse que estava maquiada e arrumada e muito ansiosa para se divertir na festa com suas amigas.

Seria a primeira festa de São João que ela iria com o pequeno Davi. Fui, e lhes digo: valeu muito a pena! Mesmo com todo aquele frio.

'Ela só quer saber do pai'

04 de julho de 2011 23

A Renata manda esta mensagem abaixo, sugerindo que tratássemos do assunto no blog e também pedindo a nossa ajuda...

Bom dia, pessoal!

Meu nome é Renata, tenho 28 anos e uma filha linda chamada Isadora que vai fazer 3 aninhos dia 23 deste mês...
Há tempos estou para sugerir uma matéria e pedir ajuda ao mesmo tempo.
Minha filha está numa fase que está difícil de eu saber lidar e compreender: Ela SÓ quer saber do pai! Pra tudo!
No início eu fui deixando, achei que já ia passar, ele também tenta "cortar" algumas manhas, incentiva a vir comigo, mas nã, nã, nã!
Quando eu chamo a atenção dela por alguma coisa, ela solta: "eu só amo o papai, a mamãe, não!"
Uma vez ela chegou a dizer que o pai tinha comprado ela no supermercado só pra não dizer que veio da minha barriga...
Pode parecer frescura minha, mas tenho andado chateada com esse comportamento dela.
Li sobre "Complexo de Édipo", "Complexo de Electra", mas não sei em qual desses ela se encaixa e nem sei como fazer pra melhorar a situação.
Sou uma mãe super amorosa, dedicada... as pessoas dizem que é normal esse comportamento na idade dela, mas... quando passa?
O que fazer com esses ataques de só querer o pai?
Agradeço a ajuda de vocês!
Beijos

O pai do blog

30 de junho de 2011 16

Claudio Vaz

Eis o novo integrante do blog e seus dois maiores tesouros. Pedi para ele fazer um pequeno texto se apresentando a vocês. Ao Guga, as nossas boas-vindas, na certeza que ganharemos e muito com a sua participação no Meu Filho. E já na semana que vem, ele começa a compartilhar conosco suas experiências nessa grande missão que é a paternidade.

Nunca tive a ideia de participar de um blog e muito menos falar sobre "ser pai". Fiquei muito feliz em receber o convite para fazer parte da equipe do blog Meu Filho, afinal, vou comentar as experiências, angústias e felicidades da paternidade _ algo do que me orgulho muito.

Sei que o blog é mais lido por mães, mas acho que, agora, tendo uma parte masculina na equipe, os pais leitores, irão tomar coragem e escrever e interagir muito mais (vamos mostrar que pai é tão importante quanto mãe e que conhecemos e falamos de todos os assuntos que envolvem nossos filhos!).

Antes de tudo, gostaria de me apresentar para os leitores e colaboradores do blog. Me chamo Izaur Monteiro, mais conhecido como "Guga", tenho 35 anos, sou diagramador do Diário de Santa Maria.

Estou no Grupo RBS há nove anos, mas o que me traz até aqui é ser o pai da Melissa, 9 anos, e do Davi, 1 ano e 6 meses, casado e natural de Santa Maria.

Como já gostava de ler o blog e dar minhas contribuições, tenho certeza que será muito divertido conviver e vivenciar a paternidade com vocês.

Que essa nova empreitada seja muito feliz para nós e que eu possa contribuir e mostrar agora o lado paterno, de como é criar e educar um filho.

Abraços a todas(os)!

Notícia de última hora...

27 de junho de 2011 4

Extra!

Extra!

Extra!

O blog Meu Filho vai ganhar um papai.

Isso mesmo!

Vamos ter aqui um pai falando sobre a paternidade, trazendo suas experiências, angústias, felicidades com seus dois pequenos...

Ele acabou de aceitar o nosso convite e, com certeza, o blog vai ficar muito mais legal e rico com um papai compartilhando suas vivências conosco...

Papais que nos leem, posso adiantar a vocês que estarão muito bem representados...

Eu, Tici e Livia estamos muito felizes com esse grande passo que o blog está dando...

E temos certeza que vocês também vão gostar...

Nos próximos dias, vamos apresentá-lo aqui...

