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Posts com a tag "recém-nascido"

Patrícia pede ajuda...

09 de maio de 2012 1

Querida, Fabiana. Sou leitora do blog e gostaria de pedir umas dicas para as mamães leitoras, em especial para aquelas que já tiveram mais um filhinho. Se for possível, claro.

Sou mãe da Sofia, de 5 anos. Estou grávida de 12 semanas. O bebê deverá nascer no inicio de dezembro. Época de agito total.

A minha pergunta é: Como foi para as mamães nos primeiros momentos, ter um RN em casa e um mano(a) mais velho, cheio de energia, de férias da escolhinha, querendo praia, piscina e papai noel do shopping?

Quais os programas e atividades que essas mamães faziam com seus filhos? Especialmente para aquelas não tiveram cuidadores auxiliares (o que será o meu caso)

Será que alguma mamãe que já passou por essa experiência e poderia me dar umas dicas?

Já que dizem por aí que, parte do sucesso de uma operação é o planejamento, acho que vou me planejar com antecedência pra essa tarefa. Hehehe

Obrigada.
Um abraço afetuoso.

Patrícia Santos de Lima

A temperatura dos pequenos...

10 de novembro de 2011 1

Me dá nos nervos ver os pequenos cheios de roupa nesses meses de calor. A gente percebe a pele avermelhar, as brotoejas salpicarem o corpo e o rosto e a mães reforçam o abrigo.

Nas primeiras horas e dias, tudo bem, as crianças ficam na barriga com temperatura de 39, 40 graus e realmente precisam ficar mais abrigadas. Porém, a partir da primeira semana, não tem mais desculpa.

De acordo com a classe médica, é normal os recém-nascidos terem as extremidades mais frias. Recordo de uma frase da pediatra da Antonela:

- Se as mãos e os pés estiverem quentinhos é porque ela “torrou”, brincou a pediatra, depois ela acrescentou que as crianças no verão sentem mais calor que os adultos e no inverno mais frio que os adultos.

Essa questão geralmente dá atrito entre o casal e os parentes. A mãe, a avó, a tia geralmente querem colocar mais roupa já o pai, o avôs, os tios querem tirar.

Parto normal! E como foi?

06 de outubro de 2011 30

Abaixo um texto que a, agora, mãe da Sophia, minha colega da RBSTV Michele Dias mandou sobre o parto. Quem lê o blog acompanhou a pequena que de última hora conseguiu vir ao mundo através de parto normal, como o assunto sempre gera curiosidade, a Michele nos mandou um texto sobre o nascimento da nova amiguinha da Antonela. A foto é da família feliz, Michele, Marcelo e a pequena Sophia. Vale a pena conferir:

” Saí para uma consulta médica e para levar documentos na RBS e rever os colegas; e a pergunta que mais ouvi foi:

-Parto normal!! E como foi?

Acredito que a curiosidade seja porque relatos desse tipo são cada vez menos frequentes já que a maioria das mulheres opta pela cesárea antes mesmo de pensar em parto vaginal. Eu sempre quis tentar, sempre quis esperar primeiro pelo “método natural” e, Graças a Deus, foi possível! Tenho certeza que as dores, o tempo, a vivência, tudo varia de mulher para mulher… então, me desculpem as que acharam a experiência ruim; para mim deu tudo certo. E aqui vai a minha história de parto:

Estava combinado: se a Sophia não nascesse até domingo, dia 25, faríamos uma cesárea na segunda-feira para que a gestação não passasse muito das 40 semanas (fechadas na sexta). Pois na madrugada de sábado, a uma e 20 da manhã, estava deitada e senti uma contração combinada a uma umidade…. A bolsa tinha rompido. Liguei para o médico, o atencioso e competente Dr. Perin, que me disse:

- “Quando as contrações ficarem fortes você pode ir ao hospital.”

Como elas eram médias de intensidade e espaçadas, fui para o chuveiro tomar um banho morno, me vesti; sequei o cabelo… só não deu para fazer uma maquiagem estilo JA como o médico tinha me dito brincando! – com a dor, eu ia borrar a pintura! He, he!

Às 3 horas da madrugada, liguei novamente para dizer que estávamos a caminho do hospital – eu e meu marido – já com as dores mais fortes e frequentes. Na sala de exames, o médico viu que eu já tinha 7 de dilatação e que o trabalho de parto evoluía perfeitamente. Era hora de dar um beijo nos meus pais, irmã e na minha sogra e seguir para a sala de parto… O marido foi comigo e o sogro também – o reconhecido, apaixonado pela pediatria e vovô da Sophia, doutor Pedro Orso.

