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Posts do dia 12 janeiro 2013

Férias com a criançada na Capital

12 de janeiro de 2013 1

Porto Alegre oferece inúmeras atrações para quem está com as crianças na cidade, em época de férias. Confira algumas sugestões da coluna:

Foto: divulgação/Lezanfan

- Na terça- feira, o Chairs Resto Lounge convida para um happy hour para pais e filhos, a partir das 19h.
Entre as atrações, show da banda Us Tiago, fraldário, brinquedos e cardápio kids.

- A oficina de teatro do grupo Cuidado que Mancha começa nesta terça-feira, dia 15, na Usina do Gasômetro (sala 502). Durante quatro tardes, os alunos terão contato com o teatro através de jogos e brincadeiras. Informações: contato@cuidadoquemancha.com.br

Foto: Daniel Marenco

- A Terça Alegre, na Fundação Iberê Camargo, reúne oficinas, visitas teatralizadas à mostra de Morandi e expedição sobre o funcionamento do museu. Até 5 de fevereiro, sempre à tarde.

- A Lezanfan segue com as semanas de oficinas de arte, culinária e musicalização abordando a história de diferentes países. No cardápio de aulas, confecção de máscaras e coroas, quitutes típicos e aulas de música. A Organic Baby vai distribuir picolés orgânicos durante as oficinas. Na Barão de Santo Ângelo, 174.

Isaac Karabtchevsky: "Só o amor é mais avassalador do que a música"

12 de janeiro de 2013 1

O maestro Isaac Karabtchevsky dispensa apresentações. Considerado pelo jornal The Guardian um dos ícones vivos brasileiros, ele acaba de assumir a direção artística do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Dono de uma respeitada carreira internacional, Karabtchevsky também tem no currículo uma passagem de sete anos pela Ospa ( 2003 -2010).

Em férias, ele falou à coluna sobre o novo desafio no Rio, onde já comanda a Orquestra Petrobras Sinfônica.

Fotos: Ricardo Jaeger, divulgação

Quais são as prioridades no Theatro Municipal do Rio de Janeiro?
Isaac Karabtchevsky –
Quando se aceita um convite para ser diretor artístico de um teatro que remonta a 1909, o primeiro pensamento é o de realizar uma temporada digna do prestígio da casa. Uma constelação de eventos, como os bicentenários de Verdi, Wagner e Benjamin Britten, transformam 2013 em um ano em que se pode navegar entre tradição e renovação. Além disso, em época de Copa e Olimpíadas, é fundamental inserir o Municipal nesse circuito, exaltando o Rio também como polo cultural.

O senhor fala que há uma lacuna a ser preenchida no público brasileiro, que desconhece obras de referência do repertório erudito. O senhor vai apresentá-las?
Karabtchevsky –
É de estarrecer quando se sabe que grande parte do repertório é completamente desconhecido do público. Não me refiro a questões de gosto pessoal mas à falta de informação, o que é grave. A questão é: terei tempo de transformar minhas ideias e angústias em projetos palpáveis que venham ao encontro à população? Conto com Carla Camurati (presidente da Fundação Theatro Municipal) para me ajudar a estabelecer uma linha de ação que priorize o repertório tradicional e as incursões no novo.

Aos 78 anos, o senhor aceita desafios como assumir a direção do Municipal do Rio e gravar as sinfonias de Villa-Lobos com a Osesp. Que contribuição espera deixar para o cenário cultural brasileiro?
Karabtchevsky –
Acrescente a Petrobras Sinfônica, com a qual trabalho desde 2004, e a orquestra de Heliópolis, maior favela de São Paulo, um verdadeiro milagre do qual não abro mão. Sem contar meus cursos de regência, em Riva del Garda, na Itália, e em Olinda, e a regência de orquestras europeias. Enquanto Deus me der saúde, atuarei com a mesma disposição que sempre pautou minha vida.

A Osesp é considerada referência naAmérica Latina. Há outras orquestras com esse potencial no Brasil?
Karabtchevsky –
A Osesp é um exemplo de competência e excelência, reúne grandes músicos e uma administração que lhe dá forma e transparência. A Sala São Paulo é só um detalhe, o que importa é a qualidade do trabalho. Não vejo nenhuma outra instituição que ostente essa conjugação.

A Sala Sinfônica da Ospa deixou de ser um sonho. O senhor acompanha as obras?
Karabtchevsky –
Infelizmente, não, mas fico feliz pela Ospa. Sempre lutamos não só pela construção da sala como pela complementação da orquestra. Fizemos dois concursos que resultaram na efetivação de cerca de 30 músicos.

Mesmo em férias, o senhor estuda seis horas por dia. É possível imaginar a vida longe de uma sala sinfônica ou de um teatro?
Karabtchevsky –
Seria impossível viver sem música. Ela não só preenche os momentos de lazer como é parte do cotidiano. A única coisa mais forte e avassaladora do que ela é o amor.