Aguardem (coisa que eu não consegui fazer... não aguentei esperar para contar a novidade a vocês...)!!!

Grande abraço,

Fabi

Os Pais do Meu Filho (4), Mauro Dutra

27 de junho de 2011 0

Sou o Mauro, pai da Kamilly Eduarda. Sempre que posso, dou uma passadinha no blog pra ver novidades ou tirar alguma possível dúvida.

Tenho 20 anos e estou curtindo o 11º mês (contando com os outros nove da gestação de minha esposa) da mais nova e muito emocionante fase da minha vida: a paternidade.

A Duda nasceu no dia 18 de abril, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, pesando 3,150 Kg e medindo 47 cm, contando com a assistência da talentosa equipe do dr. Guilherme Ceccin, que foi quem fez o parto.

Eu estive o tempo todo ao lado da Débora, minha amada esposa. Desde o pré-parto até o momento em que choramos juntos lágrimas envoltas em sorrisos ao tocar e beijar nossa princesinha.

Muitas pessoas nos questionaram, acharam muito cedo, mas nós nunca nos preocupamos com isso. Pelo contrário, nós somos jovens, cheios de vida e saúde, e vamos ter muito tempo pra curtir nossa menininha e acompanhar o pique dela, e também prepará-la para o mundo do jeito que ele é.

Nossas preocupações serão sempre educá-la da melhor forma, cuidar da saúde dela para que ela possa crescer saudável e, o mais importante, dar pra ela todo o amor e carinho que a gente puder, para que ela sinta a importância que ela tem em nossas vidas e o quanto nós a amamos e a idolatramos.

E esperamos que o "Papai do Céu" esteja sempre ao nosso lado, nos abençoando e nos dando sabedoria pra cuidar da nossa picorrucha.

A Duda completou no último sábado o seu segundo "mêsversário", como nós brincamos, e, graças a Deus e pra nossa felicidade, está crescendo firme, forte, alegre e saudável. Sem contar que não é papo de papai coruja não, mas ela é um lindo bebê. Não é por nada não, mas nós até fomos "elogiados pelo bom trabalho" (hehehe).

O único ponto preocupante disso é que estão todos pegando no meu pé, dizendo que eu vou ter muito trabalho com os possíveis pretendentes quando ela crescer. Poxa, deixem eu curtir ela primeiro, quando ela crescer eu me preocupo com isso...

Que os anjos nos ajudem a conservar esse amor incondicional que nós três criamos, que eu tenha muito tempo pra ouvir os "projetos de palavra" que saem da boquinha dela enquanto converso por telefone com a mamãe dela, que Deus continue abençoando a história de amor que eu e a Débora construímos ao longo desses 2 anos e meio, e que nós tenhamos muita energia pra correr com ela nos parques da vida.

E parabéns pelo trabalho da equipe do blog, que sempre dá uma forcinha pros papais e mamães, sejam eles experientes ou de primeira viagem, como nós.

Os Pais do Meu Filho (3), Izaur Monteiro

23 de junho de 2011 8

Este é o segundo convidado para escrever para a seção recém-inaugurada no blog (o primeiro foi o papai Marcos Fonseca). O Izaur Monteiro é meu colega de trabalho de longa data, e pai de duas fofuras: a Mel e o Davi. Vejam que paizão temos aqui...
E no fim do texto, não percam o vídeo do Davi dançando. Gente, ele é demais!!! Que molejo, que desenvoltura!!! Carlinhos de Jesus que se cuide...

Às vezes, ao longo da vida, a gente fica imaginando como será o dia em que acontecerem certas coisas. Mas nunca havia pensando em como seria o dia em que me tornaria pai. No máximo, achava que tudo iria mudar, pois as pessoas sempre falavam que isso iria acontecer.

E não é que muda mesmo, mas para melhor.

Ter filhos foi a coisa mais importante que aconteceu na minha vida. Os meus pequenos, Melissa, 9 anos, e Davi, 1 ano e meio, fizeram com que a minha vida tomasse outro rumo. Que bom que eles apareceram na minha vida!

O nascimento da Melissa foi uma etapa da minha vida bem marcante. Naquela época, eu não tinha a menor noção do que viria pela frente. A Melissa nasceu 33 dias antes de eu vir trabalhar no Diário (estou no jornal desde sua fundação em 2002).