Enquanto eles se vestiam (aquelas roupas azuis tipo smurf, hehe), fiquei com o anestesista, Dr. Renato Dias (muito legal ele, e o sobrenome é mera coincidência), e duas atencionsas enfermeiras que acompanharam e ajudaram em todo o procedimento. Optei por fazer o parto com analgesia – uma dose pequena de anestesia que ameniza as contrações, mas não impede o movimento das pernas.

Já sem dores, meu marido me deu um beijo e começou a fotografar e filmar tudo… Ele foi incrível, me incentivando, me apoiando! Tínhamos combinado que estaríamos juntos na hora de trazer a nossa filha à vida!

Então, assim como tínhamos ensaiado e conversado em várias consultas, o dr. Perin me dizia a hora de fazer força para que a minha bebê nascesse. E foi assim… entrei na sala de parto passado das 4h da manhã e a Sophia nasceu às 5h36min da madrugada de sábado, 24 de setembro de 2011! Com certeza, a madrugada e o dia mais emocionantes da minha vida!

Só não posso usar a expressão “parto perfeito”, pois a minha pequena tinha se enrolado no cordão umbilical. Em função disso, o médico teve que acelerar a “saída” para não prejudicá-la (isso significa que ele usou ocitocina – um pouco de hormônio que intensifica a contração – e também que as enfermeira ajudaram a empurrar na minha barriga). A Sophia nasceu e foi levada pelo pediatra e vovô… segundos depois, o CHORO DA VIDA e a MAIOR EMOÇÃO DA MINHA EXISTÊNCIA ATÉ HOJE!

Ao meu lado estava uma pessoinha que há nove meses era apenas uma “sementinha”… cientificamente, a união de óvulo e espermatozóide; para mim, o resultado do amor de duas pessoas abençoadas por Deus com o dom da vida!”


Seção Nasceu! a caminho

26 de setembro de 2011 0

O blog está preparando uma seção nova.

Nasceu! chega para que pais, mães, dindos, dindas, tios e tias possam celebrar e anunciar o nascimento do bebê.

Para participar, além da foto, é preciso enviar os seguintes dados: nome do bebê, nome dos pais, data do nascimento, medidas (peso e altura/tamanho no dia do nascimento), nome do hospital onde nasceu e cidade.

Pode parecer muita informação… Não é… É o básico para identificar os pequenos como eles merecem e uma forma de homenagear a família toda.

O convite é para compartilhar esse momento único na vida das famílias.

Estamos esperando a sua contribuição no e-mail nasceu@diariosm.com.br.

Vamos lá…

Desafio com os apressadinhos

08 de setembro de 2011 7

Porthus Junior

Os quilos perdem a importância, o que importa agora é o aumento diário dos gramas. Os imprevistos reforçam o medo dos pais, a esperança vai e vem, a tristeza mistura-se com a alegria. Quem tem filhos prematuros conhece bem o drama de deixar os pequenos em um incubadora rodeada de aparelhos. O bebê costuma ter alta do hospital somente após atingir os dois quilos. Confira abaixo exemplos de famílias que superaram essa luta:

Uma luta diária

Foto reprodução (E) e Porthus Junior (D)

Valentina nem parece aquele bebê que nasceu com apenas 590 gramas. Hoje, aos dois anos, a menina está com nove quilos. Segundo a mãe Fabiana Maria Restelatto Tadiello, é uma maravilha conviver com ela, pois está sempre de bom humor.

_ Ela continua a nossa ratinha. Somos cautelosos com o inverno, mas a vida é normal. Ela foi estimulada e não possui atrasos motores e cogntivos. Emocionalmente, nos surpreendemos com sua segurança e capacidade afetiva _ diz.

_ Todos os dias encarávamos como a luta do dia. Escrevia uma prece antes de sair de casa e cedinho esgotava a mama, depois passava o dia olhando para a minha filha, rezando e me fortalecendo. Ao seu lado eu ficava mais forte, não fraquejava, tinha bons pensamentos. Como poderia não pensar bem de quem estava lutando tanto para viver? _ explica.

O coração da mãe de primeira viagem disparou, de entusiasmo e insegurança, quando lhe deram permissão para pegar a filha ao colo pela primeira vez. Valentina tinha, então, um mês de vida.

