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Posts com a tag "recém-nascido"

Palestra para pais de primeira viagem

04 de agosto de 2010 1

Após nove meses de gestação, o sonho dos pais é chegar em casa com o filho no colo e curtir os primeiros dias do bebê no novo lar. Mas há uma série de inseguranças com as novas tarefas, que podem ser diminuídas com muita informação. Para falar um pouco sobre os cuidados básicos com o recém-nascido, a pediatra Caroline De Brum Maciel ministrará palestra gratuita sobre o assunto em Caxias do Sul.

O evento ocorrerá dia 14 de agosto, sábado, às 9h15min, nas dependências da loja Mamis&Mimos. Antes da palestra, haverá café da manhã e apresentação do trabalho desenvolvido pela HemoCord, empresa especializada em coleta de células tronco do cordão umbilical.

Inscrições e informações pelo telefone (54) 3021-3686

SERVIÇO
Palestra sobre a chegada do recém-nascido
Dia: 14 de agosto, a partir das 9h15min
Local: Mamis&Mimos (Rua Os 18 do Forte, 1256, Caxias do Sul - RS)
Programação:
9h15: Café da manhã
9h45: Apresentação HemoCord
10h: "Cuidados básicos com o recém-nascido"
11h: Sorteio de presentes

Coisas que só a experiência traz

15 de julho de 2010 3

O mercado de produtos infantis foi uma deliciosa descoberta. Antes de engravidar, nem passava pela minha cabeça achar o máximo que uma fralda descartável venha com elástico nas laterais.

Mas não foi nada doce descobrir como tudo isso é caro e pesa (muito) no orçamento.

Mas nesses últimos seis meses, felizmente, também me dei conta que a gente não pode ir na onda do "tem que ter", vulgo terrorismo, mesmo. Tem coisas simplesmente dispensáveis, que a gente mal usa e vão logo fora. No meu chá de fralda, por exemplo, ganhei coisas lindas, mas o Leo cresceu tão rápido que acabei dando a maioria das roupinhas, quase chorando. Um pecado só.

Eis então alguns macetes que estou colecionando e peço que as mais experientes se manifestem, porque essas dicas (que a gente só aprende na prática) são o máximo. Vale qualquer coisa.

- Nem sempre a fralda mais cara é a melhor. Mas desconfie das muito baratas;

- Roupas de usar por baixo, quentinhas, é bom de comprar em grandes supermercados e lojas de departamento - alguns oferecem preços bem acessíveis e até produtos importados. Para usar por fora, nesse frio, prefiro investir em peças únicas, como tip tops grandes que "blindam" o frio;

- Sapatos e tênis de bebês são lindos, mas não param nos pés do Leonardo. Por isso, uso uma botinha-meia, com borracha no solado.

- Cortar o pé das calças não funciona, a não ser que você seja costureira. Melhor é dar a peça ou vender num brechó. E comprar uma maior.

- Na hora da papinha, descobri que usar uma fralda de pano é melhor do que os babeiros convencionais, porque não fica "dançando" junto com a comida.

- Roupa com capuz é sempre melhor que touca, porque a touca ele fica puxando.

Até mais.

A Antonela Teve Cólicas?

01 de julho de 2010 0

A Antonela teve cólica?

Fiquei surpresa com a declaração do pediatra João Carlos Diniz Barradas de que todo o bebê tem cólicas. Pensei que a Antonela tinha sido a bebê dos sonhos até agora.  Ficava um pouco insatisfeita com comentários do tipo ela está com cólica diante de qualquer mínima demonstração de irritabilidade ou resmungos.

Não passei por nada parecido aos depoimentos de algumas amigas que tiveram filhos com "cólicas tradicionais", ou seja, aquele choro desesperador e intermitente. Os relatos revelavam as noitadas invernais e que era em vão qualquer esforço no sentido de minimizar o sofrimento dos pequenos.