Sempre fui um pai um pouco ausente, pois o trabalho fez com que eu ficasse um pouco longe dela. Sei que passei muitos dias longe da Melissa, mas ela entende que isso faz parte da minha profissão, e cada dia que estamos juntos nos torna ainda mais unidos. Me lembro como se fosse hoje daquela pequena boneca com os olhos cor de mel.

Já o nascimento do pequeno Davi, eu pude participar mais. Quando ele nasceu, a minha esposa Flaviana ficou na sala de recuperação, e ele foi entregue ainda sujinho em meus braços... Foi um momento muito marcante, não saí mais de perto do bercinho da maternidade.

Até hoje, minha mãe fala que eu parecia uma galinha choca que não saia de perto do pintinho. É verdade, eu não desgrudei mais dele.

Levava ele para mamar e ajudei a enfermeira a dar o primeiro banho no pequeno: foi emocionante e tenso ao mesmo tempo.

Eu já sabia que iria ser mais uma vez um momento de grande felicidade para mim, pois eu e a Flaviana esperávamos ele com muita ansiedade. Nós gostamos de dividir as tarefas de cuidar o pequeno.

Sei como é importante você estar por perto para dar uma ajuda na hora de cuidar e de educar seu filho. Um momento que gosto muito é a hora do banho. Acho muito legal, pois nos divertimos muito... Parece que essa hora me torna muito mais próximo dele. É um momento no qual ele se diverte bastante.

Gostamos de passear muito juntos. Já que a Melissa não mora comigo e passa só os finais de semana conosco, gosto de levar os dois em lugares divertidos.... E sempre para lancharmos já que os dois são bons de garfo (acho que puxaram ao pai!).

Acho que, como filhos, eles me dão muitas alegrias, e espero que eu possa corresponder e me tornar, a cada dia, um pai melhor para os meus dois tesouros.

Amo esses pequenos e faço de tudo para vê-los sempre felizes.


Os Pais do Meu Filho (2), Rafael Medeiros

20 de junho de 2011 8

É com muita satisfação que apresento o primeiro pai que nos procura para participar da seção. Um paizão, por sinal...

Meu nome é Rafael, tenho 31 anos e sou o mais velho de três filhos. Estou em processo de adoção da minha filha querida do coração, a Maria Luiza. Eu, em um primeiro momento, fiquei meio receoso por não saber o que vinha pela frente, muitas dúvidas, incógnitas e incertezas.

Mas quando soube de uma criança (menina) que precisava de amor, carinho, atenção e todas as necessidades que uma criança de 3 anos apenas precisa para ter uma vida digna.... A primeira vez que a vi foi um sentimento estranho, como se ela fosse enviada por Deus para nós cuidarmos

Ela veio para meu colo um pouco sonolenta e me abraçou forte como que se estivesse esperando por mim.

Desde o dia 21/08/2010, o amor que ela dá para mim parece maior a cada dia, pois toda vez que ela diz "pai, te amo", "pai, tu é lindo".... O amor de pai/mãe e filha(o) não importa se é de sangue ou do coração, ele é enorme.

Eu simplesmente não sei explicar a sensação que é ser pai, mas uma coisa eu digo nenhum dia vai ser o mesmo, pois esta baixinha vai me deixar de cabelos brancos. Dizem as pessoas que me conhecem desde pequeno que ela é muito parecida comigo, na semelhança física, na irreverência.... E que ela está sempre pensando em fazer alguma travessura, que eu "estou pagando" o que fiz.... Mas se é verdade, pago, sim, e com muita satisfação.

Acho que todos devem experimentar o ofício de pai, pois é maravilhoso.

Um abraço a todos,

Rafael

À espera dos pais

16 de junho de 2011 6

Até este momento, o blog não recebeu nenhuma colaboração de pais para a seção Os Pais do Meu Filho.

Nenhum pai querendo compartilhar suas experiências com a gente... É isso mesmo?

Várias coisas passam pela minha cabeça:

1 - não tem pai lendo o blog

2 - os pais são muito envergonhados, não gostam de escrever ou não se sentem à vontade para isso

3 - os pais estão preparando lindos depoimentos para nos presentear

Prefiro acreditar na última alternativa.