_ A informação que eu tinha é que só poderia pegá-la quando atingisse um quilo. Porém, ao passar dos setecentos gramas, o médico deixou a Valentina ganhar seu primeiro colinho. Instantaneamente, ela se aninhou no meu peito e ficou bem calma. No colo eu tinha mais noção de como ela era miúda, pois a minha mão acolhia aquele corpinho quente_ conta.

_ Eu não tinha o direito de duvidar de que ela conseguiria _completa.

‘Estarmos vivos hoje é um milagre’

Foto reprodução (E) e Daniela Xu (D)

Já com a dona de casa Bárbara Frubel Schaurich, 35 anos, além de se preocupar com o pequeno Emanuel, também precisou de ajuda, pois  passou por maus momentos ao ganhar o menino. O histórico de hipertensão da mãe fizeram com que o menino nascesse aos cinco meses e 20 dias de gestação pesando apenas 880 gramas.

Bárbara lembra que só conseguiu ver o filho após sete dias. Pegou-o no colo somente com um mês de vida, pois passou muito mal após o parto. Em função de convulsões, a mãe acabou indo para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

_ Estarmos vivos hoje é um milagre _ desabafa.

A mãe completa que o pulmão de Emanuel precisou ser amadurecido com uma injeção de corticóide, pois é o último órgão a se desenvolver.

_Também tive depressão pós-parto durante oito meses. Após um ano e seis meses do nascimento, ainda faço terapia _ conta.

Filhos são tesouros, não lixo

28 de julho de 2011 18

Lembram da moça que tinha medo de ser mãe que a Livia nos contou?

Será que esta mãe que é notícia nacional nesta quinta-feira não deveria ter pensado antes de engravidar pela quarta vez?

Ou será que se trata de depressão pós-parto?

Não sei responder, mais só sei que é mais uma entre as tantas histórias horríveis envolvendo crianças.

Quem ainda não viu esta notícia, de uma olhada nesta matéria no G1.


http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/mae-que-disse-ter-encontrado-bebe-na-lixeira-respondera-em-liberdade.html

Em casa depois de seis meses no hospital

21 de julho de 2011 13

Divulgação


Com 23 semanas de vida as chances de sobrevivência eram de apenas 6%. Mas contra todas as previsões, Vitor Leonel completou seis meses em casa junto ao pai e a mãe.

Mas até chegar a esta fase foi uma longa batalha. No dia 15 de janeiro a dona de casa, Nelzi Bitencourt, deu entrada no Hospital e Maternidade Santa Luiza em Balneário Camboriú. Sentiu que o drama de abortos involuntários aos quais já havia passado estava se repetindo. Era a quarta tentativa do casal. Todas as anteriores tiveram o mesmo fim. A interrupção da gestação por problemas enfrentados pela mãe.

O bebê nasceu com 640 gramas e 30 centímetros. De acordo com os médicos que acompanhavam o caso, estavam diante de um quadro grave.

De acordo com a mãe, entra em cena o primeiro anjo: “a obstetra Eloisa Regina Goulart não desistiu dele em nenhum momento” lembra dona Nelzi.

Mas o quadro não se alterava e no terceiro dia de vida os médicos informaram que era hora da despedida. Dona Nelzi ingressou na UTI Neonatal. Devota de Nossa Senhora Aparecida se agarrou a fé. Junto ao filho fez um pedido. Que ele lutasse porque estaria sendo protegido pelo manto sagrado da Santa. Nas palavras dela os minutos seguintes foram de uma conversa que tem apenas a Santa de testemunha: “Meu filho não desiste, a mamãe precisa de você”.

A partir daí ela tem certeza de que a melhora no quadro de saúde do bebê foi gradual e constante. No final do mês de fevereiro um sinal de que as coisas estavam realmente diferentes. Sem nunca ter visto o rosto do filho, que deveria permanecer com os olhos cobertos na incubadora, os médicos retiraram a proteção. Foi então que ela pôde olhar e verificar que Vitor Leonel era parecido com o pai.

Osni Bitencourt trabalhava durante o dia. Depois do expediente percorria os 40 quilômetros entre as cidades de Navegantes e Balneário Camboriú para visitar o filho. Neste dia a emoção foi ainda mais forte. O que era uma esperança passou a ser encarada como uma certeza: “Ele vai pra casa logo” lembra o casal.