Nos primeiros três meses de vida, a Antonela nunca chorou intensamente ou reclamou por mais do que alguns segundos.  Com base na informação do pediatra Barradas, as "manifestações" da pequena na realidade eram cólica na realidade. Os repetitivos comentários (normalmente vindos de pessoas mais velhas) perante os resmungos da pequena: "Ela está com uma colicazinha" tinham fundamento. Então, dou a mão a palmatória...

"É ilusório achar que teremos um bebê sem cólicas"

01 de julho de 2010 2

A declaração é do pediatra José Carlos Diniz Barradas, delegado regional da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul que atende em Santa Maria. Como prometi aqui no blog, fui em busca de um profissional para ajudar uma leitora, que queria saber se poderia dar chá para o bebê, na tentativa de diminuir a cólica. Barradas nos ajuda a esclarecer muitas dúvidas sobre um problema muito comum em recém-nascidos, que é capaz de quase enlouquecer os pais.
Fiz parte do time dos "pais em pânico", que, como relata o médico, choram junto com o bebê.

- Por que nossos bebês têm cólicas?
José Carlos Diniz Barradas - Diferentemente de outras espécies, nosso filhotes nascem com vários orgãos em avançado grau de imaturidade, o que se reflete no funcionamento irregular de suas funções - enquanto um terneirinho nasce e caminha no mesmo dia, nosso bebê levará quase um ano pra caminhar... O mesmo ocorre com o aparelho digestivo - por conta desta imaturidade, a digestão é parcial e incompleta, ocorrendo grande fermentação dos alimentos (que, nesta fase em geral, é leite), o que resulta numa maior produção de gases, que, ao migrarem dentro do intestino, podem produzir dor (cólica). Ao mesmo tempo, o movimento intestinal (chamado de peristaltismo) é ainda descoordenado, o que também pode levar à cólica, além de vômitos, regurgitações e irregularidade das evacuações

- Elas têm data para começar e terminar? E por que elas se intensificam à noite?
Barradas - Podemos dizer que cólicas ocorrem, em maior ou menor intensidade, na maioria dos bebês nos primeiros meses de vida (em geral até o terceiro ou quarto mês), caracterizando-se por "crises" de choro ou inquietude que predominam no final da tarde e à noite, em razão da menor capacidade digestiva que temos nestes horários. Podem ser intensas e prolongadas, requerendo calma e paciência de pais ou cuidadores, pois quanto mais tenso for o ambiente, mais agitado e choroso fica o bebê. Assim, é ilusório achar que teremos um bebê sem cólicas (provavelmente, este seja literalmente um "bebê dos sonhos"...)

- Há algo que pai e mãe possam fazer para tentar ajudar o bebê?
Barradas - A dor de cólica costuma ser cíclica, não contínua, mas, em alguns bebês mais excitáveis, ela desencadeia um estado de agitação que torna o choro persistente por longo tempo. Assim, uma das primeiras medidas a serem lembradas nesses casos é a redução dos estímulos ambientais em torno do bebê - diminuir o volume da TV, falar mais baixo e tranquilamente, penumbra ao invés de luzes intensas, um suave balanço ao colo (e não sacudir nervosamente o bebê como vemos muitas mães fazendo nestes casos...) podem ser um bom começo para solucionar ou amenizar o problema. Pais em pânico, não raro chorando junto com o bebê, são uma combinação "sinistra" nestes casos...

- Massagem ajuda?
Barradas - Como dissemos antes, a digestão incompleta dos alimentos neste fase gera uma maior produção de gases intestinais, razão pela qual massagens abdominais suaves podem ajudar na eliminação destes gases, além do repouso, no colo, em posição ventral (barriga para baixo). Medicamentos que facilitem a migração e eliminação dos gases intestinais podem e devem ser considerados em alguns casos.

- Tem algum cuidado na alimentação que a mãe deve ter para tentar diminuir as cólicas?