Enquanto não pinta nenhuma colaboração, já convidei outro pai para escrever sobre sua experiência. E até vídeo do guri, ele preparou...

Vamos lá, pai. Anime-se a participar da seção. Ela foi criada só pensando em você...


Os Pais do Meu Filho (1), Marcos Fonseca

14 de junho de 2011 0

Sou o caçula de três irmãos, e o único que é pai. Minha filha Mariana, hoje com 13 anos, nasceu em 1997. Por ter sido criado em uma casa com quatro homens e só uma mulher (minha mãe), sempre achei falta de uma maior presença feminina em casa. Até meu cão era macho. As mulheres são mais sensíveis, mais ternas, mais carinhosas. Por isso, meu sonho era ter uma filha. E a vida me abençoou. Hoje, sou minoria em casa - e nosso cãozinho é uma fêmea.

Sempre fui um pai um pouco ausente, em função da minha profissão de jornalista. Passei muitos domingos e feriados longe da Mariana, trabalhando. Por dois anos, devido ao trabalho da minha esposa, ela e nossa filha foram morar em Bagé. Foram dois anos e meio de separação, e milhares de quilômetros de estrada.

Deixei de estar com a Mariana em dois aniversários. Nesses 13 anos, não tenho a menor dúvida que foi a Adriana quem segurou as pontas. Na divisão das tarefas da criação da Mariana, 90% cabe a ela. É mãe que a leva no médico, na escola, toma a lição, faz a comida e pensa na roupa.

Aproveito este espaço aberto pelo blog _ que não é só para as mães, pois traz dicas sobre a criação dos filhos que servem ao casal _ para lembrar dois momentos marcantes.

Com certeza, o nascimento da Mariana foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Lembro daquele 29 de dezembro de 1997, uma noite chuvosa de verão em que ela nasceu. Vê-la pela primeira vez foi algo indescritível. E olha que, criado entre homens, sempre ouvi que "homem não chora". Mas foi impossível conter a emoção naquela noite tão estranha, em que fui para casa dormir, já de madrugada, deixando no hospital minha mulher e minha filha. Até hoje lembro dos raios e trovões a minha volta enquanto dirigia. As ruas alagadas em Rio Grande, onde morava, obrigavam-me a procurar um caminho seguro.

O outro momento foi o primeiro aninho da Mariana. Festa marcada havia meses, e surgiu uma reportagem que me obrigou a viajar na véspera da festa. E não era uma viagem qualquer, mas de um transporte não muito ágil: navio. Minha missão era cobrir uma viagem do Artict Sunrise, o navio da ONG Greenpeace. A embarcação verde faria o trajeto de Rio Grande a Porto Alegre, pela Lagoa dos Patos. Previsão: 14 horas.

Saímos por volta de 5h da manhã de uma sexta-feira, e deveríamos chegar à noite no porto da Capital. No outro dia, eu pegaria um ônibus de volta a Rio Grande. O que poderia dar errado? Só se o navio estragasse. E foi mais ou menos o que ocorreu. No meio da lagoa, uma corda que apareceu não sei de onde se enrostou na hélice no navio. Paramos ali, longe de tudo e de todos. A tripulação informou que, se não conseguíssemos chegar no farol de Itapuã até o fim da tarde, não poderíamos atracar na Capital. Teríamos de aguardar o dia seguinte. Meu coração disparou. Comecei a temer não chegar na festa a tempo. Imagine, o primeiro ano da primeira filha, e eu lá, impotente, no meio da imensa Lagoa dos Patos.  Felizmente, após cerca de uma hora, conseguiram soltar a corda. Seguimos viagem, atracamos à noite e, na tarde seguinte, eu já estava em Rio Grande, pronto para a festa.

Torço para que o destino continue conspirando a meu favor. Afinal, minha missão de pai certamente me reserva muitas emoções.

*****************

Pais, o convite é para vocês. A nova seção que inauguramos nesta terça-feira, aqui no blog, aguarda depoimentos e fotos de vocês com seus filhotes. Podem mandar para os nossos e-mails, que estão bem à direita da tela.

Encorajem-se que vocês, com certeza, têm ricas histórias e vivências para compartilhar.