Na primeira semana de julho a confirmação de que isso estava próximo de acontecer. Ele foi transferido para um quarto e a mãe pôde enfim viver a rotina de passar a madrugada cuidando o filho. “Foi um dia incrível. Uma experiência muito boa. Ele é muito tranquilo, um anjo. E passa muita força” conta a mãe.

Nesta segunda feira (18.07) Vitor Leonel completa uma semana em casa. Hoje o bebê tem 47 centímetros e pesa em torno de 4,5 kg’s.

Uma certeza de que a medicina evoluiu. Mas que a esperança supera todos os obstáculos.


Divulgação

Dica do dia

19 de janeiro de 2011 0

Qual é mãe que não tem aqueles álbuns que são uma espécie de biografia do bebê recém-nascido? Que informam dados básicos como peso, tamanho, o primeiro sorrisso, o primeiro banho, o dia em que engatinhou, quem deu a primeira papinha….
Pois olha só que legal esse livro chamado Um Dia Memorável. É uma evolução e tanto nessa tentativa dos pais de guardar para sempre os momentos mais importantes do filhote. Confiram o que diz a apresentação:

“Este é o registro do seu primeiro dia fora da barriga da mamãe. Aqui você começou a respirar por conta própria, sentir o sol na pele, ver as estrelas sobre sua cabeça, ouvir os pássaros, a beleza das matas, das flores, os animais e se envolver com a natureza que passou a fazer parte da sua vida.
É a primeira página de sua biografia retratando o dia mais importante para os outros que virão: o dia do seu nascimento.
Aqui está registrado, fielmente, se no dia que você nasceu chovia ou fazia sol.
Quanto custava um cafezinho, o jornal na banca, o litro de leite, enfim, tudo aqui que daqui para frente passa a fazer parte da sua vida.
As músicas de sucesso, o Best-seller da hora, os filmes em cartaz, os programas de maior audiência na TV.
O campeão de futebol, os ídolos dentro e fora do campo.
Ah! Grana _ dinheiro é uma coisa que está sempre atormentando a gente desde o nascimento _ por isso aqui está registrado também o salário mínimo, a renda per capita, os índices da Bolsa, etc.
Este livro é único porque você é um ser único e não há alguém no mundo igual a você.
Aqui, além das informações sobre a sociedade que o cerca, você encontra o seu mapa astral _ um retrato dos astros no momento de seu nascimento, apontando todas as suas características e potencialidades.
É, portanto, um livro de grande valia, também, para seus pais, os maiores interessados em fazer com que sua vida seja marcante e repleta de sucessos no futuro que você escolher.
Um livro inédito, que foge da mesmice dos reles álbuns de fotos de recém-nascidos, e foi idealizado pelo autor porque ele também está torcendo para que o futuro brilhante que você merece chegue o mais rapidamente possível para que a sua história seja memorável.
Bem-vindo a esse mundo que o recebe de braços abertos.
Flávio Orsini Filho”

Para quem não entendeu bem como funciona, os pais entram no site (www.memoravel.com.br), preenchem os dados que vão constar no livro (nome completo, data de nascimento, maternidade, mensagens que querem ver publicadas, fotos do bebê…), e a editora começa a elaborar a biografia do pequeno.

O livro custa R$ 111 + o frete.

No site, é possível consultar como ficará cada página.

Muito legal, não?

Bebê no berço...

10 de dezembro de 2010 1

Acordei um pouco mais cedo do que o normal na quinta-feira, e me chamou a atenção uma reportagem do Bom Dia Brasil. Nela, a pediatra Ana Maria Escobar, do Instituto de Pediatria do Hospital das Clínicas, orientava sobre a forma correta de colocar o bebê para dormir. Eu já sabia que a posição mais indicada é a de barriga para cima, com a cabecinha para o lado, o que impede que o recém-nascido se asfixie ou se engasgue se regurgitar. Até campanha já foi feita para orientar que o bebê não seja colocado de bruços nunca, nem de lado.

Agora, o que me chamou a atenção mesmo foi que o berço, segundo a médica, precisa estar livre de tudo: de travesseiro, daquela almofadinha comprida que colocamos pra apoiar as costas do bebê quando ele está de lado e até da tradicional fraldinha ou paninho que muitas mães usam. Isso sem falar em qualquer brinquedo ou mamadeira. O berço deve ter apenas o bebê, e mais nada.

Esses cuidados permitiriam uma dinâmica melhor para o recém-nascido, facilitando a respiração. A pediatra explicou tudo isso, usando um boneco para demonstrar.