Barradas - Embora sem grande base científica, admite-se que alguns cuidados alimentares na dieta da mãe que amamenta podem ser úteis, como a redução da ingestão de leite de vaca e derivados. Outros alimentos e bebidas, como cítricos (laranja, por exemplo), chocolate e chimarrão devem ser observados quando ingeridos pela mãe, no que se refere a algum aumento de intensidade das cólicas. Falando em alimentação, é óbvio que o leite materno implica numa incidência muito menor de cólicas, que costumam ser mais frequentes e intensas com outros tipos de leite, sobretudo nos bebês alimentados com leite de vaca (que, lembrem, é leite pra terneiro, não pra bebê...). As chamadas fórmulas infantis (leites em pó ), embora longe de serem ideais, são, sem dúvida, melhores do que o leite de vaca, pois tem diversas modificações em suas fórmulas que facilitam a digestão pelo bebê.

- E se o choro não for por causa de cólica?
Barradas - Embora cólicas sejam a causa mais frequente de choro em bebês menores, sempre que as crises são excessivamente intensas e frequentes, mesmo com os cuidados acima descritos, convém se considerar outras causas de choro nesta idade, que, embora muito menos frequentes, podem ocorrer e merecem uma conduta diferenciada. Alergia a proteína animal, refluxo gastro-esofágico com esofagite e fome devem ser pesquisadas e afastadas sempre que que as crises persistirem além do desejado ou esperado. Sinais de alerta como vômitos excessivos, acompanhados ou não de choro, ganho de peso insufuciente, crises de choro sem horário definido, sangue ou muco nas fezes, devem ser prontamente relatados ao pediatra que acompanha o bebê.

- Se o bebê estiver chorando muito e sem parar, devo levar ao pronto-socorro?
Barradas - O uso (muitas vezes exagerado) de consultas em pronto-socorro para a solução deste tipo de queixa é, em geral, insatisfatório, pela impossibilidade do pediatra de plantão ter uma adequada avaliação de uma situação que costuma ser crônica e que necessita de uma continuidade para seu correto atendimento.

- Posso dar o chá tão recomendado pelas avós?
Barradas - Chá pouco ou nada ajuda - alguns estudos mostram que os chás talvez diluam ainda mais as enzimas digestivas, piorando assim o processo digestivo e aumentando, em consequência, as cólicas - aparentemente o suposto efeito positivo é mais psicológico, fazendo a mãe acreditar que está fazendo algo pelo seu bebê e conseguindo talvez manter a calma por mais tempo, a espera da melhora que, mesmo que demore, sempre ocorre...

Postado por Fabiana Sparremberger

Ajudem essa mãe...

24 de junho de 2010 11

... porque eu, como minha experiência, só posso oferecer meu ombro amigo de mãe.

Tentei resolver as cólicas do Bruno por quase 4 meses, mas não consegui. Ele chorava, sem parar, das 10 da noite até as 4 da manhã. Todos os dias. Foi a maior barra que enfrentei como mãe até hoje. Nem o pé torto congênito do Bruno nem as duas cirurgias que ele fez... Nada me abalou tanto como as cólicas.

Sei perfeitamente pelo que esses pais estão passando, mas nada do que eu tentei, resolveu... Quem tiver uma receita milagrosa, por favor, tenha compaixão e ajude essa mãe...

Enquanto isso, eu, impossibilitada de dar uma dica preciosa, porque, comigo, nenhuma funcionou, vou procurando um especialista para, também, dar uma orientação sobre essa maldita cólica.

"Olá, Fabiana. Sou seguidora do blog já há algum tempo. Adoro, me ensina muita coisa, ja que sou uma mãezinha de primeira viagem. Estou com algumas dúvidas. Minha filha completa 3 meses no dia 30 deste mês e tem tido muita cólica. São cólicas muito fortes. Já tentei de tudo, usei 3 tipos de remédios, e nada surte efeito. Aí, recorri a um chá que minha mãe me recomendou... Mas como dou mamá só no peito, estou com muitas dúvidas do que fazer... Há pessoas que dizem que chá faz bem... Outras, que ele piora ainda mais. Você pode me ajudar? Beijos."

