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"O Pior de Mim" relaciona limites entre corpo e espaço

19 de abril de 2016 0

“O pior de mim pode ser o meu melhor” – declara a performer Monica Siedler sobre seu novo projeto “O pior de mim”, com estreia marcada para 20 de abril, às 20h, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Florianópolis (SC). A atriz, formada pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), propõe neste trabalho um olhar para a construção de uma dramaturgia corporal a partir de um estado de interdependência, onde uma característica do ser pode servir como arma de sobrevivência social em um determinado espaço. “Uma face não elimina a outra, elas fazem parte de uma mesma moeda”, pontua.

 
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A pesquisa iniciou em 2014, viabilizada pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura. Monica estudou no corpo as características físicas, emocionais, e percebeu os modos como interage e é vista pelo ambiente que habita. Trouxe à tona as particularidades superlativas, consideradas como exageradas e reveladas enquanto fragilidade e potência de ação.  Assim alimenta a dinâmica em cena, uma tensão entre figuração e desfiguração, um trânsito de condutas que denunciam uma busca de estratégias, lugares (in)seguros, que desdobram em possíveis ressignificações de padrões comportamentais (físicos). O trabalho também utiliza elementos audiovisuais que criam camadas sobre a corporalidade exposta. “Cada cena habita uma zona de conflito e impasse entre um corpo devir e um corpo socialmente legível. Por habitar “não lugares” ou por habitar diferentes lugares, a própria performance não existe enquanto estrutura fechada. Cada performance/ação realizada é pensada para o espaço onde será feita e trabalhará a partir das possibilidades e limites que o lugar propõe, pois, afinal, O Pior de Mim é uma reflexão sobre isso: sobre limites, sobre impossibilidades de ser, sobre assumir-se em ruína e eterna construção, sobre olhar para si mesmo e aceitar, sem medo de deixar doer e de fazer rir”, explica Monica. Após a estreia, a atriz fará apresentações em mais três locais: no CEART/UDESC no dia 25 de abril, no Teatro da Armação nos dias 29 e 30 de abril, ​ambas às 20h, e a última no dia 12 de maio no projeto Sol da Meia Noite, no Bloco de Arte Cênicas, UFSC​ . A entrada é franca. (assessoria de imprensa).

Sobre Monica Siedler:Atriz, performer, com graduação e mestrado em teatro pela UDESC. Faz parte da curadoria e organização do Vértice Brasil: encontro e festival ligado ao The Magdalena Project – rede internacional de mulheres artistas, realizando até o momento 4 edições (2008, 2010, 2012, 2014). Em São Paulo fez parte do Coletivo Rubroobsceno (2012/2015), realizando uma série de ações ligadas à temática de gênero e feminismo (mesas de estudo, performances, produção de workshop e mostra de cenas de mulheres). De 2008 a 2014 participou da ARCO Projetos em Arte, em parceria com o artista visual Roberto Freitas, onde pesquisaram a interação entre linguagem cênica e audiovisual. Por conta disso produziram a Trilogia Ninguém é Impossível, que integra as performances: Só Depois (Prêmio Funarte Klauss Vianna 2011); Somático (prêmio Elisabete Anderle de estímulo a Cultura -  SC/2010); 1A(UMA) (bolsa de pesquisa para intérprete-criador projeto Mergulho no Palco (2007, Florianópolis/SC).  Com a trilogia apresentaram tanto em festivais de dança como de teatro, performance, cinema e artes plásticas, por diferentes estados do Brasil (SC, SP, PR, PB, PE) e exterior (Argentina, México e Dinamarca). Com a ARCO também destaca-se as produções: Instalação coreográfica Territórios Imaginários (parceria com a Siedler  Cia de Dança através do prêmio Elisabete Anderle de estímulo a Cultura-SC (2010) e a esquete cênica DOLLOP (2002). Participou como atriz nas produções Mi Muñequita (circulação nacional pelo projeto SESC Palco Giratório 2010) e Teatro de Quinta – Um Show de Humor (apresentações sistemáticas pelo estado de Santa Catarina – 2008/2010). Integrou a Andras Cia de Dança Teatro, desde sua fundação em 2004, até 2007, dirigida pelo coreógrafo Milton de Andrade. Com o grupo participou dos espetáculos 7 solos (2004), Quixote (prêmio DAMS, Bolonha, Itália, 2005), e Butterfly, (prêmio Funarte Klauss Vianna, 2006).

 

Ficha Técnica

Criação e performer: Monica Siedler
Pesquisa compartilhada com Barbara Biscaro
Música: Ledgroove
VJ (performance MIS): Bruno Bez
Audio/visual (teatro armação): Fê Luz
Cenário: Roberto Gorgati )
Figurino: Loli Menezes
Consultoria material químico: Cláudia Lira
Desenhos: Narjara Reis
Textos blog: Andre Felipe, Erica Maciel Fiod, Josimar Ferreira, Flávio Dias, Loren Fisher, Carolina Votto
Assessoria de Imprensa: Luciana de Moraes
Design gráfico: Paula Albuquerque
Produção: Christiano Scheiner, Monica Siedler e Paulo Soares

www.opiordemimprojeto.blogspot.com

A obra é dedicada ao amigo, ator, escritor e produtor cultural Christiano Scheiner, em memória.

 

​SERVIÇO:
O que: Solo de dança Contemporânea O pior de mim, da atriz e performe Monica Siedler
Quando: 20 de abril, às 20h, no MIS
25 de abril, às 20h, no CEART/UDESC
29 e 30 de abril, às 20h, no Teatro da Armação
12 de maio, às 22h15, Projeto Sol da Meia Noite, no Bloco de Artes Cênicas, UFSC

 

 

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