Sem colocar em xeque as orientações da especialista, fiquei me perguntando se não há um pouco de exagero nas orientações. Algum bebê já teria tido algum problema sério com a fraldinha, por exemplo, que é companheira de muitos? E o travesseiro, que prejuízo ele pode gerar?

Jason, Piera e uma grande lição para nós, pais e mães

14 de setembro de 2010 6

A saga de uma mãe tentando salvar desesperadamente a vida do filho recém nascido está sendo contada por Zero Hora desde a semana passada. Como pode haver mais mães e pais que, como eu, não conheciam ainda essa emocionante história, vou reproduzi-la aqui.
A reportagem abaixo foi publicada por Guilherme Mazui e Sancler Ebert, com fotos de Nauro Júnior, fotógrafo e blogueiro do Retratos da Vida, hospedado em Zero Hora. Aliás, o Nauro é pai da Sofia, uma linda menina que nasceu prematura e ficou por vários dias na UTI. O depoimento dele no blog (também reproduzido abaixo) é outro texto imperdível. Compartilho a emoção com vocês, pais e mães: 

ZERO HORA -  SÁBADO, 11 DE SETEMBRO

CAMINHO DA ESPERANÇA


Mais 260 quilômetros pela vida

Jason, 43 dias, conseguiu leito em hospital de Porto Alegre após peregrinar entre Ijuí e Pelotas em busca de atendimento

A peregrinação de Jason de Mello Brondani por cidades e hospitais gaúchos ganhou mais 260 quilômetros.
Acréscimo comemorado. Após 40 dias, o bebê que cruzou o Estado atrás de atendimento especializado, enfim, conseguiu a transferência para Porto Alegre.

Com a mãe Piera de Mello, 22 anos, um médico e um auxiliar, Jason deixou o Hospital Universitário de Pelotas, sua casa desde 1º de agosto, às 19h37min de ontem, em uma ambulância. Às 23h10min, o menino, que tem uma má-formação no intestino, chegou ao Hospital da Criança Conceição (HCC), onde foi internado no setor de emergência.
Jason foi encaminhado para uma equipe de médicos e enfermeiras, que avaliou o estado de saúde do bebê. O menino deverá ficar internado por vários dias, segundo o médico Rodney Fonseca de Carvalho, responsável pelo plantão clínico e de internações do hospital. Piera estava cansada, mas emocionada.
_ Eu só tenho a agradecer. A gente tentou de tudo, me mandaram desistir_ disse a mãe de Jason, com lágrimas nos olhos.
Apesar da incerteza sobre o tratamento do bebê, nascido há 43 dias em Ijuí, a 220 quilômetros de Faxinal do Soturno _ onde mora a família _ a transferência revigora a esperança de Piera, que percorreu 946 quilômetros, cinco cidades e quatro hospitais. Mostrada por Zero Hora, a cruzada de Piera pela vida do filho sensibilizou gaúchos como o médico José Roberto Saraiva, gerente de internação do HCC:
_ Li a matéria de manhã cedo e contatei logo nossa central de leitos para ver se tínhamos como recebê-lo.
A ligação acionou uma rede que definiu a transferência. O Conceição informou sobre a disponibilidade à Central Estadual de Regulação, que avisou Pelotas. Jason poderá ficar na enfermaria para lactentes (crianças de um mês a dois anos de vida) e não na Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrica. A notícia da transferência devolveu a graça ao olhar de Piera. Para acompanhar o filho, ela ficará na casa de duas tias em Canoas. Na Capital, Jason ficará sob os cuidados de um grupo formado por pediatra, gastroenterologista, cirurgião pediátrico, enfermeiros e equipe de terapia nutricional. O time avalia a situação do bebê, vítima da síndrome do intestino curto, na qual parte do intestino delgado não funciona corretamente,
o que resulta na não absorção de nutrientes, podendo ocasionar a morte por desnutrição. Alimentação adequada, cirurgia ou transplante de intestino serão definidos no HCC.
_ A esperança segue. Há muito caminho pela frente, mas esse já é um grande passo _ emociona-se Piera.