Curso para gestantes

19 de junho de 2010 0

Uma iniciativa muito bacana do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). Confira o e-mail enviado pela Carolina, assessora de comunicação do Husm.

A Equipe da Residência Multiprofissional do Hospital Universitário de Santa Maria, com o apoio do Centro de Ciências da Saúde (CCS), está promovendo um curso voltado para gestantes.
Estão convidadas a participar tanto as atendidas no Ambulatório de Pré-Natal e na Unidade Toco-Ginecológica do HUSM, quanto gestantes da comunidade acadêmica da UFSM e aquelas que fazem pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde do município.
Os encontros têm temas que abrangem toda a gestação, desde hábitos e cuidados saudáveis com a higiene bucal, postura corporal, preparos para o parto até a fase posterior a gestação como a amamentação e os cuidados com o recém nascido e com a mãe no pós-parto.
Pais, familiares e amigos também são convidados a virem nas reuniões, pois devem estar presentes, dando apoio e auxiliando a mãe e o bebê nesses momentos tão importantes da vida.
A equipe que mediará os encontros conta com residentes formados nos cursos de enfermagem, fisioterapia, nutrição, odontologia, psicologia, fonoaudiologia e assistência social.
O primeiro encontro já aconteceu no dia 7 de junho, com a presença de diversas futuras mamães a familiares, e tratou de temas relacionados à higiene bucal, dicas e restrições à alimentação e cuidados com a postura.
Confira abaixo as datas e temas dos próximos encontros:
2º Encontro (21/06)
Tema: Preparo para o parto _ aspectos físicos, psicológicos, socioculturais
Ministrantes: Enfermeira, fisioterapeuta e psicóloga
3º Encontro (5/07)
Tema: Amamentação e aleitamento materno
Ministrantes: Enfermeira, fonoaudióloga, psicóloga e nutricionista
4º Encontro (19/07)
Tema: Cuidados com o recém-nascido e com a mãe no pós-parto; direitos trabalhistas; planejamento familiar; gênero
Ministrantes: enfermeira, assistente social e acadêmica do curso de enfermagem

Já combinamos com a Carolina, e a assessoria de comunicação do Husm ficou de nos repassar as dicas mais importantes dadas durante cada encontro do curso. Assim, as futuras mamães leitoras do blog também ficam informadas.
Parabéns ao Husm e aos profissionais que fizeram o curso acontecer.

Manual dos primeiros contatos com o filho

14 de junho de 2010 0

Nem a rigidez das regras do passado remoto, nem a flexibilidade total de um passado recente. As novas orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria remetem a uma educação mais tranquila – baseada nos sinais emitidos pelos próprios bebês.
Só que, na prática, é bem mais difícil do que se imagina...
Muitas vezes, a sensação quando se sai de um hospital com uma criança nos braços é de que você leva um tapinha nas costas com um desejo de boa sorte.
Os primeiros dias para pais e mães de primeira viagem são uma incógnita para a maioria deles, por  melhor informados e intencionados que sejam.
É um ciclo que envolve mamar, limpar e dormir, e assim vai por um tempo. Por falar em tempo, ele transforma e revela. Com o passar dos dias, as angústias vão se transformando em tranquilidade e, por aí vai, o aprendizado da paternidade. Para tudo, há uma técnica. Se houvesse um manual dos primeiros contatos com o mundo materno, talvez as dicas seriam essas:


