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Design não envelhece

05 de fevereiro de 2016 1

Pesquisando nos arquivos encontrei este texto escrito em janeiro de 2015 para a coluna “Feito Casulo”, à convite da jornalista Jana Hoffmann, no caderno Casa&Cia, do Diário Catarinense. Parei o que estava fazendo para compartilhar a página no blog um ano depois e o mais interessante é que o assunto continua super atual – a coluna no jornal não existe mais (agora é aqui https://feitocasulo.com.br/) e nem o caderno. Tudo mudou! Mas, falar sobre design não sai de moda, não fica velho, é sempre atual. O que muda também são os lançamentos da indústria, e mesmo assim tem peças e objetos que viram clássicos e permanecem, outros que nem chegam a ser absorvidos pelo consumidor, e ainda os que de fato saem da “tendência”.

 

Design sensorial

Nas várias matérias que ao longo dos últimos anos tenho feito sobre o universo da casa, são recorrentes algumas palavras que tentam definir o que desejamos para os nossos ambientes: acolhimento, identidade, memória e percepção sensorial. Há quase 10 anos, em 2007, um fórum internacional sobre tendências realizado em São Paulo, proclamava que a casa é para ser tocada, sentida, experimentada. Na época, entrevistei o designer italiano Massimo Morozzi e lembro bem o que afirmou ele: “Toda a discussão do design hoje pode ser comparada ao ato de preparar alimentos, que é extremamente sensorial: nós provamos do sabor, das texturas, dos sons, da apresentação do prato. Há uma participação global que permeia todo o processo”.

A ideia é expandir as percepções sensoriais dos consumidores com projetos que ele chama de “homeopáticos”: simples, mas que funcionam e trazem bem-estar. Esse pensamento é super atual e estreio no Feito Casulo nas férias da Jana Hoffmann selecionando peças e falando exatamente sobre o tema que adoro: design!

mangue

Mesa Mangue, de Roque Frizzo e inspirada nos manguezais brasileiros, conquista prêmio na 1ª edição do Prêmio W’ Award, do Instituto de Arte e Cultura de São Paulo. A peça fabricada pela Saccaro tem edição limitada.

 

SJ_mj_bank

Jader Almeida faz alta costura no mobiliário. E não é à tona que arremata cada vez mais prêmios: na foto a mesa Bank, vencedora na categoria Mobiliário, do 28º Prêmio Museu da Casa Brasileira.

 

ipsilon

Cansados da mesmice, André Ramos, Altino Alexandre e Maurício Scoz criaram a Ipsilon para produzir peças em chapas de aço para o público masculino – querem ajudar os marmanjos a fazer a decoração de suas casas. Taí, gostei! Vale dizer que a cadeira Alpha e a luminária acumulam prêmios do Museu da Casa Brasileira e Design Catarina.

ipsilon Cadeira Alpha e Lumin-ria Echo

Cadeira Alpha e luminária Echo, Ipsilon Design.

 

Batedeira Patricia Bonaldi

A estilista mineira Patrícia Bonaldi customizou o produto mais icônico da marca KitchenAid: a Stand Mixer, com a estampa inspirada na coleção de inverno 2015. A batedeira ganhou seu consagrado design em 1936, assinado por Egmont Arens, garantindo espaço no MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova York.

 

 

 

 

 

 

Comentários (1)

  • Valdecir Isidoro diz: 5 de fevereiro de 2016

    tudo e questão de bom gosto

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