ZERO HORA DE SEGUNDA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO

Jason fará série de exames hoje

O leito na UTI pediátrica do Hospital da Criança Conceição em Porto Alegre trouxe tranquilidade para os pais de Jason de Mello Brondani. O bebê de 45 dias percorreu mais de 800 quilômetros, do norte ao sul do estado, à procura
de tratamento adequado para um problema de má-formação no intestino.
O hospital aguarda laudos mais detalhados dos procedimentos que o menino já realizou para definir o tratamento. Hoje, Jason deve passar por uma série de exames exigidos pela equipe de gastroenterologia pediátrica e de cirurgia pediátrica do HCC. O próximo objetivo é fazer com que o bebê possa começar a se alimentar pela boca com um leite especial de fácil absorção. Na noite de sexta-feira, veio de Pelotas para Porto Alegre, e ontem seu quadro era estável. Jason é vítima da síndrome do intestino curto, que faz com que parte do seu intestino delgado não funcione da forma correta.

NAURO JÚNIOR (que está na foto abaixo, ao lado de Piera), NO BLOG RETRATOS DA VIDA (publicado em 12 de setembro. Com foto de Maria Amélia Saavedra)


Um olhar de súplica

Nos últimos dois dias estive envolvido em uma cobertura que me fez reviver o momento mais intenso de minha vida. Na luta de Piera e Jason, revivi parte de uma história que estive mergulhado intensamente ao lado da Gabi e da Sofia, quando moramos por três meses na UTI Neonatal do Hospital São Francisco de Paula, em Pelotas, no ano de 2005.
No olhar de súplica de Piera, lembrei que o mundo nos prepara para ficarmos por nove meses grávidos, depois dar uma passada no hospital para fazer um parto, e em seguida ir para casa com nossos bebês nos braços, receber visitas dos amigos.
Porém, para quem tem filhos prematuros, esta não é a realidade. Eles se apressam e vêm ao mundo como um frágil cristalzinho, jogado no meio de uma tropa de cavalos em desabalada carreira. É um serzinho muito frágil e desprotegido, em um mundo cheio de bactérias e fungos. Nós somos pais completamente despreparados para trilhar este caminho pantanoso e desconhecido que é ser pai e mãe de prematuros. Nos primeiros dias os amigos vêm nos visitar, depois só os parentes, e por fim ninguém mais aparece. Fica só o pai, a mãe o bebê e os novos amigos que são enfermeiras, médicos, técnicos em enfermagem, pessoal da limpeza do hospital e os pais das outras crianças que estão passando pela mesma situação. Pessoas que você nunca viu passam a ser as mais importantes de sua vida.
Quando vi Piera pela primeira vez, o olhar dela parecia uma faca cortando exatamente em cima de cicatrizes que eu pensei já estarem curadas. O olhar de Piera me dizia que a luta dela também era minha, e que eu precisava pegar em armas para guerrear junto com ela. E qual a única arma que eu sei usar e que usei durante os três meses em que a Sofia esteve no hospital? Minha máquina fotográfica.
Sabia que o Sancler e o Guilherme, dois meninos talentosos e promissores, fariam um belo texto com sua sensibilidade. Mas aquela causa era minha. Eu tinha que fazer uma foto que mostrasse por completo a realidade de Piera e Jason, da minha Gabi e da Sofia, e de todos os pais e filhos que sofrem a solidão de uma UTI por este Brasil à fora. Via no olhar de Piera, o mesmo olhar de fera que protege sua cria que tinha visto nos olhos da Gabi há cinco anos. Via nos olhos de Jason, o mesmo olhar de guerreiro que não desistiria, que vi nos olhos de Sofia um dia.
Foi só usar o instinto, estudar a luz e clicar. Era uma foto que gritava, que suplicava ajuda, que me fez chorar ali mesmo, no ambiente inóspito daquela UTI.
Já tinha feito a minha parte, se Piera e Jason queriam ir para Porto Alegre, a sorte estava lançada, agora era só esperar.
Acordei na sexta-feira com o Sancler me ligando e avisando que tinha que ir até o hospital porque o Rio Grande do Sul todo queria ajudar Piera e Jason. Recebi uma ligação de um leitor que me disse que depois de ver a foto resolveu que ajudaria mãe e filho no que fosse preciso. Acompanhei os dois durante todo o dia. Fotografei mãe e filho abraçados novamente às 16h, só que agora Piera sorria. Tenho certeza que também vi um sorriso nos lábios do minúsculo guerreiro. Uma enfermeira me disse que também viu…
Às 19h fui até o hospital me despedir de Piera e Jason, que entravam em uma ambulância em direção à capital. Eu disse pra ela que o caminho é longo, mas que ela estava dando um passo para frente naquele instante. Perguntei se podia fazer uma foto com ela, apesar dela não entender muito porque, disse que sim.
Sou fotógrafo há 21 anos, odeio tietagem, não peço para tirar fotos com ninguém que eu fotografo, mas eu sabia que estava de frente com uma guerreira. Não poderia perder a oportunidade. Guerreiras são todas as mães, mas as mães de UTI recebem um poder especial de Deus para lutar.
Não sei se é a idade que tem me pego de jeito, mas tenho me questionado muito ultimamente sobre qual a verdadeira função do jornalismo. Me pergunto se vale a pena lutar por um mundo mais justo usando a única arma que tenho, que é a fotografia. Mas o sorriso nos olhos de Piera me deu a certeza de que estou no caminho certo.
Como é bom ver Piera e Jason sorrirem quando conseguem com a nossa ajuda dar um passinho pra frente. Como é bom trabalhar ao lado de jovens talentosos, que têm muito a me ensinar como é o caso de Sancler e Guilherme Mazui. Estamos com o nosso trabalho transformando o mundo em que vivemos em um lugar mais justo.