Troca de fraldas: deve ser colocada de maneira a ficar um palmo fechado medido de baixo para cima em direção ao umbigo. Deve-se cuidar para deixar para fora a beira da fralda na região das pernas e não apertar muito (passar no máximo um dedo "apertado"entre a fralda e a barriga). A troca deve ser feita a cada mamada, mas na madrugada pode falhar uma
n Limpeza dos órgãos genitais: até os primeiros três meses, de preferência só com algodão e água morna – os "paninhos umedecidos" podem causar alergia. Nas meninas, de cima para baixo, e usar cotonetes nas "dobrinhas internas". Para limpar o umbigo, usar um cotonete embebecido em álcool 70%. O antiassadura somente deve ser usado se a pele estiver avermelhada. Para empregar outros produtos, comos óleos e talcos, peça orientação

Banho: é recomendado inicialmente utilizar toalhas de fralda, que são mais macias, já que a pele do bebê é muito sensível. Nos primeiros dias, pode deixar o bebê com uma camiseta enquanto lava e depois seca a cabeça. Após, tira a roupa e lava o corpo. É indicado usar somente sabonete nos primeiros meses porque o xampu pode resultar em alergia. Em relação ao perfume, o uso é recomendado após os 6 meses (o olfato é muito sensível a alergias)

Bicos e mamadeiras: o uso é controverso. Especialistas afirmam que prejudicam a "pegada" nos seios da mãe. No caso da chupeta (de silicone), pode afetar a arcada dentária, trazer bactérias etc. Por outro lado, tem efeito calmante para boa parte dos pequenos.
Na dúvida, consulte o pediatra e considere o seu próprio instinto

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria deste dia 14 de junho. Por Ticiana Fontana

A Sara chegou

07 de maio de 2010 0

Esta é a linda Sara. Ela nasceu no dia 16 de abril, com 4,2 quilos e 51 cm, um "bebezão", como disseram as enfermeiras do Hospital Universitário de Santa Maria. Ela é a alegria da mamãe Simone, da vovó Cleuni, dos seus titios e dindos. A "gorda", como é chamada carinhosamente, veio para alegrar e nos ensinar o verdadeiro sentido da vida: que é o amor.

Quem manda o texto e a foto é a dinda babona Michiele.

A Daniela chegou

05 de maio de 2010 2

A Daniela Carvalho Spode, essa gracinha de olhar esperto, nasceu no dia 31 de março na Maternidade do Hospital de Caridade (Santa Maria ). Pesou 3,8kg e mediu 50,5 cm, um bebezão que é motivo de orgulho da mamãe Mônica, do papai Elton e das irmãs super protetoras Ana Carolina e Bruna. A Daniela é a recém-nascida dos sonhos das mamães: Só mama, observa tudo e dorme.

Na casa dela, as manas (na foto abaixo) concorrem para ver quem cuida e ama mais. É a boneca mais paparicada, um verdadeiro tesouro da família Carvalho Spode. As fotos são da tia dinda Ivânia, que não cabe em si de tanta felicidade e registra todos os momentos.

Quem enviou o texto e as fotos é a Maristani Weiand, repórter, editora e apresentadora da RBS TV Santa Rosa. E, claro, amiga dessa família linda!


O Diego chegou

23 de março de 2010 0

A Tici repassa pra mim esse mail da mamãe Aline, que teve o segundo filho, Diego, na Alemanha. Ela concordou em compartilhar sua experiência com o blog e, claro, mostrar aqui seu lindo tesouro.

Nós estamos ótimos, o meu pequeno Diego nasceu dia 11 de março (dia do meu aniversário de 33 anos) na 38ª semana de gestação. Ele nasceu supersaudável pesando 3,080kg e medindo 53cm. Estamos todos bem, já estou em casa desde ontem e lutando para amamentar pela segunda vez. Li teu post sobre a "inveja" que sentistes da mãe de "terceira viagem" amamentando com a maior naturalidade... Mas não pense que é sempre fácil, estou amamentando pela segunda vez e com problemas também.
Estou usando os bicos de silicone, pois, apesar de já ter formado o bico e já ter amamentado por oito meses meu primeiro filho, os bicos do meu seio já estão em "carne viva". Não pensei que passaria por tudo isso novamente, mas assim é a vida...
Assim como tu, também tenho uma mesinha cheia de acessórios para amamentar o Diego. Não é fácil.... Tenho leite demais, meus seios estão explodindo cheios de caroços e, é claro, mastite.
Meu pequeno teve o famoso "amarelão" e, por isso, sente-se cansado, dorme mais do que o normal e não sente muita fome, o que só agrava a minha situação.
Mas não perco a esperança. Foi assim com o meu primeiro filho, e eu venci. Estou certa de que irei vencer de novo!
Beijos, tudo de bom e aproveita o tempo em casa,