E sejam muito bem-vindos...



Mais uma novidade

14 de junho de 2011 0

Gurias, recebi um convite provocador de uma pessoa que acompanha o blog:

Por que vocês não convidam pais para escrever? Por que não incentivam que eles participem, contando suas experiências e dando uma visão do que é a paternidade... O blog me parece muito feminino, só com as mães participando. Seria muito mais rico ter pais interagindo...

Pois eu concordo em gênero, número e grau.

Volta e meia, convidamos os pais a participarem, mas acho que ainda é muito pouco...

Pois depois da seção As Mães do Meu Filho, decidimos inaugurar hoje a seção Os Pais do Meu Filho.

Para a estreia, convidei um colega, que é leitor do blog e me ajuda muito com as pautas, para escrever.

E quero que vocês, gurias, convidem seus maridos, companheiros, pais dos seus filhos, irmãos, cunhados... Vai ser muito legal se tivermos mais pais compartilhando conosco suas experiências.

Pais, estamos esperando vocês...  Não nos decepcionem...

Vocês participam, como nunca, da criação dos filhos, e, com certeza, têm muito a escrever e acrescentar nas nossas vivências como mães...

Aguardamos os depoimentos dos pais, com fotos junto com seus filhotes, nos nossos e-mails.

Em minutos, a estreia da nova seção...








Mãe é muito diferente de pai (a repercussão)

23 de maio de 2011 11

Leitores da coluna e do blog Meu Filho atenderam ao meu apelo e mandaram suas opiniões sobre as diferenças entre pais e mães.

(...) Uma mulher consegue fazer o papel de mãe e pai ao mesmo tempo, porém um pai, não. Claro que sempre existe aquele pai que vale muito mais que uma mãe, mais ainda é uma exceção.
(Morgana, mãe do Dudu)

Pais são mais relapsos, desatentos. Às vezes, pensam que um presente ou uma grana de vez em quando suprirão as conversas que não acontecem, os conselhos que não são dados, os "nãos" necessários, os telefonemas não feitos.
(Juliano Lanius, estudante)

Não concordo com o autor, sou pai e cuido muito bem do meu filho! Por que ele não lista no livro as mães que jogam seus filhos no lixo?
(Arlan Lopes Machado)

Toda essa pressão que a mulher precisa aguentar para não ficar com fama de
preguiçosa (apesar de trabalhar mais em casa do que fora) faz com que ela divida suas 24 horas com diversas tarefas, enquanto a maioria dos homens _ a maioria porque há bons pais educadores e responsáveis _ trabalha fora e chega em casa sem tocar a mão em nada.
(Bárbara Mazim)

Mãe é realmente diferente de pai. Meu marido é o melhor pai do mundo: cuida tanto de nossos gêmeos de 1 ano e 10 meses quanto eu e só não os amamentou porque não era possível. Mas quando só eu lembro de fazer certas coisas, ele sempre me diz: "mãe é mãe!"
(Adriana)

Separar funções, uma para pai, outra para mãe, é como continuar a sobrecarregar a mulher, é concordar com isso. O pai é totalmente capaz de fazer o mesmo que uma mãe faz.
(Daniela)

Apesar de toda a ajuda do pai, ainda me sinto um pouco sobrecarregada. Trabalho fora em tempo integral (...) e me sinto sozinha nas decisões sobre a educação, alimentação, sono…
(Paloma, mãe do Vinícius)


Uma nova mãe urgente, por favor

Escrevi na coluna passada que a mulher que trabalha fora deve exercer outro tipo de papel como mãe e administrar a casa de modo diferente. Como? Não se sentindo culpada por ficar longe de casa  e dos filhos o dia todo. A mulher que trabalha fora, defende Içami Tiba, não é prejudicada pela tripla jornada, mas, sim, pela postura de culpa que adota. Ao voltar para casa, ela corre para arrumar a bagunça, fazer o jantar, tentando atender filhos, marido, cachorro... Ela não se dá o direito de descansar e precisa mudar o rumo desta história. Necessita criar filhos independentes, que ajudem a garantir o andamento e a organização da casa quando ela está fora. Diz Içami Tiba: "A mulher não precisaria ser 100% mãe. Poderia ser só 50% se os outros 50% fossem complementados pelo pai ao assumir seu lugar na educação, já que ela trabalha fora e traz fundamental ajuda econômica para a casa". (Fabiana Sparremberger)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira

Mãe é muito diferente de pai (parte 4)

19 de maio de 2011 1

A Magsa Sortica já tem filhos grandinhos, mas acompanha o nosso trabalho. Ela colaborou enviando sua opinião sobre a diferença nos papéis de pai e mãe.