Para ajudar Jason

A família de Jason organiza um jantar beneficente para 18 de setembro, no Ginásio de Esportes Irmão Ademar da Rocha, em Faxinal do Soturno, às 20h30min. Informações: (55) 3263.2402 / 9977.0160

Como organizar as finanças para a chegada do bebê

03 de setembro de 2010 0

Palestra gratuita, que será realizada em Caxias do Sul, ensina casais a organizar suas finanças para a chegada do bebê. Recebemos esse material de divulgação abaixo e repassamos a vocês:

Um bebê marca uma nova fase na vida de qualquer casal. Além de mudar a rotina e as atividades dos pais, um filho também representa um significativo aumento de gastos no orçamento familiar. Com o objetivo de orientar mães e pais a organizar as finanças durante a gestação e com a chegada do bebê, a Mamis&Mimos realiza palestra gratuita sobre o tema. O evento, que acontecerá no dia 11 de setembro, sábado, às 9h15min, nas dependências da loja caxiense, contará com a presença do assessor de investimentos da Xp Investimentos, William Teixeira.
Em sua explanação, o palestrante ensinará aos participantes a elaborar um planejamento financeiro, mostrará como é possível fazer um bom uso do dinheiro e organizar as finanças para cada etapa de crescimento da criança, além de apresentar alternativas de investimentos para assegurar o futuro do seu filho. “Através de algumas dicas, pretendo mostrar como é possível organizar os gastos da família para ter mais tranquilidade financeira, mantendo as contas em equilíbrio e preservando o bem estar e a qualidade de vida”, destaca William.
Inscrições e informações pelo (54) 3021.3686.

PALESTRA GRATUITA “Planejamento financeiro e a chegada do bebê”
Palestrante: William Teixeira – assessor de investimentos da Xp Investimentos
Dia: 11 de setembro, sábado, às 9h15
Local: Mamis&Mimos (Rua Os 18 do Forte, 1256, Caxias do Sul/RS)
Programação: 9h15 – Café da Manhã
9h45 – Palestra
10h45 – Espaço para perguntas
11h – Sorteio de presentes especiais
Confirme sua presença até dia 09/09 pelo fone (54) 3021.3686 ou pelo e-mail mamis@mamisemimos.com.br

Endereço Mamis&Mimos:
Rua Os 18 do Forte, 1256
Centro _ Caxias do Sul
(54) 3021.3686
www.mamisemimos.com.br 

Uma das dicas do palestrante, que será repassada durante o curso e que foi antecipada ao blog, é aprender a classificar as dívidas entre:
Obrigatórias fixas _ Não podem ser eliminadas e não podem ser reduzidas _ aluguel, IPVA, IPTU, condomínio
Obrigatórias variáveis _ Não podem ser eliminadas, podem ser reduzidas _ alimentação, vestuário, higiene
Não obrigatórias fixas _ Podem ser eliminadas, não podem ser reduzidas – plano de saúde, assinatura de jornais, clubes
Não obrigatórias variáveis _ Podem ser eliminadas e podem ser reduzidas – cinema, discos produtos de beleza
Tendo isso bem claro entre o casal, é mais fácil tomar as decisões.

Pergunte ao pediatra (2)

31 de agosto de 2010 0

É terça-feira, e dia da nossa seção Pergunte ao Pediatra, uma parceria do blog com a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Uma dúvida bastante comum, que foi respondida pela pediatra Rita de Cássia Silveira, da diretoria da SPRS e professora do Departamento de Pediatria Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Há um modo realmente eficaz para desentupir o nariz do recém-nascido?