Aline

O dito refluxo

10 de março de 2010 4

Ultimamente havia notado que a Antonela andava mais "azedinha", regurgitava com mais facilidade. Inicialmente considerei o fato normal. Porém, ela começou a vomitar antes mesmo do fim da mamada, ainda no primeiro seio (ironia à parte, lembrou-me de um filme que marcou a infância: O Exorcista).
Depois de uns dois dias nesse ritmo, liguei para a pediatra. Ao relatar o caso, imediatamente veio o diagnóstico: refluxo.
Fui para a Internet entender um pouco mais sobre o tal problema. O refluxo é a volta do alimento do estômago para o esôfago. Existe um esfíncter que abre quando passa o alimento e, depois, fecha para que não volte. Nos bebês, o refluxo acontece, muitas vezes, por causa da imaturidade do esfíncter.
Diante de tanta informação, preferi a explicação de uma velha conhecida: "o refluxo é um vômito sofisticado".
Explicações à parte, a médica indicou um remédio para facilitar a absorção da pequena e que deve ser dado no mínimo 30 minutos antes da mamada.
Além disso, nada de trocar fralda ou dar banho após mamar. Os dois procedimentos devem ser feitos antes... Como ela está com fome, percebi, desde a primeira vez, que a trilha sonora (o choro) fica ainda mais intensa...
Alguns cuidados como insistir no "arroto" após o mama (fico uns 30 minutos com ela na posição em pé) e até usar a cadeirinha de colocar no carro ajudam a diminuir os vômitos.
Vamos monitorando o comportamento dela e torcendo para diminuir as "golfadas" (de dar inveja ao exorcista - rsrsrs).

Sono do bebê (e da mãe)

07 de março de 2010 0

A pergunta é de uma mãe, que preferiu não se identificar. Quem nos ajuda na resposta é o pediatra de Santa Maria Wilson Juchem.
Blog Meu Filho - Pais e mães devem tentar disciplinar o sono do bebê já nos primeiros dias, seguindo a orientações de livros como o Nana, Nenê ou de outros métodos de especialistas? Ou isso pode ser prejudicial para o bebê, já que cada um tem o seu ritmo? Os pais devem tentar conhecer o ritmo dos seus filhos ou tentar discipliná-los a um ritmo seu, desde cedo?
Wilson Juchem - Embora existam muitas tentativas de fórmulas e receitas para uma noite tranquila de sono, duas situações devem ser abordadas:
- a primeira refere-se ao à "educação para o sono"
- a segunda aborda a situação mais comum referida pelas mães: "desde que meu filho nasceu nunca mais tive uma noite de sono como antes".
Ao abordar a primeira, já estamos prevenindo a segunda, embora para nenhuma das situações exista uma receita considerada infalível.
A mãe deve ser orientada de que, na relação dela com seu filho, no que se refere à amamentação, o dia deve ser considerado como o período que vai das 5h da manhã até a meia-noite. Dentro deste período, os espaçamentos entre mamadas e trocas de fraldas ocorrem conforme as relações que vão se estabelecendo entre mãe-criança.
Para o período que vai da meia-noite até as 5h, recomenda-se que, aos poucos, a criança vá sentindo que aquele horário deverá ser de seu descanso e de seus pais.
Para isso, a mãe deverá criar, a cada dia, um pouco mais de dificuldades no oferecimento do seio. Em geral, neste horário é quando a mãe está mais disponível para oferecer o seio e, se assim for ela, estará provavelmente criando o hábito de mamar naquelas horas, as quais seriam do repouso familiar.
Deve ficar claro que não estamos recomendando que a mãe não alimente o seu filho neste horário, mas que não o acorde para dar de mamá (a não ser por recomendação médica) e, quando o bebê pedir, possa sentir que aquela mamada não está sendo oferecida com a mesma presteza (da mamadas do dia).
Outro aspecto que tem relação direta com a qualidade do sono do bebê é a proximidade maior da mãe com o filho.
Neste sentido, recomenda-se que, no mais curto espaço de tempo, procure levar seu filho a dormir em seu berço e, se possível, em quarto separado, pois essa separação faz parte do desprendimento natural entre mãe-filho. A presença e disponibilidade total da mãe costuma fazer com que a criança solicite a mesma em um maior número de horas fazendo, com isso, a ocupação das horas que seriam as dedicadas ao sono repousante da mãe e do filho.