Olá, Fabiana. Gosto muito do teu trabalho e do da Ticiana. Embora meus filhos já tenham crescido, gosto muito de crianças e aproveito as dicas de vocês para passar para minha irmã e amigas que tem filhos pequenos. Gosto também dos conselhos de Içami Tiba, ele fala de modo claro, não faz rodeios, e não dá conselhos baseado em "eu acho".

Temos o Filipe que está com 20 anos, e o Gustavo que está com 13. Eu e meu marido sempre nos preocupamos com a educação dos nossos filhos. Aqui em casa sempre dividimos as responsabilidades em ensinar e disciplinar os filhos. Não tinha essa de "tua vai ver quando teu pai chegar", se aprontavam na minha presença eu mesma os disciplinava. Mas quando meu marido está em casa ele é o responsável em discipliná-los.

Sempre procurei estar bem informada, por isso lia muito a respeito de como cuidar das crianças, não só me preocupava com o bem estar físico, mas com a parte emocional e espiritual. E não é fácil, sabemos que temos que ter bons princípios, regras e limites familiares razoáveis, mas o mais importante muito amor, porque por mais que cometamos erros, quando demonstramos amor nossos filhos nos entendem e cooperam para o bem estar e paz familiar.

Claro que quando falo em amor, também estão incluídos respeito mútuo, humildade, e muitas outras qualidades importantes. Também é importante procurar manter boa comunicação e o bom humor.

A boa comunicação não começa quando os filhos são adolescentes, e sim desde que estão na barriga. Eu conversava com os meus quando estava grávida, lia para eles, escutava música (que saudade!!). Sou muito feliz com o que conseguimos realizar até agora, ajudando na formação da personalidade e caráter de nossos filhos.

Mãe é muito diferente de pai (parte 3)

17 de maio de 2011 6

A discussão/reflexão está boa nos comentários deixados nos posts sobre "Mãe é muito diferente de pai". Publico agora uma opinião do Juliano Lanius, 25 anos, estudante de Santa Maria. Um rico depoimento de filho, que não quer errar no momento em que for pai... Obrigada, Juliano, pela colaboração.

A respeito do que foi dito na Coluna Meu Filho, desta segunda-feira (16/05), acho sim que mãe e pai têm diferentes papéis na educação dos filhos, mas também são igualmente responsáveis por tal educação. E penso que é assim que deve ser.

Como já tratado por Fabiana e Ticiana, aconteceram mudanças significativas para que os pais pudessem um assumir os afazeres do outro. Enquanto ao pai cabia a missão de prover financeiramente o lar, à mãe restava o papel que o próprio nome implica. Porém, este trabalho (sim, trabalho mesmo, e que deveria ser muito bem remunerado) não engloba somente o de cuidar e de alimentar as crianças, mas, sim, de manter a organização da casa, as roupas – de toda a família – lavadas e passadas, comida na mesa, compras no supermercado, arrumação da louça após as refeições, e por aí vai.

Ah, e não esqueçamos de que ainda tem o papel de esposa, que deve estar sempre disposta a dar carinho e atenção ao seu “macho trabalhador”. E se uma imprevisível dor de cabeça aparece, milhões de idéias maldosas e errôneas surgem à mente masculina.

À mãe coube o papel de geradora de vida, pois somente ela sabe o real valor de dar à luz. Se Deus quis que fosse assim é por que tinha a certeza de que a mulher daria conta do recado, e sem reclamar. Ao pai, o simples fato de depositar seus espermatozóides no óvulo feminino já o deixa cheio de razão para se intitular o pai do ano.