É frequente observarmos que o recém-nascido apresenta um ruído nasal característico da mudança de ambiente intra-uterino para o extra-uterino. Ou seja, ele estava banhado em líquido amniótico na barriga de sua mãe e, ao nascer, respira em ar ambiente. Este ruído é normal e, quando acompanhado de algum grau de secreção nas narinas, melhora um pouco com aspirações nasais e introdução, gota a gota, de solução fisiológica nas narinas. Mas, atenção, o excesso de manipulação irrita ainda mais a mucosa nasal do pequeno paciente.

Gabriel chegou!

22 de agosto de 2010 0

O bonitão aí é o Gabriel Duarte Machado que nasceu há quatro meses. É o orgulho da mamãe Roberta Duarte.

A Laura chegou!

10 de agosto de 2010 1

A Glaucia nos mandou a foto da filhota Laura que tem uma ligação grande com o blog. Abaixo o texto da mãe que tem tudo para ser corujona dessa lindona.

“Olá meninas do blog mais maravilhoso que já acompanhei…falamos todas a mesma língua e isso é maravilhoso. Depois de acompanhar a gravidez da Ticiana desde o início , pude aproveitar todas as informações possíveis pois engravidei da Laura em agosto. Agora, nada mais justo que apresentar-lhes a minha vida, meu tudo, meu tesouro.
A Laura nasceu dia 12 de abril de 2010 pesando 3.650 gr e 49,5 cm. Ela é a coisa mais preciosa que tenho, na realidade só quem tem um tesouro em casa consegue entender aquilo que não conseguimos expressar com palavras.
Com a vinda dela, depois de 11 anos de casada, fico me perguntando porque esperei tanto tempo para tê-la uma vez que ela nos trouxe tanta felicidade. Ela completou nossas vidas, pois aprendemos a amar com uma força tão grande que me falta palavras para escrever. Ficamos juntas o tempo inteiro e até quando ela dorme quero que acorde para que possamos ficar agarradas as duas sem ver o tempo passar..só “sovando” a pequena como costumo dizer.
Meu coração fica apertado só de pensar em voltar a trabalhar, pois ficarei o dia inteiro longe do meu tesouro.
Nesta foto ela está com 3 meses.
Abraços
Glaucia e Josemar “

Um adeus à cólica

09 de agosto de 2010 1

O ambiente em que a criança vive também influencia nas cólicas. Carinho, afeto e aconchego são fundamentais para os bebês, que não são iguais entre si. Muitos se acalmam com músicas relaxantes, outros gostam do silêncio. Os especialistas lembram que as mães não podem se desesperar diante do choro incontido. Os recém-nascidos estão, antes de tudo, experimentando o novo ambiente, e a adaptação pode levar um tempo.

Além disso, quem amamenta deve cuidar da própria alimentação, evitando produtos gordurosos, condimentados, leite de vaca e derivados.

— O bebê não deve mamar deitado. Precisa sempre ser estimulado a arrotar. Bolsas de água morna são excelentes para amenizar as cólicas. Não recomendamos chazinhos e fitoterápicos, como a funchicória, devem ser oferecidos com parcimônia — avisa Cavalcante.

Abaixo, alguns truques que influenciam no fim do desconforto.

Shantala
Pode ser feita a partir do 40º dia de vida da criança.  É uma massagem terapêutica para bebês que auxilia na liberação dos gases e aquece a região trabalhada, o que contribui para minimizar a dor.

Deve ser adaptada à cada criança porque estimula as funções intestinais por meio de movimentos de amassamento e deslizamento. O ideal é que seja feita com o auxílio de óleos naturais de origem vegetal e prensagem à frio.

Funchicória
Apresenta-se sob a forma de pó obtido a partir de uma planta chamada funcho ou erva-doce. Proporciona efeito relaxante e sedativo, podendo ser benéfico como auxiliar no tratamento sintomático da cólica.

O uso excessivo, no entanto, pode ser prejudicial e causar pausas respiratórias.

O problema do refluxo
É o movimento do conteúdo gástrico para o esôfago na direção oposta às contrações musculares normais. Em bebês, um pequeno refluxo é aceitável. Se persistente, com vômitos frequentes, tosse crônica e irritação subsequente do esôfago, geralmente há choro constante e desconforto.

O refluxo que causa dificuldade respiratória é considerado anormal.

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