Mastite - parte 2

05 de março de 2010 1

Novamente, a mastite me castiga... Mais uma vez, começou com uma dor na mama direita, que ficou avermelhada, dolorida e quente. Depois, fiquei com febre acompanhada de uma indisposição generalizada...
Cada mamada é uma tortura, sinto uma dor intensa e quase não consigo controlar gritos e lágrimas. Tento me conter para não passar nada ruim para a pequena, que não tem culpa.
A médica afirma que a mastite _ inflamação nas glândulas das mamas - pode ser resultado de várias coisas, do excesso de leite, de alguma bactéria da própria boca do bebê ou do bico de silicone (que uso para auxiliar na mamada).
Estou usando remédios para dor e antibióticos para solucionar o problema, que pode voltar a se repetir. Sempre tomo banho antes de cada mamada para esgotar o excesso de leite. Tem várias receitinhas caseiras que amenizam, mas não resolvem o caso.
Mais uma vez torço para que o tempo seja um aliado, e a medicação faça efeito logo.
O lado bom de tudo isso é que a pequena está cada vez melhor, mais gordinha e ativa e, no fim das contas, ser mãe é literalmente "padecer no paraíso".

No reino de Antonela

04 de março de 2010 0

A natureza exuberante, o canto dos pássaros, o ar puro e o silêncio restaurador são os cartões de visita do castelo de Antonela. Foi numa casa plantada no meio da tranquilidade da serra de Itaara que encontramos a princesa pela primeira vez, no sábado passado. Estava agitada no colo da mãe, apressada entre uma sugada e outra do leite, que descia em abundância. Depois dos 20 minutos em cada seio, e com a fome satisfeita pelo menos temporariamente, a pequena chega toda enfeitada para receber as visitas.
A princesa em questão não usa vestido, como as do reino da imaginação, mas é toda cheia de graça em sua minúscula roupinha vermelha, revelando a cor do time do coração dos pais (eu ainda tenho esperança na pequena...).
No castelo de Antonela, nem o chorinho da pequena afasta a aura de paz que reina naquela pequena floresta. Nem é preciso ser muito sensível às energias do ambiente para perceber que, por ali, mora o amor. Sabe aquela casa que dá vontade de ficar, que tu te sentes bem, aconchegado, querido e tem de fazer um esforço tremendo pra ir embora? Pois é este o reino em que vive e viverá Antonela, em muitos finais de semana de sua vida. O castelo da princesa é a casa dos avós maternos, dois seres iluminados pela bondade e sabedoria. A chegada da pequena vai transformar o jardim do castelo, que deve ganhar uma pracinha e ainda muito mais alegria a partir de agora.
O reino da princesa, que fez um mês na última quarta-feira, é o da paz. Do amor. Da alegria. Da bondade. Queria eu, como mãe, que todas as crianças desse mundo pudessem nascer, crescer e se desenvolver num reino como o de Antonela.