Pais são mais relapsos, desatentos. Às vezes, pensam que um presente ou uma grana de vez em quando suprirão as conversas que não acontecem, os conselhos que não são dados, aos NÃOS que são necessários, aos telefonemas que não são feitos. Mas não generalizemos, sempre temos exceções, graças a Deus! Existem aqueles que se esmeram e desempenham muito bem suas atribuições de pais.Mesmo assim, a grande maioria coloca nos ombros da mãe toda a responsabilidade pelos atos dos filhos ou o que acontece com eles. E, advinha? A mãe assume esta responsabilidade, sem medo algum de tentar fazer com que sua cria seja uma pessoa boa e cresça feliz.

Espero ser um pai diferente do meu. Como meus pais se separaram muito cedo (eu devia ter uns 3 anos), sei bem como é acordar esperando uma ligação no dia do aniversário e adormecer, ainda esperando. E com certeza, consigo colocar nos dedos de minhas mãos o número de vezes em que o telefone tocou nesta data. E nem por isso, cresci frustrado ou com raiva do mundo. Claro, não vou negar que as mágoas não se foram completamente, mas o esforço e dedicação com que minha mãe me fez um homem foram o alicerce em que construí meu caráter.

Às mães, um parabéns pela coragem e determinação com que abdicam de boa parte de suas vidas para que seus filhos sejam contentes e realizados e sintam orgulho delas. E, tenham a certeza, nós sentimos. Aos pais, um pedido: um pouco mais de atenção aos detalhes, pois muitas vezes, um olhar pode querer dizer “me dá um abraço?”. E isso não custará nem uma hora extra a mais no trabalho. É de graça.

Mãe é muito diferente de pai (parte 2)

16 de maio de 2011 5

Muito boa a reflexão da nossa leitora Bárbara. Ela tem um filho e uma enteada, ambos com 9 anos, e nos ajuda a pensar mais sobre o assunto.

Oi, Fabiana. Muito bom esse assunto. O que eu entendo é que cada um, pai e mãe, tem um papel definido e diferente na criação dos filhos. Claro que ambos devem educar, formar a índole, mas por serem diferentes homem e mulher é impossível que os dois consigam desempenhar as mesmas funções de modo igual.  Isso não quer dizer que concordo que os pais saiam por aí esquecendo os filhos nos carros ou seja onde for...

Na verdade, entendi este episódio como total descaso, me impressiona que alguém pode ter um esquecimento deste tamanho, do tamanho de um bebê de sete meses...  Acho que o principal problema que os pais tem enfrentado na nossa era de globalização e modernidade é que antigamente as mães ficavam em casa cuidando dos filhos, não tinha aquela pressão em cima da mulher.

O homem era o provedor da casa e cumpria sua função trabalhando. A mulher era a senhora da casa e mantinha tudo em ordem (casa, roupa, comida, filhos) quando o marido chegava. Mas hoje a ideia que a sociedade tem da mulher é que se ela não trabalha fora é preguiçosa, desinteressada por uma vida melhor, e todos se esquecem que a mulher que trabalha fora chega em casa e tem roupa para lavar, casa para limpar, filhos, tema deles para ver, o marido com fome (isso quando ela não estuda também).

Então, trocando em miúdos, toda essa pressão que a mulher precisa aguentar para não ficar com aquela fama de mulher relapsa, preguiçosa que não quer trabalhar (mas já trabalha mais em casa do que fora), ela divide suas 24 horas do dia com diversas tarefas, entre elas educar e cuidar dos filhos, enquanto a maioria - eu digo a maioria porque há bons pais educadores e responsáveis - dos homens trabalha fora e chega em casa sem tocar a mão em nada.

A mulher moderna está se desvinculando um pouco de sua função primordial: a maternidade. O homem está precisando absorver parte desta função pelo fato de que estas mulheres precisam fazer mais coisas para provar à sociedade seu valor. Só que muitas funções são de mães, enquanto outras são de pais, é como uma equipe, cada um tem seu papel distinto, e juntos integram um sistema.  Os filhos precisam tanto de pai como de mãe. São duas metades que se completam formando uma.

Não sei se consegui colocar bem meu pensamento. Acho que a correria destes dias anda bagunçando muito paternidade, maternidade e o lado das crianças também. Cada qual quer ter mais razão, mas pais e mães são todos responsáveis, cada qual em sua dose.

Abraços,

Bárbara Mazim

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