De mãe pra mãe

04 de março de 2010 0

Olá, Ticiana.
Também passei por momentos difíceis com a amamentação, mas não era por causa do bico do seio (ele rachou, sangrou mas depois ficou bom) e, sim, pela produção do leite que me fizeram erroneamente acreditar que era insuficiente.
Sei o quanto é doloroso e angustiante passar por essa situação, o quanto nosso coração e autoestima de mãe ficam em frangalhos e o quanto ficamos confusas com a enorme quantidade de palpites (muitos deles totalmente desnecessários).
Como se não bastassem a nossa insegurança inicial e a enxurrada de hormônios do pós-parto, ainda há o agravante que são pouquíssimos pediatras realmente preparados para orientar a mãe no processo de início da amamentação.
No meu caso, o primeiro pediatra que tivemos quase estragou tudo irreversivelmente. Ainda hoje sinto arrepios só de lembrar que ele nunca analisou a pega do mamilo pela boca da nenê, nem cogitou outras hipóteses que justificassem o choro dela. Tampouco me instruiu sobre translactação ou orientou a buscar ajuda especializada.
Simplesmente olhou para mim e disse: " É, pode ser produção insuficiente de leite materno, sim". Ouvir isso era como ter uma lâmina atravessando meu coração, sentia vontade de chorar sempre que lembrava e me estressava demais. E cabe dizer que minha produção nunca foi pouca, as conchas ficavam cheias e vazavam a noite inteira. O que foi insuficiente foi a orientação que recebi no início.
Infelizmente também são poucos os hospitais que possuem um serviço de orientação eficiente para amamentação. A minha filha nasceu em hospital particular, mas foi no serviço de orientação de um hospital público conhecidíssimo aqui em Porto Alegre que encontrei apoio e orientação.
Compreendo as mães que desmamam precocemente os filhos porque realmente não é fácil.
Fui atrás, me informei, não me resignei. É uma batalha diária, e eu diria que é uma luta solitária porque, por mais que nossos maridos nos amparem, amamentar é um ato exclusivo do corpo feminino e, mesmo com boa vontade e amor, os papais nunca vão conseguir dimensionar isso. Tudo que busquei para auxílio foi sozinha, sempre acreditando muito em mim e principalmente movida pelo amor e pelo instinto materno (descobri que ele existe mesmo!). Mesmo se não desse certo, ao menos teria tentado.
Como já disse aqui no blog, usei o MamaTutti e deu muito certo.Mesmo não tendo conseguido ficar sem alimentação complementar por muito tempo (não consegui me livrar totalmente da insegurança enquanto ela só mamava), minha filha segue mamando bastante até hoje, com 9 meses.
Ela come papinhas com pedaços, toma complemento, leite do soja, chás, água, come frutas e mesmo assim adora o "tetê" da mamãe. Usa mamadeira e também começou com o copinho de treinamento (adora!).
Sabe, na época em que tudo isso aconteceu, eu ficava muito triste e pensava por que isso acontecia comigo. Depois que tudo foi superado, me dei conta que tudo na vida tem uma razão, o que me fez querer muito ajudar outras mulheres com o mesmo problema.
E te digo mais: por mais que na hora tudo pareça muito difícil, depois que passa, vemos o quanto conseguimos ser fortes, o quanto aquela dificuldade nos ensinou.
Os filhos despertam na gente uma força que nem sonhamos possuir. E descobrir isso foi o saldo positivo da minha experiência com amamentação, que começou bem difícil, mas se tornou muito prazerosa. E depois de toda a luta, ela se tornou algo tão bom, mas tão bom que revi meus (pré)conceitos sobre amamentar. Se durante a gravidez pensava em amamentar por seis meses, depois resolvi que ficaria um ano. E, recentemente, decidi que vou continuar amamentando enquanto estiver bom para minha filha e para mim, sem me limitar a datas e prazos. Simples assim.
Beijão,
Roberta Ribeiro, mamãe da Alice

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